
Aroldo José Marinho

| Fotos: Cadu Gomes/CB/D.A Press |
| Meta de Josinaldo é aliar os conhecimentos de seus ancestrais à medicina convencional: “eu preciso ser médico pra ajudar o povo da minha aldeia” |
Dança do Toré
Reprovação
Sem descanso


O presidente Luís Inácio Lula da Silva é um sujeito de sorte. Mesmo quando comete algum erro bobo ou uma grosseria que possam lhe deixar em maus lençóis perante a oposição e a sociedade, algo de bom lhe acontece. Aí o sufoco acaba. Sorte é isso aí! Cito alguns fatos para ilustrarem minha afirmação.
No mês de março, Lula teve encontro com Gordon Brown, primeiro-ministro da Inglaterra. Na hora de discursar, o presidente pôs a culpa da crise econômica que pegou o mundo de calça curta nos banqueiros do primeiro mundo, que, nas palavras de Lula, têm olhos azuis. Talvez Brown tenha ficado embaraçado com o discurso de Lula. Se ficoul não demonstrou. A oposição e os fiscais dos deslizes alheios tomaram as dores dos ofendidos e caíram de pau. O povão adorou o discurso lulista. Todavia, a voz da sensatez recomenda que nenhuma decalração de cunho racial seja feita.
Chegou abril e lá foi Lula para o país de Brown. Motivo: os dirigentes dos 20 países mais influentes do mundo se reuniriam em Londres . Foram discutir uma possível solução para a crise. Mas antes do trabalho, um pouco de amenidade não faz a ninguém. Por isso, os dirigentes foram ao Palácio de Buckingham para o jantar que a rainha Elizabeth II lhes ofereceria. Antes da mesa, a foto oficial, com a rainha no centro, é claro, foi preciso distribuir os convidados. Lula foi posto à esquerda da rainha, ambos sentados. De pé ficaram Obama, Brown, Merkel entre outros.
No mesmo encontro, foi alvo de elogios de Barack Obama e Kevin Rudd. Obama apertou a mão de Lula e disse para o primeiro-ministro australiano: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!". O presidente norte-americano não parou por aí na admiração por Lula e continuou: "Esse é o político mais popular da Terra". Rudd não ficou atrás de Obama quando fez seu comentário: "O político mais popular de longo mandato". Então Obama concluiu: "É porque ele é boa pinta". Depois disso, ninguém mais lembrou do comentário infeliz sobre os banqueiros de olhos azuis. Prestígio pouco é bobagem.
Posteriormente, um instituto de estudos políticos divulgou dados de uma pesquisa sobre os dirigentes dos países da América. Os resultados mostraram que Lula é o presidente mais popular do continente. Atrás do brasileiro ficaram Alvaro Uribe e Felipe Calderón, respectivamente, presidentes da Colômbia e do México. Para tornar mais expressiva a posição de Lula, vale lembrar que Obama apareceu em posição intermediária enquanto que Hugo Chávez sequer foi citado.
Outro fato que evidencia que Lula é uma pessoa, de fato, conhecida no mundo, aconteceu na noite de quarta-feira, 15 de abril. Ele fez uma aparição na televisão dos Estados Unidos. Foi mesmo? Bem... quase isso. Na verdade, não foi o presidente pessoa física mas o seu desenho. Foi num episódio da série de desenho animado South Park, conforme mostra a figura que acompanha esta postagem. A série foi criada em 1997 por Matt Stone e Trey Parker; é famosa pelas tiradas de humor negro e pelas pesadas críticas que faz ao estilo de vida da sociedade norte-americana.
No episódio do dia 17, denominado Pinewood Derby (Derby cabeça de pinho), os personagens estão às voltas com um alienígena, possilvemente, perigoso. Por isso, fazem contato com os principais líderes do mundo. Gente como a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarkozy e Lula, que aparece na tela tendo, ao fundo, a bandeira do Brasil, à sua direita. Quem desejar assistir ao episódio, basta acessar o site www.southpark studios.com.
Volta e meia, ficamos sabendo de alguma peripécia de nosso presidente. Como foi citado no parágrafo inicial, ele é um sujeito, ou melhor, de sorte. A exposição na mídia lhe é favorável. Agora vamos esperar para saber se a sorte de Lula pesará na sucessão presidencial. Será que ele fará que Dilma Rousseff, a candidata de seu coração, a vencedora? Esperemos para saber.
Aroldo José Marinho
Soube que a equipe da Sociedade Esportiva Palmeiras foi ontem enfrentar o Sport Recife, lá em Pernambuco. Havia desconfiança e muita provocação no ar. Nos últimos encontros entre as equipes, o Sport levou a melhor, ganhou com superioridade. Parece que isso subiu à cabeça dos jogadores do time pernambucano. Além disso, Palmeiras estava no sufoco por causa da triste campanha na Copa Libertadores de América.
Saudações para vocês nesta quarta-feira nublada em Brasília. Recebi e-mail de Marianne Loise Hewett, minha boa amiga australiana. Ela enviou algumas fotos. Todas belíssimas, ternurosas e poéticas. Uma delas, imediatamente, me fez lembrar uma canção escrita por Max de Castro e Bernardo Vilhena, que Max gravou em 2000. Parecia que a dupla tinha escrito, especificamente, para ela. Quis unir foto e clipe. Mandei mensagem para Austrália, atrás de autorização. Can I post your picture and video clip together?, quis saber. Sure honey! I trust in you. Foi a resposta.Max de Castro- Bernardo Vilhena
Ela vai, ela vem
depois dela não tem pra mais ninguém
Samba
mexe comigo de um jeito tão raro
ama
ela sabe me enfeitiçar
me enfeitiçar, enfeitiçar, me enfeitiçar
me namorar, namorar, me namorar
samba rola na minha língua
me diz e me prova
ela sabe me provocar
me provocar, e provocar, me provocar
me excitar, me excitar, me excitar
Ela vai, ela vem
depois dela não tem pra mais ninguém
mas nada é tão claro
quanto a luz do imenso amor
que ilumina a noite
o samba raro já chegou
Saúdo vocês leitores e as leitoras do blog. Hoje apresento lhes a figura simpática e inteligente de Emílio Pacheco, o sujeito da foto ao lado. Gaúcho de Porto Alegre, jornalista por formação e bancário por imposição da vida, Emílio é uma dessas pessoas muito antenadas nas notícias sobre o meio cultural gaúcho. Quem quiser saber sobre os lances culturais que acontecem naquelas paragens, necessariamente, precisa fazer uma visita ao blog (www.emiliopacheco.blogspot.com) por ele editado.
Além de sua atuação no blog, Emílio também participa do Orkut. Muitas pessoas visitam sua página para lhe fazer questionamentos ou, simplesmente, para agradecer a acolhida que o colorado ser dedica a todos que passam naquele espaço. Prova da grande consideração a ele dedicada é a comunidade que tem o seu nome (http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=66351005), criada por Andréa Steiner.
Como sempre, Emílio usou de solicitude e paciência para responder as perguntas por mim formuladas e que seguem abaixo. Boa leitura!
Aroldo (A): Como você se define em termos políticos?
Emílio (E): Boa pergunta. Já escrevi até um texto sobre isso no meu blog ("Mistérios da Política"). Lá eu tento apresentar uma análise mais aprofundada do meu posicionamento político. Há alguns anos eu nutro uma simpatia pelo PT, mas sem radicalismos e sem compromisso perpétuo. Na última eleição para Prefeito de Porto Alegre, por exemplo, votei em Fogaça (meus amigos petistas vão querer meu fígado se lerem isto). Eu admiro o PT pelo que representou em termos de coerência, persistência e luta contra as injustiças sociais, mas prefiro que essa admiração continue livre e descompromissada. Acima de tudo, o eleitor brasileiro tem que aprender a viver numa democracia e aceitar ser voto vencido, quando for o caso. Eu, por exemplo, nunca votei em Fernando Henrique e mesmo assim acho que ele não foi um mau Presidente. Pelo menos, foi melhor do que eu esperava.
A: O que deixa indignado o cidadão Emílio?
E: Seria mais fácil perguntar o que não me deixa indignado. Certa vez minha irmã observou o quanto eu uso a palavra "irritado" no meu blog. Fico indignado com interpretações precipitadas, pessoas que me prejulgam com base em suas visões engessadas do ser humano, gente cética, gente que acredita em tudo (principalmente as mentiras que circulam por e-mail), gente burra, fãs alienados que não conhecem mais nada além de seu único ídolo e gente que acha que todos têm que ser iguais e gostar de futebol, carnaval, chope e novela. Também fico indignado com a insistência dos internautas em divulgar textos falsamente atribuídos a autores famosos, em especial Mario Quintana, Luis Fernando Verissimo e Arnaldo Jabor. E mais ainda quando essa divulgação errônea ocorre em vitrines respeitadas, como o programa de Ana Maria Braga, por exemplo.
A: Para as pessoas que moram em outras regiões, algumas vezes, o Rio Grande do Sul (RS) é percebido como um canto à parte, com uma vida e cultura que lhes são próprias. Você, algumas vezes, percebe o resto do país como se estivesse distante do RS ?
E: Eu nunca percebi isso. Na verdade, o que sempre me chama a atenção são os comentários em relação ao bairrismo gaúcho. Sim, nós gaúchos temos orgulho de ser gaúchos. E até uma certa idade eu achava que isso era comum em todos os estados, que o baiano tinha orgulho de ser baiano, que o paulista tinha orgulho de ser paulista e assim por diante. As pessoas falam como se esse "orgulho gaúcho" fosse algo inusitado, de outro mundo, e eu não vejo assim. Qual o problema? Segundo depoimento do antropólogo Hermano Vianna, a atriz Regina Casé achou curioso que, sempre que um gaúcho lhe pedia um autógrafo, fazia questão de dizer: "Eu sou gaúcho!" Nós temos mesmo essa identificação forte com o nosso Estado e não vejo por que isso deva ser considerado estranho.
A: O que você no passado e que hoje, por conta do amadurecimento, faria diferente?
E: Outra boa pergunta. Não sei exatamente o que eu fiz que possa ser considerado "errado". Para certas coisas, não existe a opção "certa". Você ganha de um lado e perde do outro conforme a escolha. Em inglês tem uma expressão que define bem situações assim: "trade-off". Viajando de ônibus, você economiza dinheiro para gastar quando chegar, mas leva mais tempo e tem menos conforto. Indo de avião você chega em questão de horas, mas fica com menos dinheiro. O que vale mais a pena? Ir de avião ou de ônibus? Não existe a resposta certa. Depende de suas prioridades no momento. Já houve uma época em que eu achava que, se pudesse voltar no tempo, me dedicaria integralmente ao jornalismo. Hoje já não penso assim. Pode ser um mecanismo de defesa, mas fico feliz de conseguir conciliar minhas atividades e ainda pagar minhas contas (aí se incluindo o tratamento de um filho com necessidades especiais). Para não dizer que não existe nada que eu faria diferente, quando eu tinha 21 anos, entrei em forma e comecei a correr. Foi uma boa fase. Mas só durou alguns anos. Logo eu perdi a forma e a resistência. Ainda insisti mais um tempo, mas corri pela última vez com 35 anos. Hoje estou com 48. Então, se eu pudesse voltar no tempo, talvez procurasse manter a forma, mesmo que para isso tivesse que correr mais devagar, sem tanta preocupação com desempenho. É que tem uma fase em que a gente quer "comer bem para correr melhor". Até que começam as lesões e outros problemas. De vez em quando alguém ainda me pergunta se eu não me entusiasmaria em tentar emagrecer e voltar a correr. Tentar emagrecer, até seria recomendável. Voltar a correr é mais difícil, pois a idade não diminui junto com o peso. Mesmo que eu entrasse em forma, não teria mais a resistência dos 20 e poucos anos. Se eu tiver tempo para dar umas caminhadas, já está de bom tamanho.
A: Dá para fazer paralelo entre a atual cena musical gaúcha, de onde são egressos Cachorro Grande, com aquela dos anos 70, em que pontuava o grupo Almôndegas?
E: Os Almôndegas lançaram seu primeiro LP em 1975. Naquele tempo, não existia nem mesmo disco independente ou os chamados selos independentes, muito menos Internet, mp3, CD-R e outras facilidades que temos hoje. Pra divulgar música, tinha que tocar no rádio. Pra tocar no rádio, tinha que ter disco. Pra ter disco, tinha que ser contratado por uma gravadora do centro do país, as chamadas majors. Nesse sentido, aconteceu um movimento bonito que foi o da saudosa Rádio Continental, a 1120 (AM). Furando o esquema que eu citei acima, a Continental começou a tocar gravações feitas no próprio estúdio da emissora, com músicos locais. A gente ouvia aquelas músicas todas com entusiasmo, mas também com uma pontinha de frustração, pois nem todas se podiam comprar em disco. Então tinha que ouvir a rádio, tinha que ir nos shows... Mas o movimento foi muito forte. Cada músico contratado por uma gravadora era motivo de comemoração. Os Almôndegas fizeram sucesso regional numa época em que isso era raro na música urbana. Os gaúchos que fizeram sucesso antes deles foram todos em nível nacional, como Lupicínio Rodrigues e Elis Regina. Além dos Almôndegas, entre 75 e 76 também lançaram disco Hermes Aquino, Inconsciente Coletivo, Pentagrama e Bixo da Seda. Depois vieram Fernando Ribeiro e Berê. Posso estar esquecendo alguém, mas não eram muitos os que lançavam disco, não. Dava pra contar nos dedos. Hoje qualquer um junta dinheiro e lança mil cópias de um CD independente. Sem falar em sites como o MySpace, onde é possível fazer uma divulgação de forma simples e eficaz. A cena musical gaúcha hoje está bem mais aberta para o rock, mas isso vem desde os anos 80, a partir da divulgação feita pela Ipanema FM e os LPs "Rock Garagem" e "Rock Grande do Sul". Não conheço todas as novas bandas gaúchas, mas descobri por acaso o trabalho da Poliéster, de São Leopoldo, na Grande Porto Alegre, e gostei bastante.


Saúdo os leitores e as leitoras deste blog e comunico com alegria que hoje é dia de São José. E daí? Pode perguntar alguém enter vocês. Respondo que, tenho motivações para fazer esta psotagem: o sa´nto é padroeiro de Macapá, minha cidade natal. A catedral da cidade foi erguida em sua homenagem. Além disso, ele é meu padroeiro. Já esqueceram que o meu segundo nome é José?
Viva o dia internacional da MULHER!!! Talvez vocês perguntem espantados sobre o motivo de ser postada uma foto minha ao lado do grande ator Paulo José num texto que pretende homenagear às mulheres no seu dia internacional. Não seria melhor botar uma foto de madre Tereza ou de outra mulher importante para a humanidade? A resposta é simples mas merece uma historinha. Lá vai!
Então agora é verdade: o governo federal acredita que Dilma Rousseff poderá suceder o presidente Lula no comando da nação. Antes, o que havia era só especulação e tentativa de advinhação. Porém agora é fato. Tanto é que, mesmo que, de forma velada, a ministra-chefe da Casa Civil já está em campanha.