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04 novembro 2008

O desafio de Obama

Hoje, terça-feira (04/11), os eleitores dos Estados Unidos escolhem seu novo presidente. Neste pleito disputam os senadores Barack Obama, do partido Democrata, e John McCain, do partido Republicano, do qual faz parte o presidente atual. Não sou eleitor naquele país mas entendo que esta eleição é importante para o mundo todo. Por isso, volto meu olhar de apoio à candidatura de Obama.

O senador pelo estado de Illinois, sem dúvida, representa uma alternativa ao fracasso da administração Bush. O mesmo não pode ser dito sobre seu adversário, que, de certa forma, é continuador das propostas conservadoras e retrógadas da administração atual.

Creio que todos que têm preocupação com os rumos da política internacional estão ligados nesta eleição. Os Estados Unidos mantém uma liderança que, muitas vezes, é passível de contestação. O interesse da nação é mais importante e precisa ser alcançado a todo custo. Mesmo que, para isso, seja necessário bloquear o comércio com Cuba, invadir o Iraque, estimular a Colômbia a desafiar Hugo Chavez e assim por diante. A administração atual mostrou que a falta de caráter faz parte do estilo republicano de governar. Exemplo claro foi dado quando se descobriu que a afirmação de que havia um arsenal nuclear no Iraque era, na verdade, só uma mentira utilizada para covnencer a opinião pública da necessidade de se invadir aquele país.

Agora os eleitores norte-americano terão a oportunidade de corrigir o erro que foi eleger Bush e botá-lo na geladeira política com os demais republicanos. O mundo agradecerá esta iniciativa. Como é sabido, os presidentes que mostraram algum tipo de compreensão e dialogaram com as demais nações em condições dignas eram democratas. Gente como Kennedy e Carter. Dizem que o único republicano que não fez feio, foi Lincoln. Mas ele não atuou no século XX.

Uma pessoa disse que para nós, os brasileiros, seria melhor que McCain saísse vitorioso. Pois ele é simpático à derrubadas das tarifas que incidem sobre o nosso etanol. Discordo de quem enxerga a coisa assim. Não dá para apoiar um candidato só porque o elemento a uma coisa nossa. É preciso pensar no benefício da humanidade e não na satisfação do próprio umbigo.

Não sei se Obama será um presidente revolucionário. Não há como prever. Todavia acredito que ele terá a tolerância e a dignidade para o mundo que não percebi na adminsitração atual. Há também o fato histórico: será o primeiro presidente negro dos EUA. Antes, uma realidade assim só era percebida na série 24 Horas, do grande herói Jack Bauer.

Espero que os eleitores não frustrem as expectativas nossas, os torcedores. Que seja possível a instauração de um novo ciclo na política internacional. Neste sentido, concordo com Lula. Ele disse que a eleição de Obama faz parte do contexto que levou ele (operário), Morales (índio), Chavez (militar nacionalista) ao poder na América do sul. Então, sem mais delongas, boa sorte Obama!!!
Aroldo José Marinho

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Aroldo foi uma vitoria do mundo! Resta nós que torcemo por Barak Obama faça uma boa administração em seu governo sera um fardo pesado acho que ele esta prepardo para mais este desfio em sua vida! Acho que com a vitoria de Bark Obama quem ganhou foi o mundo .
Celso.

Harold disse...

Celso!
Concordo com sua opinião. Sem dúvida, o mundo ganhou com a vitória de Obama. Além disso, sua eleição pode ser um prenúncio de muitas mudanças positivas na forma dos Estados Unidos se relacionarem com os demais países.
Um abraço!