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10 fevereiro 2010

Resistência

Resistência

Aroldo José

Teve gente que sonhou só um pouco,
Piscou um olho e aceitou as imposições.
Entendeu sua função na vida em sociedade,
Hoje é só mais um feliz tijolo no muro.

Eu ainda recordo daquela brincadeira,
No meu aparelho só tocam belas canções
Que me ensinam a viver bem este dia
E caminhar de manhã bem cedo pelo atalho.

Aprendi a lição ouvindo a velha piada:
Depois da monotonia, o tempo muda,
A chuva chega para molhar a rua.

Para lavar as incertezas que estavam grudadas
Dentro de nossas lembranças
Nos impedindo de perceber a luz.

Macapá, 31/12/09

Para os Novos Baianos

Descobrindo um novo box

Ontem li no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, uma matéria sobre a banda Mini Box Lunar, originária do estado do Amapá. Não posso afirmar que a existência dessa banda, do meu estado de origem, seja novidade para mim. No ano passado, um dos meus primos citou o trabalho do sexteto. Porém eu não conhecia nenhuma canção gravada pelo grupo. Passeando pelo You Tube, vi alguns clipes e me entusiasmei. Fui no santo Google saber mais coisas sobre meus conterrâneos. Lá encontrei matéria publicada na edição brasileira da Rolling Stone. É essa matéria que reproduzo abaixo.
Tudo de bom sempre!
Harold

Doçura Psicodélica

Por Alex Antunes


Do Amapá, MINI BOX LUNAR surge como a revelação do pop amazônico


Foto: ALEXANDRE BRITO
Doçura Psicodélica
Música originada do isolamento

O acre não é mais o limite. Já testado e aprovado em festivais como Se Rasgum (PA) e Grito Rock (MT), o Mini Box Lunar, a mais recente surpresa musical "fora do eixo", vem de Macapá, capital do Amapá. O clima cabaré de "A Boca", o folk carnavalizado de "Amarelasse/ A Viola e o Pandeiro", a melancolia espacial de "Gregor Samsa", a sanfona e os delicados solos de cordas de "Sessão Vintage" são algumas das mais de 20 jujubas pop do sexteto, formado por quatro instrumentistas que se revezam nos instrumentos e duas vocalistas. Uma delas, Heluana, conta que eram duas duplas de compositores - ela e Otto e Jenifer "JJ" e Sady - que trocavam figurinhas enquanto tocavam violão nas madrugadas ou tramavam uma banda de cover dos Mutantes, Arnaldo Baptista e Secos & Molhados. "Coisa de corações partidos, drogas, falta de perspectivas...", tenta explicar JJ, sobre o surgimento da banda na cidade isolada pela selva e pelas águas e que apresenta o maior índice de suicídios entre as capitais. Mas a rebeldia local não se traduziu em barulho ou grosseria. "A banda gosta dessa beleza quase infantil, sem pretensão", fala Alexandre, que completa a formação com Taiguara.

Na verdade, Macapá possui uma cena pequena, em que todos se conhecem - o tecladista Otto e o baterista Taiguara tocam com uma dezena de bandas locais ("mini box" é o nome local para designar os mercadinhos de bairro). Nessa terra ilhada cheia de gente que vem de longe (JJ é de Salvador, Alexandre de Brasília, Taiguara e Sady de Belém, Otto do interior do Pará - só Heluana nasceu no Amapá), a lenta destilação de rock e MPB resultou em uma doçura psicodélica e tipicamente amazônica. "É a viagem da canção que surge do interstício da melodia e da palavra", descreve Heluana, citando outro Arnaldo - o Antunes.

Compreensão

Compreensão
Aroldo José
Os dias passam muito tranquilos,
Essa tranquilidade parece absurda.
Uma coisa bem estranha na cidade
Onde eu procuro por muita coisa,
Mas não encontro nenhum sentido.

Diversas vezes tentei entender o motivo
Das mudanças rápidas, dos atos bruscos.
Porém me convenci que é bobagem
Querer saber demais de tudo,
Sair de casa para dominar o mundo.

Descobri que quem sabe muito de tudo,
Com certeza, nada viveu.
Esqueceu que, um dia, o relógio falha,
Que o inesperado sempre há de chegar.

Quanto a mim, depois de ler as cartas,
Decidi pintar muitas camisetas,
Juntar meus trastes e moedinhas.
Para hoje mesmo ir atrás de minha vida:
Amanhã ela pode se esquecer de mim.


Macapá, 31/12/09

09 fevereiro 2010

Tradução da canção

Todas as canções aqui postadas, que são cantadas em língua estrangeira, recebem tradução. Ajo dessa forma por respeito às pessoas que acessam o blog. Sei que alguns dos leitores e das leitoras não dominam outro idioma que não seja o português. Seguindo o respeito, ofereço a tradução da canção You are the sunshine of my life, clássico de Stevie Wonder, que tanta coisa bonita diz aos corações meu e de Kênnya, excelente amiga. A postagem anterior a esta é, na verdade, uma transcrição de um texto que ela escreveu.

Além da tradução, segue também o áudio da mesma. Antes de completar a tarefa, conto um pouco qual foi a inspiração de tão sagrada canção. O lance é o seguinte: Stevie foi para o estúdio em 1972. Foi preparar o disco Talking book. Mas os problemas relacionados ao divórcio estavam devastando sua mente. Com sacríficio, ele levou os trabalhos adiante. Mas a maré de tristeza passou por causa do contato com uma das moças que fazia vocal de apoio nas gravações. A presença da moça deu alento para Wonder superar a barra conjugal e compor a bela canção que agora vocês poderão ouvir e curtir sua tradução.

Tudo de bom!
Harold

Stevie Wonder - You Are The Sunshine of My Life
Stevie Wonder

Você é o brilho do sol na minha vida,
Este é o motivo pelo qual eu sempre estarei por perto.
Você é a maçã do meu olho,
Você ficará eternamente no meu coração.

Eu sinto como isto acontece desde o início,
Como se eu já tivesse lhe amado por um milhão de anos
E eu penso que se o nosso amor tivesse que terminar
Eu seria encontrado afogado nas minhas lágrimas.

Você é o brilho do sol na minha vida,
Este é o motivo pelo qual eu sempre estarei por perto.
Você é a maçã do meu olho,
Você ficará no meu coração eternamente.


Com certeza você sabia que eu estava sozinho
Porque você veio me resgatar.
E eu sei que isto tem de ser o paraíso:
Como poderia existir tanto amor dentro de você?

Você é o brilho do sol na minha vida, oh sim
Este é o motivo pelo qual eu sempre estarei por perto.
Você é a maçã do meu olho,
Você ficará no meu coração eternamente

O amor nos uniu
O amor nos uniu

Stevie Wonder - You Are The Sunshine of My Life

07 fevereiro 2010

Amigo palmeirense + amiga corinthiana= conversa sobre o Payssandu....

Saúdo os leitores e as leitoras do blog. Hoje lhes ofereço uma postagem bem afetiva. Aliás, reproduzo uma postagem feita, originalmente, às 23:56, do dia 05 deste mês, no blog www.fotolog.terra.com.br/kmonassa, de minha super-querida amiga Kênnya Monassa. Ela é uma pessoa genial. Tem um monte de idéias boniytas. Claro que, como qualquer ser humano, tem um ou outro defeito. Mas no geral, ela merece todos os aplausos que vocês quiserem lhe oferecer.

De coração, agradeço às coisas escritas por Kênnya. Merci!!! Dito tudo, vamos ao texto.
Harold

Amigo palmeirense + amiga corinthiana= conversa sobre o Payssandu....
Ser amigo, acima de tudo, é aguentar as chatices do outro, e principalmente, aguentar o gosto do outro sem fazer críticas...Ah, mas que eh difícil, é...
Compensa o fato de vc saber escolher as pessoas para seu círculo de amizades...Pessoas inteligentes, com humor apurado, e espírito livre...
Em homenagem, hoje, para meu grande amigo Harold, que apesar de palmerense, eh uma pessoa maravilhosa..
Hoje a música é do grande mestre Stevie Wonder, uma das coisas em comum com meu grande amigo: nosso gosto musical...

Stevie Wonder - You Are The Sunshine of My Life

"You are the sunshine of my life
That's why I'll always be around,
You are the apple of my eye,
Forever you'll stay in my heart

I feel like this is the beginning,
Though I've loved you for a million years,
And if I thought our love was ending,
I'd find myself drowning in my own tears.

You are the sunshine of my life,
That's why I'll always stay around,
You are the apple of my eye,
Forever you'll stay in my heart,

You must have known that I was lonely,
Because you came to my rescue,
And I know that this must be heaven,
How could so much love be inside of you?

You are the sunshine of my life, yeah,
That's why I'll always stay around,
You are the apple of my eye,
Forever you'll stay in my heart.

(Background) Love has joined us,
Love has joined us,
Let's think sweet love."





04 fevereiro 2010

Pequena confissão

Salve leitores e leitoras deste blog. Tudo bem? Espero que sim. Tomara que as coisas que vocês estão fazendo ou tramando fazer tenham o êxito esperado. Que esse monte de belos sonhos possam, em breve, ser concretizados. Escrevo estas palavras de coração.
Quero lhes mostrar um texto que escrevi nos anos 90 quando eu morava em Belém. Espero que, depois de fazer leitura, você enviem seus comentários críticos ou elogiosos. Beijos e abraços!
Harold

Pequena confissão

Aroldo José

Você é o desejo estampado dentro de mim,

Provocado pelo peso da paixão.

É a vida, a boa vida de beija-flor,

Beijando a semente querida.


E eu, eu que amo a flor, sinto o desejo

E também o medo do sonho acabar

E inverter a vida antes da luz apagar.

Ah meu amor! Desejo e ambição!

Não deixa a primavera sair de dentro,

De dentro do meu coração.

Belém, 23/07/90



A tradução da canção de Páez

Aqui está a postagem da letra da canção Fue por amor, de Fito Páez. Seu clipe foi postado ontem. De quebra, segue também a tradução do texto. Foi feita por Letícia Contilde, querida amiga lá de Porto Alegre (RS), responsável pelas traduções de língua espanhola deste blog.
Tudo de bom sempre!
Harold


Fue por amor
Fito Páez
Yo volvía loco super chiflado, pasado de vino
y ella se volvía loca en la cama pero con otro tipo
lo maté y ella tiró mi guitarra al fondo del río
ni siquiera me detuve a pensarlo y le clavé un cuchillo

fue por amor
amor

San Martín nos liberó las cadenas, en América, bendita
vos me liberaste de mis fantasmas y yo de tu analista
si mi nena se me salva de esta, difunta Correa
yo me voy arrodillada desde Córdoba
para que vos me veas

fue por amor
amor..

Love

mis amigos son hermanos del alma
canallas, divinos
mis amigos ya perdieron de todo pero nunca el estilo
me dijeron que una chica preciosa
entraría a las 12 de la noche en ese hotel en Rió
me dejaron el travesti en la cama
se fueron al casino

y fue por amor
amor
Love.

Foi por amor
Fito Páez
Eu ficava super-louco bêbado, cheio de vinho.
Ela ficava louca na cama, mas com outro cara.
Eu o matei e ela jogou minha guitarra no fundo do rio
Não parei sequer para pensar e lhe enfiei/cravei uma faca

Foi por amor,
Amor

San Martín nos livrou das correntes, na América Bendita
Você me livrou dos meus fantasmas e eu lhe salvei do seu analista
Se a minha garota me salva desta, Defunta Correa
Eu de Córdoba ajoelhado
Para que você me veja

Foi por amor
Amor
Love

Meus amigos são meus irmãos de alma,
Canalhas, divinos
Meus amigos já perderam de tudo mas nunca o estilo
Me disseram que uma garota maravilhosa/preciosa
Entraria as doze da noite nesse hotel no Rio
Deixaram o travesti na minha cama
E foram para o cassino

Foi por amor,
Amor
Love

03 fevereiro 2010

Um tema de Páez

Boa noite!
Os leitores e as leitoras deste blog já ouviram falar de Fito Páez. O genial cantor e compositor argentino já teve algumas de suas belas canções aqui postadas. Por isso, não será necessário fazer uma introdução extensa.

A canção aqui postada é um rock bem urgente, com uma pegada que mexe com a gente.O tema trata das desventuras amorosas de um sujeito tipicamente urbano. Um cara que, apesar das barras, procura acreditar que toda entrega pessoal precisa ter muito amor.

Vamos ao clipe?
Harold
Fito Páez- Fue por amor

01 fevereiro 2010

Matando a saudade


Segue matéria de Pedro Brandt publicada na edição de hoje do jornal Correio Braziliense. Leiam
Harold


Matando a saudade

Em show gratuito realizado no sábado, Frejat leva 5 mil pessoas à área externa do Complexo Cultural da República.

O cantor carioca dividiu o repertório entre canções próprias e sucessos de outros autores
Pedro Brandt

Em cima do palco montado atrás do Museu Nacional Honestino Guimarães (parte do Complexo Cultural da República), Frejat (na foto de Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press) saudou o público: “Estou há mais de um ano sem vir a Brasília. Estava com saudades”. Pelo visto, o brasiliense também sentiu falta do cantor, já que aproximadamente 5 mil pessoas (segundo a produção e 3 mil de acordo com a estimativa da polícia) passaram pelo local na noite de sábado.

O show do músico carioca fazia parte da programação do projeto Férias com Arte, que contou também com apresentações dos locais Suíte Super Luxo e Dillo Daraujo. Esta mesma escalação se apresentou ontem na Praça do Relógio, em Taguatinga. Itinerante e gratuito, o Férias com Arte será realizado esta semana (sábado e domingo), com Jorge Aragão, no Gama e em Samambaia, e nos dias 13 e 14, com a banda carioca Forfun, em Sobradinho e no Paranoá.

Este caráter do projeto, de passar por várias regiões administrativas do Distrito Federal, foi muito elogiado pelos presentes. Caso das metroviárias Lúcia de Fátima Felisbino, 28 anos, e Marcelle Motta, 31. “Moro em Samambaia e lá acontecem pouquíssimos eventos. Amanhã (ontem) vou de novo ver o Frejat em Taguatinga”, contou Lúcia. “Tem muita gente que não consegue vir até o Plano Piloto para ver esses shows”, comentou Marcelle, também moradora de Samambaia. “Faltam propostas como essas na periferia”, acrescentou.

O primeiro dia da terceira edição do Férias com Arte foi marcado pela pontualidade (o primeiro show começou às 20h e o do Frejat terminou pouco antes da meia-noite) e pelo som impecável. O público eclético e de idades variadas (de crianças a “coroas”) foi chegando aos poucos. O quarteto Suíte Super Luxo estreou sua nova formação em uma apresentação que privilegiou o repertório de seu segundo disco, previsto para sair ainda este semestre. Acompanhado de músicos afiadíssimos, Dillo Daraujo chamou a atenção com uma sonoridade dançante, entre o blues rock e o soul.

Frejat dividiu seu set list entre músicas da carreira solo (Sobre nós dois e o resto do mundo, Eu preciso de tirar do sério, Homem não chora, Segredos, Amor para recomeçar, Dois lados), sucessos do Barão Vermelho (Bete Balanço, Puxo êxtase, Por que a gente é assim, Exagerado) e composições dele com Cazuza nunca gravadas pelo grupo (caso de Malandragem) e músicas de outros autores como Adriana Calcaconhotto (Vambora), Tim Maia (Não vou ficar, Réu confesso, Você), Vinícius Cantuária (Só você), Legião Urbana (Ainda é cedo) e Renato Russo solo (Mais uma vez, parceria com Flávio Venturini). “Depois de tanta coisa desagradável que o brasiliense tem passado recentemente, é ótimo poder descontrair num evento assim. Brasília estava precisando”, avaliou a professora português Patrícia Rodrigues, 38 anos.

31 janeiro 2010

Para Sweet Bete

Eu sou muito grato a Elisabete de Mello. A moça lá de Itanhaém sempre me oferece coisas boníssimas. Às vezes, são frases curtas mas cheias de vida. Noutras, são exposições maiores com expressões de verdadeiro carinho. Fico lisongeado por ter uma pessoa assim no Harold's Universe. Sweet Bete dá alegria no blog e também no orkut.

Ontem fui assistir ao show de Roberto Frejat na Espalanda dos Ministérios. Lá, o mestre baronesco cantou seus sucessos solos, alguns clássicos de sua genial banda e fez covers de outros artistas. Uma das músicas do show me fizeram lembrar de Sweet Bete. Aí eu pensei: essa canção é a cara dela. Por isso, segue abaixo uma homenagem para esta gentil pessoa: a letra e o clipe.
Beijos e vida!
Harold
Sobre nós dois e o resto do mundo
Frejat/ Maurício Barros/ Mauro Sta. Cecília

Seu olhar me acompanha
Do outro lado da rua
Um sorriso, discreto
E hoje a noite é minha
Seu andar folgado me chama
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo

Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo

Ela vibra como criança
Vestida, pra mim está nua
Dormindo é quase uma santa
Nasceu sorrindo pra lua
Seu andar folgado me chama...
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo

Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo

Eu até sonhei com isso...
As coisas mais loucas com ela eu arrisco
Com ela eu arrisco

Frejat-Sobre nós dois e o resto do mundo


30 janeiro 2010

Como se hoje fosse 31


Não sei se amanhã terei oportunidade para fazer alguma postagem. Meu dia será empenhativo. Por isso, faço de conta que hoje é amanhã e saúdo com alegria o aniversário de Daniel Amanajás, esse aí que aparece comigo na foto tirada em 2007. Meu primo completa mais uma(s) primavera(s). Por ser uma pessoa de extrema bondade e caráter exemplar a data será lembrada com alegria em Macapá, onde mora com esposa e filhos, e nos demais lugares onde existam pessoas que o estimem.

Geralmente, os meios de comunicação têm o péssimo costume apresentar manchetes só com notícias ruins, com as catástrofes que acontecem pelo mundo. Não quero que pensem que sou defensor da alienação e que desejo proibir a divulgação da livre imprensa. Todavia penso que é preciso fazer circular as notícias boas. Por exemplo, se há divulgação da tragédia do Haiti, que tal enfatizar a atitude de solidariedade que este fato despertou no mundo todo?

Neste sentido, dou enfâse ao aniversário de Daniel. Ele é um cara que procura viver com empenho e dignidade. Não procura ter mais do que precisa. Ao mesmo tempo, é uma pessoa atenta ao que ocorre à sua volta. Sempre faz o possível para ajudar quem estar por perto. Enfim é uma pessoa que as pretensões consumistas e individualistas deste século tentam fazer a gente acreditar que não existe mais. Graças a Deus, Daniel está aí para desmistificar tais pretensões.

Ele também é um cara antenado nas mídias. Prova disso são os blogs editados por Daniel: www.navileinad.blogspot.com e www.badmintonap.blogspot.com. No primeiro, ele mostra duas facetas. Uma é de tradutor da obra de Navi Leinad, escritor de origem argentina, dono de um talento poético incontestável. A outra, é o de cronista de fatos pitorescos e saborosos, alguns ocorridos na cidade de Belém. No segundo, Daniel divulga o badminton, esporte britânico chique que, aos poucos, ele ajuda a tornar conhecido em Macapá.

Poderia ficar aqui contando muitas coisas interessantes sobre meu primo Daniel. Uma delas é que funcionei como padrinho no casamento dele com Denille. Todavia, seria pouco. O ideal é que vocês procurem saber mais sobre ele nos blogs citados no parágrafo anterior. Creio que não se decepcionarão. Para mim, o importante é frisar que 31 de janeiro é a data de aniversário do genial Daniel Amanajás. Sinceramente desejo muitas coisas bela e plenas para ele. Feliz aniversário Daniel!!!
Harold


27 janeiro 2010

A menina dança

Já virou lugar comum falar da importância dos Novos Baianos na música popular brasileira. Sem dúvida, quando vieram as trevas do AI 5, eles se tornaram os herdeiros do legado do Tropicalismo. A sinistra ditadura militar, que maltratava o Brasil, prendia, torturava e matava quem não tivesse cara de amigo das coisas hipócritas e falsas, pegou pesado com os membros do genial movimento. Caetano e Gil foram exilados em Londres, Tom Zé foi quase relegado, Gal foi vigiada, os Mutantes ficaram pressionados. Nada fazia sentido. Parecia que o sonho tinha acabado já em 1968.

Foi neste quadro obscuro que surgiram os Novos Baianos. Com Caetano e Gil fora do país, coube a este time iluminar a caverna com criatividade.Eles assumiram a difícil tarefa de não deixar a peteca cair nos sombrios anos de chumbo. Lá estavam eles peitando com a cara, a arte e a coragem a repugnante ditadura militar no seu período mais violento. Liderados por Galvão, letristas acurado e pleno, lá estavam Moraes Moreira (violão, voz), Paulinho Boca de Cantor (voz, percussão), Baby Consuelo (voz), Pepeu Gomes (guitarra, violão), Dadi (baixo), Jorginho (bateria, cavaquinho), Bola (percussão), Baxinho (percussão), Charles Negrita (percussão) e Gato Félix (dança).

Muito se pode contar sobre os Novos Baianos. Porém, para efeito de praticidade, cito e posto a canção A menina dança, parte integrante do disco Acabou Chorare, gravado em 1972. Este álbum, segundo pesquisa da revista Rolling Stone, foi escolhido como o melhor disco brasileiro de todos os tempos, na frente de grandes clássicos como Transa de Caetano Veloso, Expresso 2222 de Gilberto Gil e Chega de Saudade de João Gilberto.

Melhor do que falar sobre os Novos Baianos é mesmo ouvir suas canções. Por isso, ofereço, de coração, mas esta postagem para quem visita meu blog. Me arrisco a afirmar que, a Menina da canção (na verade, Baby Consuelo), poderia ser uma de minhas leitoras: Paola, Sweet Bete, Maria, Neneca, Roséli e tantas outras que, volta e meia, me honram com suas visitas e comentários.
Beijos e saúde!
Harold

Obs: Quem quiser saber mais sobre o grupo, pode acessar o excelente blog eidtado por Eduar Menezes http://velhidade.blogspot.com/2010/01/novos-baianos.html.


Novos Baianos- A menina dança

25 janeiro 2010

Coração Paulista

Vinte e cinco de janeiro é um dia muito especial. Nele se se comemora o aniversário da cidade de São Paulo. A mais importante cidade brasileira avança na idade. Afinal são 456 anos muito bem vividos. Quatrocentona mas sem perder o charme. O fato mexe com os paulistanos, os paulistas e, sem exagero, com os demais brasileiros. Não é verdade que muitas coisas de interesse nacional tem, obrigatoriamente, de circular por Sampa? Assim é com a política, a economia, a cultura e assim por diante.

Volta e meia, alguém lança um olhar raivoso na direção de Sampa. Mil e tantas críticas lhes são dirigidas. Lhe chamam de tudo, de cidade caótica, violenta, consumista, desordenada, inferno urbano, etc. Deve haver algum fundo de verdade nessas ofensas. Todavia, certamente, o que não falta é exagero. Por causa de sua importância, São Paulo padece dos males aos quais estão sujeitas cidades como New York, Londres, Berlim, Tokyo, Roma, Paris e assim por diante. É o preço que se paga por levar um imenso país continental nas costas. Descontadas essas coisas, é uma cidade genial. Absurdamente genial. Eu que o diga!!!!

Por isso, humildemente, presto minha homenagem à Sampa e às pessoas lá residentes. Sejam elas paulistanas, paulistas, brasileiras ou estrangeiras. Uma cidade só se faz grande porque há pessoas que nelas vão habitar. Pessoas que lá constroem com concreto e com amor. Que depois mostram seus fazeres como exemplos para outras cidades. Como homem de cultura, percebo que muita coisa que considero importante para a nossa cultura aconteceu em Sampa. Fatos importantes na construção da ética, da promoção humana no Brasil. Quer exemplo? Lá vai: a campanha das Diretas Já, da Anistia, Tropicalismo e Modernismo, entre outros. Tudo isso rolou, de início, em em São Paulo e depois se espalhou pela nação. De Sampa muito se espera.

Já escrevi demais. Agora ofereço um clipe. É a minha homenagem à São Paulo e as pessoas que lá residem. Que Deus abençoe e proteja esta city. A canção enfatiza as implicâncias que se pode ter em relação a ela. Todavia não deixa de frisar que, quem, às vezes, odeia, também tem muito amor no coração pela "paranóica". Parabéns São Paulo!
Aroldo José Marinho
Guilherme Arantes- Coração Paulista


24 janeiro 2010

Parabéns para Belém, cidade linda!!!

No dia 12 deste mês foi data do aniversário de uma adorável cidade. Belém, a capital paraense completou 394 anos. Na suas ruas aconteceram e acontecem fatos que fazem parte da história de nosso país. Esta cidade é bela, seu povo é acolhedor. Além disso, conta a proteção mais do que santa da Virgem de Nazaré. Bateu saudade do Círio!!!

Confesso que é difícil escrever sobre Belém de forma imparcial. Minha emoção é justificada. Cheguei lá com 20 anos de idade. Vivi nove em seus domínios. Um menino se fez homem e abraçou a vida. Na universidade federal ali sediada, fiz curso de graduação, exercitei o saudável ato de sair de casa e ir para o mundo. Serei eternamente grato à cidade das mangueiras as coisas lá vividas e aprendidas.

Escrevi poemas em homenagem à Belém. Estes foram publicados nos anos anteriores. Desta vez, a homenagem será feita com a postagem do clipe da canção Belém- Pará- Brasil, do grupo Mosaico de Ravena, grande expressão do rock paraense dos nos 80. A letra denuncia a pretensão malvada e cínica com a qual, algumas vezes, o mundo dirige um olhar oportunista e cínico para a Amazônia e para Belém, sua cidade-capital.

Apesar do atraso, feliz aniversário Belém!!!! Votos emocionados meus!!!!
Aroldo José Marinho

Mosaico de Ravena- Belém- Pará- Brasil

Canção

Boa tarde!
O tema aqui postado é fruto da parceria Bernardes/Marinho. O amigo Mauro desenvolveu melodia e arranjo folk em 2006. O texto foi escrito por mim no século passado.
Às vezes, uma ou outra pessoa me pergunta quando vou botar minha produção em algum festival. Respondo que não sei. Honestamente, não tenho essa vontade. Todavia se fosse o caso de concorrer, quem sabe eu não inscrevesse uma canção como esta.
Beijos, abraços e saúde!
Harold



Canção
Melodia: Mauro Bernardes
Letra: Aroldo José Marinho

Não tem solução!
Você longe de mim
E eu aqui sozinho
Nestas tardes sem fim.

O que será do mundo
E de nós,
Quando a chuva cair
E molhar nossos pensamentos?

Seremos arrastados para longe.
Eu bem longe de você.
E você vestida num outro ser.

Meu sofrimento é a flor murchando.
Minha vida é como a vida do poeta:
Infeliz
E, talverz por isso, bela.

E onde está você?
Belém, 25/05/93

Nara Leão

Sem delongas, um clipe com a maravilhosa Nara Leão. Aqui ela interpreta uma canção de Dorival Caymmi
Beijos, abraços e saúde!
Harold
Nara Leão- Morena do mar

Presente

O texto que segue foi escrito num dia qualquer, no meio da semana, em janeiro de 1987, no século passado. Haja cronologia. Rs! Minha intenção/inspiração era brincar com alguns dos sentidos de uma palavra recorrente na língua portuguesa. Penso que consegui o que desejava.

Depois veio a vontade de transformá-lo em melodia. Mas nenhuma idéia aparecia. Depois de várias tentativas, comecei a achar que dali não sairia mais nada. Já estava pronto para aceitar o fracasso e me conformar. Eis que chega o domingo e, com ele, o Fantástico. O programa da tv Globo daquele dia exibiu um clipe com Nara Leão.

Quando a musa dos joelhos bonitos da Bossa Nova começou a cantar, olhei para ela, ouvi sua voz. Deslumbrado, ou melhor, hipnotizado, imediatamente, peguei o violão e comecei a elaborar uma melodia na batida daquele gênero. Foi saindo, saindo. De repente, estava pronta a melodia para o texto. Nara me salvou. Devo essa para ela.

Já tinha ouvido falar da cantora. Mas meu espírito roqueiro não se ligou, de imediato, no seu trabalho. Isso só foi acontecer em 1989, quando soube que ela, após diversas batalhas contra um câncer, foi cantar no paraíso, bem junto de Deus. Então fiquei sabendo de várias histórias sobre sua generosidade e a dignidade. Disso são testemunhas, entre outros, Jerry Adriani, Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee entre outros. Lamentei não ter conhecido seu trabalho enquanto ela estava entre nós. Sem dúvida, eu a teria amado

Como as pessoas citadas no parágrafo anterior, também me sinto um devedor de Nara. Por isso, humildemente, dedico para ela o texto. De quebra, para ilustrar tantas palavras, segue junto a imagem graciosa e plena de Bia Pimentel.
Harold

Presente
Aroldo José
A gente é o presente,
A gente faz o presente,
A gente dá de presente.
A gente é dá prá gente!

A gente se faz presente,
A gente responde presente,
A gente recebe presente.
A gente recebe da gente!

A gente ama gente,
Às vezes, esquece o que sente.
Mas o coração não mente,
Dizendo:

Te quero presente!

Macapá, 01/1987
Para Nara Leão


De volta com clipe de brinde

Depois de um belo período de férias, retorno à vida de blogueiro. Agradeço as mensagens enviadas neste período pelas pessoas que, gentilmente, me oferecem suas leituras aos textos aqui postados.
Por não ter pensado em algo elaborado para esta postagem, vou improvisar. Por isso, para não passar em brancas nuvens, lhes ofereço o clipe de um grupo que gosto muito.

Com carinho, eis aqui o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, (SRG) importante referência na história do rock rural do nosso país. Um grupo formado no início dos anos 70 por três geniais compositores/cantores: Luís Carlos Sá, Zé Rodrix e , Gutemberg Guarabyra. Por viver num país sem memória musical, tenho a triste semana de que uma parte dos leitores e leitoras do blog nunca ouviu falar do trabalho deste grupo.

Como presente de recordação, para alguns, ou apresentação, para outros, posto a canção Mestre Jonas, uma das mais conhecidas do repertório do SRG, incluída na trilha sonora do filme Meu nome não é Johnny. Infelizmente, não será mais possível assistir às apresentações do grupo. Motivo: a fatalidade que foi a morte de Rodrix, ocorrida no segundo semestre de 2009.

Sem demoras, Mestre Jonas!
Beijos, abraços e vida!
Harold

Sá, Rodrix e Guarabyra- Mestre Jonas

18 setembro 2009

Bajan- A tradução

Seguem a letra e a respectiva tradução da canção Bajan. Escrita por Luis Alberto Spinetta, foi gravada pela banda argentina Pescado Rabioso em 1973. A canção mostra otimismo frente as incertezas que se levantam no caminho das pessoas. Particularmente, adoro essa canção. Gostaria de tê-la escrito. Acredito nas intenções da letra de Spinetta. Conheço uma garota que me lembra os personagens da canção. Acho que ela merece sempre ouvir Bajan.

A tradução foi feita Letícia Contilde, minha genial amiga gaúcha, que sabe tudo de espanhol. Agradeço de coração a coração dela. Se mais demoras, aqui está a canção.
Besos, abrazos y vida!
Harold

Bajan
Luis Alberto Spinetta

Tengo tiempo para saber
si lo que sueño concluye en algo
No te apures ya más loco
porque es entonces cuando las horas

bajan, el día es vidrio sin sol
Bajan, la noche te oculta la voz
Y además vos querés sol
Despacio también podés hallar la luna

Viejo roble del camino, tus hojas siempre se agitan algo
Nena, nena, que bien te ves
Cuando en tus ojos no importa si las horas

bajan, el día se sienta a morir
Bajan, la noche se nubla sin fin

Y además vos sos el sol
Despacio también podés ser la luna.



Passam
Luis Alberto Spinetta


Tenho tempo para saber
Se o que sonho se transforma em algo
Não te desesperes demais cara
Porque é aí que as horas

Passam o dia se torna um vidro sem sol
Passam e a noite oculta tua voz
E além do mais , tu queres sol
Devagar também, podes encontrar a lua.

Velho carvalho do caminho
Tuas folhas sempre se agitam um pouco
Menina, menina que bem estás
Quando nos teus olhos não importa se as horas

Passam e o dia se senta para morrer
Passam e a noite se nubla sem fim

E, além, tu és o sol
Devagar também podes ser a lua!

Com vocês, Spinetta

Há três grandes músicos importantes na cena do rock argentino: Charly Garcia, Fito Páez e Luis Alberto Spinetta. Os dois primeiros são conhecidos de parte do público brasileiro. Garcia residiu uma parte dos anos 70 Brasil fugindo da ditadura militar de seu país. Páez, volta e meia, colabora com músicos brasileiros (Caetano Veloso, Rita Lee e Paralamas entre outros). Porém o nome de Spinetta não tem o mesmo alcance entre nós.

Nascido em 1950, na cidade de Buenos Aires, Spinetta (carinhosamente chamado El Flaco), é cantor, compositor, poeta e guitarrista bastante influente no seu país. Além de atuação solo, ele também foi fundador de duas bandas referenciais do rock do vizinho país na década de 70: Almendra e Pescado Rabioso. O trabalho desta última é o motivo de interesse desta postagem.

Além de Spinetta, Pescado Rabioso contava em sua formação com Black Amaya (bateria), Osvaldo "Bocón" Frascino (baixo) e Carlos Cutaia (teclados). Posteriormente, Frascino foi substituído por David Lebón. O estilo e a originalidade musical da banda deixaram uma marca indelével no rock argentino.

O último trabalho da banda foi lançado em 1973 e entitulado Artaud. Segundo a Rolling Stones, revista especializada em rock, é considerado o melhor disco da história da música Argentina. A canção que escolhi para postar é parte integrante de Artaud.
Aroldo José Marinho

Pescado Rabioso- Bajan