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30 janeiro 2009

Cinco perguntas para... Daniel Amanajás


Daniel Amanajás nasceu em Macapá (AP), no dia 31 de janeiro (parabéns e muita festa!!!!). Mas desde a década de 90, foi morar em Belém (PA), onde graduou-se em Administração. Além de estudar com afinco, conheceu Denille (que estava concluindo a faculdade de Farmácia) e encontrou tempo para namorar com ela. No período de 2002 a 2004, os dois mudaram para Brasília (DF), onde casaram. Depois retornaram para a capital paraense, onde, em 2007, nasceu Enzo.

Durante seu período brasiliense, aproveitaram para fazer uma segunda graduação. Ele escolheu Direito, Denille, Odontologia. A conclusão do curso de Denille ocorreu no final de 2008, no Pará. Já o de Daniel será em 2010, no Amapá. Daniel também enveredou pelo caminho da blogosfera. Abriu um blog pessoal (www.navileinad.blogspot.com) com uma dupla missão: postar a poesia (também crônicas) que brota da sua vida e traduzir para o português a obra de Navi Leinad, poeta argentino residente na Amazônia. Detalhe: a modéstia é tão evidente que preferiu dar ao blog o nome do amigo argentino.

Mas a poesia e a crônica não são as únicas artes presentes na vida de Daniel. O moço descende de uma família de músicos muito relevantes no estado do Amapá. Atualmente, segundo notícias confidenciais, ele estuda a possibilidade de lançar um livro de poemas. Contudo, no momento, seu maior empenho é mesmo cuidar de Enzo.

Tive a honra de conversar com Daniel Amanajás sobre poesia e outros assuntos num diálogo muito agradável que vocês acompanham agora.Gentilmente, Daniel disponibilizou para os leitores e leitoras do blog um poema de sua safra. O texto Incumbência segue no final da conversa. Vamos à entrevista?


Aroldo (A): Macapá é um tema recorrente na sua obra?

Daniel (D): Certamente. Muitas recordações, lugares, fatos, pessoas, política. Macapá sempre está presente nos meus textos. Nunca deixei de visitar a cidade, e toda vez que estou lá me dá vontade de escrever sobre o que vejo, o que vivencio, o que sinto. Claro que Belém também faz parte dos meus temas, já que praticamente metade da minha vida eu passei aqui, mas Macapá tem mais influência.

A: De que forma a experiência vivida em Brasília influenciou no seu modo de perceber a Amazônia?

D: O centro-oeste é uma região belíssima, sinto saudade de lá. Gostei muito de ter vivido alguns anos no DF, mas as influências nortistas permaneceram na minha personalidade. O povo da capital federal tem muitas identidades. São pessoas de todos os lugares do Brasil, cada um com seu sotaque, com sua cultura, e muitas vezes encontrei misturas bem interessantes. Toda essa diversidade fez com que eu passasse a me interessar mais pelas coisas da floresta, pela nossa cultura. Ficou mais evidente pra mim qual era a minha origem. Saudade? Pode ter sido também, mas o certo é que passei a ter mais orgulho de dizer que sou do Norte, paraense de coração e torcedor fiel do Paysandu Sport Club. Amapaense até o fundo da alma, nascido e criado no bairro do Laguinho.

A: De que forma Denille e Enzo influenciam no seu fazer artístico?

D: São minhas maiores inspirações.

A: Você descende de uma família que faz da música a sua herança. Como se dá sua relação com esta arte?

D: Interessante falar sobre isso. Quando criança não quis fazer escola de música, e minha mãe, na época professora no conservatório, não insistiu. Mas no final da década de 80 acabei fazendo parte por dois anos da banda de música da Escola Integrada de Macapá, o antigo e eterno GM. Tocava requita (ou requinta), uma espécie de clarinete menor e de som mais agudo. Vale lembrar que essa talvez tenha sido a banda escolar mais importante da história do Amapá, mérito este devido ao meu bisavô, Mestre Oscar Santos, que por muitos anos foi o regente, sendo o pioneiro do gênero de bandas marciais no Estado. Dessa época só o que me restou foi uma certa aptidão para instrumentos de sopro, tanto que até hoje gosto de tocar flauta doce, mas só “de ouvido”, não leio mais partitura, o que é uma pena. Sei que tenho uma forte tendência musical e sempre tive vontade de aprender a tocar contra-baixo. Quem sabe esse ano eu realizo esse desejo? Estamos prestes a inaugurar a escola de música da minha mãe.

A: Pode contar como teve início seu trabalho como tradutor da obra de Leinad?

D: Ainda estava morando em Brasília quando tive o primeiro contato com a obra do argentino. Comecei a usar seus textos para descrever momentos eternizados em fotos que colocávamos no nosso fotolog pessoal (www.flogao.com.br/denidani). A identificação foi instantânea e sempre em perfeita sintonia com o que eu queria expressar nas imagens. Quando voltamos para Belém decidi publicá-las em um blog, que está no ar desde 2006.




Incumbência

Daniel Amanajás


Dois corpos, dois corações

Separados e distantes

Existências combinadas

Indispensável expiação

Encontros e desencontros

Limitando a missão.


Duas vidas, duas afeições

Unidas por desígnio

Intuito de evolução

Oportuna incumbência

Deu-nos a Criação

Uma nova existência

Amplifica a provação.


Três essências, uma inquietação

Um ser, dois em atenção

Doce encargo

Edificante obrigação.

29 janeiro 2009

Vinícius e Marta


A maioria dos brasileiros já ouviu falar em Vinícius de Moraes (1913-1980). Se não conhece o nome e a história do poeta, provavelmente, já deve ter lido ou ouvido algum verso dele. Para alguns, ele é o letrista de muitos clássicos da bossa nova. É verdade. Porém isso é muito pouco. Antes de se enveredar pela senda da música popular, Vinícius, também chamado de Poetinha, teve uma carreira literária. Foi amigo de poetas ilustres como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira, Cecília Meireiles; de escritores como Jorge Amado, Rubem Braga, João Cabral de Melo Neto. Artistas plásticos como Cândido Portinari, Di Cavalcanti e o arquiteto Oscar Niemeyer. Também esteve ligado a intelectuais como Sérgio Buarque de Holanda, Antônio Candido e outros que não recordo os nomes.


Diplomata por formação, fez sua entrada na literatura em 1933 com o livro O caminho para a distância. Suas obras iniciais evidenciavam traços da formação humanista recebida dos educadores jesuítas. Todavia o contato com artistas da chamada Geração de 45 o influenciam no sentido de produzir uma literatura marcadas por versos em linguagem mais simples, sensual e, por vezes, carregados de temas sociais. Profissionalmente, durante os noa 40 e 40, atua nas representações diplomática brasileiras nos Estados Unidos, França e Uruguai.


Em 1954, conhece o maestro Tom Jobim com quem escreve a peça musical Orfeu da Conceição, qu depois se tornaria filme,dirigido pelo francês Marcel Camus. O filme, com o título de Orfeu Negro, com canções de Tom e Vinícius na trilha sonora, ganhou o Oscar de melhor filme de 1960. Do encontro entre eles nasceu a canção Chega de Saudade, que, gravada por Elizeth Cardoso e, posteriormente, por João Gilberto, foi considerada a primeira canção do movimento que, em 1958, seria conhecido como Bossa Nova.


Além de Jobim desenvolveu parcerias como outros músicos: Carlos Lyra, Baden Powell, Ary Barroso, Moacir Santos, Edu Lobo, Chico Buarque. Porém sua parceria mais intensa foi com o músico paulista Antônio Pecci Filho, o Toquinho, com quem viria a formar uma dupla nos anos 70, que durou 11 anos, escreveu 120 canções, lançou 25 discos e realizou mais de mil espetáculos no Brasil e em outros países.


No dia 9 de julho de 1980, Vinícius começou a se sentir mal na banheira da casa onde morava, na Gávea, vindo a falecer pouco depois. Na véspera da morte, ele passara o dia anterior com o parceiro Toquinho planejando os últimos detalhes do volume 2 do álbum "Arca de Noé". Em 1981, este LP foi lançado. Mesmo após a morte, a obra musical de Vinicius manteve-se prestigiada na música brasileira.


O poetinha não conheceu Marta Alves, a moça baiana, cuja beleza ilustra este texto. Se a conhecesse, com certeza, a transformaria em sua musa, escreveria para ela poemas como o soneto que segue abaixo. Deixo para vocês um pouco da beleza dupla evidenciada na poesia de Vinícius de Moraes e na figura de Marta.

Aroldo José Marinho



Soneto do amor total

Vinícius de Moraes



Amo-te tanto,meu amor...não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.


Amo-te afim,de um calmo amor prestante

E te amo além,presente na saudade

Amo-te enfim com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho,simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtudes

Com um desejo maciço e permanente.


E de ter amar assim,muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

Aniversário de Sampa




São Paulo, a capital do estado mais desenvolvido da União fez aniversário. Agora a cidade é uma senhora de 455 anos, completados no dia 25 deste mês. Houve festa em tudo quanto foi lugar. Desde o tradicional bolo imenso, feito pela comunidade do bairro do Bexiga, passando pela decisão da Copa São Paulo de Juvenis (a dita Copinha) até os shows de música popular na Avenida Paulista. Óbvio que as comemorações da cidade quatrocentona vararam a madrugada.
Esse clima de festa me fez lembrar 1993, quando eu visitava Sampa pela primeira vez. Peguei um pouco dessa coisa boa que é o aniversário da cidade. Naquele ano, o daí 25 caiu numa segunda-feira. Tinha vontade de participar, de alguma forma, das comemorações. Havia algo de tentador: o show que Daniela Mercury faria, às 18:00, na Avenida Paulista. A vontade era grande. Mas ir ao show era uma missão, totalmente, impossível!
Na noite do 25, deveria seguir para o aeroporto de Cumbica para pegar o avião de volta para Belém, onde morava. Se eu fosse aao show da genial cantora baiana, certamente, perderia o vôo. No horário marcado para começar o show, eu deveria estar dentro do trem de metrô que me levaria até a estação onde eu pegaria o ônibus especial que ia para ao aeroporto. Com algum pesar, aceitei a impossibilidade.
Para não ficar totalmente alheio à festa, me dei um prêmio de consolação: depois do almoço, fui dar um passeio no parque do Ibirapuera, próximo do meu local de hospedagem. Cheguei e vi o parque lotado. Muitas pessoas caminhavam ou passeavam de bicicleta (a ciclovia tinha sido inaugurada na parte da manhã). Enfim, tudo estava agradável. Olhei para o relógio. Eram 16:30. Infelizmente, não poderia ficar muito tempo no Ibirapuera para não seguir atrasado para o aeroporto. Voltei para casa, peguei minhas coisas. Caminhei até à estação de metrô do Paraíso.
De lá fui até a estação da Praça da República onde me aguardava o ônibus que seguiria para o aeroporto. Chegando em Cumbica, fiz o procedimento padrão e aguardei o momento de embarcar. Neste momento, com certeza, devia estar rolando uma super-festa na Paulista. Fiquei com inveja de quem esteve lá. Mas não sou o tipo de gente que vive de choro e com vela.
Apesar de muito breve, de algum modo participei do aniversário de Sampa. Me senti paulistano. Comecei a me aproximar da cidade e do estado. Talvez esta afirmação pareça insossa. Então, esclareço que, antes de 1993, como muitos nortistas, eu tinha uma visão muito afetiva da cidade do Rio de Janeiro e não lançava meu olhar, de forma alguma, para a capital paulista. Era aquele coisa bem maniqueísta: se você simpatizar com o Rio, não lembrará de São Paulo e vice-versa.
Segui o pensamento da maioria. Fazia uma imagem genial do RJ e ignorava Sampa. Todavia esta viagem fez foi marcante. Me fez ver a beleza e a grandeza da cidade fundada por pelo padre Anchieta. Andei pela cidade. Visitei alguns dos seus lugares (lembro quando estive no cruzamento da Ipiranga com a São João, não resisti e me pendurei na placa com os nomes das vias). Fiz novos amigos. A redescoberta da Sociedade Esportiva Palmeiras me fez senti totalmente em casa. Claro que não passei a odiar o povo carioca. Contudo, meu coração passou a bater mais forte pela cidade dos paulistanos.
O tempo passou. Voltei mais duas vezes em São Paulo. De novo, o afeto se repetiu. Amei e fui amado. Escrevi alguns textos (um deles, chamado “Paulistano amor”) que foram dedicados à Sampa e ao seu povo diverso e especial. Depois disso, fiquei com a impressão de, numa outra encarnação, ter sido habitante daquela cidade.
Feliz aniversário!

Aroldo José Marinho

27 janeiro 2009

Cinco Perguntas Para... Paola Vannucci

Faço uma saudação de alegria aos leitores e leitoras deste blog. Com alegria venho lhes comunicar que, sentindo necessidade de dinamizar este espaço, tive uma idéia bem bacana. Ocasionalmente, entrevistarei alguma pessoa que, por um ou outro motivo, considero interessante. Faço isso na intenção de apresentar aos meus leitores e leitoras os pensamentos e as idéias de gente que tem algo de saudável ou proveitoso para oferecer.
A sessão de entrevista foi batizada com o singelo título de: Sessão CINCO PERGUNTAS PARA.... Há blogs e espaços jornalísticos que só divulgam o chatíssimo trio bobagem, bobagem em mais bobagem. Então, decidi ir na contramão dessa tendência idiota.
Começo a sessão conversando com Paola Vannucci. A próxima entrevista pode ser com você.
Quem é Paola? Vamos conhecê-la?
Aroldo José Marinho


Paola Vannucci (a moça do sorriso bonito aí da foto) é uma paulistana baseada em Curitiba (PR). Na capital paranaense, se dedica a prover duas crianças com carinho e boa educação. Também escreve textos poéticos que são postados num blog pessoal.

No ano passado, ela participou de um projeto virtual com outros autores. O fruto do projeto foi o lançamento de uma coletânea de poemas. Gentilmente, Paola disponibilizou o poema A próxima onda, um dos textos da citada obra, para que meus leitores e leitoras possam saborear um pouco da sua arte. Sobre este e outros assuntos, Paola conversou comigo.
Segue abaixo o diálogo que tivemos.

Aroldo (A): No ano passado, você participou de do lançamento de uma coletânea de poemas. Pode contar sobre este fato?
Paola (P): Foi muito marcante pra mim participar de uma coletânea poética. Tinha sido convidada virtualmente pela Magali Oliveira, mentora e organizadora deste evento cultural. no qual ela procura, por todo o país, novos poetas de graus imprescindíveis. Este projeto chama-se Antologia dos Poetas Virtuais. Este fato me marcou porque foi a primeira vez na ida que publico meus escritos e me apresentei de público renomado. Não há emoção maior, do que estar no palco recitando um dos meus poemas para uma cidade linda como Santo Antonio de Pádua (RJ)com todas as presenças ilustres daquela cidade. Este fato me proporcionou uma nova visão de trabalho.

A: Além de poesia, você escreve outros gêneros literários?
P: Eu escrevi um romance. E também escrevo artigos e os publico em meu blog pessoal (www.pvannucci.blogspot.com).

A: Você vive profissionalmente da literatura?
P: Não vivo da literatura, atualmente, sou estudante e estagiaria em Pedagogia, além dos serviços que executo de digitação.

A: Quais são sues projetos para o futuro?
P: Publicar meu romance e também de organizar todos os meus poemas para compor em um livro único.

A: Deseja fazer mais alguma afirmação?
P: A única afirmação que tenho a fazer é que a vida está para ser vivida, independentemente dos objetivos e sonhos para cada pessoa. Somos livres e independentes e temos que realizar tudo o que queremos, conquistar todos os horizontes possíveis.


A PRÓXIMA ONDA

Vejo desespero em seus olhos
que lacrimejam a dor da nossa perda.
Vejo alegria no porvir, pois a lição da vida me ensinara
que o que sempre quis foi você
e simplesmente você voltará na próxima onda.
O sol que reflete no mar
é como se fosse um espelho a me dizer
que nosso amor nunca acabará.
As ondas que agora chegam,
trazem seu perfume a banhar-me.
Será mesmo você chegando?
Não estou sofrendo agora
porque sei do seu desejo.
E saberei esperar a sua chegada.
A noite caiu finapara me dizer:
- Faça um poema pra ele....

Escrevo palavras todos os dias
para que você me olhe,
E diz:
Nunca deveria ter saído da sua vida.
O espelho reflete nosso amor!!!
O desespero fora esquecido.
Paola Vannucci
02/05/2008

25 janeiro 2009

Alta velocidade




A manhã do domingo, dia 09 de dezembro, foi bastante especial. Brasília serviu como palco de mais uma etapa do campeonato brasileiro de stock car. Muitas pessoas foram para o autódromo da cidade assistir à prova. Eu também estive lá. Esta foi minha primeira ida a um grande prêmio automobilístico. Tive a felicidade de ir como convidado de Ney e Marilde, casal amigo muito envolvido com as corridas. De quebra, ganhei uma credencial que me permitiu ir aos boxes das equipes falar com os pilotos, circular entre os jornalistas, gente como Reginaldo Leme, que aparece comigo mais o casal que me levou.

A corrida foi disputada sem grandes complicações. J. Ricardo, que havia conseguido a pole no treino classificatório, foi o vencedor da prova. Em nenhum momento saiu da liderança. Ninguém o ameaçou. Ricardo mereceu a vitória, não há como negar. Palmas para ele que, por sinal, foi o vencedor da temporada. Todavia ele não mereceu as atenções sozinho.

Quem estava se despedindo das pistas da stock car, era Ingo Hoffman (o cara que divide o espaço comigo na foto), com 12 títulos, o super-campeão da categoria. O Alemão, como é chamado por alguns, decidiu que era a hora de pendurar o capacete e assistir às corridas como chefe de equipe, consultor ou assumir qualquer outra função. Muitas homenagens foram feitas para ele. Todas justas. O cara é muito legal. valeu Ingo!

Como não há muito que comentar sobre a corrida em si, meu olhar me fez voltar ao tempo da adolescência. Quando morava em Macapá, minha terra natal, no antigo território do Amapá (AP). Junto com meus irmãos Célio, Beto; mais os primos Guara, Preto, Oscar, Emerson, Helder, Alan e Daniel. Éramos garotos com alguma informação e um desejo imenso de conhecer o mundo e dialogar com as suas situações.

Apesar de Macapá ser uma cidade capital, éramos desprovidos de muitas possibilidades. As notícias chegavam com atraso, os fatos pareciam bem distantes. Mesmo assim, nós procurávamos aprender com esse pouco. Ouvíamos rock na única rádio Fm da cidade. Víamos os clipes numa emissora que dedicava 15 minutos para o som jovem. O cinema exibia filmes sempre com atraso. Filmes que, muitas vezes, eram parecidos com os exibidos na sessão da tarde.

Além da cultura, nossos olhos se voltavam para o esporte. O futebol carioca atraía a atenção da maioria de nós. Mas também era legal assistir aos grandes prêmios de fórmula 1 que a Globo transmitia aos domingos. Galvão Bueno narrava e o Reginaldo fazia os comentários. Oferecíamos nossa torcida para Nelson Piquet, Ayrton Senna, Maurício Gugelmin, Roberto Puppo Moreno, entre os pilotos que consigo recordar.

O tempo passou e diversas situações modificaram nossas vidas. A Constituição de 1988 transformou o Amapá em estado. Nós também mudamos. Eu, meus irmãos e a maioria dos primos, fomos morar em Belém, no vizinho Pará. Fomos nos preparar para o vestibular. Entramos para a vida universitária. Ampliamos nossos olhares. Nos tornamos pessoas do mundo.

Belém nos inseriu na vida jovem. Nos fez superar nossos espantos, compreender nossas limitações. Chegamos meninos e lá nos tornamos homens. Posteriormente, na idade adulta, começamos a definir os rumos que nossas vidas tomariam até os dias atuais. No meu caso, vim para Brasília.

As recordações citadas nos parágrafos anteriores me vieram à mente durante minha estada no autódromo. Só uma vez senti emoção semelhante: foi em 1999 quando vi o show de retorno da formação original da Plebe Rude. Foi bom ter ido ao grande prêmio de stock car. Deu para relembrar a adolescência. Fez enorme bem para minha alma. A felicidade só não foi, de fato, completa, porque não estava acompanhado de meus irmãos e meus primos.
Harold

22 janeiro 2009

Uma língua reformada

O ano de 2009 chegou trazendo além dos votos de festa e sucesso costumeiros, uma informação para o mundo que fala a língua portuguesa. A partir deste janeiro, as regras do idioma lusitano foram unificadas. Tem valor para Brasil, Portugal e demais países lusófonos. Os defensores da medida dizem que agora será possível trabalhar pela difusão do idioma que, segundo Wikipedia, é o terceiro mais falado no mundo ocidental. A tentativa de unificação não é um fato novo.
Começou nas décadas finais do século XX. Agora vamos dar tempo ao tempo para saber se tal reforma é válida ou é só mais uma dessas atitudes ineficazes.
Entre as mudanças citadas na tal reforma há a volta das letras k,y e z ao alfabeto português. O banimento do trema, dos acentos circunflexo e agudo de algumas palavras. Agora as palavras terão uma grafia não acentuada mas sem prejuízo quanto à pronúncia. Além destas, há outras modificações na reforma. Todavia não recordo no momento. Mesmo sabendo pouco sobre o fato, desejo expressar minha opinião.
Particularmente, não percebo nenhuma vantagem trazida pela reforma. Apesar de alguns lingüísticas e gramáticos que a unificação permitirá a consolidação e divulgação, certamente, ela não fará do português a língua mais importante ou charmosa do mundo. Não vai fazer com que os países fora do âmbito lusófono queiram aumentar as relações comerciais com a Comunidade do Países de Língua Portuguesa (CPLP). Enfim, não trará vantagem prática nenhuma.

Também não se pode esquecer que o que torna bonita uma língua é a forma como os falantes se apropriam dela. Já imaginou se ingleses, norte-americanos, irlandeses, australianos e demais nações que adotam o inglês falassem ou escrevessem da mesma forma? Que coisa horrível seria se os sotaques dos países da África francófona fossem regrados pela bel vontade da matriz pariense.
Sinceramente, não acredito na forma desta reforma. Também não farei esforço para assimilá-la. Não acredito que algum brasileiro ache normal ler as palavras redacção, facto, objecto, que são constantes na forma lusitana. Viva nós que falamos com o charme brasileiro e os estrangeiros que, volta e meia, declaram que o português falado aqui é melhor do que o ensinado em Lisboa e arredores.
Mas o que fazer com a tal da reforma? Primeiro, reconhecer que a intenção foi boa e agradecer os esforço dos partidários da unificação. Segundo, respeitar e se interessar pela diversidade cultural dos países lusófonos. Terceiro, deixar de lado as preocupações ortográficas e cultivar uma sadia convivências com os outros países que também falam o idioma de Camões.
Aroldo José Marinho

04 novembro 2008

Uma bela corrida

Ainda tenho na memória as três últimas voltas do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 (F1), realizado na tarde do último domingo. Faz tempo que não o autódromo de Intervalos não era palco de uma grande corrida. Pelo menos, no caso da F1.

Ali estavam dois pilotos jovens disputando o título mundial. Felipe Massa, aos poucos, conquistando espaço na Ferari, e Lewis Hamilton, inglês, da Mclaren, vice-campeão de 2007. A pole era de Massa, ele foi líder o tempo todo. Hamilton procurou administrar. Não atacou quase não foi atacado. Ele guiava com regulamento debaixo do braço. A boa vantagem lhe permitia ser campeão mesmo que o rival ganhasse a prova. Bastava chegar no quinto lugar.

Porém tudo que é emocionante se revela no final. E assim foi. E foi preciso que dois pilotos alemães tornassem a corrida um filme de ação. O primeiro, Sebastian Vettel, estava no sexto lugar e desejou a posição à sua frente, ocupada por Hamilton. Naquele momento, o inglês era campeão. Mas Vettel queria melhorar sua classificação e foi para cima do adversário. Não sossegou enquanto não fez a ultrapassagem.

Com sua atitude ousada, o alemão estava transformando Massa no campeão mundial. Tudo muito bem. O brasileiro cruzou em primeiro. Festa da torcida brasileira, da família de Felipe e o time da Ferari. Quando parecia que tudo estava consumado, eis que o intrépido Vettel decidi ganhar mais uma posição, desta vez, sobre seu compatriota, Timo Glock. Este tentou se segurar do jeito que pode. Mas seus pneus secos não funcionaram mais na pista molhada.

Glock foi ultrapassado por Vettel. Até aí, nada demais. Todavia eis que acontece o fato definidor do campeonato: Hamilton, no vácuo, também supera Glock e cruza a linha de chegada no quinto lugar e se tornar o campeão da temporada atual. Felipe ganhou a corrida com mérito. Porém o campeonato foi parar nas mãos do piloto da Mclaren.

Como brasileiro, esperei pela vitória de Massa. Mas procuro ter um olhar mais amplo. Reconheço que, durante todo o campenato, Hamilton procurou a vitória de tal forma que lhe renderam pontos e uma vantagem preciosa para a corrida final. Fico orgulhoso desta corrida tão marcante ter acontecido no meu país. Que venham outras.
Aroldo José Marinho


O desafio de Obama

Hoje, terça-feira (04/11), os eleitores dos Estados Unidos escolhem seu novo presidente. Neste pleito disputam os senadores Barack Obama, do partido Democrata, e John McCain, do partido Republicano, do qual faz parte o presidente atual. Não sou eleitor naquele país mas entendo que esta eleição é importante para o mundo todo. Por isso, volto meu olhar de apoio à candidatura de Obama.

O senador pelo estado de Illinois, sem dúvida, representa uma alternativa ao fracasso da administração Bush. O mesmo não pode ser dito sobre seu adversário, que, de certa forma, é continuador das propostas conservadoras e retrógadas da administração atual.

Creio que todos que têm preocupação com os rumos da política internacional estão ligados nesta eleição. Os Estados Unidos mantém uma liderança que, muitas vezes, é passível de contestação. O interesse da nação é mais importante e precisa ser alcançado a todo custo. Mesmo que, para isso, seja necessário bloquear o comércio com Cuba, invadir o Iraque, estimular a Colômbia a desafiar Hugo Chavez e assim por diante. A administração atual mostrou que a falta de caráter faz parte do estilo republicano de governar. Exemplo claro foi dado quando se descobriu que a afirmação de que havia um arsenal nuclear no Iraque era, na verdade, só uma mentira utilizada para covnencer a opinião pública da necessidade de se invadir aquele país.

Agora os eleitores norte-americano terão a oportunidade de corrigir o erro que foi eleger Bush e botá-lo na geladeira política com os demais republicanos. O mundo agradecerá esta iniciativa. Como é sabido, os presidentes que mostraram algum tipo de compreensão e dialogaram com as demais nações em condições dignas eram democratas. Gente como Kennedy e Carter. Dizem que o único republicano que não fez feio, foi Lincoln. Mas ele não atuou no século XX.

Uma pessoa disse que para nós, os brasileiros, seria melhor que McCain saísse vitorioso. Pois ele é simpático à derrubadas das tarifas que incidem sobre o nosso etanol. Discordo de quem enxerga a coisa assim. Não dá para apoiar um candidato só porque o elemento a uma coisa nossa. É preciso pensar no benefício da humanidade e não na satisfação do próprio umbigo.

Não sei se Obama será um presidente revolucionário. Não há como prever. Todavia acredito que ele terá a tolerância e a dignidade para o mundo que não percebi na adminsitração atual. Há também o fato histórico: será o primeiro presidente negro dos EUA. Antes, uma realidade assim só era percebida na série 24 Horas, do grande herói Jack Bauer.

Espero que os eleitores não frustrem as expectativas nossas, os torcedores. Que seja possível a instauração de um novo ciclo na política internacional. Neste sentido, concordo com Lula. Ele disse que a eleição de Obama faz parte do contexto que levou ele (operário), Morales (índio), Chavez (militar nacionalista) ao poder na América do sul. Então, sem mais delongas, boa sorte Obama!!!
Aroldo José Marinho

31 outubro 2008

Quero o Kerry or Kero o Querry

Novamente, posto um texto que foi escrito há quatro anos. No dia 25/11. O momento histórico que estamos vivendo me incentiva a tomar esta atitude. Naquele período, eu defendia o fim da era Bush. O tempo passou e provou que eu estava certo.
Agora vivemos um momento semelhante. É preciso estufar o peito e gritar bem alto: OBAMA!
Beijos e abraços!
Harold



Quero o Kerry or Kero o Querry!

A eleição presidencial nos Estados Unidos acontecerá no dia dois de novembro. Vários candidatos participam do processo eleitoral. Porém a disputa do pleito envolverá, de fato, George W. Bush, que tenta a reeleição pelo Partido Republicano, e o senador John Kerry, do Partido Democrata. Apesar de eu não ser eleitor nos States, fiz a minha opção: sou Kerry desde criancinha.

Kerry é o representante de um partido que, tradicionalmente, sempre se colocou ao lado dos que lutam pelos direitos civis, dos que defendem as minorias e dos que acreditam no diálogo entre nações. Do Partido Democrata vieram: Kennedy, que na década de 1960, foi solidário à causa dos ativistas negros; Carter que, nos anos 70, foi o promotor dos diálogos de Camp David, que culminaram com o estabelecimento das relações diplomáticas entre Israel e Egito; nos anos 90, o democrata de plantão era Clinton, que facilitou as conversações envolvendo a Organização para Libertação da Palestina (OLP) e o governo israelense, que possibilitou a autonomia palestina sobre a Faixa de Gaza e a cidade de Jericó.

Os democratas também demonstraram maior abertura no relacionamento com a América Latina. Dois exemplos referentes ao segundo mandato de Clinton são pertinentes: a permissão para que os cubanos residentes nos Estados Unidos pudessem enviar dólares aos familiares que vivem na ilha de Fidel e; contrariando à pressão dos cubanos de Miami, seu esforço para não deixar que o caso do menino Elian González se transformasse numa questão político-ideológica.

O presidente atual é um republicano, herdeiro de uma política estranha. Do seu partido veio Nixon que, nos anos 70, ficou conhecido por causa o escândalo Watergate. Depois, na década de 80, veio Reagan, um canastrão do cinema, que foi delator de colegas no macartismo e, já no poder, ordenou a invasão de Granada. Seu sucessor foi Bush, o pai, que endureceu o jogo contra Cuba e os países do terceiro mundo.

O Bush atual endureceu o diálogo com o Brasil, fazendo acusações sobre a política nuclear brasileira, além de querer forçar a implantação de uma ALCA que nada de positivo oferece aos países latino-americanos. Do mesmo presidente é dito que foi eleito numa eleição fraudada e, se sabe que seu governo inventou mentiras para justificar à invasão ao Iraque.

Não sei se o governo Kerry será maravilhoso. Me falta bola de cristal. Mas acredito que um segundo mandato de Bush não é promessa de benefício mundial. É necessário apostar numa mudança positiva, que faça os Estados Unidos abandonar sua política isolacionista; se integrar ao diálogo ético com as Nações Unidas e respeitar a estrutura interna dos demais países.

Penso que todos, de alguma maneira, devem participar do processo eleitoral dos EUA. Como? Bem, se alguém tem amigos norte-americanos, é interessante motivá-los pelo voto na chapa de Kerry. Felizmente, os meus amigos daquela América não precisam do meu convencimento. Para eles, Bush "é o fim do caminho". Eles consideram importante derrotar o herdeiro do conservadorismo e da mentira deslavada; e procurar construir uma face mais humana do país onde nasceram. Para aqueles que não têm amizade com nenhum eleitor de lá, proponho rezar e torcer pela derrota do presidente atual.

24 outubro 2008

Juras de amor (De Clark Kent para Lana Lang)

Saúdo os leitores e as leitoras deste blog. Hoje vou repetir um texto que foi postado, originalmente, em 22/02/05. O motivo para repetir o texto se deve ao fato de, numa dessas madrugadas, eu ter sintonizado numa emissora onde passava um episódio da série Smallville. Me espanta a forma indefinida como o protagonista demora para expressar seu amor pela linda moça.
Quando postei o texto pela primeira vez, meu primo Daniel Amanajás, conhecido como tradutor da obra do argentino Navi Leinad no Brasil, comentou que daria uma exceltne letra de brega. Ele mostra que, além de excelente tradutor, também é um sujeito espirituoso. Como o texto está se alongando, me despeço.
Tudo de bom!
Harold

Declaração de amor

Neste dias conversei 'on-line' com meu primo Daniel, que retornou para Belém no fim do ano passado. Disse para ele que escrevi um texto baseado num diálogo que assisti na série Smallville, que passa no SBT. A idéia surgiu de uma conversa entre Clark Kent, o herói, e Lana Lang, a amada. Lana disse alguma coisa sobre ter medo de se cansar de esperar por Clark. Ele nada respondeu.
Depois que acabou o episódio, fiquei pensando que resposta Clark poderia ter dado para Lana. Então, imaginei a declaração dele. Daí surgiu o texto que vocês lerão agora. Por favor! Não esqueçam depois de ir no Comments oferecer opiniões.
Beijos, abraços e saúde!
Harold


Juras de amor (De Clark Kent para Lana Lang)

Aroldo José
Lana!
Eu Clark, aceito te encontrar.
Fazer teu caminho virar meu caminho
Para nossas vidas se tornarem coisa única.
Seguir contigo para sempre
Por todos os lugares
E ser teu ser amado.

Vou dividir minha vida em duas fases:
Antes e depois do nosso encontro.
Meu passado será lembrado
Como um palco pouco iluminado.
Só terão valor os sonhos vividos ao teu lado.
Eu te abraçarei, te acolherei
Para juntos dançarmos a valsa da lua cheia
E da noite estrelada.

Quando eu ficar triste
Lembrarei de tua face sorridente
Me incentivando a nunca desistir
De ser superior às dificuldades;
Às maledicências alheias
E às desventuras da humanidade
O teu amor será a minha referência.

Daqui por diante dedicarei minha vida
Ao amor que me foi dado pelo teu ser.
Serei devoto da fé no teu olhar
E nunca deixarei calar a canção
Que foi composta para te homenagear,
E acreditarei que este mundo só é bonito
Porque nele eu posso te encontrar.

Lana!
Eu Clark, prometo nunca deixar
De oferecer meu amor à tua figura
De musa inspiradora;
De mulher autora do bem querer;
De jardineira da flor do amor.
Brasília, 07/02/05

02 outubro 2008

Músico! Será mesmo?

Por conta do maior espaço conquistado pelo rap na mídia, a figura do disc jockey (dj) vem ganhando destaque. Alguns deles, como o inglês Fat Boy Slim, lançam discos e excursionam pelo mundo. Outros, não tão famosos como o citado inglês, por trabalharem muit tempo na mesma casa de diversão, ganharam o 'status' de "dj residente". Há ainda os que foram incorporados às formações musicais que misturam elementos do rock com a música dançante.

Por conta de tamanha visibilidade, muitas pessoas começaram a tratar os djs como se fossem músicos. Então, me vem na mente uma pergunta: Dj é músico? Tem gente que jura de pés juntos que sim. A começar dos próprios caras, é claro. Todavia quero questionar pois não é bom viver no engano.

O dj é um técnico da festa que tem uma função específica. Assim como, por exemplo, os técnicos de som, de iluminação, de eletricidade. Mas ele não toca nehuma música. Ele executa os aparelhos que reproduzem o som criado por uma outra pessoa, no caso, o músico. As ditas pick-ups nada mais são do que aparelhagens para manipular os cds no salão. Esta função era executada, no passado, pelos "tocadores", que faziam uso de fitas cassetes e dos discos de vinil para estimular a dança. Estranho que alguém chame de som mecânico ao to de arranhar vinis. Na minha terra, isso é só uma forma de fazer ruído. Será que a música regrediu.

Creio que todos os freqüentadores dos salões de festas devem se sentir gratos aos djs por eles tocarem as canções feitas pelos músicos legítimos. Por colocarem as pessoas na sintonia do som, etc. Todavia chamá-los de músicos, aí é outra história. A frase baiana não perdeu a validade: cada macaco no seu galho.
Aroldo José Marinho

Guerreira


No dia 23 de agosto o Brasil teve uma grande alegria olímpica. A seleção feminina de voleibol trouxe a medalha de ouro. Depois de várias tentativas frustradas, a equipe conseguiu superar as dificuldades e sair vencedora de uma grande competição internacioanl. Nesta caminhada, foram duras as derrotas nas olimpíadas de Atenas (2004), no campeonato mundial (2006 ) e no Pan do Rio (2007). Esses resultados foram determinantes para que nossas atletas passassem a ser vistas com desconfianças, como se não tivessem competência para enfrentar as grande decisões.

Os jogos de Pequim passaram. Com eles, passou também a fama de "amarelar" das nossas moças. Elas foram perfeitas na competição. Só perderam um set. E mais: Paula Pequeno foi eleita a melhor atleta; a capitã Fofão, a melhor levantadora e Fabi, a melhor líbero. É aqui que minha emoção deixa de ser contida. Quero declarar minha admiração por esta moça.

Fabiana Alvim de Oliveira joga vôlei desde os 13 anos. Começou a treinar nas categorias de base como atacante. Por causa da baixa estatura (1,66) passou a jogar na posição de líbero. A primeira convocação para a seleção foi em 2002, quando Marco Aurélio Motta a chamou para o mundial. Só após o fracasso da equipe em Atenas é que Fabi passou a ser lembrada por José Roberto Guimarães, técnico atual. Se não me falha a memória, em todas as competições que participou com a seleção (como as olimpíadas de Pequim), foi eleita a melhor atleta de sua posição. Aliás, Fabi é considerada a melhor líbero do mundo.

Poderia continuar a citar mais informações sobre a moça. Mas a intenção é apresentar um poema escrito para Fabi e não uma biografia. Encerro a parte informativa. Segue o texto.
Tudo de bom!
Harold



Guerreira

Aroldo José

A menina dos cabelos louros e longos sorri.

Concentrada, não deixa nada lhe perturbar.

Ela sabe tudo o que precisa fazer.

Como não pode atacar, defende.

Defender é preciso. Esta é a sua arte.


Ela vai para o jogo com uma missão:

Tem que contagiar, cair e levantar

Não pode nunca se acomodar.


A moça cresce e vira fera,

Nunca se entrega.

Assim como a vida,

O jogo segue adiante.

Por isso, ela renova as forças:

Pula! Grita! Sua! Vibra!


A mulher que luta, não cansa,

Faz tanta coisa incrível.

Mostra que é capaz

E nos encanta mais, sempre mais.


Por isso, ela joga.

Por isso, ela luta.

Por isso, ela vence.


A menina que parece uma moça,

A moça que se torna mulher,

A mulher que é uma guerreira.

Brasília, 08/09/08

Para Fabi




21 setembro 2008

A chegada

Setembro, mês glorioso vai avançando e trazendo muitas notícias. Um delas é sobre a chegada da primavera. Que bela notícia. Depois de passarmos por um calor insuportável, começamos a curtir a chuva caindo sobre nossas cabeças e também já podemos perceber o colorido das flores. Viva!!!!
O mês da primavera faz a gente ficar contente e imaginar mil brincadeiras, mil e tantas histórias e assim por diante. Não dá para pensar em ficar triste. Por isso, ofereço um poema que escrevi anteriormente e uma canção do genial compositor Leoni.
Tudo de bom sempre!
Harold

A chegada

Aroldo José

O amor chegou aqui contente,
Contando sobre um novo dia
E sobre uma nova vida
Que se anuncia
Nestes tempos novos,
Em que é preciso amar
E avisar que a melancolia
Acabou seu ciclo e se recolheu.


Já é tempo de mudança,
De anunciar que uma nova nuvem
Foi colocada no céu;
Que é grande
E faz desaparecer o deserto.


E uma nova voz vai cantar
Uma melodia renovada
Que implora por amor,
Que, às vezes, ri ou chora.
Mas também sabe
Anular a dor
Que dominava a vida,
Que espalhava horror.


Já é tempo de mudança,
De anunciar que uma nova nuvem
Foi colocada no céu;
Que é grande
E faz desaparecer o deserto.


O amor trouxe um novo alguém
Que redescobriu o viver,
E encheu de poesia a rua,
Que, à noite beijou a lua;
Fez do sonho uma verdade
Para quem sempre acreditou
Que, mesmo que caia a tempestade,
O brilho do sol traz a felicidade.

Brasília, 28/01/06

Leoni- Temporada das flores


12 setembro 2008

Doze da Kênnya

Uma ou outra pessoa pode observar que, nestas duas semanas de setembro, este blog está parecendo uma agenda de aniversários. Pode até ser verdade. Que culpa tenho se algumas pessoas, incluindo eu, nasceram neste mês bom e santo? Que culpa tenho se há virginianos por perto? Por isso, estão justificadas as homenagens. Segue mais uma.

Hoje celebro com vocês o aniversário de Kênnya Monassa, moça amapaense-paraense. Amiga que conheci em Macapá, nos anos 80 do século 20. Nosso encontro foi na escola de música Walkiria Lima. Primeiro, Kênnya era uma criança muito inteligente e atenciosa. Passou o tempo, ela cresceu e virou uma mulher genial, de grandes e belas atitudes.

Nosso último encontro face to face já é coisa do passado. Creio que foi em 1994, em Belém. No ano de 2004, fui em Macapá. Quis encontrar minha amiga. Mas foi difícil. Então, a conversa teve que ser telefônica. A função de chefe de um escritório de advocacia não permite que minha amiga tenha um tempo livre como os demais mortais.

No mês passado, aderimos às conversas no msn. Apesar da distãncia física, o papo não perdeu atualidade e profundidade. Com o passar do tempo, percebo que as boas amizades que construí não desapareceram. Só ficaram de pé as pessoas boas (como Kênnya) e as situações boas (como nossa amizade). Poderia ficar escrevendo muitas coisas sobre ela. Mas seria coisa redundante. Basta citar que ela é genial, que sinto orgulhoso de ser seu amigo, que a questão pode ser dada como encerrada.
Além dela, cito outras pessoas nascidas neste dia. Lá vai:

1494 - Rei Francisco I de França (m. 1547).
1831 - Álvares de Azevedo, escritor brasileiro (m. 1852).
1880 - H. L. Mencken, jornalista e crítico social norte-americano (m. 1956).
1888 - Maurice Chevalier, ator e cantor francês (m. 1972)
1893 - Frederick William Franz, religioso estadunidense (m. 1992).
1894 - Vicente Celestino, cantor brasileiro (m. 1968).
1897 - Irène Joliot-Curie, física francesa, filha de Pierre e Marie Curie (m. 1956).
1902 - Juscelino Kubitschek, político brasileiro (m. 1976).
1913 - Jesse Owens, atleta e líder civil estadunidense (m. 1980).
1921 - Stanisław Lem, escritor polonês, (m. 2006).
1924 - Amílcar Cabral, um dos fundadores do PAIGC (m. 1973).
1927 - Alceu de Deus Collares - ex-prefeito de Porto Alegre (1986-1988) e ex-governador do Rio Grande do Sul (1991-1994).
1931 - Ian Holm, ator britânico.
1935 - Geraldo Vandré, músico brasileiro.
1939 - Joana Fomm, atriz brasileira
1944 - Barry White, cantor norte-americano (m. 2003).
Leci Brandão, sambista, cantora brasileira.
1952 - Neil Peart, baterista canadense.
1953 - Tânia Alves, atriz e cantora brasileira.
1957 - Hans Zimmer, compositor.
Rachel Ward, atriz.
1959 - Roberto Luiz Warken, sociólogo, educador e ativista GLBT brasileiro.
1961 - Mylène Farmer, cantora francesa.
1962 - Paulo Portas, jornalista e político Portugal.
1966 - Malu Mader, atriz brasileira.
1971 - Younes El Aynaoui, tenista marroquino.
1973 - Paul Walker, ator norte-americano.
1974 - Nuno Valente, futebolista português.
1986 - Emmanuelle Rossum, atriz norte-americana.
1989 - Elyse Hopfner-Hibbs, ginasta canadense.

Para finalizar esta homenagem, posto um vídeo clipe da banda inglesa Human League, sucesso da new wave inglesa, dos anos 80. A canção diz muito à alma de Kênnya. Feliz aniversário! Alegrias e bençãos eternas!!!!

Harold

Human League- Together in eletric dreams


09 setembro 2008

Para quem é do dia 8

Como você sabem setembro é um mês sagrado. Afirmo a frase por muitos e muitos motivos que não convém explicar agora. Talvez só dezembro rivalize com setembro. Afinal, o natal acontece no último mês do ano. Muitas pessoas ligadas a mim nasceram no mês da primavera. Eu nasci no dia sete dele. Coladinho comigo nasceram meus primos Cléber e Helder. Com uma diferença, os dois pertencem ao dia 8.

Então, decidi fazer uma homenagem para eles postando uma canção de Aimee Mann. Quem é ela? Não sabem? Ela é uma cantora norte-americana, nascida em Richmond, no estado de Virgínia, no ano de 1960. Ela é uma das musas da música indepedente daquele país. Uma artista com excelente mistura de rock, folk, pop, blues, etc. Enfim, ela é das boas. Já deu para notar a paixão platônica que nutro por ela? Pena que Michael Penn chegou na minha frente. Buá!

Nos anos 80, ela integrou o grupo new wave 'Til Tueday. Depois partiu para carreira solo. Ficou bastante conhecida depois que o diretor Paul Thomas Anderson declarou ter escrito o roteiro do excelente filme Magnólia ouvindo um dos cds de Aimee.

Por que escolhi um vídeo dela para homenagear meus primos? Por que Aimee é genial? Por que amo seu trabalho? Por que ela é uma pessoa exemplar? Qualquer uma das perguntas mereceria uma resposta afirmativa. Mas o motivo é outro: assim como Cleber e Helder, Aimee também nasceu do dia 8 de setembro. Para aos três e os demais nascidos neste dia, vai a minha homenagem.
Harold

Aimee Mann- Dear John


Sete de setembro e seus filhos

Sete de setembro foi um belo dia de domingo no DF. Creio que nos outros lugares também. Como muito de vocês sabem, além de ser a data nacional da pátria brasileira, é o dia de meu aniversário. São meus companheiros de data: Celso Santídio, Ciromar Hupp, Douglas Sink, Ivanilde Cruz, Jeane Eloísa Cruz, Valéria Nunes, Valdivino Beserra. Há outros mas não é possível recordar tantos nomes.
Com a ajuda da maravilhosa Wikipedia pude saber um pouco mais desta data. Muita coisa boa aconteceu no meu dia. Querem saber? Segue lista abaixo:

1159 - É eleito o Papa Alexandre III
1764 - Stanislas Poniatowski, o protegido da Rússia, é eleito rei da Polônia
1822 - É declarada a Independência do Brasil em relação ao domínio de Portugal
1822 - O Príncipe Regente é saudado em São Paulo como o primeiro Imperador do Brasil e executa o Hino da Independência
1875 - Helena Petrovna Blavatsky funda a Sociedade Teosófica
1884 - São libertados em Porto Alegre os últimos escravos da cidade
1895 - Inauguração extra-oficial do Museu Paulista
1907 - Viagem inaugural do transatlântico Lusitania
1911 - Fundação do Grêmio Esportivo Brasil, em Pelotas RS, mais conhecido como Xavante
O poeta francês Guillaume Apollinaire foi preso e posto na cadeia sob suspeita de roubo da Mona Lisa
1922 - Emancipação política da cidade de Itabirito - MG
1922 - Primeira transmissão de rádio no Brasil, com discurso do presidente Epitácio Pessoa
1936 - Benjamin, morre sendo o último lobo-da-tasmânia extinguindo sua espécie, no zoológico de Hobart
1946 - Fundação da Igreja do Avivamento Bíblico
1949 - Fundação oficial da República Federal da Alemanha
1953 - Nikita Khrushchev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética
1961 - Toma posse o presidente brasileiro João Goulart e inicia-se o primeiro regime parlamentarista no país
1963 - She Loves You, a canção dos Beatles que mais vendeu até hoje no Reino Unido chega ao "top 1" nas paradas de sucesso britânico.
1969 - Libertado o embaixador norte-americano sequestrado Charles Burke Elbrick e os 15 presos políticos (v. Anos de chumbo)
É criada a Federação Internacional das Associações Vexilológicas no Terceiro Congresso Internacional de Vexilologia.
1974 - Celebrados os Acordos de Lusaka entre o governo português e a FRELIMO, que terminaram a Luta Armada de Libertação e que levaram à Independência de Moçambique
1977 - Assinado o Tratado Torrijos-Carter sobre o Canal do Panamá
1979 - Início das transmissões da emissora norte-americana ESPN
1996 - Inaugurado o monumento em memórias às vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás
1998 - Criado o site de pesquisas Google.
2008 - O grande retorno ao mundo da música da cantora americana Britney Spears
2008 - Banda alemã Scorpions, grava seu DVD ao vivo de sua turnê Acoustica 2, no Chevrolet Hall em Recife.

Além de mim e das pessoas citadas, muita gente boa nasceu no sagrado dia 7. Quem? Bem... a lista é extensa mas muito útil.


1533 - Elizabeth I, rainha da Inglaterra (m. 1603).
1683 - Maria Ana, arquiduquesa da Áustria (m. 1754).
1709 - Samuel Johnson, escritor e lexicógrafo inglês. ( m. 1784)
1726 - Philidor, grande jogador de xadrez francês (m. 1795).
1867 - Camilo Pessanha, poeta português (m. 1926).
1872 - Carlos Magalhães de Azeredo, diplomata e escritor brasileiro (m. 1963).
1889 - Octávio Tarquínio de Sousa, advogado, jornalista e escritor brasileiro (m. 1959).
1896 - Iwar Beckman, geneticista sueco, radicado no Brasil (m. 1971).
1905 - Eric John Underwood, cientista australiano. (m. 1980)
1909 - Elia Kazan, cineasta turco (m. 2003).
1911 - Todor Zhivkov, ditador búlgaro (m. 1998).
1922 - Paulo Autran, ator brasileiro (m.2007).
1936 - Buddy Holly, músico, cantor e compositor norte-americano.
1940 - Dario Argento, produtor e argumentista do cinema italiano.
1942 - Gabriele Veneziano, físico teórico italiano.
1946 - Francisco Varela, biológo e filósofo chileno (m. 2001).
1949 - Gloria Gaynor, cantora estadunidense.
1950 - Julie Kavner, atriz estadunidense de origem judia.
1951 - Chrissie Hynde, vocalista e guitarrista doThe Pretenders, Morris Albert, cantor brasileiro.
1952 - Paulo Markun, jornalista e escritor brasileiro.
1955 - Mira Furlan, atriz croata.
1961 - Leroi Moore, saxofonista norte-americano.
1963 - Toni Garrido, ex-vocalista do grupo Cidade Negra.
1965 - Darko Pančev, ex-jogador de futebol macedônio.
1968 - Marcel Desailly, ex-jogador de futebol e treinador francês.
1970 - Tom Everett Scott, ator norte-americano.
1973 - Shannon Elizabeth, actriz norte-americana.
1974 - Mario Frick, jogador de futebol do Liechtenstein.
1980 - Gabriel Milito, jogador de futebol argentino.
1980 - Javad Nekounam, jogador de futebol iraniano.
1981 - Gökhan Zan, jogador de futebol turco.
1984 - Vera Zvonareva, tenista russa.
1985 - Luiza Valdetaro, atriz brasileira.
1985 - Rafinha, jogador de futebol brasileiro.
1987 - Evan Rachel Wood, atriz estadunidense.

Pois é, me orgulho de ter nascido neste dia feliz. Para fazer uma homenagem às pessoas que tiveram a graça de nascer neste importante dia, segue um vídeo clipe de uma banda onde havia um vocalista que também é um cara do sagrado dia 7. A letra é de uma beleza singular. Viva todos nós!!!!
Harold


Cidade Negra- Girassol




05 setembro 2008

Dezessete anos sem Mercury

Se vivo fosse Freddie Mercury hoje completaria 62 anos. O artista nascido Farokh Bommi Bulsara, no ano de 1946, em Zanzibar, se tornou um dos mais importantes cantores da história do rock. Ficou conhecido como o performático vocalista da banda Queen. Porém, o talento de Mecury vai mais além. Não se pode ignorar sua atuação como compositor e arranjador.
Seu falecimento em 24/11/91 entristeceu diversos fãs no mundo inteiro. Apesar da partida, o seu talento não foi esquecido. Volta e meia, alguém lembra de sua figura e toca suas canções. Tanto as que gravou no Queen como as do seu trabalho solo.
Segue abaixo uma singela homenagem para este grande músico. Tudo de bom Freddie!!!
Aroldo José Marinho

Queen- It's a hard life

Viver


Hoje eu lhes ofereço um poema de Mário Quintana. Gaúcho de Alegrete, nascido em 1906. Considerado um dos mais importantes poetas brasileiros. Seu trabalho me chama atenção pela ludicidade que emprega nas palavras. Em 1994, Quintana foi para o andar superior da existência, para habitar ao lado de Drummond, Bandeira, Pessoa e outros tantos poetas geniais.
Para alguns, o texto servirá como uma lembrança muito boa. Para outros, será uma feliz descoberta.
Boa leitura para vocês!
Harold

Viver
Mário Quintana
Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros, pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforecentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer.

29 agosto 2008

Amar é para ser


Ontem, 28, foi aniversário de Paola Vannucci. A amiga paulistana aí da foto, que conheci no ano passado, através de meu primo Daniel Amanajás. Em Curitiba, onde reside, Paola estuda Pedagogia e mira o mundo com um olhar de esperança. Suas impressões são colocados em poemas que convidam as pessoas de boa vontade a exercitar a velha, boa e sempre útil ternura.

Converso com Paola algumas vezes. Quase sempre ela cita suas aspirações literárias, a vontade de divulgar seus escritos. Creio que não demorará para conseguir realizar tal desejo. Do meu lado, quase sempre, cito minhas influências e meus conhecimentos musicais. Lembro que certa vez, citei o nome de Zé Geraldo, cantor folk mineiro. Como ela não conhecia este discípulo de Bob Dylan, mostrei para ela, via you tube, uma canção gravada por ele. Ao ouvir a canção, ela disse se identificar com a letra.

Pensei em fazer uma homenagem para ela. Então, fiz duas. A primeira é esta: oferecer para vocês um dos textos escritos por Paola nos anos 80. Então segue, o texto Amar é para ser. A segunda, foi postar o clipe da canção de Zé Geraldo que Paola disse ter gostado.

Por hoje é tudo!
Aroldo José Marinho

Amar é para ser
Paola Vannucci
Quando o amor está em casa,
Não quero ter,
Apenas quero ser.
Ser é amar, é viver.
Ter é ter certeza de não mais amar.
Por isso, eu não o tenho,
Apenas sou,
E me faço ser notada por simples jeito de ser.
Eu amo,
Assim dou espaço àquele que me ama...
Deixo de ter amor para
Ser amor.
Deixo de ter ardor para
Ser puro amor.
E,
Amar é para ser
E
Não para ter...

Zé Geraldo- Senhorita

















24 agosto 2008

Amarelo-ouro


Manhã de sábado. Final olímpica do vôlei feminino. Na quadra estavam nossas meninas para enfrentar a equipe dos Estados Unidos. Por causa de sua campanha de vitórias. Dos 7 jogos vencidos, só no da final é que Brasil perdeu set (18/25). Além da medalha de ouro, tivemos a honra ver os nomes de Fofão (levantadora e capitã) e de Fabi (líbero) incluídos na seleção das melhores jogadoras olímpicas.

Para chegar até este momento de consagração a seleção feminina teve que lidar com o nervosismo diante de partidas decisivas e com a desconfiança popular. Conseguiria a equipe vencer a instablidade emocional e conquistar a medalha de ouro?

Começou o jogo. O Brasil mostrou o seu valor e venceu o set. Veio o segundo, a seleção norte-americana foi eficiente para vencer. E venceu! A bola entrou em jogo no terceiro set. As moças do verde-amarelo recuperaram o equilíbrio e mostraram sua superiodade. Por fim, o quarto set. Ali seria decisivo. Vitória norte-americana empurraria o jogo para o sempre imprevisível tie break. Mas o Brasil não estava disposto a deixar repetir a novela das partidas decisivas de Atenas/2004, do munidal/2006 e do Pan/2007. Recuperou a tranqüilidade e cravou 25/21. Fim de jogo. Medalha de ouro. Vingança!!!!

Tudo funcionou bem. Do saque ao bloqueio. Da tática à garra. Da disciplina à fé. Justiça foi feita. Venceu a melhor seleção. Festa para quem nunca deixou de acreditar na força destas meninas. Silêncio nas bocas dos críticos.
Valeu Meninas! Valeu Zé Roberto!!!

Aroldo José Marinho