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27 fevereiro 2022

Renato Russo debutou o rock no Guará

           O texto reproduzido na postagem foi escrito por Mário Pazcheco. Historiador, jornalista e servidor público são informações disponíveis no seu perfil social. Sim! Ele é isso e mais um pouco. Pazcheco é uma referência importante na cena do rock no Distrito Federal (DF). 

           Necessário enfatizar que, apesar dos predicados, a humildade e a generosidade de coração são suas características mais evidentes.

          Reproduzo matéria da Cultura Própria, coluna assinada por Pazcheco no Jornal do Guará (www.jornaldoguara.com.br), site que aborda assuntos relacionados à cidade-satélite próxima de Brasília. Na publicação de 11 a 17/12/21, o autor comenta a relação de Renato Russo com o rock guaraense. A fotografia do músico foi registrada por Ivaldo Cavalcante.

Aroldo José Marinho 




 

10 janeiro 2022

Aniversário e louvação de Paulo Sidney


 Passado algum tempo, eu venho ao blog para fazer nova postagem. Creio que ainda é tempo para dedicar votos de abençoado e vitorioso ano novo aos leitores e às leitoras. Espera-se que 2022 seja pleno de superação das dificuldades sociais e que a solidariedade esteja enraizada nas relações entre as pessoas e tudo que a elas diz respeito. 
Apesar do blog não ser um espaço dedicado ao colunismo social e congêneres, faço citação de que um bom amigo hoje celebra a vida. 

Me refiro a Paulo Sidney Monteiro Amaral, que conheci na Belém dos anos 1990. Eu era estudante universitário e também participava de um grupo que promovia ações sociais em prol do diálogo inter-religioso e da unidade entre os povos. Paulo também fazia parte. Ele tinha interesse em muitas áreas, gostava da arte mas também empenhava-se nas situações ligadas à religião e ao ambientalismo. Era um jovem paraense antenado, com vontade de participar de eventos considerados contribuição para a humanidade.   
 
Essa vontade talvez explique o rumo que sua vida tomou. Foi para a Universidade Federal do Pará (UFPA), estudou o bacharelado e a licenciatura em Filosofia. Na CESUPA concluiu a especialização em Teologia  com ênfase em Bioética. Professor concursado, leciona Filosofia no município de Capanema (PA) e escreve livros sobre o tema. Além da reconhecida atuação no campo filosófico, publicou romances e poesias. Como se isso não fosse suficiente, conseguiu arrumar tempo para exercitar suas personas de artista plástico e músico amador.

Vale lembrar que este bom amigo, muitas vezes, é frequentemente chamado para atuar como palestrante e conferencista em contextos variados. Porém devido às limitações que a covid-19 impôs ao mundo, a maior parte dessa atividade passou a ser exercida através do sistema online. De certa forma, facilitou para que sua eloquência possa ser acessível para pessoas de diferentes regiões.

Sem mais delongas, posto para o distinto e amável público do blog um texto poético da lavra de Paulo Sidney, que enfatiza o aprimoramento de sua fé, através da confiança num Deus que se mostra sempre como amor. Feliz aniversário!
Aroldo José Marinho  

       
Louvado Seja
Paulo Sidney

Louvado seja meu Senhor!
Por tudo o que ocorre na existência, pois, tudo concorre para o bem
E mesmo que não pareça, a graça sempre vence a desgraça...

Louvado seja meu Senhor!
Por cada átomo que se move,
Por cada astro que se firma no espaço, 
Por cada alegria e dor que nos ensina a fragilidade da existência...

Louvado seja meu Senhor!
Por toda beleza que Ele conserva no mundo,
Pela Santíssima Mãe que Ele nós doou,
Por sua presença Viva na Santa Eucaristia...

Louvado seja meu Senhor!
Por Ele nós ter desejado, escolhido 
E nos chamado à vida para louvá-lo eternamente no Seu Amor.

27 outubro 2019

Audiência Pública na Alap debate politicas para a inclusão de pessoas com epilepsia no estado do Amapá

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Boa noite!
Posto abaixo texto que faz referência à atuação parlamentar na Assebléia Legislativa no Amapá (ALAP) no intuito de valorizar a participação de pessoas com epilepsia nas políticas públicas de inclusão na área da saúde no estado.  
Aroldo José Marinho



Audiência Pública na Alap debate politicas para a inclusão de pessoas com epilepsia no estado do Amapá

         A deputada Cristina Almeida (PSB-AP) em parceria com a Associação de Pacientes com Epilepsia do Amapá e a Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (Lanneu) da UNIFAP realizou na sexta-feira (25) na Alap uma audiência pública com o tema “Politicas para a Inclusão de Pessoas com Epilepsia no Amapá". O evento teve a participação do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB-DF), presidente da Frente Parlamentar Interestadual dos Direitos das Pessoas com Epilepsia na Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), que palestrou sobre vários aspectos relacionados à doença, a questão dos medicamentos como o Canabidiol, o protocolo de atendimento e o preconceito que atinge as pessoas acometidas pela doença; da Dra. Márcia Loureiro, neuropediatra, que abordou a respeito da epilepsia no âmbito da neuropediatria e as circunstâncias relacionadas ao desenvolvimento da infância em meio ao tratamento da doença, suas repercussões neurológicas e o comprometimento cognitivo e motor; Helane Magno, Dra. em neurociência e professora adjunta do colegiado de medicina Unifap que tratou das pesquisas e possibilidades terapêuticas desse medicamento; Dr. Isaías Cabral, neurocirurgião e professor do curso de medicina e orientador da Lanneu/Unifap que falou dos desafios no tratamento da epilepsia pelo SUS no Amapá, das dificuldades enfrentadas pelos pacientes e médicos durante esse processo e do Canabidiol e sua eficácia na melhoria da qualidade de vida dos pacientes; Arlindo Filho, mestrando em Ciências Farmacêuticas que apresentou os estudos pré-clínicos de substâncias anticonvulsivantes e seus efeitos sobre os pacientes num tratamento de longo prazo; e, Hoffmann Carvalho, presidente da Associação de Portadores de Epilepsia do Amapá, que ressaltou a importância da audiência para as pessoas com epilepsia em todo o estado e da contribuição da mesma para a divulgação e expansão do tratamento.

24 junho 2018

O suor dos grandes


Na sexta- feira (22) e no sábado (23) as seleções de Brasil e Alemanha tiveram oportunidade para mostrar as lições aprendidas com os tropeços na primeira rodada da copa do mundo. As expectativas de elásticas goleadas sobre os adversários da estreia foram frustradas. O empate de uma e a derrota da outra surpreenderam torcedores e jornalistas, derrubando as bolsas de aposta ao redor do planeta. Veio à tona uma conhecida frase: nenhum jogo é vencido por antecipação.
Na sexta, a equipe brasileira enfrentou a Costa Rica. Procurava superar as dificuldades e mostrar que o resultado do jogo anterior foi um mero acidente de percurso. Vontade não faltou. Tampouco desorganização. Apesar de ter maior posse de bola, a seleção não conseguiu transformar sua vantagem em gols. As poucas tentativas corretas foram parar nas mãos de Navas. O goleiro costa-riquenho defendia e botava sua equipe no ataque. O toque de bola adversário não ofereceu perigo para o Brasil. Gol anulado de Jesus. Empate justo!

O segundo tempo teve maior movimentação. Repetiu-se o panorama do tempo anterior. Brasil indo para cima. A seleção da América Central defendendo e esperando uma bola boa para sair no contra-ataque. Foi então que, aos 32 minutos, brilhou a estrela da copa: o vídeo assistant referee (VAR). Coube ao árbitro auxiliar de vídeo confirmar se houve pênalti na queda de Neymar, derrubado por González. O juiz principal apitou. Todavia o VAR desmascarou a malandragem do jogador brasileiro.

Parecia que o segundo jogo das duas equipes terminaria sem gols. Porém os seis minutos de acréscimos oferecidos pela arbitragem ajudaram a desencantar a seleção brasileira duas vezes. A primeira foi aos 46 minutos com o gol de Coutinho, e aos 52, com Neymar. No final da disputa, ele chorou. Mas seu choro não pareceu ser relevante.
https://www.youtube.com/watch?v=4JKiPQoImpA

O jogo do sábado também ofereceu sua dose de dramaticidade. A campeã Alemanha precisava vencer a Suécia para se redimir da derrota na estreia e continuar sonhando com o bicampeonato. Entrou pressionando o adversário. Tanta determinação fez os torcedores acreditarem que o gol era só uma questão de tempo. Mas a lógica deu ao contrário. O gol anotado aos 31 minutos por Toivonen, fez a alegria de quem desejava a vitória da sueca. A seleção alemã sentiu o golpe mas voltou para suas jogadas elaboradas e sem nenhuma conclusão correta.

O segundo tempo foi frenético desde o início. Movida pela necessidade de sobrevivência, a Alemanha, assumiu logo o controle das ações. O ímpeto era tão grande que, aos 02 minutos, foi recompensado com o empate através de Reus. A equipe continuou no ataque, forçando o recuo dos suecos. Mesmo assim, o gol da vitória não balança as redes. Nada do gol e com uma baixa aos 36, causada pela expulsão justa de Boateng, depois de receber o segundo cartão amarelo.   

A disputa continuou do mesmo jeito. Mesmo com um homem a menos, a Alemanha não abriu mão de atacar. Contudo a dificuldade para marcar o segundo gol dava impressão de que a Alemanha teria que depender de uma combinação de resultados na terceira rodada. Porém os cinco minutos de acréscimos lhes foram úteis. A cobrança de falta feita por Kroos, no último minuto do cinco dados como acréscimo, resolveu a situação da equipe. 
https://www.youtube.com/watch?v=5G9m2Vi6z8w

Por fim, Brasil e Alemanha conseguiram as vitórias almejadas. Porém não faltou suor. Costa Rica e Suécia venderam caro suas derrotas. Aos poucos, as lições da derrota da Argentina para a Croácia, na quinta-feira, começam a ser assimiladas pelas equipes favoritas: não há mais time bobo. O negócio mesmo é jogar com dedicação para vencer e seguir adiante na competição.

Harold

20 junho 2018

Empate resultado justo


A seleção brasileira fez sua estréia na Copa do Mundo no domingo. Usando a lógica como referência, a maior parte da torcida acreditava numa vitória espetacular sobre um freguês habitual. Porém o jogo desmentiu a lógica e a estrondosa goleada que se esperava em cima da Suíça não aconteceu. Mais uma vez, ficou provado que, assim como na vida real, não é bom ter muitas certezas antecipadas no futebol.

No primeiro tempo, a equipe brasileira foi dona das ações mais importantes. Seu esforço foi premiado aos 20 minutos quando Coutinho chutou de fora da área e a bola acabou dentro do gol adversário. A torcida vibrou e os narradores esportivos venderam a ideia de que aquele era o primeiro gol de uma série de muitos. Porém o gol tomado não botou a Suíça na retranca. Para alívio brasileiro, o bom toque de bola adversário não conseguiu empatar o jogo.

O segundo tempo começou, a Suíça quis mostrar que tinha aspirações no jogo e tratou de correr atrás do prejuízo. Após cobrança de escanteio, a bola na área brasileira sobrou para Zuber cabecear e, aos quatro minutos botar novamente o placar em igualdade. A seleção brasileira reclamou, alegando que o jogador suíço, antes de fazer o gol, teria cometido falta no zagueiro Miranda. A reclamação não foi acolhida por Ramos, árbitro mexicano que não pediu uso do VAR (vídeo assistant referee), sigla traduzida como árbitro auxiliar de vídeo.

O jogo seguiu adiante e as dificuldades do primeiro tempo também foram percebidas na etapa final. Brasil ia ao ataque sem mostrar eficácia e a Suíça faziam seu toque de bola, conseguia algum espaço no meio campo mas pouco finalizava. Além do questionamento brasileiro após o gol adversário, nova polêmica surgiu aos 27 minutos, quando houve reclamação de pênalti sobre Jesus. O juiz não marcou e mandou o jogo seguir. No final das contas, o empate foi o resultado mais justo.

Aroldo José Marinho

12 dezembro 2017

Encontro de artistas

O vídeo postado mostra o encontro de artistas que unem extremos regionais com afinidades pessoais. Nele dialogam os talentos de Carla Ruaro (à esquerda) e Lúcia Uchôa (à direita). A pianista gaúcha, apaixonada pela música da Amazônia, teve contato com a obra da compositora e professora amapaense-paraense.

Esse diálogo da habilidade de uma com a obra da outra teve início em 2015, quando Ruaro viajou para a região norte para conhecer e pesquisar as criações dos compositores amazônicos e estabelecer parcerias. Além de Uchôa, ela teve acesso às composições de Luiz Pardal, Nego Nelson e Vicente Malheiros da Fonseca. Os compositores foram receptivos às intenções da pianista, que transformou o fruto de sua viagem numa proposta a ser estudada no doutorado de Performance Musical, da Universidade Nova de Lisboa. Em maio deste ano, num concerto realizado na cidade do Porto, Ruaro mostrou ao público português as criações dos autores por ela pesquisados. Neste contexto nasceu o projeto "Floresta, um piano na Amazônia".

Novamente Ruaro retornou à Amazônia, acompanhada de uma equipe para a realização de um cd/dvd. Nas filmagens, ela entrevistará os compositores para saber sobre suas inspirações e executará suas canções.  Esse projeto foi viabilizado através de crowdfunding, financiamento coletivo, promovido pela plataforma Catarse. 

O contato de Ruaro com Uchôa foi muito afetivo. A compositora é uma pessoa de bom trato e simpatia, que consegue cativar as pessoas ao redor. Com generosidade, ela mostrou suas composições deixando a pianista a vontade para escolher as criações que desejasse inserir no projeto.

Quando houver o lançamento do trabalho de Carla Ruaro, o blog fará sua divulgação com muito entusiasmo. Segue um trecho muito bonito em que a pianista executa a elaborada e estimulante composição "Respingo", de autoria de Lúcia Uchôa.

Aroldo José Marinho


    


  

16 novembro 2017

Saída do baixista

Na terça-feira (14) o grupo Barão Vermelho anunciou, em nota oficial divulgada em rede social, o desligamento do músico Rodrigo Santos (o primeiro à esquerda na foto de divulgação). O baixista, que entrou na formação em 1992, alegando "incompatibilidade de agenda", optou pela dedicação integral à carreira solo. É a segunda baixa sofrida pelo grupo neste ano, após saída do guitarrista e vocalista Roberto Frejat.

Santos foi o terceiro baixista a integrar a banda após as participações do fundador Dé Palmeira (1981-1989) e de Dadi Carvalho (1990-1992). Até o momento não foi anunciado nome de substituto. Nas redes sociais, admiradores da banda fizeram sugestão do retorno de Palmeira ao posto. Todavia, se tomar por base as declarações poucos saudosas que o músico faz, quando lhe perguntam sobre vida baronesca, dificilmente isso acontecerá.  Em nota oficial, foi informado que um novo músico será escolhido para participar do restante da a turnê.

A saída de Santos parece ter sido amigável. Sobre o grupo, assim se expressou o músico num post de rede social: "Sentirei saudades de todos esses caras fantásticos, a quem amo tanto. Sucesso a todos nós!!"

Além da turnê, Barão Vermelho continua preparando álbum de canções inéditas, a ser lançado em 2018. Então votos de longa vida ao Barão Vermelho, seguidos do agradecimento para Rodrigo Santos, por seus 25 anos dedicados à banda e sucesso na nova etapa de sua carreira.

Segue abaixo comunicado da banda sobre desligamento de Santos.

"Comunicado
Devido à incompatibilidade de agenda e projetos pessoais, o baixista RODRIGO, na banda desde 1992, deixa o BARÃO VERMELHO para se dedicar integralmente à carreira solo.

O BARÃO VERMELHO segue com: GUTO GOFFI e MAURÍCIO BARROS, fundadores da banda; FERNANDO MAGALHÃES, no grupo desde 1985, e RODRIGO SURICATO (2017).
Os " barões " estão fazendo ensaios para escolher o baixista que vai acompanhá-los nos shows da turnê que segue pelo país e preparam um novo álbum de inéditas previsto para o primeiro semestre de 2018.
Boa sorte a todos nesta nova fase !"

Aroldo José Marinho

04 março 2017

Cinco Perguntas Para... Nitai Santana



Depois de um tempo de recesso, retomo a sessão de entrevistas do blog. A proposta é sempre apresentar aos leitores e às leitoras os pensamentos e as idéias de pessoas que, por um ou outro motivo, considero interessantes, gente que tem algo de saudável ou proveitoso para oferecer para vocês.
De acordo com o perfil pretendido, apresento para vocês Nitai Santana da Silva. O moço que nasceu em 21 de junho de 1995, em Macapá (AP), é originário de uma família que tem a música como referência. Os estudos de violão erudito e a descoberta do contrabaixo lhe habilitaram a conquistar espaço na cena musical da cidade. Primeiro, com 16 anos, atuando como músico acompanhante. E, aos poucos, como compositor e interprete, se torna uma opção para as pessoas que procuram no circuito de bares.
O talento de Santana não é nutrido somente pela herança familiar e pela experiência na cena local. Ele desenvolve conhecimentos acadêmicos na  faculdade de licenciatura em música e nas pesquisas culturais que desenvolve, principalmente, sobre música brasileira e jazz. Neste sentido, não é errado afirmar que sua carreira pode alcançar situações amplas, não imaginadas por ele.

Na entrevista concedida ao blog, é possível perceber Santana não somente como uma revelação musical. Isso é óbvio! Todavia suas respostas mostram ser ele um artista em expansão, que tem a consciência de sua capacidade e das situações que o rodeiam. Vamos saber de Santana pelas suas palavras.


Aroldo José Marinho (M): Você descende de uma família que faz da música a sua herança. Como se dá sua relação com esta arte?
Nitai Santana (S): Descendo de uma família de professores de música, aprendi em casa as primeiras noções de violão e teoria musical. Já tratei de música como hobby mas hoje minha relação é profissional, a dimensão que sinto prazer em trabalhar com esta arte é a composição, especialmente, as canções, pois, não há fórmulas para se fazer isto, é sempre muito inusitado, às vezes, rápido, às vezes, demorado e a minha busca é confortar e desconfortar os ouvidos, fazer desta arte simplesmente como ela se apresenta a mim mesmo, expressando não só algo técnico e objetivo mas principalmente a subjetividade dos sentimentos humanos.

M: Quais são os temas inspiradores de seu trabalho de compositor?
S: Me inspiro nos livros que leio, nos elementais da natureza, nas moças bonitas da cidade, na busca pelo grande arquiteto do universo (Deus), nas dificuldades da vida, na complexidade dos relacionamentos humanos, no amor em suas várias dimensões.

M: Como diferencia sua atitude de compositor das posturas de artista solo e de músico acompanhante?
S: Como Músico acompanhante eu preciso ter sempre em mente o ato sacerdotal para com a música, não que eu não seja livre para criar mas tento entender as necessidades do artista que estou acompanhando para todos ter prazer em fazer o trabalho. Quando se trata de solo eu tenho mais liberdade em criar e até mudar algo que ficou mais legal.

M: Poderia contar sua opinião sobre a cena musical de sua cidade?

S: Se eu fosse resumir em uma frase: “temos que se virar” (risos).  Hoje em dia a cena Musical é totalmente de produção independente.

M: O que faz o cidadão Nitai seguir adiante?
S: É a arte que me move, minha arte, acredito nela e isso é tudo que eu preciso para seguir.






19 fevereiro 2017

Atitude de mulher

O texto que segue abaixo teve como fonte de inspiração Tallyta Carneiro Mendes. Mulher brasiliense inteligente e bonita, cheia de boas idéias e preocupações com o meio ambiente e todos os seres vivos. Além de formular um pensamento elaborado, argumenta através da arte da dança, expressando sensibilidade e garra. Impossível ignorá-la.
Aroldo José Marinho



Atitude de mulher
Aroldo José
A mulher sorri para o mundo,
Observa o ambiente
Ouve o canto dos pássaros
E exclama:
"Que lindo!"

Porém ela não sabe que antes,
O ambiente era outro,
Diferente!
Não havia canto,
Não havia pássaros.

O mundo era um lugar estranho
E desesperado,
Dominado pela incerteza.
Ninguém esperava pelo amanhã.

Mas eis que ela chegou,
Sorriu para o horizonte,
Fez surgir a luz,
Cantou sua bela melodia
E a claridade iluminou a vida.

Ela trouxe a beleza
E o ambiente, emocionado,
Exclamou:
"Que linda!"

30 outubro 2016

Na reta final

Nesta semana mais  dois capítulos de debates foram escritos na disputa pela prefeitura de Macapá no segundo turno. Novamente, os protagonistas foram o prefeito Clécio Luís (Rede) e o ex-senador Gilvam Borges (PMDB). Ambos tentaram convencer o eleitorado da capital de que são as melhores opções para dirigir a cidade nos próximo quatro anos. Os debates, em alguns momentos viraram embates, ou combates. Recheados de situações mais apropriadas aos programas humorísticos do que às discussões de idéias.

O primeiro capítulo aconteceu na tarde de quarta-feira (26), nos estúdios da rádio Diário Fm. Luís e Borges responderam  perguntas sobre temas acordados pela equipe da rádio com suas assessorias de campanha. Por serem pessoas acostumadas a enfrentar microfones, poderia se supor que o prefeito e o ex-senador dariam ao público um programa de discussão de muitas idéias interessantes para Macapá. Porém a fronteira que separa a suposição da realidade é grande.

Em termos de desempenho, Luís respondeu com tranquilidade a maior parte das perguntas. Todavia não se pode fazer a mesma afirmação sobre seu adversário. Em nenhum momento, Borges conseguiu responder aos temas de forma direta e concisa. Argumentou sempre de maneira vaga, malandramente, dando sempre um jeito para, em suas respostas, incluir farpas à atual administração do município. 

Provavelmente, a intenção do ex-senador era criar um clima que pudesse desestabilizar Luís. Sua postura me lembrou comportamento de zagueiros uruguaios que, fora das vistas dos árbitros,  passam o jogo inteiro provocando atacantes brasileiros. Estes, depois de muitos provocados, finalmente, revidam as agressões, na frente do juiz. Resultado: cartão vermelho para o agredido e vitória do agressor. Se era esta a estratégia de Borges, com certeza, não surtiu efeito desejado. Poucas foram as vezes em que Luís ficou desconcertado. Acredito que o único efeito prático das situações deste debate foi ajudar muitos indecisos a fazerem opção pelo candidato da Rede. Dados da pesquisa encomendada pelo Ibope, o portal G1 e a Rede Amazônica de Televisão (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/10/28/em-macapa-clecio-luis-tem-56-e-gilvam-borges-37-revela-pesquisa-ibope.htm), divulgada na sexta-feira (28), parecem endossar este entendimento.

Na noite de sexta-feira, já sabendo da preferência do eleitorado revelado pela última pesquisa, Luís (56%) e Borges (37%) foram para o embate final nos estúdios da Tv Amapá. Considerando o debate da quarta-feira anterior, não foram verificadas mudanças significativas nas posturas dos candidatos. Luís mostrou maior tranquilidade ao enfrentar as provocações de Borges. Focou a fala nas ações realizadas em sua gestão municipal. Seu opositor não modificou estratégia, várias vezes, tentou vender a idéia de que era um herói popular, representante do povão, execrado pelas elites e assim por diante. Provavelmente, sua participação não conseguiu agregar novos eleitores à sua campanha.

Chega o domingo (30), despedida de outubro e da eleição. Se não houver surpresa, Clécio Luís terá novo mandato. Diferente de 2012, quando concorreu com um prefeito que foi conduzido ao cárcere da Polícia Federal, ele não é mais uma novidade, um candidato transformado em bandeira ética para evitar que Macapá virasse piada nacional. Os tempos são outros! Candidato à reeleição, mudou de partido e liderou uma coligação que, do ponto de vista ideológico, foi questionada por eleitores esclarecidos. O êxito de sua nova gestão pode ampliar seu espaço político no contexto das eleições majoritárias. Todavia um possível fracasso estimulará a população, em novos pleitos, a dar voto de confiança aos seus opositores. Eis a nova caminhada de Luís.

02 outubro 2016

Tudo de novo?

O primeiro turno das eleições municipais em Macapá chega ao seu final. Logo a contagem de votos indicará quais candidatos se enfrentarão no segundo turno. Também se saberá se as pesquisas eleitorais, de fato, expressaram com fidelidade a tendência do eleitorado da capital do estado do Amapá.

Na última pesquisa realizada pelo Ibope para a Rede Amazônica de televisão, divulgada na sexta-feira (30/09), era clara preferência do eleitorado pelo prefeito Clécio Luís (http://g1.globo.com/ap/amapa/eleicoes/2016/noticia/2016/09/ibope-votos-validos-clecio-tem-42-gilvam-21-e-aline-19.html). Candidato da Rede liderava com 42%, secundado por Gilvam Borges (PMDB) com 21%, num empate técnico com a terceira colocada Aline Gurgel (PRB), 19%. Os números deram a entender que a população, se não está totalmente satisfeita com sua administração, também não se sente tão decepcionada.

Os números da pesquisa indicaram que a disputa do segundo turno oporá a centro-esquerda à direita. Luís tentará sua reeleição contra Borges ou Gurgel. Nas projeções do Ibope, o atual prefeito será vencedor independente da pessoa com quem irá concorrer. Todavia nem sempre a voz das pesquisas, necessariamente, reflete a voz do povo.

A partir de amanhã (03/10) os que forem para o segundo turno iniciarão contatos para ampliar seus leques de influência. Se valer a lógica da eleição de 2012, provavelmente, Luís será novamente vencedor, com voto das pessoas de boa vontade e esclarecidas de Macapá. Contudo não se pode esquecer que, no pleito anterior, ele era uma grata surpresa do PSOL,  que não teve dificuldade para unificar a esquerda ao seu redor. Considerando sua transferência para a Rede e seu crescente diálogo com o DEM de sua vice, conseguirá ele ser, novamente, a personificação política de uma Macapá que deseja ser uma cidade que busca ser percebida como evoluída?

Cenas dos próximos capítulos!

Aroldo José Marinho  




Edmilson e quem?

Faltam algumas horas para Belém saber quem serão os candidatos que, no segundo turno, permanecerão na disputa para a prefeitura. Pesquisa encomendada pela Tv Liberal ao Ibope e divulgada em 01/10 (http://g1.globo.com/pa/para/eleicoes/2016/noticia/2016/10/ibope-votos-validos-edmilson-tem-33-zenaldo-23-e-eder-mauro-20.html), confirmou a liderança que o candidato Edmilson Rodrigues (PSOL) mostrou ter na pesquisas anteriores. A vantagem de Rodrigues sobre demais competidores é de 33%. No segundo lugar, aparece Zenaldo Coutinho (PSDB) com 23%, buscando à reeleição, seguido por Éder Mauro (PSD), 20%. A vantagem do segundo candidato para o terceiro configura um empate técnico entre ambos. Resta esperar abertura das urnas para saber quem será o adversário de Rodrigues no próximo round eleitoral.

Terminado o primeiro turno, os competidores que irão para o turno seguinte, começarão a conversar com os adversários que ficarão de fora da disputa. Momento de aplacar as animosidades surgidas durante a campanha e acentuadas nos debates. Apesar da batalha particular entre Coutinho e Mauro, é provável que, pela lógica de alianças da atual política brasileira, o perdedor ofereça seu apoio para aquele que for enfrentar Rodrigues. Num ensaio de futurologia presume-se que o deputado do PSOL receberá apoio de partidos alinhados à esquerda (PT, PCdoB, PCB e PSTU). O bloco que adversário deverá ser integrado pelos partidos que demonstram ser mais afinados com o atual governo federal (PSDB, PMDB, PSD, PRTB e Rede). 

Todavia não se pode afirmar que tendência ideológica será concretizada. Há sempre possibilidade do PSTU, como em outras ocasiões optar por não apoiar nenhuma candidatura no segundo turno. Também é viável a Rede declarar neutralidade e assim por diante. Ou então, o PMDB rachar ao meio, com suas lideranças apoiando candidatos diferentes.

As preocupações dos candidatos passam a ser outras e bem maiores. Apesar de todas as projeções eleitorais indicarem que Rodrigues será vencedor no segundo turno, independente do adversário ser Coutinho ou Mauro, ele sabe que haverá fogo pesado em sua direção. Assim como agora, o socialista liderou a corrida eleitoral em 2012. Mas foi derrotado no segundo turno pela união de caciques da dupla PMDB e PSDB. Portanto, há necessidade de tornar mais efetiva sua campanha na reta final.

O prefeito Coutinho, além da clara preferência do eleitorado por Rodrigues, tem contra si a impopularidade de sua administração. Eleitores que estiveram com ele no pleito anterior declararam estar decepcionados e que optarão por outro candidato. Isso não significa que, necessariamente, esses votos irão para seu adversário socialista. Uma possibilidade plausível é que haja notável quantidade de votos em branco ou nulos no segundo turno.   

A sorte está lançada! Se não houver algum fator de última hora, haverá mudança na direção da prefeitura de Belém. Se Rodrigues for vencedor, a mudança poderá ser ampla, desde o estilo de administrar até as  prioridades da gestão. Todavia, se Mauro for o eleito, as mudanças, provavelmente, serão mínimas. Havendo, na verdade, somente a troca de gestor e a manutenção do estilo de administrar. 


Aroldo José Marinho




25 setembro 2016

Uma nova disputa?

A corrida rumo à prefeitura de Belém segue em frente. Em menos de um mês saberemos se a população dará voto de continuidade para a administração atual ou se apostará num projeto alternativo. Através de coligações ou em partidos isolados, dez são as candidaturas que postulam comandar a cidade nos próximos quatro anos. Os candidatos são: Regina Barata (PT); Professor Maneschy (PMDB); Cleber Rabelo (PSTU); Úrsula Vidal (Rede), Luís Menezes (PCB), Professor Ivanildo (PRTB), Zenaldo Coutinho (PSDB), Edmilson Rodrigues (PSOL), Éder Mauro (PSD) e Lélio Costa (PCdoB). Percebe-se que são muitos caciques para poucos índios. Apesar de cada um tentar se mostrar o mais diferente possível dos colegas, na prática, não diferem tanto entre si. Será difícil para o eleitorado separar o joio do trigo no meio de tanto discurso empolgado que, no fim das contas, não representa muita novidade.

Na tentativa de buscar entender com clareza as opções oferecidas para o eleitorado, para efeito didático, divido os candidatos em dois grupos. O primeiro apresenta perfil conservador, mais alinhado com interesses de empresários e políticos herdeiros de um período de 21 anos de opressão. São eles: Maneschy, Vidal, Ivanildo, Coutinho e Mauro. No segundo grupo incluo candidatos com perfil mais próximo dos movimentos sociais e das questões referentes às desigualdades entre classes. Cito: Barata, Rabelo, Menezes, Rodrigues e Costa.

Divididos os candidatos, a tendência inicial é visualizar a disputa entre os dois lados com base no resultado de 2012. Naquele ano Rodrigues e Coutinho se enfrentaram no segundo turno. O tucano aglutinou forças conservadoras ao seu redor, tornando-se vitorioso. Todavia parece que os eleitores passaram a pensar diferente da última eleição. Pesquisas atualizadas apontam mudanças (http://g1.globo.com/pa/para/eleicoes/2016/noticia/2016/09/edmilson-tem-36-e-eder-mauro-24-na-disputa-em-belem-diz-ibope.html). Nelas o deputado federal Rodrigues aparece na liderança com 36%. Porém seu adversário é outro deputado, Mauro é citado com 24%. Essa tendência parece indicar descontentamento da população de Belém com o trabalho do prefeito Coutinho.

A pesquisa da próxima deverá encerrar prognósticos do primeiro turno. Considerando resultados anteriores, haverá confirmação da ida de Rodrigues para segundo turno. Provavelmente, disputará com Mauro. Porém é prudente esperar um pouco. Apesar da rejeição ao mandato de Coutinho, seus 20%, sugerem possível reviravolta e a conquista do segundo lugar. Essa possibilidade tem respaldo na disputa d a corrida presidencial de 2014, quando Aécio Neves, surpreendentemente, passou Marina Silva e se tornou adversário de Dilma Rousseff no turno seguinte. Ocorreu ou não esse fato, Rodrigues terá que juntar todas as forças progressistas ao seu redor e setores conservadores descontentes com a administração municipal. Assim sua vitória será consolidada.

Aroldo José Marinho

18 setembro 2016

Pesquisa derruba senso comum

Há sete candidaturas na disputa para a prefeitura da cidade de Macapá. Os postulantes ao cargo de gestor da capital do Amapá (AP) são: Clécio Luís (Rede), prefeito atual, Aline Gurgel (PRB), Dora Nascimento (PT), Gilvam Borges (PMDB), Genival Cruz (PSTU), Ruy Smith (PSB) e Promotor Moisés (PEN). De acordo com a lógica de senso comum, muitas vezes, os candidatos preferidos do eleitorado são os representantes dos partidos majoritários. Portanto, a corrida eleitoral giraria em torno dos nomes de Luís, Borges e Smith. 

Todavia o senso comum parece que foi desmentido pelos dados da pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope/ Rede Amazônica de Televisão (http://g1.globo.com/ap/amapa/eleicoes/2016/noticia/2016/09/clecio-lidera-com-27-disputa-para-prefeitura-de-macapa-diz-ibope.htmlentre os dias 12 e 15 deste mês e divulgada na sexta-feira (16), evidenciam que 27% do eleitorado é favorável à reeleição de Luís enquanto 18% prefere Gurgel; 12% tenciona votar em Borges; seguido de Smith, 10%; de Moisés, 9%; da candidata Nascimento, 7%; e na sétima posição, Cruz, 5%. Sendo 9% e 3%, respectivamente, o total de brancos/nulos e de quem  não sabe/não respondeu.

Os números da pesquisa parecem indicar que Luís e Gurgel se enfrentarão no segundo turno. Se a tendência se manter, haverá reorganização das forças políticas do município. Considerando somente o aspecto ideológico, Luís terá apoio de Smith e campanha de Gurgel terá em Borges seu novo suporte. Logo a eleição da capital reproduzirá o embate 
 dos grupos majoritários na geopolítica amapaense. 


Fica a pergunta: a ideologia será mesmo o fator determinante do resultado da eleições em Macapá? Ou haverá outro desfecho?

Aroldo José Marinho 

Observador das eleições

O ano de 2016 é de campanha eleitoral na maioria das cidades brasileiras. Os eleitores escolherão prefeitos e vereadores dos municípios onde residem. Espera-se que as escolhas recaiam sobre candidaturas que, de fato, sejam comprometidas com as intenções de progresso social dos municípios.

Apesar de importantes, as eleições não possuem caráter geral. Lugares como o Distrito Federal (DF), onde moro, estão fora dessas eleições. No DF as funções de prefeito e vereador são exercidas pelo governador e pela Câmara Legislativa. Portanto não desempenharei função de eleitor. 

Se estou fora das eleições como eleitor, participo de outra maneira. Lanço olhar de torcedor para as disputas de duas cidades onde tenho laços afetivos. Meu foco serão os embates a serem realizadas em Belém (PA) e Macapá (AP). Que as populações dessas cidades façam escolhas que não mereçam arrependimentos posteriores.


Aroldo José Marinho