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04 novembro 2008

Uma bela corrida

Ainda tenho na memória as três últimas voltas do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 (F1), realizado na tarde do último domingo. Faz tempo que não o autódromo de Intervalos não era palco de uma grande corrida. Pelo menos, no caso da F1.

Ali estavam dois pilotos jovens disputando o título mundial. Felipe Massa, aos poucos, conquistando espaço na Ferari, e Lewis Hamilton, inglês, da Mclaren, vice-campeão de 2007. A pole era de Massa, ele foi líder o tempo todo. Hamilton procurou administrar. Não atacou quase não foi atacado. Ele guiava com regulamento debaixo do braço. A boa vantagem lhe permitia ser campeão mesmo que o rival ganhasse a prova. Bastava chegar no quinto lugar.

Porém tudo que é emocionante se revela no final. E assim foi. E foi preciso que dois pilotos alemães tornassem a corrida um filme de ação. O primeiro, Sebastian Vettel, estava no sexto lugar e desejou a posição à sua frente, ocupada por Hamilton. Naquele momento, o inglês era campeão. Mas Vettel queria melhorar sua classificação e foi para cima do adversário. Não sossegou enquanto não fez a ultrapassagem.

Com sua atitude ousada, o alemão estava transformando Massa no campeão mundial. Tudo muito bem. O brasileiro cruzou em primeiro. Festa da torcida brasileira, da família de Felipe e o time da Ferari. Quando parecia que tudo estava consumado, eis que o intrépido Vettel decidi ganhar mais uma posição, desta vez, sobre seu compatriota, Timo Glock. Este tentou se segurar do jeito que pode. Mas seus pneus secos não funcionaram mais na pista molhada.

Glock foi ultrapassado por Vettel. Até aí, nada demais. Todavia eis que acontece o fato definidor do campeonato: Hamilton, no vácuo, também supera Glock e cruza a linha de chegada no quinto lugar e se tornar o campeão da temporada atual. Felipe ganhou a corrida com mérito. Porém o campeonato foi parar nas mãos do piloto da Mclaren.

Como brasileiro, esperei pela vitória de Massa. Mas procuro ter um olhar mais amplo. Reconheço que, durante todo o campenato, Hamilton procurou a vitória de tal forma que lhe renderam pontos e uma vantagem preciosa para a corrida final. Fico orgulhoso desta corrida tão marcante ter acontecido no meu país. Que venham outras.
Aroldo José Marinho


O desafio de Obama

Hoje, terça-feira (04/11), os eleitores dos Estados Unidos escolhem seu novo presidente. Neste pleito disputam os senadores Barack Obama, do partido Democrata, e John McCain, do partido Republicano, do qual faz parte o presidente atual. Não sou eleitor naquele país mas entendo que esta eleição é importante para o mundo todo. Por isso, volto meu olhar de apoio à candidatura de Obama.

O senador pelo estado de Illinois, sem dúvida, representa uma alternativa ao fracasso da administração Bush. O mesmo não pode ser dito sobre seu adversário, que, de certa forma, é continuador das propostas conservadoras e retrógadas da administração atual.

Creio que todos que têm preocupação com os rumos da política internacional estão ligados nesta eleição. Os Estados Unidos mantém uma liderança que, muitas vezes, é passível de contestação. O interesse da nação é mais importante e precisa ser alcançado a todo custo. Mesmo que, para isso, seja necessário bloquear o comércio com Cuba, invadir o Iraque, estimular a Colômbia a desafiar Hugo Chavez e assim por diante. A administração atual mostrou que a falta de caráter faz parte do estilo republicano de governar. Exemplo claro foi dado quando se descobriu que a afirmação de que havia um arsenal nuclear no Iraque era, na verdade, só uma mentira utilizada para covnencer a opinião pública da necessidade de se invadir aquele país.

Agora os eleitores norte-americano terão a oportunidade de corrigir o erro que foi eleger Bush e botá-lo na geladeira política com os demais republicanos. O mundo agradecerá esta iniciativa. Como é sabido, os presidentes que mostraram algum tipo de compreensão e dialogaram com as demais nações em condições dignas eram democratas. Gente como Kennedy e Carter. Dizem que o único republicano que não fez feio, foi Lincoln. Mas ele não atuou no século XX.

Uma pessoa disse que para nós, os brasileiros, seria melhor que McCain saísse vitorioso. Pois ele é simpático à derrubadas das tarifas que incidem sobre o nosso etanol. Discordo de quem enxerga a coisa assim. Não dá para apoiar um candidato só porque o elemento a uma coisa nossa. É preciso pensar no benefício da humanidade e não na satisfação do próprio umbigo.

Não sei se Obama será um presidente revolucionário. Não há como prever. Todavia acredito que ele terá a tolerância e a dignidade para o mundo que não percebi na adminsitração atual. Há também o fato histórico: será o primeiro presidente negro dos EUA. Antes, uma realidade assim só era percebida na série 24 Horas, do grande herói Jack Bauer.

Espero que os eleitores não frustrem as expectativas nossas, os torcedores. Que seja possível a instauração de um novo ciclo na política internacional. Neste sentido, concordo com Lula. Ele disse que a eleição de Obama faz parte do contexto que levou ele (operário), Morales (índio), Chavez (militar nacionalista) ao poder na América do sul. Então, sem mais delongas, boa sorte Obama!!!
Aroldo José Marinho

31 outubro 2008

Quero o Kerry or Kero o Querry

Novamente, posto um texto que foi escrito há quatro anos. No dia 25/11. O momento histórico que estamos vivendo me incentiva a tomar esta atitude. Naquele período, eu defendia o fim da era Bush. O tempo passou e provou que eu estava certo.
Agora vivemos um momento semelhante. É preciso estufar o peito e gritar bem alto: OBAMA!
Beijos e abraços!
Harold



Quero o Kerry or Kero o Querry!

A eleição presidencial nos Estados Unidos acontecerá no dia dois de novembro. Vários candidatos participam do processo eleitoral. Porém a disputa do pleito envolverá, de fato, George W. Bush, que tenta a reeleição pelo Partido Republicano, e o senador John Kerry, do Partido Democrata. Apesar de eu não ser eleitor nos States, fiz a minha opção: sou Kerry desde criancinha.

Kerry é o representante de um partido que, tradicionalmente, sempre se colocou ao lado dos que lutam pelos direitos civis, dos que defendem as minorias e dos que acreditam no diálogo entre nações. Do Partido Democrata vieram: Kennedy, que na década de 1960, foi solidário à causa dos ativistas negros; Carter que, nos anos 70, foi o promotor dos diálogos de Camp David, que culminaram com o estabelecimento das relações diplomáticas entre Israel e Egito; nos anos 90, o democrata de plantão era Clinton, que facilitou as conversações envolvendo a Organização para Libertação da Palestina (OLP) e o governo israelense, que possibilitou a autonomia palestina sobre a Faixa de Gaza e a cidade de Jericó.

Os democratas também demonstraram maior abertura no relacionamento com a América Latina. Dois exemplos referentes ao segundo mandato de Clinton são pertinentes: a permissão para que os cubanos residentes nos Estados Unidos pudessem enviar dólares aos familiares que vivem na ilha de Fidel e; contrariando à pressão dos cubanos de Miami, seu esforço para não deixar que o caso do menino Elian González se transformasse numa questão político-ideológica.

O presidente atual é um republicano, herdeiro de uma política estranha. Do seu partido veio Nixon que, nos anos 70, ficou conhecido por causa o escândalo Watergate. Depois, na década de 80, veio Reagan, um canastrão do cinema, que foi delator de colegas no macartismo e, já no poder, ordenou a invasão de Granada. Seu sucessor foi Bush, o pai, que endureceu o jogo contra Cuba e os países do terceiro mundo.

O Bush atual endureceu o diálogo com o Brasil, fazendo acusações sobre a política nuclear brasileira, além de querer forçar a implantação de uma ALCA que nada de positivo oferece aos países latino-americanos. Do mesmo presidente é dito que foi eleito numa eleição fraudada e, se sabe que seu governo inventou mentiras para justificar à invasão ao Iraque.

Não sei se o governo Kerry será maravilhoso. Me falta bola de cristal. Mas acredito que um segundo mandato de Bush não é promessa de benefício mundial. É necessário apostar numa mudança positiva, que faça os Estados Unidos abandonar sua política isolacionista; se integrar ao diálogo ético com as Nações Unidas e respeitar a estrutura interna dos demais países.

Penso que todos, de alguma maneira, devem participar do processo eleitoral dos EUA. Como? Bem, se alguém tem amigos norte-americanos, é interessante motivá-los pelo voto na chapa de Kerry. Felizmente, os meus amigos daquela América não precisam do meu convencimento. Para eles, Bush "é o fim do caminho". Eles consideram importante derrotar o herdeiro do conservadorismo e da mentira deslavada; e procurar construir uma face mais humana do país onde nasceram. Para aqueles que não têm amizade com nenhum eleitor de lá, proponho rezar e torcer pela derrota do presidente atual.

24 outubro 2008

Juras de amor (De Clark Kent para Lana Lang)

Saúdo os leitores e as leitoras deste blog. Hoje vou repetir um texto que foi postado, originalmente, em 22/02/05. O motivo para repetir o texto se deve ao fato de, numa dessas madrugadas, eu ter sintonizado numa emissora onde passava um episódio da série Smallville. Me espanta a forma indefinida como o protagonista demora para expressar seu amor pela linda moça.
Quando postei o texto pela primeira vez, meu primo Daniel Amanajás, conhecido como tradutor da obra do argentino Navi Leinad no Brasil, comentou que daria uma exceltne letra de brega. Ele mostra que, além de excelente tradutor, também é um sujeito espirituoso. Como o texto está se alongando, me despeço.
Tudo de bom!
Harold

Declaração de amor

Neste dias conversei 'on-line' com meu primo Daniel, que retornou para Belém no fim do ano passado. Disse para ele que escrevi um texto baseado num diálogo que assisti na série Smallville, que passa no SBT. A idéia surgiu de uma conversa entre Clark Kent, o herói, e Lana Lang, a amada. Lana disse alguma coisa sobre ter medo de se cansar de esperar por Clark. Ele nada respondeu.
Depois que acabou o episódio, fiquei pensando que resposta Clark poderia ter dado para Lana. Então, imaginei a declaração dele. Daí surgiu o texto que vocês lerão agora. Por favor! Não esqueçam depois de ir no Comments oferecer opiniões.
Beijos, abraços e saúde!
Harold


Juras de amor (De Clark Kent para Lana Lang)

Aroldo José
Lana!
Eu Clark, aceito te encontrar.
Fazer teu caminho virar meu caminho
Para nossas vidas se tornarem coisa única.
Seguir contigo para sempre
Por todos os lugares
E ser teu ser amado.

Vou dividir minha vida em duas fases:
Antes e depois do nosso encontro.
Meu passado será lembrado
Como um palco pouco iluminado.
Só terão valor os sonhos vividos ao teu lado.
Eu te abraçarei, te acolherei
Para juntos dançarmos a valsa da lua cheia
E da noite estrelada.

Quando eu ficar triste
Lembrarei de tua face sorridente
Me incentivando a nunca desistir
De ser superior às dificuldades;
Às maledicências alheias
E às desventuras da humanidade
O teu amor será a minha referência.

Daqui por diante dedicarei minha vida
Ao amor que me foi dado pelo teu ser.
Serei devoto da fé no teu olhar
E nunca deixarei calar a canção
Que foi composta para te homenagear,
E acreditarei que este mundo só é bonito
Porque nele eu posso te encontrar.

Lana!
Eu Clark, prometo nunca deixar
De oferecer meu amor à tua figura
De musa inspiradora;
De mulher autora do bem querer;
De jardineira da flor do amor.
Brasília, 07/02/05

02 outubro 2008

Músico! Será mesmo?

Por conta do maior espaço conquistado pelo rap na mídia, a figura do disc jockey (dj) vem ganhando destaque. Alguns deles, como o inglês Fat Boy Slim, lançam discos e excursionam pelo mundo. Outros, não tão famosos como o citado inglês, por trabalharem muit tempo na mesma casa de diversão, ganharam o 'status' de "dj residente". Há ainda os que foram incorporados às formações musicais que misturam elementos do rock com a música dançante.

Por conta de tamanha visibilidade, muitas pessoas começaram a tratar os djs como se fossem músicos. Então, me vem na mente uma pergunta: Dj é músico? Tem gente que jura de pés juntos que sim. A começar dos próprios caras, é claro. Todavia quero questionar pois não é bom viver no engano.

O dj é um técnico da festa que tem uma função específica. Assim como, por exemplo, os técnicos de som, de iluminação, de eletricidade. Mas ele não toca nehuma música. Ele executa os aparelhos que reproduzem o som criado por uma outra pessoa, no caso, o músico. As ditas pick-ups nada mais são do que aparelhagens para manipular os cds no salão. Esta função era executada, no passado, pelos "tocadores", que faziam uso de fitas cassetes e dos discos de vinil para estimular a dança. Estranho que alguém chame de som mecânico ao to de arranhar vinis. Na minha terra, isso é só uma forma de fazer ruído. Será que a música regrediu.

Creio que todos os freqüentadores dos salões de festas devem se sentir gratos aos djs por eles tocarem as canções feitas pelos músicos legítimos. Por colocarem as pessoas na sintonia do som, etc. Todavia chamá-los de músicos, aí é outra história. A frase baiana não perdeu a validade: cada macaco no seu galho.
Aroldo José Marinho

Guerreira


No dia 23 de agosto o Brasil teve uma grande alegria olímpica. A seleção feminina de voleibol trouxe a medalha de ouro. Depois de várias tentativas frustradas, a equipe conseguiu superar as dificuldades e sair vencedora de uma grande competição internacioanl. Nesta caminhada, foram duras as derrotas nas olimpíadas de Atenas (2004), no campeonato mundial (2006 ) e no Pan do Rio (2007). Esses resultados foram determinantes para que nossas atletas passassem a ser vistas com desconfianças, como se não tivessem competência para enfrentar as grande decisões.

Os jogos de Pequim passaram. Com eles, passou também a fama de "amarelar" das nossas moças. Elas foram perfeitas na competição. Só perderam um set. E mais: Paula Pequeno foi eleita a melhor atleta; a capitã Fofão, a melhor levantadora e Fabi, a melhor líbero. É aqui que minha emoção deixa de ser contida. Quero declarar minha admiração por esta moça.

Fabiana Alvim de Oliveira joga vôlei desde os 13 anos. Começou a treinar nas categorias de base como atacante. Por causa da baixa estatura (1,66) passou a jogar na posição de líbero. A primeira convocação para a seleção foi em 2002, quando Marco Aurélio Motta a chamou para o mundial. Só após o fracasso da equipe em Atenas é que Fabi passou a ser lembrada por José Roberto Guimarães, técnico atual. Se não me falha a memória, em todas as competições que participou com a seleção (como as olimpíadas de Pequim), foi eleita a melhor atleta de sua posição. Aliás, Fabi é considerada a melhor líbero do mundo.

Poderia continuar a citar mais informações sobre a moça. Mas a intenção é apresentar um poema escrito para Fabi e não uma biografia. Encerro a parte informativa. Segue o texto.
Tudo de bom!
Harold



Guerreira

Aroldo José

A menina dos cabelos louros e longos sorri.

Concentrada, não deixa nada lhe perturbar.

Ela sabe tudo o que precisa fazer.

Como não pode atacar, defende.

Defender é preciso. Esta é a sua arte.


Ela vai para o jogo com uma missão:

Tem que contagiar, cair e levantar

Não pode nunca se acomodar.


A moça cresce e vira fera,

Nunca se entrega.

Assim como a vida,

O jogo segue adiante.

Por isso, ela renova as forças:

Pula! Grita! Sua! Vibra!


A mulher que luta, não cansa,

Faz tanta coisa incrível.

Mostra que é capaz

E nos encanta mais, sempre mais.


Por isso, ela joga.

Por isso, ela luta.

Por isso, ela vence.


A menina que parece uma moça,

A moça que se torna mulher,

A mulher que é uma guerreira.

Brasília, 08/09/08

Para Fabi




21 setembro 2008

A chegada

Setembro, mês glorioso vai avançando e trazendo muitas notícias. Um delas é sobre a chegada da primavera. Que bela notícia. Depois de passarmos por um calor insuportável, começamos a curtir a chuva caindo sobre nossas cabeças e também já podemos perceber o colorido das flores. Viva!!!!
O mês da primavera faz a gente ficar contente e imaginar mil brincadeiras, mil e tantas histórias e assim por diante. Não dá para pensar em ficar triste. Por isso, ofereço um poema que escrevi anteriormente e uma canção do genial compositor Leoni.
Tudo de bom sempre!
Harold

A chegada

Aroldo José

O amor chegou aqui contente,
Contando sobre um novo dia
E sobre uma nova vida
Que se anuncia
Nestes tempos novos,
Em que é preciso amar
E avisar que a melancolia
Acabou seu ciclo e se recolheu.


Já é tempo de mudança,
De anunciar que uma nova nuvem
Foi colocada no céu;
Que é grande
E faz desaparecer o deserto.


E uma nova voz vai cantar
Uma melodia renovada
Que implora por amor,
Que, às vezes, ri ou chora.
Mas também sabe
Anular a dor
Que dominava a vida,
Que espalhava horror.


Já é tempo de mudança,
De anunciar que uma nova nuvem
Foi colocada no céu;
Que é grande
E faz desaparecer o deserto.


O amor trouxe um novo alguém
Que redescobriu o viver,
E encheu de poesia a rua,
Que, à noite beijou a lua;
Fez do sonho uma verdade
Para quem sempre acreditou
Que, mesmo que caia a tempestade,
O brilho do sol traz a felicidade.

Brasília, 28/01/06

Leoni- Temporada das flores


12 setembro 2008

Doze da Kênnya

Uma ou outra pessoa pode observar que, nestas duas semanas de setembro, este blog está parecendo uma agenda de aniversários. Pode até ser verdade. Que culpa tenho se algumas pessoas, incluindo eu, nasceram neste mês bom e santo? Que culpa tenho se há virginianos por perto? Por isso, estão justificadas as homenagens. Segue mais uma.

Hoje celebro com vocês o aniversário de Kênnya Monassa, moça amapaense-paraense. Amiga que conheci em Macapá, nos anos 80 do século 20. Nosso encontro foi na escola de música Walkiria Lima. Primeiro, Kênnya era uma criança muito inteligente e atenciosa. Passou o tempo, ela cresceu e virou uma mulher genial, de grandes e belas atitudes.

Nosso último encontro face to face já é coisa do passado. Creio que foi em 1994, em Belém. No ano de 2004, fui em Macapá. Quis encontrar minha amiga. Mas foi difícil. Então, a conversa teve que ser telefônica. A função de chefe de um escritório de advocacia não permite que minha amiga tenha um tempo livre como os demais mortais.

No mês passado, aderimos às conversas no msn. Apesar da distãncia física, o papo não perdeu atualidade e profundidade. Com o passar do tempo, percebo que as boas amizades que construí não desapareceram. Só ficaram de pé as pessoas boas (como Kênnya) e as situações boas (como nossa amizade). Poderia ficar escrevendo muitas coisas sobre ela. Mas seria coisa redundante. Basta citar que ela é genial, que sinto orgulhoso de ser seu amigo, que a questão pode ser dada como encerrada.
Além dela, cito outras pessoas nascidas neste dia. Lá vai:

1494 - Rei Francisco I de França (m. 1547).
1831 - Álvares de Azevedo, escritor brasileiro (m. 1852).
1880 - H. L. Mencken, jornalista e crítico social norte-americano (m. 1956).
1888 - Maurice Chevalier, ator e cantor francês (m. 1972)
1893 - Frederick William Franz, religioso estadunidense (m. 1992).
1894 - Vicente Celestino, cantor brasileiro (m. 1968).
1897 - Irène Joliot-Curie, física francesa, filha de Pierre e Marie Curie (m. 1956).
1902 - Juscelino Kubitschek, político brasileiro (m. 1976).
1913 - Jesse Owens, atleta e líder civil estadunidense (m. 1980).
1921 - Stanisław Lem, escritor polonês, (m. 2006).
1924 - Amílcar Cabral, um dos fundadores do PAIGC (m. 1973).
1927 - Alceu de Deus Collares - ex-prefeito de Porto Alegre (1986-1988) e ex-governador do Rio Grande do Sul (1991-1994).
1931 - Ian Holm, ator britânico.
1935 - Geraldo Vandré, músico brasileiro.
1939 - Joana Fomm, atriz brasileira
1944 - Barry White, cantor norte-americano (m. 2003).
Leci Brandão, sambista, cantora brasileira.
1952 - Neil Peart, baterista canadense.
1953 - Tânia Alves, atriz e cantora brasileira.
1957 - Hans Zimmer, compositor.
Rachel Ward, atriz.
1959 - Roberto Luiz Warken, sociólogo, educador e ativista GLBT brasileiro.
1961 - Mylène Farmer, cantora francesa.
1962 - Paulo Portas, jornalista e político Portugal.
1966 - Malu Mader, atriz brasileira.
1971 - Younes El Aynaoui, tenista marroquino.
1973 - Paul Walker, ator norte-americano.
1974 - Nuno Valente, futebolista português.
1986 - Emmanuelle Rossum, atriz norte-americana.
1989 - Elyse Hopfner-Hibbs, ginasta canadense.

Para finalizar esta homenagem, posto um vídeo clipe da banda inglesa Human League, sucesso da new wave inglesa, dos anos 80. A canção diz muito à alma de Kênnya. Feliz aniversário! Alegrias e bençãos eternas!!!!

Harold

Human League- Together in eletric dreams


09 setembro 2008

Para quem é do dia 8

Como você sabem setembro é um mês sagrado. Afirmo a frase por muitos e muitos motivos que não convém explicar agora. Talvez só dezembro rivalize com setembro. Afinal, o natal acontece no último mês do ano. Muitas pessoas ligadas a mim nasceram no mês da primavera. Eu nasci no dia sete dele. Coladinho comigo nasceram meus primos Cléber e Helder. Com uma diferença, os dois pertencem ao dia 8.

Então, decidi fazer uma homenagem para eles postando uma canção de Aimee Mann. Quem é ela? Não sabem? Ela é uma cantora norte-americana, nascida em Richmond, no estado de Virgínia, no ano de 1960. Ela é uma das musas da música indepedente daquele país. Uma artista com excelente mistura de rock, folk, pop, blues, etc. Enfim, ela é das boas. Já deu para notar a paixão platônica que nutro por ela? Pena que Michael Penn chegou na minha frente. Buá!

Nos anos 80, ela integrou o grupo new wave 'Til Tueday. Depois partiu para carreira solo. Ficou bastante conhecida depois que o diretor Paul Thomas Anderson declarou ter escrito o roteiro do excelente filme Magnólia ouvindo um dos cds de Aimee.

Por que escolhi um vídeo dela para homenagear meus primos? Por que Aimee é genial? Por que amo seu trabalho? Por que ela é uma pessoa exemplar? Qualquer uma das perguntas mereceria uma resposta afirmativa. Mas o motivo é outro: assim como Cleber e Helder, Aimee também nasceu do dia 8 de setembro. Para aos três e os demais nascidos neste dia, vai a minha homenagem.
Harold

Aimee Mann- Dear John


Sete de setembro e seus filhos

Sete de setembro foi um belo dia de domingo no DF. Creio que nos outros lugares também. Como muito de vocês sabem, além de ser a data nacional da pátria brasileira, é o dia de meu aniversário. São meus companheiros de data: Celso Santídio, Ciromar Hupp, Douglas Sink, Ivanilde Cruz, Jeane Eloísa Cruz, Valéria Nunes, Valdivino Beserra. Há outros mas não é possível recordar tantos nomes.
Com a ajuda da maravilhosa Wikipedia pude saber um pouco mais desta data. Muita coisa boa aconteceu no meu dia. Querem saber? Segue lista abaixo:

1159 - É eleito o Papa Alexandre III
1764 - Stanislas Poniatowski, o protegido da Rússia, é eleito rei da Polônia
1822 - É declarada a Independência do Brasil em relação ao domínio de Portugal
1822 - O Príncipe Regente é saudado em São Paulo como o primeiro Imperador do Brasil e executa o Hino da Independência
1875 - Helena Petrovna Blavatsky funda a Sociedade Teosófica
1884 - São libertados em Porto Alegre os últimos escravos da cidade
1895 - Inauguração extra-oficial do Museu Paulista
1907 - Viagem inaugural do transatlântico Lusitania
1911 - Fundação do Grêmio Esportivo Brasil, em Pelotas RS, mais conhecido como Xavante
O poeta francês Guillaume Apollinaire foi preso e posto na cadeia sob suspeita de roubo da Mona Lisa
1922 - Emancipação política da cidade de Itabirito - MG
1922 - Primeira transmissão de rádio no Brasil, com discurso do presidente Epitácio Pessoa
1936 - Benjamin, morre sendo o último lobo-da-tasmânia extinguindo sua espécie, no zoológico de Hobart
1946 - Fundação da Igreja do Avivamento Bíblico
1949 - Fundação oficial da República Federal da Alemanha
1953 - Nikita Khrushchev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética
1961 - Toma posse o presidente brasileiro João Goulart e inicia-se o primeiro regime parlamentarista no país
1963 - She Loves You, a canção dos Beatles que mais vendeu até hoje no Reino Unido chega ao "top 1" nas paradas de sucesso britânico.
1969 - Libertado o embaixador norte-americano sequestrado Charles Burke Elbrick e os 15 presos políticos (v. Anos de chumbo)
É criada a Federação Internacional das Associações Vexilológicas no Terceiro Congresso Internacional de Vexilologia.
1974 - Celebrados os Acordos de Lusaka entre o governo português e a FRELIMO, que terminaram a Luta Armada de Libertação e que levaram à Independência de Moçambique
1977 - Assinado o Tratado Torrijos-Carter sobre o Canal do Panamá
1979 - Início das transmissões da emissora norte-americana ESPN
1996 - Inaugurado o monumento em memórias às vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás
1998 - Criado o site de pesquisas Google.
2008 - O grande retorno ao mundo da música da cantora americana Britney Spears
2008 - Banda alemã Scorpions, grava seu DVD ao vivo de sua turnê Acoustica 2, no Chevrolet Hall em Recife.

Além de mim e das pessoas citadas, muita gente boa nasceu no sagrado dia 7. Quem? Bem... a lista é extensa mas muito útil.


1533 - Elizabeth I, rainha da Inglaterra (m. 1603).
1683 - Maria Ana, arquiduquesa da Áustria (m. 1754).
1709 - Samuel Johnson, escritor e lexicógrafo inglês. ( m. 1784)
1726 - Philidor, grande jogador de xadrez francês (m. 1795).
1867 - Camilo Pessanha, poeta português (m. 1926).
1872 - Carlos Magalhães de Azeredo, diplomata e escritor brasileiro (m. 1963).
1889 - Octávio Tarquínio de Sousa, advogado, jornalista e escritor brasileiro (m. 1959).
1896 - Iwar Beckman, geneticista sueco, radicado no Brasil (m. 1971).
1905 - Eric John Underwood, cientista australiano. (m. 1980)
1909 - Elia Kazan, cineasta turco (m. 2003).
1911 - Todor Zhivkov, ditador búlgaro (m. 1998).
1922 - Paulo Autran, ator brasileiro (m.2007).
1936 - Buddy Holly, músico, cantor e compositor norte-americano.
1940 - Dario Argento, produtor e argumentista do cinema italiano.
1942 - Gabriele Veneziano, físico teórico italiano.
1946 - Francisco Varela, biológo e filósofo chileno (m. 2001).
1949 - Gloria Gaynor, cantora estadunidense.
1950 - Julie Kavner, atriz estadunidense de origem judia.
1951 - Chrissie Hynde, vocalista e guitarrista doThe Pretenders, Morris Albert, cantor brasileiro.
1952 - Paulo Markun, jornalista e escritor brasileiro.
1955 - Mira Furlan, atriz croata.
1961 - Leroi Moore, saxofonista norte-americano.
1963 - Toni Garrido, ex-vocalista do grupo Cidade Negra.
1965 - Darko Pančev, ex-jogador de futebol macedônio.
1968 - Marcel Desailly, ex-jogador de futebol e treinador francês.
1970 - Tom Everett Scott, ator norte-americano.
1973 - Shannon Elizabeth, actriz norte-americana.
1974 - Mario Frick, jogador de futebol do Liechtenstein.
1980 - Gabriel Milito, jogador de futebol argentino.
1980 - Javad Nekounam, jogador de futebol iraniano.
1981 - Gökhan Zan, jogador de futebol turco.
1984 - Vera Zvonareva, tenista russa.
1985 - Luiza Valdetaro, atriz brasileira.
1985 - Rafinha, jogador de futebol brasileiro.
1987 - Evan Rachel Wood, atriz estadunidense.

Pois é, me orgulho de ter nascido neste dia feliz. Para fazer uma homenagem às pessoas que tiveram a graça de nascer neste importante dia, segue um vídeo clipe de uma banda onde havia um vocalista que também é um cara do sagrado dia 7. A letra é de uma beleza singular. Viva todos nós!!!!
Harold


Cidade Negra- Girassol




05 setembro 2008

Dezessete anos sem Mercury

Se vivo fosse Freddie Mercury hoje completaria 62 anos. O artista nascido Farokh Bommi Bulsara, no ano de 1946, em Zanzibar, se tornou um dos mais importantes cantores da história do rock. Ficou conhecido como o performático vocalista da banda Queen. Porém, o talento de Mecury vai mais além. Não se pode ignorar sua atuação como compositor e arranjador.
Seu falecimento em 24/11/91 entristeceu diversos fãs no mundo inteiro. Apesar da partida, o seu talento não foi esquecido. Volta e meia, alguém lembra de sua figura e toca suas canções. Tanto as que gravou no Queen como as do seu trabalho solo.
Segue abaixo uma singela homenagem para este grande músico. Tudo de bom Freddie!!!
Aroldo José Marinho

Queen- It's a hard life

Viver


Hoje eu lhes ofereço um poema de Mário Quintana. Gaúcho de Alegrete, nascido em 1906. Considerado um dos mais importantes poetas brasileiros. Seu trabalho me chama atenção pela ludicidade que emprega nas palavras. Em 1994, Quintana foi para o andar superior da existência, para habitar ao lado de Drummond, Bandeira, Pessoa e outros tantos poetas geniais.
Para alguns, o texto servirá como uma lembrança muito boa. Para outros, será uma feliz descoberta.
Boa leitura para vocês!
Harold

Viver
Mário Quintana
Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros, pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforecentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer.

29 agosto 2008

Amar é para ser


Ontem, 28, foi aniversário de Paola Vannucci. A amiga paulistana aí da foto, que conheci no ano passado, através de meu primo Daniel Amanajás. Em Curitiba, onde reside, Paola estuda Pedagogia e mira o mundo com um olhar de esperança. Suas impressões são colocados em poemas que convidam as pessoas de boa vontade a exercitar a velha, boa e sempre útil ternura.

Converso com Paola algumas vezes. Quase sempre ela cita suas aspirações literárias, a vontade de divulgar seus escritos. Creio que não demorará para conseguir realizar tal desejo. Do meu lado, quase sempre, cito minhas influências e meus conhecimentos musicais. Lembro que certa vez, citei o nome de Zé Geraldo, cantor folk mineiro. Como ela não conhecia este discípulo de Bob Dylan, mostrei para ela, via you tube, uma canção gravada por ele. Ao ouvir a canção, ela disse se identificar com a letra.

Pensei em fazer uma homenagem para ela. Então, fiz duas. A primeira é esta: oferecer para vocês um dos textos escritos por Paola nos anos 80. Então segue, o texto Amar é para ser. A segunda, foi postar o clipe da canção de Zé Geraldo que Paola disse ter gostado.

Por hoje é tudo!
Aroldo José Marinho

Amar é para ser
Paola Vannucci
Quando o amor está em casa,
Não quero ter,
Apenas quero ser.
Ser é amar, é viver.
Ter é ter certeza de não mais amar.
Por isso, eu não o tenho,
Apenas sou,
E me faço ser notada por simples jeito de ser.
Eu amo,
Assim dou espaço àquele que me ama...
Deixo de ter amor para
Ser amor.
Deixo de ter ardor para
Ser puro amor.
E,
Amar é para ser
E
Não para ter...

Zé Geraldo- Senhorita

















24 agosto 2008

Amarelo-ouro


Manhã de sábado. Final olímpica do vôlei feminino. Na quadra estavam nossas meninas para enfrentar a equipe dos Estados Unidos. Por causa de sua campanha de vitórias. Dos 7 jogos vencidos, só no da final é que Brasil perdeu set (18/25). Além da medalha de ouro, tivemos a honra ver os nomes de Fofão (levantadora e capitã) e de Fabi (líbero) incluídos na seleção das melhores jogadoras olímpicas.

Para chegar até este momento de consagração a seleção feminina teve que lidar com o nervosismo diante de partidas decisivas e com a desconfiança popular. Conseguiria a equipe vencer a instablidade emocional e conquistar a medalha de ouro?

Começou o jogo. O Brasil mostrou o seu valor e venceu o set. Veio o segundo, a seleção norte-americana foi eficiente para vencer. E venceu! A bola entrou em jogo no terceiro set. As moças do verde-amarelo recuperaram o equilíbrio e mostraram sua superiodade. Por fim, o quarto set. Ali seria decisivo. Vitória norte-americana empurraria o jogo para o sempre imprevisível tie break. Mas o Brasil não estava disposto a deixar repetir a novela das partidas decisivas de Atenas/2004, do munidal/2006 e do Pan/2007. Recuperou a tranqüilidade e cravou 25/21. Fim de jogo. Medalha de ouro. Vingança!!!!

Tudo funcionou bem. Do saque ao bloqueio. Da tática à garra. Da disciplina à fé. Justiça foi feita. Venceu a melhor seleção. Festa para quem nunca deixou de acreditar na força destas meninas. Silêncio nas bocas dos críticos.
Valeu Meninas! Valeu Zé Roberto!!!

Aroldo José Marinho


22 agosto 2008

Maurren, de novo!

Fiz minha homenagem para nossa maravilhosa saltadora. Fiz de coração! Depois fui passear no you tube. Foi então que descobri outra homenagem. Não sei quem é o autor ou autora. Apenas quero mostrar para vocês. Ficou linda!
Beijos e saltos!
Aroldo José Marinho

Homenagem para Maurren Higa Maggi


Parabéns Maurren!!!!


Creio que muitos de vocês sabem que alimento uma paixão platônica por Fabi, a genial líbero da seleção de vôlei. Nela me fascinam a beleza encantada, o pensamento articulado, a garra e disposição de jogo, etc, etc, etc. Porém hoje me darei o direito de dar uma pulada de cerca básica para festejar uma outra musa esportiva. Lógico que estou citando Maurren Higa Maggi, nossa genial saltadora. A primeira brasileira a conseguir a medalha de ouro na prova de salto em distância numa edição de jogos olímpicos.

Depois de um período difícil, no qual foi necessário superar diversos problemas, incluindo uma supsensão por causa de doping, Maurren voltou à rotina esportiva, em 2006. E os resultados foram chegando: a medalha de ouro no Pan do Rio, em 2007 e, no ano em curso, a medalha de prata mo mundial de atletismo indoor, na Espanha e o ouro no troféu Brasil de atletismo.

Quando pensei em escrever este post para homenagear Maurren, uma canção bem meiga e estimulante, muito prá cima, veio na cabeça. Por isso, decidi oferecê-la à nossa querida medalhista. Obrigado por tudo Maurren! Valeu!!!!


Aroldo José Marinho

Jota Quest- Fácil



19 agosto 2008

Dorival Caymmi

Na tarde de sábado, 16/08, acessei um site de notícias para saber sobre os jogos olímpicos. Algumas notícias eram estimulantes. Mas uma, sem nenhuma conexão olímpica, me chamou atenção: o falecimento de Dorival Caymmi. O baiano nascido em Salvador, de 94 anos foi vencido pelo câncer renal que o incomodava desde 1999. A causa do óbito foi insuficiência renalal e falência multípla dos órgãos. Considerado um dos mais importantes compositores do Brasil, Caymmi sempre foi reverenciado pelos músicos do país. Suas canções foram gravadas por João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Juca Chaves, Roberto Carlos, Gal Costa, entre outros. Até Carmem Miranda gravou o mestre baiano.

Suas letras minimalistas que, quase sempre, tematizavam os hábitos, costumes, as tradições do povo baiano, o mar e os pescadores. Seu jeito de compor demonstravam espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Sua primeira música, No Sertão, foi composta em 1930. Entre seus sucessos figuram Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem, Rosa Morena. Seu estilo de tocar violão serviu como referência para várias gerações de músicos.

Não vou ficar aqui citando dados da biografia de Caymmi. Muitos estão fazendo isso. Quero contar um fato que aconteceu comigo. Em 2002, estava numa comemoração da faculdade onde lecionava. Então alguém trouxe uma máquina de videokê. Disse que cada convidado teria que escolher uma música para cantar. Sinceramente, não queria participar. Me sentia com o pensamento distante do festejo. Todavia, também não queria ser descortês com as pessoas do grupo.

Como foi difícil escolher uma boa canção no meio do repertório recheado de bregas, pagodes e sertanejos da máquina. Canções horríveis, letras pobres, arranjos estúpidos. Quando já pensava em desistir, eis que fui salvo pela canção Só louco, de Dorival Caymmi, que Gal Costa cantava na abertura da novela O Casarão, em 1976.

Aquela canção tinha a ver com o que eu sentia no momento. A letra parecia expressar a minha tristeza. Cantei num tom pesado, bem grave, como se fosse um discípulo de Nelson Gonçalves. Posteriormente, uma das pessoas da faculdade, contou ter percebido meu comportamento arredio e a interpretação triste que dei à canção.

Algumas semanas passaram. A situação desagradável foi contornada. Entendi que a canção do mestre baiano me serviu como válvula de escape para a minha tristeza. Depois aprendi a tocá-la na flauta. E muito bem!

Por isso, creio ser justo minha juntar às pessoas que amam Dorival Caymmi , expressar um agradecimento para ele. Foi uma canção dele que salvou minha vida numa noite de julho de 2002. Segue um vídeo clipe desta canção. Valeu Caymmi!!!
Aroldo José Marinho

Gal Costa- Só louco


Gal Costa- Só louco

05 agosto 2008

Free to decide

Creio já ter dito para muitos de vocês que adoro as músicas das bandas irlandesas. A começar começar de U2, é claro. Então, quero lhes oferecer um video clip de uma destas bandas. Seu nome? The Cranberries. Quando surgiu? Em 1989. Sua formação é composta por: os irmãos Mike Hogan (baixo), Noel Hogan (guitarra), Fergal Lawler (bateria) e Dolores O'Riordan (guitarra e vocal).

Posto no blog Free to decide, um grande sucesso do grupo no formato acústico. A letra da canção é muito expressiva, por isso, segue anexa.
Free to decide
Dolores O'Riordan
It's not worth anything more
Than it is at all
I live as I choose
Or I will not live at all
So return to where you came from
Return to where you dwell
Because harassment's not my forte
But you do it bloody well
And I'm free to decide
I'm free to decide
And I'm not so suicidial after all
You must have nothing more
With your time to do
There's a war in Russia and Sarajevo too
So to hell with all your thinking
And to hell with your narrow mind
You're so distracted from the real thing
You should leave your life behind
Cos I'm free to decide
Free to decide
And I'm not so suicidal after all
I'm free to decide....

Como algumas pessoas, entre vocês, não dominam o inglês, eu deveria traduzir a letra e lhes oferecer de presente. Porém meu tempo anda curto. Então, segue uma tradução fornecida pelo site www.vagalume.uol.com.br.
Livre Para Decidir

Nada vale mais do que isso de maneira nenhuma
Eu viverei como eu escolhi ou eu não viverei de maneira nenhuma

Então retorne para de onde você veio
Retorne para onde você mora
Porque aborrecimento não é o meu forte
Mas você o faz muito bem

Eu sou livre para decidir, eu sou livre para decidir
E eu não sou tão suicida apesar de tudo
Eu sou livre para decidir, eu sou livre para decidir
E eu não sou tão suicida apesar de tudo (Não mesmo, não mesmo, não mesmo)

Você não deve ter mais nada o que fazer com seu tempo
Há uma guerra na Rússia e em Sarajevo também

Então pro inferno com querer seu pensamento
E pro inferno com sua visão pequena
Você é tão distraído quanto à realidade
Você deveria deixar sua vida pra trás (Pra trás)

Porque eu sou livre para decidir, eu sou livre para decidir
E eu não sou tão suicida apesar de tudo
Eu sou livre para decidir, eu sou livre para decidir
E eu não sou tão suicida apesar de tudo (Não mesmo, não mesmo, não mesmo)

Eu sou livre para decidir, eu sou livre para decidir
E eu não sou tão suicida apesar de tudo (Não mesmo, não mesmo, não mesmo)

Não mesmo, não mesmo, não mesmo...

Agora é viajar com a banda.Tudo de bom sempre!
Aroldo José Marinho

The Cranberries- Free to decide


03 agosto 2008

Aniversário importante


No sábado, 26 do mês passado, foi aniversário de Michael Philip Jagger. Este nome, tipicamente inglês, talvez, não traga nenhuma lembrança para as pessoas que acessam este blog. Porém tudo muda de figura quando ficamos sabendo ser este o nome de batismo de Mick Jagger. Isso mesmo! O líder dos Rolling Stones, completou 65 anos. Com certeza, muito bem vividos nos caminhos eletrizantes do rock.
No início, tio Mick era apenas o vocalista dos Stones. Um artista genial que desenvolveu um estilo único e pessoal de conquistar as platéias. O tempo foi passando e as situações se modificando. Hoje ele, que abandonou a faculdade de economia no segundo, além de ser um cantor fantástico, se tornou o administrador da carreira da banda. Seu estilo de gerenciar é a razão dos imensos lucros acumulados em discos sempre muito vendidos e das super-excursões que a maior banda de rock'n'roll do mundo faz ao redor do planeta.
Artista conceituado, homem de negócios bem-sucedido. Porém, nos anos 60, as instituições conservadoras torceram o nariz para o rock stoneano. Contudo, as pedras continuaram rolando, em algum momento, as instituições haveriam de se render ao talento de Jagger e colegas. E se renderam várias vezes. Uma delas é bastante representativa: o recebimento do título de cavaleiro do império britânico. É verdade, tio Mick também é figura da nobreza. Sir Mick Jagger!
Além dos discos lançados com os Rolling Stones, ele lançou quatro discos solo. É verdade que estes trabalhos não venderam tanto quanto a obra da banda. Mas mostraram a versatilidade do cantor.
Apesar do atraso, desejo expressar votos de felicidades para tio Mick, o artista que provou ao mundo que a dita terceira idade não começa a partir dos 60 anos e sim dos 80 em diante. Para também envolver vocês nesta festa, segue abaixo um video clip de uma canção que faz parte do disco Wandering Spirit, lançado em 1993.
Feliz aniversário!
Aroldo José Marinho

Mick Jagger- Evening Gown


29 julho 2008

No atraso, mas de coração!


Saudações para os leitores e as leitoras do blog! Espero que os últimos dias tenham sido de grande alegria. Sem dúvida, vocês são merecedores de festa.

Você já devem ter notado que eu sempre comento alguns fatos com alguma distância em relação às datas que estes aconteceram. Prefiro fazer desse modo, dá tempo para pensar a respeito antes de escrever. Evito cometer injustiça ou fazer puxaçã0 de saco. Agora, vamos adiante!

No sábado, 19, uma notícia de falecimento me deixou triste. A mídia comunicou que a grande Dercy Gonçalves passou para o andar de cima da existência. Sim! A maior comediante brasileira foi se juntar a um grupo muito bom, formado por Charlie Chaplin, Oscarito, Zacarias, Grande Otelo, Buster Keaton, Groucho Marx, Mussum, Golias, Bussunda e tantos e tantos que, por serem muitos, não consigo lembrar seus nomes.

Dercy nasceu na cidade de Santa Maria Madalena (RJ), em 23/06/1907. Foi batizada com o nome de Dolores Gonçalves Costa. Todavia, mudou para o pseudônimo pelo qual ficou conhecida porque, na época em quando começou sua carreira artística, as famílias ditas de bem não aceitavam que seus filhos abraçassem a vocação do palco. Os artistas eram vistos como prostitutas (as moças) e malandros (os rapazes).

Dercy trabalhou no circo como cantora. Depois foi para os palcos como atriz cômica. O passo seguinte, foi o cinema, sendo estrela de filmes como A baronesa transviada (1957). Suas atuações lhe trouxeram popularidade junto às classes trabalhadoras. Sua ida para a Tv Excelsior, em 1963, foi uma conseqüência natural de seu êxito nos palcos. Depois foi para a Tv Rio. Porém o seu momento de glória ocorreu na Tv Globo, entre 1966 e 1969, onde comandou, às 20:00 de domingo, o programa de auditório Dercy de Verdade. Esse era o programa líder de audiência da emissora nos anos 60, no horário hoje ocupado pelo Fantástico. Sobre esse período, há uma declaração bem significativa da atriz: "Eu fiz a Globo, diferente de muita gente que foi feita por ela".

Apesar do enorme sucesso, o programa não resistiu às pressões da censura e saiu do ar. Posteriormente, Dercy trabalhou nas tvs Record, Tupi Bandeirantes e Sbt. Nos anos 80, ela retornou à Globo para fazer diversas participações.

Apesar do interesse demonstrado pelas ditas camadas culturais do Brasil, Dercy recebeu a consagração popular quando, em 1991, foi homenageada com o enredo "Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o retrato de um povo", da escola de samba Unidos da Viradouro. Para não perder o costume de ser sempre irreverente, a estrela causou frisson na avenida ao desfilar, no carro alegórico, com os seios à mostra.

Quase um mês após completar 101 anos, Dercy completou seu ciclo neste mundo. Foi internada na madrugada de sábado, 19. Segundo a equipe médica que a atendeu, a atriz foi vítima de uma complicação decorrente de uma pneumonia, que evoluiu para uma sepse pulomonar e insuficiência respiratória.

Muito mais poderia ser escrito sobre esta importante artista. Outros escreveram. Outros irão escrever. Porém, do meu lado, penso que é necessário apenas repetir um trecho do samba-enredo que a Viradouro dedicou para ela: Merci Dercy!
Aroldo José Marinho

Dercy Gonçalves em A Baronesa Transviada (1957)







24 julho 2008

Lady Jane

Saudações para os leitores e as leitoras do blog!
Vim lhes oferecer um vídeo feito em 1978. Nele, a cantora a bela cantora Olivia Byington interpreta a bela canção Lady Jane, dos irmãos Nando e Geraldinho Carneiro, clássico do grupo carioca A Barca do Sol.
Tudo de bom sempre!
Harold

05 julho 2008

Aniversário atrasado


O dia de ontem foi motivo de júbilo. Nos Estados Unidos, houve feriado. Quatro de julho é a data de comemoração do aniversário da indepedência daquele país em relação ao poder inglês. Aos nossos irmãos do norte deste continente, felicitações eternas. Porém o anivesário que quero lembrar é outro. Não o da independência de um país grande. Mas sim o de um grande amigo. Celso Antônio Pereira, que aparece comigo, na foto ao lado, comemorou mais um ano de sua chegada a este mundo.

O aniversariante é um carioca que mora no Distrito Federal desde os anos 60. Juntou o amor pelo Botafogo com a identificação com o Gama e virou um torcedor bastante expressivo. Pude conhecê-lo em 2004 numa situação inusitada: ele é casado com Rose, prima de meu pai. Não sabia dela. Quando soube, foi uma grata descoberta. A amizade foi crescendo. Quando os visitei, fui apresentado aos filhos Cláudia e Alexandre. Este me apresentou sua esposa Edite. No ano seguinte, nasceu Gustavo, bebê feliz que deixa o vovô Celso muito emocionado.

O Celso é um cara muito solidário com as pessoas. É bastante estimado pelos colegas que com ele convivem na Biblioteca da Universidade de Brasília (UnB) . Respeita e sabe se fazer respeitar. É atencioso com os freqüentadores do local. Nunca soube de nenhum comentário negativo referente ao seu jeito de ser.

Meu amigo também é amante da arte. Gosta de ouvir boa música. Nas horas vagas, é fotógrafo amador. Suas fotos podem ser conferidas no www. celso-fotos.blogspot.com. Também é poeta. O texto que homenageia o céu desta cidade no final deste post foi extraído da sua lavra.

Para finalizar, cito um detalhe que me chama atenção no aniversariante. O cara é um carioca criado no DF. Todavia, de uns tempos para cá, é possível perceber a forte vinculação que estabeleceu com o Amapá. Foi lá conhecer a origem de Rose e se apaixonou pelo lugar. Fez contatos, bateu muitas fotos e dedicou alguns poemas ao povo amapaense.

Sem mais demoras, texto escrito para este bom amigo. Apesar do atraso, feliz aniversário e muita benção em sua vida Celso. Sua amizade é motivo de festa e de orgulho.
Aroldo José Marinho

Sobre o céu de Brasília
I
Todos os dias eu passo por aquele mesmo lugar.
Onde um dia, na minha lucidez, no mês de setembro
Eu te fotografei .

II
Você estava linda e bela no entardecer
Sobre o céu de Brasília.

12 junho 2008

Dia dos namorados? E o Valentino?





Hoje é dia 12 de junho. Se comemora o dia dos namorados. Será mesmo? Claro que sim! Bem... pelo menos, aqui no Brasil é isso mesmo. Mas no resto do mundo a história é outra. A comemoração acontece no dia 14 de fevereiro, data de comemoração de são Valentino, o padroeiro dos namorados.
Então, namorados também têm padroeiro? Se existe mesmo um padroeiro, o título não deveria pertencer a Santo Antonio? Quem foi este tal Valentino? Por que a comemoração dos namorados aqui no Brasil acontece noutro dia e mês? Será que os namorados brasileiros diferem dos amantes de outros lugares? Haja pergunta! Vou tentar responder.
Valentino era um bispo católico que viveu durante o governo do imperador romano Claudius II. Por acreditar que jovens solteiros tinham perfil ideal para serem guerreiros, o imperador proibiu que fossem realizados casamentos em Roma. O bispo ignorou a proibição oficial e continuou a celebrar casamentos em cerimônias sigilosas.
Descoberto, Valentino foi preso e condenado à morte. Durante seu período de cárcere, diversos jovens lhe visitavam levando flores e bilhetes dizendo que acreditavam no amor. Entre estas pessoas se encontrava chamada Asterius, jovem cega e filha do carcereiro. Segundo relato da tradição, a moça recuperou milagrosamente recuperou a visão. O bispo foi decapitado em 14 de fevereiro de 270 d.C. Ao contrário do que muito gente pensa, no dia de São Valentino, é muito comum a troca de presente e de cartões entre amigos e amigas e não apenas entre namorados.
O dia dos namorados começou a ser celebrado no Brasil em 1949, numa iniciativa do publicitário João Dória, da Agência Standard Propaganda. Dória inseriu o evento, popular no hemisfério norte, numa campanha desenvolvida para a extinta loja Clipper. O fato do Brasil não comemorar os namorados em fevereiro está ligado aos interesses de entidades comerciais que, preocupadas com a concorrência dos produtos de carnaval, decidiram transferir o dia dos namorados para junho, considerado o mês mais fraco para o comércio. A iniciativa teve o apoio da Confederação de Comércio de São Paulo. A escolha do mesmo se deveu ao fato de 12 ser véspera do dia de santo Antonio, consagrado no imaginário popular como santo casamenteiro. Ou seja, o capitalismo falou mais alto.

Os namorados brasileiros não são diferentes dos demais namorados do mundo. Só a data de comemoraçõ é diferente. Por causa do motivo capitalista já citado. Entre as pessoas que amam, em qualquer lugar, há um ponto comum: o amor que é sempre belo e digno de exaltação.


Sou sou um cara metido a europeu (rs), sempre fiz a comemoração no dia de são Valentino. Mas nunca olhei com maus olhos quem sempre prezou a data de julho. Acima das datas há sempre o sentimento de bem querer que deve ser a gênese de qualquer namoro.

Me despeço ofereço dois poemas de minha lavra e que tratam desta coisa tão bela que é dar o melhor de si para outra pessoa. Viva são Valentino!!! Viva o dia dos namorados!!!
Aroldo José Marinho

Um encontro

Aroldo José

Só sei que é assim,

Um encontro legal,

Onde dois se encontram

E o desejo os torna um.



Um exercício pungente,

Amorosamente genial,

Que faz os corpos se expandirem

Numa dor-alegria urgente.



É assim: muita flor no jardim.

Alguém quer plantar

E outro irá colher o fruto

Cujo sabor é sublime.



O encontro feliz acontece,

A simetria se unifica

Sob o comando do amor

E prepara resposta para o ato final.



A verdade se constrói

Debaixo da alegria escondida,

Que não se deixa vencer

Pelas dificuldades do encontro.



Mas o que fica é a alegria,

A satisfação compartilhada

Ao vencer o jogo que faz do amor

O porto de chegada e partida.

Brasília, 27/09/02


Para você

Aroldo José

Eu e você somos o mundo,

Somos só nós dois.

Que absurdo!



É uma história que começa,

Preenche depressa a sala, a lareira

E aquece o fogo que estava apagado

Porque o tempo ficou parado

Como as águas de um triste rio.



Então, nos olhamos bem nos olhos

E descobrimos que a felicidade é maior

Que a indecisão do clima nublado

E o despeito do submundo,

Que só conhece a dor.



E no céu uma nova canção foi escrita

Em homenagem à nossa loucuras,

Ao novo e ardente amor.



O nosso abraço apertado foi transformado

Em algo bem maior

Que eu e você,

Os seres errantes,

Que são cantantes por causa do amor.



Agora só vejo seus olhos brilhantes

Minha boca clama pelo seu sabor

De mulher especial,

Timidamente sedutora

E pronta para o ato final.

Brasília, 09/01/04.

30 maio 2008

Aurora, menina

Volta e meia, descubro que há vida inteligente nos blogs. Bom saber que o talento está por perto. Basta apenas ter um olhar atencioso.
Através de meu primo Daniel Amanajás, poeta e tradutor já citado, algumas vezes, por aqui, tive contato com os textos escritos por Sophia Jares (www.sophiajares.blogspot.com). A moça paraense é hiper-talentosa. Li um texto seu, fiquei chapado. Li outro. Vários! Percebi a capacidade que ela tem de brincar com as palavras. A lucididade mora na alma e no coração dela.
Quis mostrar o trabalho dela para que vocês saibam que estou contando uma verdade. Então, não resisti. Fui pedir autorização. Ela concedeu. Agora publico um dos poemas que confirma tudo que escrevi sobre Sophia no parágrafo inicial. Li como se estivesse me divertindo. Ela faz a gente se sentir bem.
Chega de tanta conversa. Com vocês, Sophia Jares.
Tudo de bom!
Aroldo José Marinho

Aurora, menina
Sophia Jares

Menina,
sai do portão,
a vida é curta e o caminho é longo,
não vá se perder por aí.

Olha o sol como brilha,
a luz do dia é viva,
ilumina teu rosto.

És pura e sincera,
teu olhar não mente,
não deves ver a escuridão desse mundo,
não te fará bem.

Cuida da tua alma,
não deixe que a sobridão da lua invada
a inocência do teu perdão.

25 maio 2008

Chegada




Faz tempo que não publico um texto poético. Mas não assumo culpa. Os fatos acontecidos, ultimamente, são os responsáveis. Eles acontecem e, de certa forma, pedem um comentário. Querem que nós, as pessoas, mostremos que sabemos receber notícias, lê-las, refletí-las. Também nos podem alguma resposta.
Apesar da importância dos fatos, não podemos esquecer da arte, da beleza das letras de canções e dos poemas. Da importância de Drummond e de Pessoa. De Bandeira e Quintana. De Buarque, Gil, Caetano, Cazuza e demais artesãos da palavra.
Humildemente, apresento texto que escrevi em 2005. Creio que vale a pena ser lido. Rs! Se não for bom, as críticas serão bem recebidas. Os elogios também.
Boa leitura!


Chegada

Aroldo José

O amor chega e anuncia

Um novo ciclo de euforia

Para o coração que havia esquecido

Como é bom se apaixonar.

É como abrir a janela da casa,

Deixar que por ela entre a vida

E chamar de minha favorita

A bela e eterna musa.



É como andar de novo pela velha rua

Sonhando com abraços e beijos;

E fazer declarações pedindo à lua

Que ilumine um novo desejo.



O amor chega como o herói

Que venceu um dragão feroz;

E agora segue num passo abalado

Para socorrer alguém desamparado.



É como o menino que se descobriu aflito.

Experimentou o remédio e as loucuras.

E depois que venceu o medo dos fantasmas,

Enfeitou sua sala de prazer e ternura.

Brasília, 28/09/05

08 maio 2008

Quem tem teto de vidro não deve jogar pedra





Hoje soube pela imprensa sobre a ida de Dilma Rousseff ao senado. A toda-poderosa ministra-chefe da Casa Civil, mãe do PAC e candidata da simpatia de Lula à presidência da república, foi à Comissão de Infra-Estrutura para responder perguntas sobre o suposto dossiê produzido pela Casa Civil sobre as contas feitas por Fernando Henrique Cardoso, no período em ele que foi presidente do país.
O circo foi armado para inibir e confundir a ministra. De quebra, lançar algum embaraço sobre o governo atual. A oposição, responsável pela lona do circo, estava representada por um dos seus mais expressivos líderes, o senador José Agripino Maia (DEM-RN). Emplogado com os seus objetivos, o líder do DEM (segundos alguns, DEMO), abriu a temporada de caça à Dilma com uma afirmação capciosa e duvidosa. O oposicionista citou uma entrevista, dada ao Folha de São Paulo, onde Dilma afirmava ter “mentido bastante” na década de 70, durante a ditadura militar.
Agripino perguntou se ela, ainda mentia, para salvar as situações da sua vida. O que o senador potiguar quis afirmar (insinuar) é que Dilma mentiu contra a ditadura e que continua mentindo quando faz negativas sobre o dossiê que o governo teria feito sobre as contas do governo FHC. Como o tolo que é, o senador pensou que estava embaraçando a ministra. Grande engano! Se o depoimento fosse uma partida de vôlei, poderia se afirmar que o potiguar levantou a bola para que Dilma Rousseff, fizesse um belo ponto de cortada. Sua resposta foi genial. Ela disse:
"Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador". E mais, Dilma foi categórica ao afirmar que "não há possibilidade de diálogo" quando se tem pela frente o "pau de arara, o choque elétrico e a morte".
Só esta resposta já seria bastante para desmontar a bobagem de Agripino. Mas Dilma também mostrou não ter memória curta ao lembrar do passado do senador e de sua família de oligarcas do RN. O clã Maia nunca se voltou contra a ditadura. Pelo contrário, com se ofereceu apoio para ela. Numa referência indireta a este fato, a ministra disse que ela e o senador não estavam "no mesmo momento" quando ela participou da luta armada ao regime militar.
Assim, estava ganha a partida. Pobre do idiota Agripino que falou besteira e teve que aturar lição de moral da chefe da Casa Civil.
Mas ele bem que mereceu!
Atualmente, olho com alguma desconfiança para as ações do governo Lula. Mas me alegrei com a resposta dada por Dilma ao senador do RN. Ele tentou rebater o argumento dela. Disse que também combateu a ditadura. Será mesmo? Bem... o engenheiro Agripino entrou para a vida política em 1979 quando foi indicado governador do RN por João Figueiredo, último presidente da ditadura. A trajetória da família Maia sempre foi ligada à Arena, partido do governo nos anos de chumbo, que depois virou PDS, depois PFL e agora atende pela denominação DEM. Difícil acreditar que Maia tenha tido, antes de 1979, uma trajetória própria, diferente de seus familiares.
Diante deste quadro, quem é José Agripino Maia para fazer insinuações para Dilma Rousseff? Como pode um sujeito assim afirmar que é democrata?
Parece que o bom e velho óleo de peroba anda em falta na casa do senador. Melhor comprar vários frascos. O velho ditado não perdeu atualidade: "Só fala besteira quem quer."
Aroldo José Marinho