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22 maio 2009

A tradução da música de Portishead

Espero que tenham gostado da canção que postei há pouco. Agora segue a tradução que preparei.
Abraços!
Harold


Caixa de glória
Geoff Barrow

Eu estou tão cansada de brincar,
brincar com de arco e flecha.
Vou levar meu coração para passear
E dar chance para outras garotas brincarem.
Já faz tempo que esta vontade tem me tentado.

Então
Me dê uma razão para te amar;
Me dê uma razão para ser uma mulher.
Eu quero somente ser uma mulher.

Deste momento em diante, me sinto desacorrentada.
Nós estamos olhando através desta nova moldura da mente
Tentando encontrar uma imagem diferente.
Bem que milhares de flores poderiam florescer,
Se mudar, e nos dar algum espaço

Por isso, então não deixe de ser um homem,
Apenas dê uma olhadinha lá fora quando você puder.
Semeie um pouco de ternura,
Não há nenhum problema se você chorar.

E tudo que eu quero ser: uma mulher.
Por isso, eu quero somente ser uma mulher,
Porque este é o começo da eternidade.
Agora é hora de superar!!!!
(Por isso, eu quero ser)

Um vídeo interessante

Hoje recebi um presente de Roséli Bueno, minha amiga, gaúcha, terna, genial e dona de um blog interessante, (www.cantinhodaroseli.blogspot.com). O presente era um vídeo que foi postado no You Tube. Cliquei na indicação. De repente, toca uma canção de Portishead. É uma banda inglesa de trip hop (?!), da qual nunca tinha ouvido falar.

O trio é composto por Beth Gibbons, Geoff Barrow e Adrian Utley em 1991. De lá para cá, lançou quatro discos, sendo um ao vivo (Roseland NYC Live, de 1998). Como o grupo, ainda, é uma descoberta para mim, não farei muitos comentários. Posto a canção Gloria Box, com sua letra. Para encerrar, cito o comentário que Roséli fez sobre a canção: "Especial ... Escutei ela hoje várias vezes ..."

Ouvi e gsotei bastante do presente. Valeu Roséli! Beijos!
Harold

Gloria Box
Geoff Barrow

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a temptress too long,

CHORUS:
Just...
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman,
I just want to be a woman

From this time unchained,
We're all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over and give us some room

CHORUS

So don't you stop being a man,
Just take a little look from outside when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry

CHORUS

{Its all I want to be, a woman},
So I just want to be a woman,
For this is the beginning of forever and ever,
Its time to move over now,
(So I want to be)

{Back to start again and fades}

Portishead- Gloria Box


José, o justo


No primeiro dia deste mês foi comemorado o Dia do Trabalho, data celebrada em todo o mundo. Dia de festa e reflexão sobre o respeito aos operários e as operárias. Será que a sociedade aprendeu a tratar eles e elas com a dignidade que lhes é devida? Não sei dizer. Tomara que sim.

Soube que a Igreja Católica instituiu são José como padroeiro dos trabalhadores e trabalhadoras. Por ser devoto e também por ter o nome do santo, (que também é padroeiro de Macapá, cidade onde nasci) me interessei pelo tema. Quis escrever algo sobre a relação José- operários. Mas o tempo curto e frenético não me permitiu.

Mas minha intenção foi salva por MIra Alves, poeta e artista plástica talentosa. Ela me presenteou com um exemplar da revista editada pela paróquia de Santo Antônio, aqui de Brasília, dirigida pela Ordem dos Frades Menores (OFM). Na revista encontrei um texto escrito pelo frei Vilmar Rodrigues Batista sobre são José. Li. Considerei bastante pertinente. Então por perceber que o discurso do frei tem a ver com minha intenção, decidi postar seu texto. Segue abaixo.
Tudo de bom sempre!
Aroldo José Marinho


José, o Justo (Mt 1,19)

“Creio na comunhão dos santos”... Assim, caríssimos leitores (as), professamos no Credo, onde se encontram as verdades da nossa fé. Pelo nosso batismo abraçamos esta fé, nossa vocação para a santidade. Por isto, o Senhor mesmo nos garante: “Quem crer e for batizado será salvo”. Salvo são pois, todos os santos e santas que viveram com intensidade o seu batismo. Eis pois, o motivo pelo qual a Igreja proclama para o mundo, estes homens e estas mulheres como santos (as), como modelos para toda a Igreja. Por sinal, o Papa Bento XVI, no próximo mês de maio canonizará Frei Galvão, primeiro santo brasileiro. E com certeza, isto não é idolatria, e muito menos espiritismo. “CREMOS NA COMUNHÃO DOS SANTOS”...

Chega mais um 19 de março, e com ele a Igreja no mundo inteiro celebra a grande solenidade do seu padroeiro, “SÃO JOSÉ, O JUSTO”. Muitos fiéis festejam o seu próprio onomástico, homens e mulheres, pois este nome é dos mais populares em toda a cristandade. Porém, o protótipo é o José do Evangelho, o Pai legal de Cristo, o esposo puríssimo da mais nobre e alta de todas as criaturas, a Santíssima Virgem Maria, a Mãe do Senhor e nossa mãe.

O nome José é de origem hebraica e significa: “Deus acrescenta ou cumula de bens”. E, de fato, JOSÉ, o carpinteiro de Nazaré, teve crescimento contínuo de graças e privilégio. Pouco conhecemos sobre a vida de José; unicamente as rápidas referências transmitidas pelos Evangelhos. Matã foi o pai de Jacó. Jacó foi o pai de José, o ESPOSO de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Messias (Mt 1, 15b-16). A origem de Jesus, o Messias, foi assim: Maria, sua mãe estava prometida em casamento a José... José, seu marido, era JUSTO. José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa... Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado... Maria deu à luz um filho. E José deu a ele o nome de Jesus (Mt 1, 18-25).

O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levante-se, pegue o menino e a mãe, e fuja para o Egito...”. Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: “Levante-se, pegue o menino e a mãe dele, e volte para a terra de israel, pois já estão mortos aqueles que já procuravam matar o menino”. José levantou-se, pegou o menino e a mãe dele, e voltou para a terra de Israel... por isso, depois de receber aviso em sonho, José partiu para a região da Galiléia e foi morar numa cidade chamada Nazaré (Mt 2,13ss). Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa (Lc 2,41).

O pai e a mãe estavam maravilhados com o que se dizia do menino (Lc 2,33). Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Olhe, que seu pai e eu estávamos angustiados à sua procura. Jesus desceu então com seus pais, e permaneceu OBEDIENTE a eles (Lc 2,48ss).

Constatamos nestas referências bíblicas transmitidas pelo Evangelho que é o suficiente para destacar o papel primordial de São José na história da salvação. Podemos afirmar que José é o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento, e o último dos patriarcas. A missão de José na história da salvação constitui em dar a Jesus um nome, fazê-lo descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas. A primeira vez que José é nomeado no Evangelho, como vimos nas referências bíblicas acima, é na casa da anunciação em que Maria é chamada noiva de um homem da casa de Davi de nome José. Depois aparece quando Maria apresentava os sinais de sua divina maternidade e José lhe desconhecia a origem. E, como é do nosso conhecimento, ele foi tomado de terrível dúvida, na incerteza como agir; mas o Evangelista diz que, sendo ele “HOMEMA JUSTO”, não quis denunciar Maria de infidelidade; porém preferiu tomar uma solução que , salvando a honra de Maria, teria provocado odiosidade sobre sua própria pessoa. José decidiu sumir do lugar. Foi então que, em sonho, um anjo lhe esclareceu que tudo era plano de Deus, e casou com Maria, sem ter relações com ela. Depois desse fato, ainda se fala de José quando, novamente, o anjo lhe aparecia em sonho avisando das intenções diabólicas de Herodes que pretendia matar o menino Jesus e o manda fugir para o Egito. Pela última vez, é nomeado, quando recebeu ordem de voltar do Egito porque já tinha falecido o rei Herodes. Depois disso, só se fala dele indiretamente.

Aspecto curioso que não podemos deixar de considerar, os evangelistas não citam uma só palavra de José. Em todo esse contexto, aparece como o “homem do silêncio”, escondido, humilde e SANTO. Mas em compensação, ele é o homem do trabalho para sustentar sua família, daí o fato de a Igreja tê-lo feito padroeiro das famílias e modelo dos operários. José é homem reto, obediente, de fé profunda, inteiramente disponível à vontade de Deus; alguém que amou, creu e esperou em Deus e no Messias contra toda a esperança. José profissionalmente era um simples e modesto artesão da pequenina Nazaré. No entanto, esse pobre trabalhador; pela sua fé, honestidade e retidão foi escolhido entre todos os homens Pai oficial de Jesus, o esposo fiel e puro de Maria, Mãe do Senhor e Nossa Mãe, “Bendita entre as mulheres”.

Este é o santo incomparavelmente grande e simpático que veneramos na celebração de sua festa, 19 de março. Colaborador em tudo aquilo que era necessário para que se cumprissem os desígnios de Deus, disseste São José o teu sim com tua vida no silêncio da carpintaria em Nazaré da Galiléia. No silêncio, ao lado de Maria. No silêncio na gruta de Belém. No silêncio da fuga para o Egito, junto do menino que seria o Salvador do mundo.

Como artesão da celebração, ensina-nos também, a evitar os ruídos do marketing para que na simplicidade de nosso existir, saibamos dar apoio mais consistente ao querer divino.

São José, rogai por nós.


Frei Vilmar Rodrigues Batista, ofm


Nota de falecimento

A notícia que segue abaixo foi divulgada no site Uol. (www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u569858.shtml), do jornal Folha de São Paulo. Sem dúvida, a música brasileira perde um grande talento. Mas o andar superior da existência ganha um grande reforço na área musical.
Leiam a notícia.
Harold


2/05/2009 - 07h52

Morre o músico Zé Rodrix, aos 61 anos, em São Paulo

da Folha Online

O cantor e compositor Zé Rodrix, 61, morreu na madrugada desta sexta-feira (22), em São Paulo. O músico deixa mulher, seis filhos e dois netos.

Drika Bourquim/Divulgação
Zé Rodrix ganhou destaque na música durante a década de 70, ao lado de Sá e Guarabyra
Zé Rodrix ganhou destaque na música durante a década de 70, ao lado de Sá e Guarabyra.

De acordo com informações do "Bom Dia São Paulo", o músico se sentiu mal e foi levado às pressas ao Hospital das Clínicas, onde morreu.

A assessoria de imprensa do hospital afirma que o músico deu entrada às 0h30 e morreu às 0h45. A causa da morte ainda não foi informada.

Rodrix, cujo nome de batismo é José Rodrigues Trindade, apareceu para o grande público em 1967, em um festival da Record.

Sua carreira ganhou destaque nos anos 70, quando trabalhou com o grupo Som Imaginário --banda criada para acompanhar uma turnê de Milton Nascimento-- e ao lado dos músicos Sá e Guarabyra. O trio se transformou em ícone do chamado "rock rural".

Entre as canções mais famosas de Zé Rodrix estão "Casa no Campo", famosa na voz de Elis Regina, "Mestre Jonas" e "Soy Latino Americano".

Nas décadas de 80 e 90, Rodrix abandonou a carreira musical para se dedicar à publicidade.

Em 2001, voltou a se reunir com os companheiros Sá e Guarabira para uma apresentação do "Rock in Rio". No mesmo ano, o trio lançou um DVD ao vivo, reunindo seus maiores sucessos: "Sá, Rodrix & Guarabyra: Outra Vez Na Estrada - Ao Vivo".





20 maio 2009

Obrigado Alfonsín

Há certas notícias que para serem comentadas com isenção, respeito e dignidade, é preciso deixar passar um tempo em relação à data que ocorreramo. Por exemplo, os anúncios sobre aniversários ou falecimentos. Creio que é uma postura boa para que se possa tentar escrever sobre os fato sem ser colhido pelo clima emocional que estes possam causar na maioria das pessoas. Por isso é que, só hoje, decidi postar texto sobre Raúl Alfonsín, falecido no dia 31 de março, em Buenos Aires, aos 82 anos. Ele foi vitimado por uma pneumonia agravada por um câncer pulmonar que o acometia desde 2007.

Talvez as pessoas que nasceram bem depois de 1983 não saibam que quem foi Alfonsín. Por isso é bom informar que ele foi presidente da Argentina logo depois que o vizinho país se libertou da ditadura militar que fez seu povo sofrer de 1976 a 1983. Neste período, os militares, aproveitando do desgaste do governo de Isabel Perón, assumiram o poder, dando início ao período de trevas, torturas e vergonha moral no país. Provavelmente, alguém entre os leitores e as leitoras desta postagem, ouviu falar que, naquela época as pessoas que faziam oposição à ditadura eram presas, torturadas, colocadas em aviões militares e depois jogadas no bem no meio do oceano Atlântico. E pensou que era mentira. Não faz sentido uma coisa dessa. Não faz mesmo. Mas era verdade sim. VERDADEIRA!!!! A milicada argentina fez isto e muitas outras coisas que os livros de histórias e alguns filmes políticos lhes informarão bem melhor do que eu.

Não contentes por privar as pessoas da democracia, os militares usaram o futebol para dar a impressão de que estava tudo bem no país. Aliás, este recurso foi usado também pela ditadura brasileira, em 1970. Os golpistas vendiam para pessoas comuns a idéia de que tudo estava bem e, enquanto isso, nos porões, promoviam torturas e diversos tipos desrespeito ao ser humano. Coisas como violentar mulheres grávidas na frente de seus maridos para que estes pudessem fornecer informações que interessasem aos militares. Curioso é que, volta e meia, ouço algum cretino dizer que na época da ditadura tudo era melhor. Juro que tenho pena de quem usa a boca com se fosse uma enorme privada.
A ditadura argentina, num acesso de megalomania, decidiu entrar em guerra contra a Inglaterra. Motivo: a soberania das ilhas Malvinas (Falklands, para os ingleses). Botando o país na guerra, eles acreditavam criar uma onda de patriotismos que fizessem as pessoas esquecerem do mal feito por eles à Argentina. Os oficiais governantes ficaram em Buenos Aires e mandaram os jovens para o front enfrentar um aparelhado exército inglês. Se esta pantomima acontecesse no futebol, poderíamos dizer que a Inglaterra venceu de goleada. Só que aqui, em vez de bola na rede, houve muito corpo de jovem argentino tombando.
Foi após a derrota nas Malvinas que começou a ganhar força o desejo de fazer a Argentina retornar à vida democrática. De cabeça baixa, os militares tiveram que aceitar que era o momento de entregar o poder para a sociedade. Foram marcadas eleições. É aqui que entra em cena o protagonista deste texto. Advogado de profissão, líder da União Cívica Radical (UCR), um partido de centro, foi um dos candidatos à presidência da república. Venceu! Governou a Argentina entre 1983 e 1989, período conturbado pelos ressentimentos causados por uma ditadura que perseguiu e matou milhares de dissidentes durante os sete anos que esteve no poder. Lembro que, em 1983, muitos brasileiros, entre eles, eu, ficaram morrendo de inveja dos hermanos. A ditadura deles começou bem depois da nossa e terminou antes.
O presidente eleito tomou atitudes importantes como a fundação Assembleia Permanente pelos Direitos Humanos (APDH), relevante na luta contra o autoritarismo e a repressão ilegal. Porém o ato que mais fascinou os amantes da democracia de todas as partes do mundo aconteceu em 1985. Deu condições para que a justiça fizesse o histórico julgamento da Junta Militar em 1985, que acabou com a prisão da cúpula da ditadura. Isso mesmo, ele mandou torturadores e seus chefes de pijama cadeia. Nesse período, muitos de nós, inclusive, eu, queriam um bem enorme para Alfonsín. Um respeito do tamanho do mundo.
Por causa das investigações, seu governo sofreu ameaça de desestabilização. Ocorreram rebeliões e levantes militares, executas pelos chamados cara pintadas. Felizmente, foram sufocadas por tropas leais e com a presença popular nas ruas. Nesse contexto, entre 1986 e 1987, o Executivo impulsionou a aprovação parlamentar das leis de Obediência Devida e Ponto Final, que isentaram de responsabilidade mais de mil de acusados de crimes de lesa-humanidade.
Os problemas econômicos tão comuns nos anos 80 estão entre os fatores que contribuiram para que ele fosse sucedido no porder por Carlos Meném. Sobre Meném, vale lembrar que seu governo foi marcado por atitudes e bravatas que fazem recordar o Brasil dirigido por Collor de Melo. Ainda: Meném ficou famoso por ordenar o despejo de sua esposa, da qual estava em vias de separação, da residência oficial. Sem comentários.
O dito popular costuma lembrar que vaso ruim não quebra. Mas vaso bom, às vezes, demorar a quebrar. Cito a frase para informar que, em 1999, Alfonsín sofreu um grave acidente de carro. Foi hospitalizado em coma. As chances de sobrevivência não eram grandes. Porém ele conseguiu se recuperou.
Comentar sobre Alfonsín me faz caminhar de volta á minha adolescência. Quando ele se tornou presidente argetino, eu tinha 16 anos, morava em Macapá (AP), minha cidade natal, e era estudante do segundo grau (atual ensino médio). Era um adolescente inquieto que estava começando a entender algumas coisas do mundo e se aborrecia com a monotonia da cidade. O pouco que sabia de política vinha das informações dadas por alguns amigos mais velhos, de formação progressista. É nesse contexto que eu comecei a perceber a grandeza de Alfonsín.
Como muitos brasileiros, eu curtia quando as equipes esportivas da Argentina eram derrotadas pelo mundo a fora. Fato ilustrativo é a festa feita em casa quando, na copa da Espanha, em 1982, o Brasil pegou a seleção de Maradona e meteu 3x1. E mais, o pequeno notável foi expulso. Mas do que adiantava a gente fazer festa em cima da seleção deles se, depois, os caras nos deram uma goleada ao voltarem primeiro à democracia do que nós. O fato deles mandarem os milicos para as barras da justiça nos emocionava. Então vinha na cabeça a pergunta: Oh Deus! Quando vamos poder fazer igual aos argentinos? A pergunta continua: Quando?

Pois é. Fui escrevendo muito. A emoção tomou conta e eu fui atrás. Mas texto de blog não pode ser extenso senão espanta os leitores e as leitoras. Por isso, é bom preparar o final. Raúl Alfonsín faleceu. Sua ida para o plano superior da existência merece muitas homenagens de herói. Viva Alfonsín, o homem da democracia!!! Um cara que teve compromisso com as coisas corretas e éticas. Que a sua postura como presidente sirva como exemplo para os atuais mandatários da América Latina.
Aroldo José Marinho
Obs: Roséli! depois você me conta o que sentiu quando soube do sequestro de Lilian Celiberti, Universindo Diaz e os filhos dela. Beijos!

18 maio 2009

Um som do 14 Bis

Muitos de vocês já ouviram falar no Clube da Esquina. Assim era chamado o agrupamento de músicos mineiros que gravitavam ao redor de Milton Nascimento, lá em Belo Horizonte. Só fera! Gente como Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e uma boa lista de solitas. Todavia só um conjunto conseguiu se estabelecer nesse contexto: o 14 Bis.

Foi como quinteto que a banda lançou seu primeiro disco em 1979. Ali estavam Flávio Venturini (teclados, violão, voz), Vermelho (teclados, voz), Sérgio Magrão (baixo, voz), Hely Rodrigues (bateria) e Cláudio Venturini (guitarra). Depois do disco inicial vieram outros, que trouxeram sucesso de público e reconhecimento da crítica.

Na influência do som da banda havia um pouco de coisas boas: Beatles, o barroco mineiro, as bandas de rock progressivo dos anos 70. Suas canções sempre mostraram belas melodias e arranjos primorosos, além de letras interessantes. Penso que ouvir 14 Bis é, sem dúvida, uma experiência confortadora. Lembro que, certa vez, na casa de minha amiga Ana Cecília, em Uberaba, em 1994, encontrei um vinil da banda. Ouvia direto e ficava feliz. Será que Ciça levou este disco para Goiânia?

Em 1988, o grupo lançou seu primeiro disco ao vivo. Foi seu último trabalho como quinteto. A partir daí, Flávio abraçou a carreira solo. Apesar do baque, os remanescentes não deixaram a peteca cair. Quem tem talento não se apequena na dificuldade, só cresce. Assim foi com eles. Venceram!!!

Como presente para os leitores e leitoras do blog, segue o clipe da canção Mesmo de brincadeira, que Cláudio escreveu com Mariozinho Rocha. Aqui há a participação do violinista Marcus Vianna, conhecido por escrever temas paras as novelas de Glória Perez e também por ser colaborador de Jayme Monjardim nas suas produções globais.

O curioso é que o arranjo da canção foi desenvolvido no country, a música caipira norte-americana. Este gênero nunca abordado nos trabalhos do grupo. Desnecessário dizer que o resultado foi bastante positivo. Resta apenas vocês curtirem.

Tudo de bom!
Harold

14 Bis- Mesmo de brincadeira

15 maio 2009

Agnelo e as incertezas petistas

A corrida rumo ao governo do Distrito Federal (DF) inquieta o Partido dos Trabalhadores (PT). A intenção do partido não é apenas fazer boa figura nas eleições de 2010. O PT ambiciona voltar a ocupar o Palácio do Buriti, sede do governo local. Já esteve lá no período 1994-1998, quando elegeu Cristovam Buarque. Seu governo teve caráter popular e priorizou a educação. Mesmo assim, Buarque não conseguiu a reeleição. Motivo: não prometeu aumento de salário para os servidores distritais. Seu oponente, Joaquim Roriz (PMDB), de aspirações populistas e demagógicas prometeu, foi eleito e não cumpriu.

De lá para cá, muitas coisas aconteceram na seara petista. O partido elegeu Lula para ser presidente da república e Buarque para o senado. Mas os problemas internos começaram a aparecer e minar o relacionamento entre os companheiros. Neste contexto, a permanência de Buarque no partido, se tornou insustentável. Insatisfeito, o senador foi para o PDT. Quanto ao DF, o governo foi parar nas mãos de José Roberto Arruda, o homem do painel, do Democratas (DEM), que venceu de lavada no primeiro turno.

Agora parece que a volta do PT ao comando do governo local é uma possibilidade plausível. Pelo menos, este é o pensamento corrente entre os analistas da cena política do DF. O que justifica tal pensamento? A filiação de Agnelo Queiroz (na foto à esquerda, ao meu lado) no partido de Lula, de cujo governo foi ministro dos Esportes. Ele deseja ser governador. Sabe que seu nome é bem avaliado pelo eleitorado. Porém teria que contornar um velho problema que sempre dificulta a união das esquerdas no DF: a intrasigência petista. O partido, em nenhuma situação admite perder a cabeça de chapa da coligação. Assim foi em 2006. Agnelo, na época, filiado ao PCdoB, precisou abrir mão de sua candidatura ao executivo, em favor da petista Arlete Sampaio, para disputar uma vaga no senado. O resultado mostrou o equívoco da coligação. Arruda deu uma goleada em Arlete enquanto que Roriz teve alguma dificuldade para vencer Agnelo.

Para as próximas eleições, com o incentivo de Lula, Agnelo deixou seus velhos camaradas de PCdoB, indo ao encontro dos novos companheiros petistas. Sua nova filiação era o aval para poder concorrer ao cargo de governador. Era!!! Por que era? Quando tudo já parecia sacramentado, eis que surge o deputado Geraldo Magela avisando sobre seu desejo de ser o candidato do PT. Em 2002, ele tentou mas foi derrotado no segundo turno por Roriz, numa eleição de aspectos bem duvidosos. Magela acredita que 2010 será o seu ano de sorte e, invoca sua condição de petista histórico, ligado ao presidente da república, para ter seu nome indicado na convenção.

Sabendo de sua condição de pássaro novo no ninho petista, e das pretensões de Magela, Agnelo decidiu abrir mão de sua candidatura em favor da unidade partidária. A notícia foi dada em primeira mão por RMS, no blog www.politicanodf.blogspot.com. Para aquele blog, Agnelo sinalizou ser o momento de não deixar que nenhuma pretensão pessoal abale a unidade que começa a ser construída no PT local. Sua desistência pegou de surpresa os analistas políticos e encheu de alegria os partidos adversários do PT. Ninguém acredita que Magela seja, de fato, um candidato competitivo. Há quem aposte que, se, de fato, ele concorrer, a reeleição e eArruda será fato concreto.

Todavia, política é um caixinha de surpresas, não será espanto se, de uma hora para outra, a situação se inverter. E, em nome da unidade partidária, Magela abra mão da sua pretensão executiva e, como bom soldado, jure apoio ao candidato indicado pelo partido seja Agnelo ou um outro. Difícil imaginar que o ex-ministro de Lula tenha dado um passo tão difícil, como romper com o PCdoB apenas para passear numa outra agremiação. tem gente afirmando que a desistência dele é só um jogo de cena. Foi a forma encontrada por ele para forçar a direção do PT a antecipar as prévias internas. Nelas, se os comentários forem fidedignos, não existe a menor possibilidade do histórico Magela bater o novao Agnelo. Esperemos os próximos capítulos.

Aroldo José Marinho

13 maio 2009

A conquista do Papão

Como o papo da postagem anterior foi sobre futebol, esta segue pela mesma estrada. Lá eu contei sobre a emoção que foi saber que Palmeiras se classificou para a próxima etapa da Taça Libertadores. Aqui, giro o foco para a Amazônia. Quero homenagear a minha outra equipe, o Paysandu Sport Club, lá de Belém, no bom e afetuoso estado do Pará. O Papão da Curuzu, como é chamado o time mais popular do estado, conquistou o campeonato paraense no sábado, 09.
A conquistado Papão foi oficializada com a vitória de 3x2 sobre a equipe do São Raimundo, da cidade de Santarém. A Pantera, como é conhecida a equipe do interior, fez dois jogos contra o Papão. No primeiro, ocorrido há duas semanas, o time se encheu de determinação e foi para cima do adversário. Por isso, a vitória expressiva, 6x1, foi um justo reflexo da famosa garra bicolor.
Passou uma semana, começaram os preparativos para o segundo. A torcida do Papão já comemorava pelas ruas de Belém. Mas o técnico Edson Gaúcho e os jogadores recomendavam respeito ao adversário. Estavam certo na postura. A Pantera chegou à decisão por méritos. Derrotou equipes que, outras vezes, já mostraram algum brilho. Mas a história do campeonato já tinha sido escrita no domingo.
Chegou o sábado do jogo final. A partida começou equilibrada. Foi assim até o final do primeiro tempo. Veio o segundo, as equipes foram atrás do gol. Mostraram esforço e foram premiadas. A Pantera abriu a contagem. O Papão empatou. A Pantera fez outro. Os jogadores do Paysandu empataram novamente e marcaram o terceiro e último gol do campeonato. Depois foi só esperar o apito final.
Por não ter ido à Belém, vi a conquista do Papão nas imagens do site de um jornal paraense. São essas imagens que lhes são oferecidas como um lindo presente. Viva o Papão!!!!!
Aroldo José Marinho
Paysandu 3 x 2 São Raimundo

Valeu São Marcos


Não vi a partida de futebol entre Sport e Palmeiras, realizada ontem no Recife (PE). Soube do resultado ao ler as manchetes dos jornais de hoje. Ganhamos com atuação genial do genial e santo goleiro Marcos. Ou melhor, São Marcos. Não é preciso escrever muito sobre ele. Resta só aplaudí-lo e de pé.
Além de atleta e capitão de nossa equipe, Marcos é um símbolo. Um cara humilde e digno. Em campo ele é a representação fiel daquilo que todo palmeirense deveria ser. Claro que alguém pode contestar meu argumento. Todavia não acredito que possa provar o contrário.
Como não assisti à partida, fico sem condições de fazer um comentário a respeito. Mas para não deixar meus leitores e leitoras sem uma opinião do importante evento realizado ontem no Recife, incluo na postagem a narração das cobranças penais feita pelo jornalista Juca Kfouri, da rádio CBNe da Folha de São Paulo. De acordo com Juca, a cobrança de pênaltis aconteceu da seguinte maneira:
Mozart bateu o primeiro muito mal e Magrão DEFENDEU!
Luciano Henrique bateu e Marcão DEFENDEU!!
Marcão bateu o segundo muito bem e fez 1 a 0 para o Palmeiras. Igor bateu e empatou.
Danilo bateu o terceiro na perfeição e fez 2 a 1.
Fumagalli bateu e Marcão DEFENDEU!! Armero bateu o quarto e fez 3 a 1.
Dutra bateu e Marcão DEFENDEU!!!! E ACABOU!!!!!
Pois é! Campeão é sempre assim: talento e raça. Novamente devemos dizer: Obrigado São Marcos!!!
Agora segue o vídeo das cobranças de pênaltis. Vale a pena emocionar, de novo.
Sport x Palmeiras

Aroldo José Marinho

09 maio 2009

Letra e tradução da canção de Julian

Segue a letra da canção Too late for goodbyes, de Julian Lennon, the John's son. Também preparei uma tradução para vocês.
Tudo de bom!
Harold

Too late for goodbyes
Julian Lennon


Ever since you've been leaving me
I've been wanting to cry
Now I know how it feels for you
I've been wanting to die
But it's much too late for goodbyes
Yes it's much too late for goodbyes
Time has gone since I've been with you
We've been starting to die
Now it seems you don't care for me
and I don't understand why
But it's much too late for goodbyes
Yes it's much too late for goodbyes

Ever since you've been far away
I've been wanting to fly
Now I know what you meant to me
I'm the one who should cry
And it's much too late for goodbyes
Yes it's much too late for goodbyes

Ever since you've been leaving me
I've been wanting to cry
Now I know how it feels for you
I've been wanting to die
But it's much too late for goodbyes
Yes it's much too late for goodbyes

Ooh... Ah.....

Dit dit dit dit doo
ba da ba da ba da ba... ba
ba ba ba ba ba... ba ba ba ba ba... ba


Tradução
Muito tarde para despedidas
Julian Lennon

Desde que você me abandonou
Eu tenho tido vontade de chorar
Agora eu sei o que sinto por você
Eu tenho tido vontade de morrer
Mas é muito tarde para despedidas
Sim, é muito tarde para despedidas
Já tempo desde a última vez em que estivemos juntos
Nós começamos a morrer
Agora parece que você não se importa comigo
E eu não entendo o motivo
Mas é muito tarde para despedidas
Sim! É muito tarde para despedidas.

Desde que você foi para bem longe
Eu tenho tido vontade de voar
Agora eu sei o que você significa para mim
Eu sou o único que lhe fez chorar
E é muito tarde para despedidas
Sim! É muito tarde para despedidas.

Desde que você me abandonou
Eu tenho tido vontade de chorar
Agora eu sei o que sinto por você
Eu tenho tido vontade de morrer
Mas é muito tarde para despedidas
Sim, é muito tarde para despedidas.

Ooh... Ah.....

Dit dit dit dit doo
ba da ba da ba da ba... ba
ba ba ba ba ba... ba ba ba ba ba... ba


Jô e Vanguart

Saudações!
Há tempos que não assistia o Programa do Jô. Entre os convidados estava Vanguart, a banda de folk rock, lá de Cuiabá (GO), que ganhou os prêmios de revelação musical nos dois últimos anos. Foi a primeira vez que vi a banda na televisão. Gostei da entrevista, os caras são animados.

Coincidência é que, na manhã de ontem, tive que fazer algumas tarefas domésticas. Para fazer trilha ao pesado batente, eu coloquei, justamente, o cd desta banda. Ouvi na íntegra e recomendo para todas as pessoas.

Seguem a entrevista!
Harold

Entrevista de Vanguart no Programa do Jô

Sobre Julian Lennon

Julian Lennon é uma dessas pessoas facilmente reconhecíveis. Seu rosto, gestos e voz indicam logo que ele é filho de John Lennon. Do tempo em que John esteve casado com Cinthya Powell, que foi sua namorada nos primórdios dos Beatles. Julian herdou a herança paterna, aprendeu a tocar piano e violão, além de cantar e compor.

O moço lançou, nascido em no dia 8 de abril de 1963, um disco em 1985. Os menos informados pensaram ser um imitador do falecido beatle. Pura bobagem! Julian foi à luta e cravou nas paradas a canção Too late for goodbyes. A repercussão foi boa. Porém os trabalhos posteriores não alcançaram o êxito esperado.

Enquanto não chegam notícias atualizadas sobre a carreira do filho de John e de Cinthya, vale a pena matar saudade do seu surgimento na mídia.. Segue o clipe de seu maior.

Vamos curtir?
Harold

Julian Lennon- Too late for goodbyes

03 maio 2009

Josinaldo, o índio de jaleco branco

Segue transcrição de matéria que é capa da edição de hoje (03/05/09) do jornal Correio Braziliense, daqui de Brasília. Detalhe: o personagem da matéria é meu amigo.
Abraços!
Harold


Josinaldo, o índio de jaleco branco

Representante da aldeia Atikun caminha para ser o primeiro da história de seu povo a concluir medicina na UnB
Marcelo Abreu


Fotos: Cadu Gomes/CB/D.A Press
Meta de Josinaldo é aliar os conhecimentos de seus ancestrais à medicina convencional: “eu preciso ser médico pra ajudar o povo da minha aldeia”


Sexta-feira, feriado, Dia do Trabalho. Numa partida de futebol entre alunos índios e africanos, estes últimos deram uma sova nos primeiros: 5 x 1. Os índios saíram cabisbaixos. Queriam cavar um buraco para enfiar as caras. Haja pajelança para reverter o resultado nos próximos duelos. Por telefone, nosso personagem, que ainda não conhecíamos, nos diz: “A gente pode se encontrar no prédio da biblioteca”. Combinado. O encontro será às 11h30. Pontualmente, chegamos lá. E lá se aproxima o rapaz sobre o qual contaremos esta história. O andar é apressado. Veste calça jeans, camiseta branca, tênis e uma mochila. Sim, é ele mesmo, o rapaz pelo qual esperávamos para a entrevista. Ao chegar ele disse, em tom de lamentação: “O jogo acabou agora. A surra foi grande”.


Não, não vamos falar sobre a fatídica derrota. O assunto é outro. Josinaldo da Silva tem 31 anos, mora há três anos em Brasília, veio de longe, dos confins de Pernambuco, deixou uma vida inteira para trás: mãe, seis irmãos, um filho de 4 anos e toda a sua cultura e tradição. Ele cursa o 5º semestre de medicina na Universidade de Brasília (UnB). Quer fazer clínica geral para atender àquela gente esquecida do lugar de onde saiu e depois se especializar em anestesiologia. Josinaldo é um índio da aldeia Atikun. Será, em 2012, quando completará 35 anos, o primeiro indígena a receber o diploma de médico em toda a história daquela universidade.

Essa é a história que ele quer contar. E de como, de uma aldeia a 550km de Recife, ele rompeu barreiras e chegou a uma das universidades mais importantes do país. Mais que isso: conseguiu uma vaga no curso mais disputado da UnB. Por meio de um convênio entre a Fundação Universidade de Brasília (FUB) e a Funai, Josinaldo submeteu-se a uma espécie de vestibular diferenciado, na capital pernambucana. Concorreu a uma das duas vagas reservadas para índios de todo o território nacional na UnB (sistema de cotas). Pelo menos 400 candidatos, em todo o Brasil, participaram da seleção. Houve uma prova de português e outra de matemática, com 50 questões cada. E uma redação onde dissertou sobre o desafio do jovem indígena no ensino superior.

E lá estava Josinaldo, confiante que uma vaga seria sua. E foi. Era a redenção do menino que estudou até a 4ª série na aldeia. Da 5ª à 8ª série foi para um povoado vizinho, a 6km de onde morava. E para concluir o ensino médio, o índio atikun viajava todos os dias 50km (apenas ida) para chegar a Salgueiro, cidadezinha do sertão pernambucano, o maior lugar que até então conhecera na vida.

Dança do Toré

Após terminar o ensino médio, o rapaz virou agente de saúde da aldeia, onde vivem hoje 6 mil índios. Ali, nasceu e passou toda a vida. Ensinava o que sabia àquela gente quase esquecida. Nunca se distanciou das manifestações culturais e das tradições do seu povo. Participou desde criança da Dança do Toré. No ritual, eles acreditam que, após tomarem a jurema (bebida poderosa que limpa a alma), as divindades são incorporadas. É a crença no deus Tupã e em Tamaym (Mãe Terra). É crença dos pajés (líderes espirituais), dos caciques e de todo o povo de sua aldeia.

Essa era a vida de Josinaldo. O menino que sonhava fazer mais por sua gente. Quando soube que poderia concorrer a uma vaga na universidade, não hesitou. Foi a Recife. Fez as provas. Esperou o resultado. E viu o nome na lista dos aprovados em medicina. “Foi a melhor notícia que tive na vida”, reconhece. Dias depois, desembarcou em Brasília. Despediu-se da mãe, dos irmãos, orientou-se com pajés e caciques. Prometeu a todos que um dia voltaria. Uma nova realidade o esperava aqui.

Era abril de 2006, Josinaldo foi morar numa república de índios, na 706 Norte. No dia 18 daquele mês, entrou na UnB, seria o primeiro dia de aula. “O impacto cultural foi enorme”, diz. Pergunto se teve medo. O índio atikun admite: “Tive. Medo de ser discriminado, de não ser aceito, de não dar conta do curso, de acharem que era incapaz”. E faz uma revelação contundente: “No começo, senti muito preconceito. Menos pelo fato de ser índio. O que pesava era ser pobre”. Insisto em saber como sentiu isso. Ele responde: “Percebia nas escolhas dos grupos, nos trabalhos em equipe”. Mas hoje admite: “Três anos depois, sinto menos a separação. Acho que tô conquistando meu espaço”.

Reprovação

No primeiro e segundo semestres, Josinaldo sentiu enorme dificuldade em acompanhar algumas disciplinas. “Estudei a vida toda em escola pública do sertão. Não tive boa base”, constata. Em função disso, foi reprovado em bioquímica, biofísica experimental e biologia celular. Mas o que seria obstáculo intransponível transformou-se em luta. No semestre seguinte, resolveu cursar matérias básicas, para que lhe preparassem melhor para o que teria pela frente.

Estudou biologia e química experimental. Entendeu e dominou coisas sobre as quais nunca ouvira falar antes. Entrou no terceiro semestre confiante no caminho escolhido. Foi bem no quarto. Chegou ao quinto semestre e nunca mais foi reprovado em qualquer disciplina. “Mostrei a mim mesmo que seria capaz. Que não estava aqui porque me facilitaram a entrada. Hoje, me sinto à vontade. O diálogo é de igual pra igual.” Ninguém nunca mais segurou o índio. Nem o medo.

Josinaldo passou a ter aulas práticas no Hospital Universitário de Brasília (HUB). É acompanhado pelos professores em consulta aos pacientes da clínica médica. “Só não podemos diagnosticar”, explica. Recebe R$ 900 pelo convênio entre a FUB e a Funai. É com esse dinheiro que vive em Brasília. Come no bandejão da universidade. Passou a usar jaleco branco e estetoscópio. Fez uma foto e mandou pra sua gente. Todos passaram a chamá-lo de “doutor”. Até o pajé. “Ano passado, voltei à aldeia e o povo me perguntava se eu já podia consultar”, conta o futuro médico, aos risos.
Sentado na entrada da faculdade de medicina, Josinaldo fez um desabafo comovido: “Eu preciso ser médico pra ajudar o povo da minha aldeia. Eles precisam da tradição, dos chás, das crenças, mas também da ciência. Quero juntar tudo isso”. Em seguida, lamentou: “Os médicos brancos vão para a aldeia, mas não se acostumam. Ficam dois, três meses e vão embora. Aí, os índios ficam tempos e tempos sem nenhuma assistência”.

Sem descanso

Josinaldo estuda, em média, 10 horas por dia. Quando não está em sala de aula ou no HUB, corre para a biblioteca. Pesquisa, checa, se informa. Dissipa dúvidas. Quer comprovação. De uma coisa ele tem certeza: vai fazer clínica geral. E planeja: “Depois, quero voltar pra Pernambuco e me especializar em anestesiologia. Vou ver em Recife e Petrolina. Estando ali perto, posso cuidar da saúde do povo da aldeia”.

Enquanto a formatura não chega, o índio atikun se extasia com as oportunidades que a vida lhe ofereceu. Mas observa: “Isso tudo é fruto de esforço prévio. Se eu não acreditasse, não teria tentado”. E como nem só de estudo vive o ser humano, Josinaldo não perdeu tempo. Arrumou uma namorada no Recanto das Emas. “Ela está terminando o ensino médio. A gente se gosta”, diz. E se espanta: “Você vai escrever isso aí?”. Escrevi.

Pergunto se a convivência com o homem branco o afastará de suas raízes. Determinado, ele responde: “Tenho convicção da minha história, da minha ancestralidade. Nunca vou deixar de ser índio”. E faz um juramento: “Quero ser um bom médico. Vou procurar conversar com a pessoa e não ver ela apenas como portadora de doença. Uma vez me consultei com um médico que não olhou na minha cara. Nem meu nome perguntou”. O índio talvez não saiba, mas esses homens e mulheres que se dizem brancos e vestem jaleco agem frequentemente assim. Em todos os lugares, dos hospitais públicos aos particulares. Sentem-se quase deuses.

Otimista, o estudante de medicina crê num futuro melhor para seu povo: “Quero ver muitos índios advogados, engenheiros, médicos, professores. Basta que a gente continue lutando, resistindo, conquistando. Felicidade é poder sonhar e sentir que aquilo virou verdade”. Sábio Josinaldo, o primeiro índio que virará médico em toda a história da UnB. “Com ajuda de Tupã”, ele torce, segurando o cocar que carrega dentro da mochila. Que os deuses nos quais o índio acredita lhe sejam generosos.




Dois textos de Quintana


Penso que não é necessário apresentar para meus leitores e minhas leitoras a figura de Mário Quintana (1906-1994). O senhor aí da foto. Gaúcho de Alegrete, ele é nada mais nada menos do que um melhores poetas deste país.

Ludicidade e musicalidade são coisas fáceis de encontrar na sua obra. Dá gosto de ler seus textos. Depois relê-los.

Em 2004, devido motivos profissionais, estive em Porto Alegre. Num dia de folga, fui passear pela cidade. Um dos lugares visitados foi o prédio da antiga Livraria e Editora Globo. Lá há um pequeno museu onde vi o escritório de trabalho de Quintana, que, durante muito tempo, atuou como tradutor naquela casa.

Quem desejar saber mais sobre sua obra, pode acessar o site www.laudano.com.br/escritores/mario-quintana.
Seguem dois poemas do mestre gaúcho.
Harold


Os degraus.
Mário Quintana

Não desças os degraus dos sonhos
para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos- onde
os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo.



Canção da ruazinha desconhecida
Mário Quintana

Ruazinha que eu conheço apenas
Da esquina onde ela principia?
Ruazinha perdida, perdida?
Ruazinha onde Marta fia?
Ruazinha em que eu penso às vezes
Como quem pensa numa outra vida?
E para onde hei de mudar-me, um dia
Quando tudo estiver perdido?
Ruazinha da quieta vida?
Tristonha? tristonha?
Ruazinha onde Marta fia
e onde Maria, na janela, sonha?




Arnaldo Antunes- Alegria

Arnaldo Antunes é um dos mais importantes letristas surgido no rock Brasil dos anos 80. Formava com Cazuza e Renato Russo uma espécie de santíssima trindade dos letristas que, ao mesmo tempo, eram poetas dos grupos que os jovens daquele período apreciavam. Diferente de outros letristas, que, quase sempre, escreviam sobre carros, diversão e garotas, os três citados abordavam mais densos.
Cazuza e Renato Russo habitam outro plano existencial. Arnaldo segue em carreira solo e, às vezes, em colaboração com outros artistas. Continua a nos brindar com suas pérolas. Além do ofício de cantor e letrista, ataca como escritor e em trilhas sonoras de cinema.
Segue clipe de Alegria, uma de suas mais bonitas composições. Uma singela e perfeita declaração de amor. A canção faz parte da trilha sonhora do filme Benjamin. No clipe há as participações de Chico Buarque, Paulo José e Cléo Pires.

Harold

Arnaldo Antunes- Alegria


A sorte é a sorte


O presidente Luís Inácio Lula da Silva é um sujeito de sorte. Mesmo quando comete algum erro bobo ou uma grosseria que possam lhe deixar em maus lençóis perante a oposição e a sociedade, algo de bom lhe acontece. Aí o sufoco acaba. Sorte é isso aí! Cito alguns fatos para ilustrarem minha afirmação.

No mês de março, Lula teve encontro com Gordon Brown, primeiro-ministro da Inglaterra. Na hora de discursar, o presidente pôs a culpa da crise econômica que pegou o mundo de calça curta nos banqueiros do primeiro mundo, que, nas palavras de Lula, têm olhos azuis. Talvez Brown tenha ficado embaraçado com o discurso de Lula. Se ficoul não demonstrou. A oposição e os fiscais dos deslizes alheios tomaram as dores dos ofendidos e caíram de pau. O povão adorou o discurso lulista. Todavia, a voz da sensatez recomenda que nenhuma decalração de cunho racial seja feita.

Chegou abril e lá foi Lula para o país de Brown. Motivo: os dirigentes dos 20 países mais influentes do mundo se reuniriam em Londres . Foram discutir uma possível solução para a crise. Mas antes do trabalho, um pouco de amenidade não faz a ninguém. Por isso, os dirigentes foram ao Palácio de Buckingham para o jantar que a rainha Elizabeth II lhes ofereceria. Antes da mesa, a foto oficial, com a rainha no centro, é claro, foi preciso distribuir os convidados. Lula foi posto à esquerda da rainha, ambos sentados. De pé ficaram Obama, Brown, Merkel entre outros.

No mesmo encontro, foi alvo de elogios de Barack Obama e Kevin Rudd. Obama apertou a mão de Lula e disse para o primeiro-ministro australiano: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!". O presidente norte-americano não parou por aí na admiração por Lula e continuou: "Esse é o político mais popular da Terra". Rudd não ficou atrás de Obama quando fez seu comentário: "O político mais popular de longo mandato". Então Obama concluiu: "É porque ele é boa pinta". Depois disso, ninguém mais lembrou do comentário infeliz sobre os banqueiros de olhos azuis. Prestígio pouco é bobagem.

Posteriormente, um instituto de estudos políticos divulgou dados de uma pesquisa sobre os dirigentes dos países da América. Os resultados mostraram que Lula é o presidente mais popular do continente. Atrás do brasileiro ficaram Alvaro Uribe e Felipe Calderón, respectivamente, presidentes da Colômbia e do México. Para tornar mais expressiva a posição de Lula, vale lembrar que Obama apareceu em posição intermediária enquanto que Hugo Chávez sequer foi citado.

Outro fato que evidencia que Lula é uma pessoa, de fato, conhecida no mundo, aconteceu na noite de quarta-feira, 15 de abril. Ele fez uma aparição na televisão dos Estados Unidos. Foi mesmo? Bem... quase isso. Na verdade, não foi o presidente pessoa física mas o seu desenho. Foi num episódio da série de desenho animado South Park, conforme mostra a figura que acompanha esta postagem. A série foi criada em 1997 por Matt Stone e Trey Parker; é famosa pelas tiradas de humor negro e pelas pesadas críticas que faz ao estilo de vida da sociedade norte-americana.

No episódio do dia 17, denominado Pinewood Derby (Derby cabeça de pinho), os personagens estão às voltas com um alienígena, possilvemente, perigoso. Por isso, fazem contato com os principais líderes do mundo. Gente como a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarkozy e Lula, que aparece na tela tendo, ao fundo, a bandeira do Brasil, à sua direita. Quem desejar assistir ao episódio, basta acessar o site www.southpark studios.com.

Volta e meia, ficamos sabendo de alguma peripécia de nosso presidente. Como foi citado no parágrafo inicial, ele é um sujeito, ou melhor, de sorte. A exposição na mídia lhe é favorável. Agora vamos esperar para saber se a sorte de Lula pesará na sucessão presidencial. Será que ele fará que Dilma Rousseff, a candidata de seu coração, a vencedora? Esperemos para saber.

Aroldo José Marinho




16 abril 2009

Dos en la ciudad 2- A tradução

Preciso, novamente, agradecer a gentil contribuição de Letícia Contilde. A gentil gaúcha, aniversariante do dia 8 deste mês, enviou a tradução da canção Dos en la ciudad. Sua habilidade de captar o sentimento do texto original e enfocá-lo em português é notável.
Gracias Letícia y buena estrella. Espero que vocês apreciem o texto.
Harold
Dois na cidade
Fito Páez
Nos encontramos na rua
Eu diria casualidade
Ainda tinha esse olhar
Esse garbo, esse swing, esse charme
Vinha super arrumada,
Seu sorriso sim, era algo especial
Quando me deu a bofetada,
Colocou as coisas em seu lugar
Logo abriu a boca
Como a liberdade
Tomamos umas taças
E no bar começou a chorar
O tempo passou fomos ela e eu dois na cidade
Me perguntou como havia sido,
Como foi que escolhi partir
Si havia tido alguns filhos
E se alguma vez fui tão feliz
Perguntei se estava sozinha
Ela sim, que sabia fingir
Que ingenuidade não era tola
Era o próprio Monte Sinai
Passou passou
Passou nosso quarto de hora
Passou passou,
Mas ainda sabíamos rir
E assim passou
A noite entre o whisky e a coca
Assim passou
Mas ainda sabíamos rir
Todo o final de semana
Não nos deixamos ir
Quando me levantei esta segunda
Ela já não estava aqui
O tempo passou,
Fomos ela e eu
Dois na cidade
Dois na cidade.
Fomos ela e eu
Dois na cidade
Nosso quarto de hora
Fomos ela e eu
Dois na cidade (3).

Dos en la ciudad

Não preciso apresentar Fito Páez para os leitores e leitoras do blog. Já postei material dele numa outra ocasião. Hoje vou somente apresertar outra canção dele chamada Dos en la ciudad. Foi gravada no cd Abre, de 1999.
Como da outra vez, junto com o clipe, segue letra da canção, que é belíssima. Sobre o clipe gravado em Nova York, há uma curiosidade: a presença de Cecilia Roth, atriz argentina, nossa conhecida do filme Tudo sobre minha mãe, de Pedro Almodóvar. Ela é esposa de Fito.
Sem mais demora, vamos curtir o trabalho do grande Fito.
Harold
Dos en la ciudad
Fito Páez
Nos encontramos en la calle yo diría, casualidad
aún conservaba esa mirada
ese garbo, ese swing, ese charme
venía supercolocada
su sonrisa, sí, era algo especial
cuando me dio la cachetada
puso las cosas en su lugar
luego me abrió su boca
como la libertad
tomamos unas copas y en el bar
se echó a llorar
el tiempo pasó fuimos ella y yo, 2 en la ciudad
Me preguntó cómo había sido
cómo fue que elegí partir
si había tenido algunos hijos
y si alguna vez fui tan feliz
le pregunté si estaba sola
ella sí que sabía fingir
que ingenuidad, no era una boba
era el mismo monte Sinaí
Pasó, pasó
pasó nuestro cuarto de hora
pasó, pasó
pero aún sabíamos reír
se nos pasó
la noche entre el whisky y la coca
se nos pasó
pero aún sabíamos reír
Todo el fin de semana
no nos dejamos ir
cuando me levanté ese lunes
ella ya no estaba allí
el tiempo pasó
fuimos ella y yo
2 en la ciudad
Dos en la ciudad
fuimos ella y yo
dos en la ciudad
nuestro cuarto de hora
fuimos ella y yo
dos en la ciudad (x 3)
Fito Páez- Dos en la ciudad

09 abril 2009

E dá lhe PORCO, Olê! Olê! Olê!

Soube que a equipe da Sociedade Esportiva Palmeiras foi ontem enfrentar o Sport Recife, lá em Pernambuco. Havia desconfiança e muita provocação no ar. Nos últimos encontros entre as equipes, o Sport levou a melhor, ganhou com superioridade. Parece que isso subiu à cabeça dos jogadores do time pernambucano. Além disso, Palmeiras estava no sufoco por causa da triste campanha na Copa Libertadores de América.
A equipe entrou com consciência. Sabia que enfrentaria uma equipe que, poucas vezes, foi derrotada no seu estádio. De fato, a Ilha do Retiro estava lotadaça. A torcida de quase 20 mil pessoas fazia muito barulho. Mas nenhuma partida é vencida antes do juiz apitar determinando o início e o fim das ações.
Lá se foi a equipe de Vanderlei Luxemburgo para a luta. Atuando de forma inteligente, jogou com serenidade, ignorando as vaias que vinham, da torcida local. A aplicação palmeirense foi premiada, ainda, no primeiro tempo. Aos 23minutos, em jogada em que contou com as colaborações dos companheiros Diego Souza e Maurício Ramos, Keirrison, o craque da camisa 9, tocou para o fundo das redes. E o juiz encerrou o primeiro tempo da partida.
Para a segunda parte do jogo, o Sport procurou ir para cima do rival. Todavia suas tentativas foram inúteis. Era só perder a bola lá na frente para provar do veneno do contra-ataque verde. Foi assim que, aos 27 minutos, Diego Souza, tocou a bola por cima do goleiro do Sport. A bola entrou e calou o ímpeto da torcida local. Depois foi só tocar a bola para esfriar os jogadores do Sport e esperar o apito final.
Venceu quem jogou melhor e quem precisava de uma boa vitória. Ficou a boa lição de vida: não se pode ficar cantando vitória antecipada. Para a equipe verde fica o recado: não se deixar envolver pelos desatinos cometidos fora do campo. Agora é descansar para fazer um bom jogo contra o Santos no sábado, pelo campeonato paulista e, se Deus permitir, conquistar o bicampeonato.
Aroldo José Marinho

08 abril 2009

Samba de Marianne

Saudações para vocês nesta quarta-feira nublada em Brasília. Recebi e-mail de Marianne Loise Hewett, minha boa amiga australiana. Ela enviou algumas fotos. Todas belíssimas, ternurosas e poéticas. Uma delas, imediatamente, me fez lembrar uma canção escrita por Max de Castro e Bernardo Vilhena, que Max gravou em 2000. Parecia que a dupla tinha escrito, especificamente, para ela. Quis unir foto e clipe. Mandei mensagem para Austrália, atrás de autorização. Can I post your picture and video clip together?, quis saber. Sure honey! I trust in you. Foi a resposta.

Tudo resolvido seguem a foto, a letra escrita pelo Bernardo e o clipe de Max. Espero suas opiniões sobre a postagem. Tudo de bom sempre!
Harold

Samba Raro
Max de Castro- Bernardo Vilhena
Ela vai, ela vem
depois dela não tem pra mais ninguém
Samba
mexe comigo de um jeito tão raro
ama
ela sabe me enfeitiçar
me enfeitiçar, enfeitiçar, me enfeitiçar
me namorar, namorar, me namorar
samba rola na minha língua
me diz e me prova
ela sabe me provocar
me provocar, e provocar, me provocar
me excitar, me excitar, me excitar
Ela vai, ela vem
depois dela não tem pra mais ninguém
mas nada é tão claro
quanto a luz do imenso amor
que ilumina a noite
o samba raro já chegou

Max de Castro- Samba raro