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18 setembro 2009

Bajan- A tradução

Seguem a letra e a respectiva tradução da canção Bajan. Escrita por Luis Alberto Spinetta, foi gravada pela banda argentina Pescado Rabioso em 1973. A canção mostra otimismo frente as incertezas que se levantam no caminho das pessoas. Particularmente, adoro essa canção. Gostaria de tê-la escrito. Acredito nas intenções da letra de Spinetta. Conheço uma garota que me lembra os personagens da canção. Acho que ela merece sempre ouvir Bajan.

A tradução foi feita Letícia Contilde, minha genial amiga gaúcha, que sabe tudo de espanhol. Agradeço de coração a coração dela. Se mais demoras, aqui está a canção.
Besos, abrazos y vida!
Harold

Bajan
Luis Alberto Spinetta

Tengo tiempo para saber
si lo que sueño concluye en algo
No te apures ya más loco
porque es entonces cuando las horas

bajan, el día es vidrio sin sol
Bajan, la noche te oculta la voz
Y además vos querés sol
Despacio también podés hallar la luna

Viejo roble del camino, tus hojas siempre se agitan algo
Nena, nena, que bien te ves
Cuando en tus ojos no importa si las horas

bajan, el día se sienta a morir
Bajan, la noche se nubla sin fin

Y además vos sos el sol
Despacio también podés ser la luna.



Passam
Luis Alberto Spinetta


Tenho tempo para saber
Se o que sonho se transforma em algo
Não te desesperes demais cara
Porque é aí que as horas

Passam o dia se torna um vidro sem sol
Passam e a noite oculta tua voz
E além do mais , tu queres sol
Devagar também, podes encontrar a lua.

Velho carvalho do caminho
Tuas folhas sempre se agitam um pouco
Menina, menina que bem estás
Quando nos teus olhos não importa se as horas

Passam e o dia se senta para morrer
Passam e a noite se nubla sem fim

E, além, tu és o sol
Devagar também podes ser a lua!

Com vocês, Spinetta

Há três grandes músicos importantes na cena do rock argentino: Charly Garcia, Fito Páez e Luis Alberto Spinetta. Os dois primeiros são conhecidos de parte do público brasileiro. Garcia residiu uma parte dos anos 70 Brasil fugindo da ditadura militar de seu país. Páez, volta e meia, colabora com músicos brasileiros (Caetano Veloso, Rita Lee e Paralamas entre outros). Porém o nome de Spinetta não tem o mesmo alcance entre nós.

Nascido em 1950, na cidade de Buenos Aires, Spinetta (carinhosamente chamado El Flaco), é cantor, compositor, poeta e guitarrista bastante influente no seu país. Além de atuação solo, ele também foi fundador de duas bandas referenciais do rock do vizinho país na década de 70: Almendra e Pescado Rabioso. O trabalho desta última é o motivo de interesse desta postagem.

Além de Spinetta, Pescado Rabioso contava em sua formação com Black Amaya (bateria), Osvaldo "Bocón" Frascino (baixo) e Carlos Cutaia (teclados). Posteriormente, Frascino foi substituído por David Lebón. O estilo e a originalidade musical da banda deixaram uma marca indelével no rock argentino.

O último trabalho da banda foi lançado em 1973 e entitulado Artaud. Segundo a Rolling Stones, revista especializada em rock, é considerado o melhor disco da história da música Argentina. A canção que escolhi para postar é parte integrante de Artaud.
Aroldo José Marinho

Pescado Rabioso- Bajan






11 setembro 2009



Segue postagem de uma matéria que li no site www.ocapacitor.uol.com.br/nota.php?ID=354&PG=0, ww.ocapacitor.uol.com.br/nota.php?ID=354&PG=1. O texto comemora os 40 anos de uma importante figura do meio dos desenhos animados. Quando é possível, eu assisto com prazer. Creio que vocês também.
Um grande abraço!
Aroldo José Marinho

Os 40 anos de Scooby-Doo

O personagem mais famoso e bem sucedido da história da Hanna-Barbera. Esse é Scooby-Doo, o cachorro medroso e que é praticamente sinônimo do estúdio que o criou. Além de ter medo de tudo, Scooby é engraçado, atrapalhado, desengonçado e, mais do que tudo, tem o poder de fazer crianças rirem ao longo de todo esse tempo. E se fosse só criança até que estava bom, né?

O fato é que esse cachorrão dinamarquês (também chamado de dogue alemão) está fazendo agora em setembro de 2009 nada menos do que quarenta anos de aventura. O personagem estreou na TV americana no dia 13 de setembro de 1969 e foi criado pelo estúdio da dupla William Hanna e Joseph Barbera, “pais” de tantas e tantas animações pra lá de clássicas. Mas quem teve a ideia mesmo da série foi Fred Silverman, chefe de programação da CBS na época. Ele queria um desenho que fosse uma mistura de comédia e mistério e quem colocou a mão na massa de fato foram Joe Ruby e Ken Spears, que já haviam trabalhando em outras produções da casa como Os Flintstones e Os Jetsons. O projeto original chegou a se chamar Mysteries Five, com Fred, Daphne, Velma e Salsicha como protagonistas. O cachorrão completaria o quintento, mas serviria apenas como um mascote. Tudo mudou quando os produtores resolveram colocar Scooby um pouco à frente das ações. O nome do personagem canino surgiu a partir da música “Strangers in the Night”, clássico na voz de Frank Sinatra. Segundo conta o jornalista Sidney Gusman no livro 100 Respostas da revista Mundo Estranho, num trecho da canção Sinatra canta “dooby dooby doo doo doo doo”, uma coisa levou à outra e chegamos até “Scooby-Doo”. O visual da turma de aventureiros foi desenvolvido pelo animador Iwao Takamoto, um dos mais requisitados e competentes da época.

Com tudo isso definido, naquela dia 13 de setembro de 1969 chegou à CBS a série animada Scooby-Doo, Where Are You! com seus dezessete episódios na primeira temporada e mais oito no segundo ano. Deu muito certo. Os quatro humanos e seu cachorro de estimação cruzavam os Estados Unidos num furgão com a pintura com temas hippies e com a o nome “The Mystery Machine” aplicado à lataria. Essa turma andava por pântanos, castelos, portos, cidadezinhas distantes do interior e sempre se envolvia com algum caso escabroso que tinha uma criatura horrenda capaz de amedrontar a todos. Mas como o desenho não tinha a intenção de ser um terrorzão, a coisa acabava descambando para a comédia com cenas bem engraçadas protagonizadas principalmente por Salsicha e Scooby. E, claro, o “fantasma” era sempre alguém fantasiado pronto para dar um golpe e levar uma grana por fora.

Os personagens foram tão bem sucedidos que a Hanna-Barbera começou ela mesma a criar imitações. Tanto que nos anos seguintes surgiram outras séries como Goober e os Caça-Fantasmas, Bicudo, o Lobisomem, O Fantasminha Legal e outras que tinham adolescentes e animais que procuravam solucionar casos mal assombrados.

Mas você bem sabe que não há nada como o original e por isso mesmo a Hanna-Barbera tratou de começar a produzir logo novos episódios. Daí, em 1972 foram lançadas mais aventuras na série que levou o nome de Os Novos Filmes de Scooby-Doo (The New Scooby-Doo Movies). Essa temporada teve elementos bem distintos e a principal delas foi a presença de convidados especiais. Ter gente famosa aparecendo era algo que acontecia direto nos seriados com atores de verdade e o público gostava. Por que não fazer isso também nos desenhos? Com essa ideia, Scooby e seus comparsas se encontraram com os Três Patetas, Batman e Robin, o Gordo e o Magro, Cher entre outros. O jeitão de mistério deu lugar a um pouco mais de humor, mas a popularidade dos personagens continuou intocada.

Um dos grandes motivos da popularidade da série no Brasil foi sua dublagem pra lá de bem feita. Em todas as versões as vozes em quase todos os casos acabaram sendo mantidas e o destaque especial aqui vai para Orlando Drummond (o Seu Peru, da Escolinha do Professor Raimundo) como Scooby e Mário Monjardim como Salsicha. Até hoje eles colocam as vozes nos personagens nos longa animados.

SÉRIES EM SÉRIE
Em 1976, surgiu Scooby-Doo-Dynomutt Show, quando as aventuras do cachorrão e sua turma iam ao ar junto com um episódio de Falcão Azul e Bionicão. A partir de 77 a coisa começou a dar uma degringolada, com animações ruinzinhas e que fugiam do jeitão de terror e comédia do início. De 1977 a 1980 foi exibido Os Ho-Ho-Límpicos, com competições entre equipes com personagens de diversas animações da Hanna-Barbera. Uma bobajada daquelas.

E quem aí não se lembra do maleta do Scooby-Loo? Pois é, em 1979 foi lançada Scooby-Doo and Scrappy-Loo apresentando o sobrinho chato do Scooby. Muito sem graça.

Depois de Scooby-Loo ter manchado a imagem de seu tio, os personagens ficaram relegados a repetições de seus episódios antigos. A coisa durou anos até que em 1988 a Hanna-Barbera decidiu dar uma ressuscitada na turma, mas de uma maneira diferente. Nessa época estavam rolando várias séries animadas com versões infantis de personagens como os Flintstones, por exemplo. Assim, nasceu O Pequeno Scooby-Doo. Mas, ao contrário de outros casos, essa produção foi muito legal e se deu bem ao brincar de uma maneira quase irônica com os elementos característicos do original. Tinha terror, humor e piadinhas “internas” bem sacadas e engraçadas. Foi até 1991.

2003 trouxe O que Há de Novo, Scooby-Doo?, com a turma usando a internet para solucionar mistérios. Bem fraco, assim como também não foi nada feliz a série Salsicha e Scooby Atrás das Pistas, só com os dois amigos como protagonistas e com os outros colegas aparecendo em episódios aqui e ali. Tudo isso já foi exibido no Brasil pelo Cartoon Network, que também leva ao ar os longas animados estrelados pelos personagens. Bom, também tem os dois filmes para cinema, mas é melhor nem entrar nessa parte, já que são bem ruinzinhos. Até porque quem está fazendo 40 anos é o desenho animado original, que é um clássico que merece ser visto sempre que entra no ar seja na TV a cabo seja no SBT.

06 setembro 2009

Show brasileiro na Argentina


O texto que segue abaixo foi publicado no Yahoo argentino (http://www.yahoo.com.ar/, http://ar.sports.yahoo.com/noticias/deportes-brasil-hunde-argentina-orquesta-3-06092009-43.html) e faz referência ao jogo realizado ontem. No citado jogo, Argentina e Brasil foram à cidade de Rosário (terra de Che Guevara, Fito Páez e de meu amigo Omar Alejandro Bravo)se enfrentaram nas eliminatórias da copa do mundo. O resultado do jogo já é do conhecimento popular. Vamos ler a boa notícia?

Harold




Brasil hunde a Argentina a toda orquesta 3-1 y clasifica a Sudáfrica-2010


ROSARIO, Argentina (AFP) - Brasil dictó cátedra de fútbol plástico, elegante y señorial la noche del sábado para clasificarse al Mundial Sudáfrica-2010 con una victoria por 3-1 frente a una Argentina sin luces ni juego, en partido disputado en el estadio Gigante de Rosario (centro).
Los auriverdes sumaron con la victoria 30 puntos y le sacaron diez de diferencia a Colombia, el quinto, con nueve unidades por disputar en las eliminatorias sudamericanas.
El clasificatorio otorga cuatro cupos para Sudáfrica-2010 y al quinto la posibilidad de una repesca contra el cuarto de la Concacaf.
Argentina conservó a duras penas el cuarto puesto, con 22, aún en zona de clasificación, sólo porque lo favorecieron otros resultados de la jornada.
La escuadra verdeamarilla asestó el primer golpe al corazón albiceleste con un gol de cabeza de Luisao, una de las 'torres' de su defensa, a los 24 minutos.
Unas 40.000 almas que alentaban sin tregua a los argentinos enmudecieron al ver el balón anidado en el fondo del arco de Mariano Andújar, desguarnecido de custodias, tras un centro liviano pero preciso de Elano que le cayó como un regalo del cielo a Luisao.
Pero fue Luis 'Fabuloso' Fabiano quien clavó un puñal helado a los 31, tras un rebote en el arquero, así como a los 67 volvió a batir a Andújar con un exquisito toque de emboquillada.
Un rayo de esperanza había iluminado la noche de los argentinos cuando Jesús Dátolo metió un remate cruzado y de media distancia que se incrustó en un ángulo alto, a los 65.
Pero sin dar tiempo a organizar una reacción, apareció como un resplandor la calidad de Kaká para ponerle el pase largo a Luis Fabiano a espaldas de la defensa.
La caldera hirviente de fanáticos que burbujeaba en las tribunas, como los jugadores la habían buscado al mudarse del legendario estadio Monumental de Buenos Aires se apagaba lenta e inexorablemente.
El equipo que conduce el ídolo Diego Maradona fracasaba de nuevo sin personalidad de juego, sin vigor de ataque, frontal, rutinario, sin luces, aburrido.
Los argentinos no podían poner a Brasil bajo fuego, con su perla Lionel Messi forzado a bajar unos metros, donde encontraba el balón pero no el socio con el cual triangular, que no era Carlos Tevez, ni Jesús Dátolo, ni mucho menos Juan Verón, quien suele jugar a 40 metros del arco.
Tardaron poco en acomodarse Luisao y Lucio como dos columnas defensivas en el sector central, después del aluvión local de los primeros minutos, mientras que André Santos se convertía en un titán en la marca y una rueda de auxilio de generación de juego por el flanco izquierdo.
Argentina atacaba con alma y vida, pero faltaba tanto talento como una fórmula para sorprender, porque los delanteros recibían a menudo la pelota de espaldas al arco, acorralados de camisetas amarillas.
De tres veces que Brasil entró al área en el primer tiempo, dos terminaron en gol, casi como sin proponérselo, pese a que la dupla de centrales argentinos, Sebastián Domínguez y Nicolás Otamendi, superó su inexperiencia en partidos internacionales con solidez y acople.
La impaciencia se adueñaba del público porque en Argentina nadie daba un golpe de timón, nadie afinaba los instrumentos en esa orquesta sin armonía, y cuando se defendía hacía agua.
Los volantes brasileños Elano, Felipe Melo y Gilberto Silva defendían con el cuchillo entre los dientes y le cerraban el paso a Messi y compañía, e incluso había lugar para que Kaká y Luis Fabiano dibujaran algunos bellos arabescos con el balón en sus pies.
La cadena y la pausa brasileñas le ganaban así el duelo al vértigo y el ímpetu argentinos, cada vez más hundidos en la impotencia.
Ni Messi soltaba los duendes ni Sergio Aguero, quien entró en el segundo tiempo, se iluminaba para penetrar en ese laberinto defensivo que habíá levantado Brasil alrededor de Julio César.
Eliminatorias sudamericanas al Mundial-2010 - Decimoquinta fecha
Argentina - Brasil 1 - 3 (0-2)
Estadio: Gigante de Arroyito
Asistencia: 40.000 espectadores
Temperatura: 20 grados centígrados. Terreno: bueno
Arbitro: Oscar Ruiz. Asistentes de campo: Abraham González y Humberto Clavijo (terna colombiana)
- Goles:
Argentina: Dátolo (65)
Brasil: Luisao (24), Luis Fabiano (31, 67)
- Amonestados:
Argentina: Mascherano (42), Verón (62)
Brasil: Lucio (19), Kaká (19), Luisao (32), Fabiano (44), Ramíres (84)
- Alineaciones:
Argentina: Mariano Andújar - Javier Zanetti, Sebastián Domínguez, Nicolás Otamendi, Gabriel Heinze - Maximiliano Rodríguez (Sergio Agüero, 45), Javier Mascherano, Juan Verón, Jesús Dátolo - Lionel Messi, Carlos Tevez (Diego Milito, 69). DT: Diego Maradona.
Brasil: Julio César - Maicon, Lucio, Luisao, André Santos - Gilberto Silva, Elano (Dani Alves, 67), Felipe Melo - Kaká - Luis Fabiano (Adriano, 77), Robinho (Ramíres, 68). DT: Dunga.

05 setembro 2009

Inquieto

Há tempos que não posto algum poema escrito por mim. Fui verificar nos arquivos, encontrei vários. De datas, lugares e situações diferentes. Li este aqui. Apesar de produzido há cinco anos, não perdeu atualidade.

Gosto da idéia defendida no texto. Creio que a felicidade deveria ser uma prioridade nacional assim como a saúde e a educação. Pena que poucas são as pessoas que gostam da felicidade. Vai ver que é por isso que acontecem diversos crimes, suicídios, erros éticos e assim por diante. As pessoas felizes não precisam se valer das situações horríveis para viverem em paz.

Leiam o texto e depois me ofereçam seus comentários.
Harold



Inquieto

Aroldo José

Eu levanto os braços e agradeço aos céus,

Continuo vivo para realizar minhas loucuras.

Eu já tentei viver como todo mundo:

Me conformar com o avançar da idade.

Mas descobri: não sou amante da monotonia.

Minha sina é ser o elemento-surpresa da turma:

Que sabe contar histórias e experiências gozadas,

Que do nada adquirem valor.


Eu levanto os olhos para ver a paisagem:

De um lado, o céu me mostra sua poesia;

Do outro, está o progresso desolador.

Mas não tem problema, minha vida é revestida

De um incansável desejo de viver.


Com quantas coroas se faz um rei?

Eu não sei, não quero saber.

Para cada dia basta uma dor.

Não perco tempo falando de notícia ruim.


Quem ver minha face tranqüila

Compartilha da única certeza que tenho na vida:

Nada me fará desistir da vontade de ser feliz.


Eu levanto da cama, abro os olhos

E sonho de olhos abertos.

Assim torno verdadeiro o cenário

Que será o campo de batalha e glória

Onde farei meu rito de passagem

E descobrirei o amor e o equilíbrio.

Brasília, 04/02/04


O nosso dia


A falta de tempo é o motivo da minha demora para atualizar o blog. Por isso, só hoje venho fazer festa com vocês por ocasião do 27/08, o dia do Psicólogo, Isso mesmo, eu e as demais pessoas que possuem formação em Psicologia temos uma data para comemorar, fazer votos de eterno aperfeiçoamento e assim oferecer uma contribuição efetiva à sociedade.

Por definição a Psicologia é uma ciência que tenciona estudar o comportamento humano e os processos psíquicos. Por isso, o olhar amplo da Psicologia enfoca todos os atos e reações observáveis, tudo o que fazemos como andar, sorrir, correr, etc. Estuda também sentimentos, emoções, atitudes, pensamentos, representações mentais, fantasias, percepções, isto é, os processos mentais que não podem ser observados diretamente.

Sem dúvida, há muita coisa para se feita na Psicologia. Nesse sentido a tarefa dos profissionais nela formados é de muita responsabilidade. Por isso, é preciso que as universidades sejam rigorosas na preparação dos futuros psicólogos. Se não for dessa forma, infelizmente, veremos muitos farsantes ocupando espaços e manchando o bom nome da profissão. Além disso, a categoria precisa ser mais unida para reivindicar direitos políticos e trabalhistas. Se não for dessa forma, a contribuição dos psicólogos na sociedade será deficiente.

Apesar do atraso, cumprimento todos os meus colegas e as minhas colegas. Que a gente saiba sempre se ligar no compromisso social que todas as profissões devem ter; que sejamos cosntrutores de um mundo melhor onde sejam sempre ressaltados o respeito às diferenças e à dignidade humana.

Viva o dia do PSICÓLOGO e da PSICÓLOGA!!!!!
Aroldo José Marinho- CRP 01/ 12945


03 setembro 2009

Sal


No dia 28/08 foi comemorado o aniversário de Paola Vannucci, a moça paulistana da foto ao lado. Minha amiga. Mora em Curitiba com duas filhas. Estuda Pedagogia e escreve poemas.

Paola já teve alguns de seus expressivos textos aqui postados. Vale lembrar que foi a primeira pessoa entrevistada neste blog. Se ela não fosse uma pessoa de confiança, certamente, não teria seu trabalho aqui citado.

Com o atrasado decorrente da falta de tempo causada pelo meu ofício de professor, faço uma homenagem para esta amiga. O aniversário é dela mas o presente é recebido por vocês. O poema que segue é um presente digno de muita festa. Parabéns Paola!!!
Beijos!
Harold





Quero do quilo de sal comer com você.
Sal não é amargura,
É apenas um tempero que transforma nossas vidas.
Quantos quilos dele comeremos?
Alguém já parou para pensar?
Dias, décadas, talvez séculos,
Quando a alma é prometida,
Por séculos nos encontraremos e amaremos.

Ah! Deste sal quero provar.
Do açúcar, adoçar.
Do chocolate, amar.
Do mel, grudar e
Embolar como a roda que rola e se entrega ao prazer.
Do mel, por fim amar.
Mas,
Do sal, conquistar.

Quero aqui que alguém me diga:
Quanto tempo dura esse quilo?
Os mais sábios dizem:
O sal tira-se experiência e conhecimento,
O açúcar traz pureza,
O mel absorve o néctar.

Refina-se o sal,
Quero ser a mais rica flor que exala perfume e amor,
Quero embolar na mistura do desejo,
Fazer colar como uma abelha que sorve de seu mel.

Sal,
Mistura divina que adéqua nosso amor.

Paola Vannucci
23/08/2009

10 agosto 2009

A sinuca do PT

O texto da postagem que vocês lerão foi escrito por Ricardo Noblat. Pode ser encotrando na edição de hoje (10/08) do jornal O Globo ou no blog do jornalista (www.oglobo.globo.com/pais/noblat/).
Boa leitura!
Aroldo José Marinho

O PT foi posto numa sinuca de bico – e o único responsável por isso se chama Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República com 80% de aprovação popular e presidente de honra do partido que fundou há quase 30 anos.

A sinuca de bico tem a ver com o apoio do PT ao senador José Sarney (PMDB-AP) e do PMDB à candidatura de Dilma Rousseff.

Lula não ouviu o partido para inventar a candidatura de Dilma à sua sucessão no próximo ano. Se tivesse ouvido esbarraria em forte resistência. Dilma não tem história dentro do PT.

Mesmo assim Lula conseguiu que o PT a digerisse sob pena de não contar com ele como cabo eleitoral caso fosse outro o candidato.

Foi o triunfo da vontade solitária de um líder acostumado a mandar e a ser obedecido.

O passo seguinte de Lula, ainda à espera de um desfecho, foi convencer o PT de que ele deverá ceder espaço ao PMDB nos Estados se quiser tê-lo como aliado da candidatura Dilma.

O que Lula tem defendido em conversa com seus companheiros – ou melhor: seguidores?

Que sem o PMDB nem São Lula será capaz de operar o milagre de eleger quem nunca foi candidata a nada.

Para ter o PMDB no palanque de Dilma, não basta que ele, Lula, conserve seu alto índice de popularidade. Isso é muito, mas não é tudo.

O PT deve abrir mão de disputar governos estaduais onde o PMDB disponha de candidatos viáveis. E concentrar sua energia na tarefa de eleger o maior número possível de deputados federais e de senadores. Principalmente de senadores.

E agora vem o arremate do raciocínio de Lula: uma vez que eleja Dilma e uma grande bancada de deputados e de senadores, o PT dependerá menos do PMDB para governar. Poderá reconquistar a posição de protagonista no governo.

No momento, tal posição pertence ao PMDB, que detém seis ministérios e uma centena de preciosos cargos. No primeiro mandato, Lula desdenhou da força do PMDB. No segundo, rendeu-se a ela.

O PT esperneou, mas parecia disposto a ser outra vez engabelado por Lula. Então irrompeu a crise do Senado que acabou virando de alguns meses para cá a crise do Sarney.

Lula acha que sustentar Sarney na presidência do Senado é mais um lance do plano para aferrar em definitivo o PMDB ao palanque de Dilma.

Só que tem um detalhe: aumenta o preço que o PT terá de pagar para ver o PMDB ao lado de Dilma.

Sob a garantia do anonimato, cabeças coroadas do PT apontam uma grave falha na tese do sacrifício vendida por Lula ao partido.

Como o PT poderá pensar em fazer crescer sua bancada de deputados federais e senadores se disputar as próximas eleições na condição de responsável pela manutenção de Sarney na presidência do Senado? Sim, porque o destino de Sarney está nas mãos do PT e de mais ninguém.

Oito dos 12 senadores do PT são aspirantes a candidato à reeleição ou a governos. O líder Aloizio Mercadante é um deles.

A oposição vai recorrer ao plenário do Conselho de Ética da decisão do seu presidente de arquivar todas as denúncias contra Sarney.

Sem os três votos do PT ali, nenhuma denúncia será desarquivada. Se não for, a oposição recorrerá da decisão para o plenário do Senado. Novamente fracassará sem os votos do PT.

Renan Calheiros (AL), atual líder do PMDB, foi julgado duas vezes pelo plenário do Senado por quebra de decoro. Na primeira vez, 35 senadores votaram por sua condenação. Seis senadores do PT preferiram se abster. Foram os votos que faltaram para que ele fosse cassado.

Na segunda vez, Renan foi absolvido com folga. Aos olhos do público, Renan e Sarney simbolizam tudo o que existe de mais sujo na política.

Depois de salvar Renan, o PT está pronto para salvar Sarney.

O PMDB agradece o estoicismo do PT. Sairá mais forte a custa dele. Nem por isso garante que fechará com Dilma. Dependerá das chances de ela vencer.

Está por se consumar um fato destinado a atrapalhar a vida de Dilma: a candidatura a presidente pelo PV da senadora Marina Silva.

O caratê do cara

A postagem que segue foi publicada na edição de hoje (10/08) do jornal Correio Braziliense. O texto é atual e serve como incentivo à reflexão.
Boa leitura!
Aroldo José Marinho


O caratê do cara

RUBEM AZEVEDO LIMA

Que dizer das idas e vindas do presidente Lula, na barafunda de posições por ele assumidas, em relação à crise do Senado, que o consagram como um dos mais irresolutos protagonistas da política brasileira, em 120 anos de república?

Um bom programa de nossa televisão, Toma lá, dá cá, responde à pergunta, comicamente. O autor e ator Miguel Falabella, sobre a atriz no papel de sua filha — que muda de ideia como biruta em aeroporto —, a cada birutagem da moça, repete o bordão: “Essa garota é mau caráter!”.

O próprio Lula, há tempos, referindo-se às suas mudanças bruscas, noutros assuntos, autodenominou-se “metamorfose ambulante”, da música de Raul Seixas e Paulo Coelho, o jeito humorístico de explicar sua irrefreável volubilidade política, aos brasileiros.

Seja o que for, em seu último ato volúvel, Lula incluiu a grosseria de chamar de “imbecis” os críticos de seu programa assistencialista, sem políticas eficazes de criação de empregos. A rigor, somos todos imbecis em alguma coisa. Sócrates, mais modesto do que Lula, dizia: “Eu sei que não sei”. Mas Pierre Vadeboncoeur, em Les grandes imbéciles, diz haver lugar, “entre esses, para inteligentes ou não”.

Já David Bescond, no Dossier crise financière, em relação às ideias de Sarkozy, sobre a crise mundial, sustenta que nós, pobres mortais, vítimas das bobagens dos governantes, “somos dirigidos por imbecis perigosos”. Lenine, surpreendentemente, foi mais generoso: “Um imbecil pode propor problemas que 10 sábios juntos talvez não resolvam”.

Confortado pelo elogio à imbecilidade, o repórter saúda o reencontro do presidente com o cidadão Lula, por tirar a máscara de tolerar a crítica e aplaudir ex-inimigo, hoje seu aliado, fotografado dia 3, em debate senatorial feroz. O Senado, cuja crise Lula agravou, não merecia tanto.

Que se podia esperar? O novo estilo de Lula identifica-se com o desse velho novo amigo, em agressividade na linguagem. Lula deixou de ser o que foi nas últimas eleições: Lulinha paz e amor. Só lhe falta praticar caratê político e treiná-lo com ou contra jornalistas. A propósito: Bom-dia, R. Frajmund (Auschwitz 133381, Esso de fotojornalismo 1963).

08 agosto 2009

Novos formandos

Fui dar um passeio no site do jornal Zero Hora (www.zerohora.com.br), lá de Porto Alegre (RS). De repente, vi esta foto tri-legal. os protagonistas são membros da turma que está formando em Psicologia na Unisinos, lá em São Leopoldo.
A pose da turma mostra o símbolo da Psicologia. Quem teve esta idéia merece cumprimentos.
Além de saudar os novos colegas, posto a foto que eles bolaram. Serve como uma espécie de ensaio para o próximo dia 27, que é o dia da nossa categoria profissional.
Beijos e Psico sempre!
Harold


Sábado, 08 de agosto de 2009

Psicólogos criativos

Parece que essa é a semana dos psicólogos no blog. Não podíamos deixar passar a ideia sensacional que os formandos em Psicologia da Unisinos tiveram. Foi o Cezar Delmar Baptista Jr que mandou a imagem abaixo para o blog. A formatura do pessoal foi no dia 24 de julho.

04 agosto 2009

Tu nella mia vita- A tradução

Aqui estão postados a letra da canção Tu nella mia vita, interpretada pela dupla Wess & Dori Ghezzi, e seu significado em português. A tradução é fruto dos esforços que eu e Rita Coppola fizemos. O texto é muito belo. Suas palavras parecem exprimir o sentimento do amor com facilidade. Porém, na hora de expor o mesmo sentimento em português, eu e Rita tivemos que fazer um esforço de sensibilidade.

Para conseguir um resultado satisfatório, fizemos duas versões em separado. Eu aqui em Brasília, ela em Porto Alegre. Depois comparamos o que fizemos, unimos forças para dar a forma final à tradução. Eis aqui o fruto desse empenho. Creio que o trabalho foi compensador. Este é o primeiro fruto da parceria Marinho/Coppola. Outros virão. Espero que apreciem.
Harold


Tu nella mia vita
Lubiak, Minellono, Arfemo e Balsamo

Se tu sbagli e ti arrabbi da sola
Cosa vuoi che sia
Ti amo tanto che posso far finta
Che sia colpa mia

M'innamorerò ancora bambina
Non ti ho detto mai
Che se ho perso pudore e paura
È per te lo sai

All'aurora mi sveglio cercando
Qualche cosa in me
Poi raccolgo parole nel cuore
Per portarle a te

Tu nella mia vita sempre tu
Se non ti avessi ti vorrei
Ti cercherei

Tu nella mia vita solo tu
Tutto il mio mondo sai cos'è
È stare con te

Se a una festa ti guarda qualcuno
La mia gelosia
Mi fa male ripeto più forte
Che sei solo mia

Io non posso pensare a una vita
Dove non ci sei
Del mio amore di tutti i miei sogni
Cosa ne farei

Tu nella mia vita sempre tu
Se non ti avessi ti vorrei
Ti cercherei

Tu nella mia vita sempre tu
Ogni pensiero accanto a te
Parlami te

Tu nella mia vita sempre tu
Se non ti avessi ti vorrei
Ti cercherei

Tu nella mia vita solo tu
Tutto il mio mondo sai cos'è
È stare con te


Tu na minha vida
Tradução: A. J. Marinho/ R. Coppola

Se tu erras e ficas brava
com o que quer que seja,
te amo tanto que posso até fingir
que é culpa minha.

Eu estou enamorado menina.
Eu era criança no amor
Acho que não te disse
Que, se eu perdi o pudor e o medo,
foi por ti, bem sabes.

No amor eu era ainda criança,
nunca te contei
Que se perdi o pudor e o medo
bem saber que foi por tua causa.

Na aurora acordo procurando
algo dentro de mim.
Então guardo palavras no coração
Só para ti dizer.

Tu na minha vida, sempre tu,
se eu não te tivesse,
iria te procurar.

Tu na minha vida, somente tu.
Todo o meu mundo sabe
A coisa boa que é está contigo.

Se numa festa alguém te olha,
o ciúme dói dentro de mim.
E repito bem alto
que tu és só minha.

Eu não posso pensar numa vida
onde tu não existas.
O que eu faria do meu amor
E de todos os meus sonhos?

Tu na minha vida, sempre tu,
se eu não te tivesse,
iria te procurar.

Tu na minha vida, sempre tu.
Cada pensamento ao teu lado
Me fala de ti.

Tu na minha vida, sempre tu,
se eu não te tivesse,
iria te procurar.

Tu na minha vida, somente tu.
Todo o meu mundo sabe
A coisa boa que é está contigo.

Tu nella mia vita

Tenho certeza de que as melhores frases de amor são sempre expressas em italiano. Essa é a língua apropriada para se falar de amor. Claro que se pode declarar em qualquer idioma. O amor é universal. Porém, sem querer desmerecer as outras línguas, se for para fazer uma declaração bem feita, dessas que vem do fundo do coração, tem que ser mesmo em italiano.

Convenhamos, declaração amorosa em francês parece ser caricatura de algum sentimento não identificado. Quando feita em espanhol, dá a sensação que se trata de algo incompleto. Em alemão, nada mais é do que uma boa tentativa. Em inglês e português, soa pouco expressiva. Mas em italiano é diferente! O sentimento exposto é sempre emotivo, envolvente e teatral. A emoção do amor é algo pleno. Uma declaração que pode soar brega em outro idioma, ganha beleza se dita em italiano. A língua tem uma dramaticidade, uma musicalidade que sempre é associada ao fazer amoroso. Resumindo: é amor, somente amor. Por não ter conhecimento dos idiomas orientais, restrinjo minha afirmação aos aqui citados.

De certa forma, afirmo com algum conhecimento de causa. Como membro do Coro Italiano da Universidade de Brasília (UnB), tenho alguma proximidade com o idioma da terra de Dante, que embasa meu argumento. Consigo, com algum desembaraço, me expressar em italiano. Por isso, minha afirmação não é um tiro no escuro nem bravata de gente boba.

A postagem de hoje confirma o escrito. Orgulhosamente, apresento a primeira postagem de música italiana deste blog. A canção se chama Tu nella mia vita. Foi composta por Lubiak, Minellono, Arfemo e Balsamo. Seu lançamento aconteceu na edição de 1973 do Festival de San Remo, através da interpretação da dupla Wess & Dori Ghezzi. O público acolheu a canção que virou sucesso mundial. No Brasil, foi incluída na trilha sonora da novela da Globo Os ossos do Barão.

A letra da música é a declaração de alguém que acredita que a vida só é completa com a presença da pessoa amada. Sem dúvida, uma das declarações mais bonitas que já escutei. Dessas que José costuma oferecer para Maria com o coração eternecido. Creio que vocês também irão gostar. Eu poderia fazer muitas explanações sobre esse tema. Mas seria cansativo e desnecessário.

Harold



03 agosto 2009

Nelsinho fora da Fórmula 1


O piloto brasileiro Nelson Ângelo Piquet (foto) confirmou nesta segunda-feira que não dirige mais para a equipe Renault. Assim foram confirmados os boatos das últimas semanas que afirmavam sua saída da equipe chefiada por Flavio Briatore. Para justificar a demissão de Piquet, a equipe alegou o mau desempenho do piloto na temporada deste ano.

O piloto divulgou nota para a imprensa comentando sobre seu desligamento da Renault. No texto, Nelsinho afirma se sentir enganado e pressionado por Briatore, que lhe garantiiu que haveria igualdade entre os pilotos da equipe. Como é de conhecimento público, na prática, tal igualdade não aconteceu.

O brasileiro não somou pontos nas dez corridas que disputou nesta temporada, enquanto o companheiro Fernando Alonso já marcou 13. Briatore chegou a criticá-lo publicamente. O provável suabistituto de Nelsinho deverá ser o francês Romain Grosjean.

Segue abaixo, na íntegra, o texto de Piquet.
Harold


Recebi uma comunicação da equipe Renault F1 referente a sua decisão de me impedir de continuar sendo um de seus pilotos na atual temporada de F1. Não quero deixar de agradecer àquele pequeno grupo que me deu apoio e trabalhou diretamente comigo na Renault F1, mas, obviamente, fiquei bastante desapontado ao receber esta notícia. No entanto, sinto também uma sensação de alivio por ter chegado o fim do pior período da minha carreira. Poderei, agora, recomeçar o desafio de colocar minha carreira de volta no caminho certo, e recuperar a minha reputação de piloto rápido e vencedor. Eu sempre soube trabalhar em equipe e existem dezenas de pessoas com quem trabalhei em minha carreira e que podem atestar meu caráter e talento, exceto, infelizmente, a pessoa que teve mais influência sobre a minha carreira na Fórmula 1.

Comecei a correr com oito anos de idade e quebrei recordes atrás de recordes. Ganhei todos os campeonatos de kart em que competi. Fui campeão da Fórmula 3 Sul-Americana, ganhando 14 corridas e conquistando 17 pole positions. Em 2003 fui para a Inglaterra com a minha própria equipe, para competir no campeonato Britânico de F3. Lá também conquistei o título, vencendo 12 corridas, conquistando 13 pole positions e terminando o ano como o mais jovem campeão na história daquela categoria. Competi na GP2 em 2005 e 2006, vencendo 5 corridas e conquistando 6 pole positions. Fiz uma ótima temporada no meu segundo ano, perdendo o campeonato para o Lewis Hamilton, devido a erros técnicos da nossa equipe, que considero também meus, incluindo uma pane seca durante uma etapa. Eu estabeleci um recorde na GP2 sendo o primeiro piloto a ter um fim de semana perfeito, conseguindo o máximo de pontos possíveis na Hungria em 2006. Nenhum outro piloto havia conseguido tal coisa até junho de 2009, quando Nico Hulkenberg repetiu o feito em Nurburgring.

O caminho para a F1 sempre foi complicado, e meu pai e eu, por isso, assinamos um contrato de management com o Flavio Briatore. Acreditávamos que seria uma excelente opção, pois ele possuía todos os contatos e as técnicas de negociação necessárias. Infelizmente, foi aí que o período negro da minha carreira começou. Passei um ano como piloto de testes, mas com poucos treinos. No ano seguinte iniciei como piloto oficial da Renault F1. Após a abertura da temporada, algumas situações estranhas começaram a acontecer. Como um novato na F1, eu esperava de minha equipe muito apoio e preparação para me ajudar a alcançar nossos objetivos. Em vez disso, eu era apenas tido como “aquele que pilotava o outro carro”, sem atenção nenhuma. Para piorar, em inúmeras ocasiões, quinze minutos antes da classificação e das corridas, o meu manager e chefe de equipe me ameaçava, dizendo que se eu não conseguisse um bom resultado, ele já tinha outro piloto pronto para colocar no meu lugar. Eu nunca precisei de ameaças para obter resultados. Em 2008 eu conquistei 19 pontos e terminei no pódio uma vez em segundo lugar, fazendo a melhor temporada de estréia de um Brasileiro na F1.

Para a temporada 2009, Falvio Briatore, atuando novamente na função de meu manager e também de chefe de equipe da Renault F1, me prometeu que tudo seria diferente, que eu teria a atenção que merecia mas nunca havia recebido, e que teria pelo menos “igualdade de condições” dentro da equipe. Ele me fez assinar um contrato baseado em desempenho, exigindo que eu obtivesse 40% dos pontos de Fernando Alonso até a metade da temporada. Mesmo sendo companheiro de equipe de Fernando, bi-campeão mundial e realmente um excelente piloto, eu estava confiante de que, se eu tivesse as mesmas condições, alcançaria facilmente os 40% dos pontos exigidos pelo contrato. Infelizmente, as promessas não se transformaram em realidade novamente. Com o carro novo eu completei 2002 km de testes, contra os 3,839 quilômetros de Fernando. Apenas três dos meus dias de teste foram com pista seca e bom tempo, apenas um dos testes do Fernando foi em pista molhada. Eu testava sempre com o carro pesado, pneus duros, principalmente no primeiro dia (quando a pista é lenta ou a confiabilidade pequena), ou então com o tempo ruim. Fernando testava um carro leve, pneus moles, pista seca e em boas condições. Eu nunca tive a chance de estar preparado para classificar no sistema que utilizamos.. Na Fórmula 1 de hoje, a diferença entre o 1º e 15º é, muitas vezes, menos de um segundo. Isso significa que 0,2 ou 0.3s pode fazer você ganhar oito posições. Além disso, devido proibição de testes durante o campeonato, o desenvolvimento do carro hoje acontece de corrida a corrida. Das oito corridas que eu fiz este ano, em quatro delas o Fernando teve um upgrade significativo no carro, e eu não. Eu fui informado pelos engenheiros da Renault que, nessas corridas eu tive um carro que estava entre 0,5 e 0.8s por volta mais lento do que o do meu companheiro. Se olharmos para a prova da Alemanha (onde eu classifiquei na frente do meu companheiro de equipe apesar de tudo isso), caso eu tivesse a citada vantagem na classificação eu teria sido quinto e não décimo. Se tivéssemos essa diferença a nosso favor na corrida, eu teria terminado frente do meu companheiro, o que fiz em Silverstone, apesar de ele ter podido contar com as atualizações que eu não tinha.

Acredito plenamente, no meu talento e no meu desempenho. Não consegui chegar até aqui obtendo maus resultados. Quem conhece a minha história sabe que os resultados que estou tendo na F1, não correspondem ao meu currículo e minha habilidade. As condições que tive de enfrentar durante os últimos dois anos têm sido no mínimo anormais, existindo alguns incidentes que mal posso acreditar que me ocorreram. Se eu agora preciso dar explicações, estou certo de que é por causa da situação injusta que tenho vivido nos últimos dois anos. Eu sempre acreditei que ter um manager seria fazer parte de uma equipe e que teria nele um parceiro. Um manager deve encorajar, apoiar e fornecer oportunidades. No meu caso foi o contrário, Flávio Briatore foi o meu carrasco.

Estar sob pressão não é novidade para mim. Devido ao meu nome, recebi muitas críticas ao longo da minha carreira e tive também altas expectativas criadas a meu respeito. Até agora eu sempre atingi tais expectativas - e muitas vezes fui além delas. Nunca antes senti a necessidade de me defender ou de responder a boatos e críticas. Eu sabia a verdade e só".

31 julho 2009

A festa palmeirense

No domingo (16/07), foi realizada mais uma rodada do campeonato brasileiro de futebol. O charme da rodada foi o enfrentamento entre Corinthians e Palmeiras, no maior clássico paulista. Coube às duas equipes da capital jogar em Presidente Prudente. O time corinthiano jogou como mandante. A mídia promoveu o jogo exaltando Ronaldo e sua equipe. Parece que esqueceram que o adversário merecia respeito e citação. Mas Deus é diferente da mídia estúpida e sempre faz justiça aos melhores.
O jogo começou e o povo que queria ver o Ronaldo, viu. Viu ele sair de campo no primeiro tempo. Ele disputou um lance e machucou a mão. Todavia este mesmo povo viu algo mais interessante: o despertar de Obina. No jogo em que Jorginho se despedia do cargo de treinador, o jogador baiano tomou conta e virou o cara do jogo. Foi o responsável pela vitória palmeirense. Os três gols por ele marcados são a prova incontestável da superiodade da equipe verde.
O jogo começou com Palmeiras jogando com três volantes. O que parecia uma formação totalmente defensiva iludiu os adversários. Aos poucos, o time verde foi tomando conta da partida. Esse domínio não demorou para ser traduzido em gols. O primeiro veio aos 31 minutos do primeiro tempo. Obina pulou mais do que a defesa do outro time, deslocou o goleiro e marcou de cabeça. O gol animou Obina e companheiros que fizeram algumas tentativas. Então o juiz apitou o final do primeiro tempo.
Para o outro tempo as equipes voltaram com as posturas que tiveram no anterior. E lá foi o Verdão para cima. Eis que surge um penalti. Obina foi designado para bater. O juiz apitou. Ele bateu direitinho e saiu para o abraço. Mas o juiz mandou ele voltar e repetir a cobrança. Houve invasão de área. Aos 15 minutos, Obina bateu, de novo, e marcou.
Dois gols de vantagem foi o bastante para desnortear o Corinthians. A equipe verde aproveitou para aumentar a pressão. Numa bola de contra-ataque o time chegou rápido na área do adversário. Cleiton Xavier poderia mandar para as redes. Mas viu Obina livre e passou a bola. O terceiro gol de Obina, aos 19 minutos, foi festejado euforicamente. O adversário perdeu o controle, teve um jogador expulso. Depois foi só tocar a bola e fazer olé.
No meio de tanta euforia, preciso fazer minha penitência. Eu fui um dos torcedores que recebeu com desconfiança a contratação de Obina. Pensei que o Flamengo estava se desfazendo dele e botando Palmeiras como gaiato na história. Me enganei. Peço perdão por ter sido precipitado no meu julgamento. Perdão por ter julgado. Não sou juiz. Agora estou redimido. Por isso, proclamo com alegria: Viva santo Obina!!!!!!!
Aroldo José Marinho
Palmeiras de obina

24 julho 2009

Bandeira sempre Bandeira



Salve amigos e amigas do blog!
Hoje, orgulhosamente, abro espaço para um texto do grande Manuel Bandeira (foto à esquerda), um dos maiores poetas do nosso país. Nascido em Recife, em 1886, Bandeira era um homem de talento diversificado. Também atuou como escritor, crítico literário e de arte, professor e tradutor. Participou do grupo que criou a Semana de Arte Moderna de 1922, marco do modernismo brasileiro.

O poeta é mais um desses casos em que um grande talento foi inibido por motivos de saúde. Os problemas que a tuberculose lhe trouxe impuseram limites para que Bandeira pudesse exercer sua produção com maior tempo e segurança.

Depois que concluiu o curso de Humanidades em Recife, seguiu para São Paulo. Queria ser arquiteto. Iniciou o curso. Porém a tuberculose lhe fez abandonar a universidade. Foi procurar tratamento em cidades como Campos do Jordão e Campanha, cujo clima é apropriado para o combate da doença. Mas não houve melhora significativa. Por isso, foi buscar ajudar no sanatório de Clavadel, na Suíça.

Ele era dono de um estilo simples e direto. Seu trabalho aborda temáticas cotidianas e universais. Uma certa melancolia, associada a um sentimento de angústia, permeia sua obra. Nela em que procura uma forma de sentir a alegria de viver. Doente dos pulmões, Bandeira sofria de tuberculose e sabia dos riscos que corria diariamente, e a perspectiva de deixar de existir a qualquer momento é uma constante na sua obra.

Em 1968, Manuel Bandeira passou para o andar superior da existência. O motivo foi a úlcera gástrica que o acometeu, aos 82anos de idade, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no cemitério São João Batista, no mausoléu da Academia Brasileira de Letras.

Para vocês, ofereço um bonito texto. Tive acesso indireto através de Roséli Bueno. Li e achei genial. Para ilustrá-lo, a presença inspiradora de Marianne Eloise Hewlett (foto). Espero que da combinação de beleza de texto e foto desperte suspiros e sei lá o que mais em vocês. Rs!

Poemeto erótico
Manoel Bandeira
Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha,
quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha ...

Teu corpo é tudo que cheira ...
Rosa ... flor de laranjeira ...

Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado ...

Teu corpo é pomo doirado ...

Rosal queimado de estio,
Desfalecido em perfume ...

Teu corpo é a brasa do lume ...

Teu corpo é chama que flameja
Como à tarde os horizontes ...

É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama ...

Volúpia de água e da chama ...

A todo o momento o vejo ...
Teu corpo ... a única ilha
No oceano do meu desejo ...

Teu corpo é tudo que brilha,
Teu corpo é tudo que cheira...
Rosa, flor de laranjeira ....







16 julho 2009

Saber viver


Orgulhosamente, ofereço para vocês um pouco da bela poesia da maravilhosa Cora Coralina. Nascida Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, na Cidade de Goiás (GO), ela começou a escrever seus poemas e contos aos i4 anos. Alguns dos textos foram publicados nos jornais de sua cidade. Publicou o primeiro livro denominado Tragédia na roça.
O Brasil passou a conhecer e admirar seu trabalho depois que foi citada por Carlos Drummond de Andrade (um dos santos venerados neste blog). Seu primeiro livro a ter edição nacional foi Poemas dos becos de Goiás, que reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas da língua portuguesa do século 20. O livro publicado em 1965 pela Editora José Olympio. Nesse período, a autora já tinha 75 anos.
Cora Coralina faleceu em abril de 1985, na cidade de Goiânia.


Saber Viver
Cora Coralina
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

10 julho 2009

De Beth e Clarice

Na noite de ontem, fui ao CCBB para assistir a pré-estréia da peça Simplesmente eu. Clarice Lispector. O trabalho em questão é, na verdade, um monólogo baseado na obra da grande escritora. Quem topou realizar essa árdua tarefa foi a atriz Beth Goulart (comigo na foto). Além de atuar, ela dirigiu e selecionou os textos que fazem parte do monólogo. Beth me contou que fez pesquisa lendo alguns dos livros de Clarice, suas entrevistas e correspondências.

O que vi em cena foi a atuação segura de uma atriz que faz a platéia caminhar rumo à emoção. Beth pegou cada um dos presentes pela mão e nos botou dentro do universo lispectoriano. O texto é, ao mesmo tempo, poético e filosófico. Mas também nos oferece momentos de humor. Tudo na justa medida. Impossível não rir de algumas as afirmações e conclusões defendidas pela personagem Clarice. A mulher Beth dá veracidade às essas falas.

Do ponto de vista técnico, Goulart revela ser uma diretora competente. Sua condução do texto é envolvente, dá a impressão de que ela nasceu dentro do universo Lispector. Nesse sentido, os detalhes de figurinos, cenário e iluminação colaboram bastante. O envolvimento é tão grande que, algumas vezes, bati palmas silenciosas para a atriz. Num outro momento, me uni à platéia que ofereceu aplausos calorosos depois que Beth fez uma cena onde o choro da personagem encontrou eco nas pessoas presentes.

Eu poderia erscrever mais sobre a pré-estréia da peça. Todavia me parece desnecessário e inoportuno. Gostei tanto da peça que a tendência é eu escrever coisas belas sobre Beth Goulart e o espetáculo. Contudo essa atitude seria extremada, podendo gerar incompreensão em algumas das pessoas que lêem este blog.
Aroldo José Marinho


08 julho 2009

Um novo grupo

O conjunto aqui apresentado é português e atende pelo nome de Sal. Dentre os membros do quarteto, Fernando Júdice (baixo) e José Peixoto (violão) são conhecidos do público brasileiro. Aqui já estiveram como membros do grupo Madredeus (que assisti em 1999, na Esplanada dos Ministérios). O time é completado por Ana Sofia Varela, considerada uma das melhores vozes da nova geração do fado, e Vicky, reverenciado como um dos melhores percussionistas lusos.

O grupo Sal lançou um cd homônimo em 2007. No repertório há a mistura da herança musical portuguesa com elementos das canções da Andaluzia e do mundo árabe. Essa mistura produz uma música que é, ao mesmo tempo, melódica, bela e singular. Os textos das canções foram escritos pelo poeta Tiago Torres da Silva, que exprimem algo agradável de se ouvir. A canção aqui postada, Ai de mim, é um excelente exemplo da afirmação que fiz.

Outro aspecto que encanta no trabalho do Sal é a instrumentação acústica. Para lhes provar a veracidade de minha impressão, segue o vídeo.
Aroldo José Marinho

Sal- Ai de mim






26 junho 2009

Letra e tradução de PYT

Segue a letra e a tradução da canção citada na postagem anterior. Junto, coloquei esta charge que vi no Yahoo. Nela vemos São Pedro recebendo Michael no paraíso.
A título de registro, informo que Michael Joseph Jackson nasceu em 29/08/58, na cidade de Gary, no estado de Indiana, sétimo dos nove filhos do metalúrgico (colega de profissão do presidente Lula?) Joseph e da dona de casa Katherine. O resto da história é conhecida.
Harold


PYT (Pretty Young Thing)
Michael Jackson

Where did you come from lady
And ooh won't you take me there
Right away won't you baby
Tendoroni you've got to be
Spark my nature
Sugar fly with me
Don't you know now
Is the perfect time
We can make it right
Hit the city lights
Then tonight ease the lovin' pain
Let me take you to the max


I want to love you (P.Y.T.)
Pretty Young Thing
You need some lovin' (T.L.C.)
Tender lovin' care
And I'll take you there
I want to love you (P.Y.T.)
Pretty Young Thing
You need some lovin' (T.L.C.)
Tender lovin' care
I'll shake you there

Anywhere you wanna go

Nothin' can stop this burnin'
Desire to be with you
Gotta get to you baby
Won't you come, it's emergency
Cool my fire yearnin'
Honey, come set me free
Don't you know now is the perfect time
We can dim the lights
Just to make it right
In the night
Hit the lovin' spot
I'll give you all that I've got

I want to love you (P.Y.T.)
Pretty Young Thing
You need some lovin' (T.L.C.)
Tender lovin' care
And I'll take you there
I want to love you (P.Y.T.)
Pretty Young Thing
You need some lovin' (T.L.C.)
Tender lovin' care
I'll take you there

Pretty young things, repeat after me
(Michael) I said na na na
(P.Y.T.'s) na na na
(Michael) na na na na
(P.Y.T.'s) na na na na
(Michael) I said na na na
(P.Y.T.'s) na na na
(Michael) na na na na na
(P.Y.T.'s) na na na na na
(Michael) I'll take you there

I want to love you (P.Y.T.)
Pretty Young Thing
You need some lovin' (T.L.C.)
Tender lovin' care
And I'll take you there
I want to love you (P.Y.T.)
Pretty Young Thing
You need some lovin' (T.L.C.)
Tender lovin' care
I'll take you there

Coisinha linda

Michael Jackson

Dama! De onde você veio?

E oh! Você não me levará lá,

Assim bem depressa gata?

Ternurinha você conseguiu

Acender a faísca da minha natureza,

Faça um vôo doce comigo.

Você não sabe que agora

Que este é o momento perfeito?

Nós podemos fazer tudo perfeito

Acender as luzes da cidade.

Então nesta noite facilite a dor do amor,

Deixe-me lhe fazer chegar ao máximo

Eu quero amar você (PYT)

Coisinha linda

Você precisa só um pouquinho de amor

Ternura, amor e bem querer (TLC)

E eu farei você conseguir isso

Eu quero amar você (PYT)

Coisinha linda

Você precisa só um pouquinho de amor

Ternura, amor e bem querer (TLC)

E eu estimularei você para isso.


Para onde você quer ir?


Nada pode fazer parar este desejo ardente

Que tenho de estar com você,

De conquistar você meu bem.

Você não virá me socorrer? Esta é uma emergência


Controle o meu fogo ansioso,

Doçura faça que eu me senta livre.

Você não sabe que agora

Que este é o momento perfeito?

Nós podemos apagar as luzes

E fazer tudo sair perfeito

Nessa noite

E alcançarmos o ponto certo do amor.

Eu darei tudo que você quer que eu lhe dê


Eu quero amar você (PYT)

Coisinha linda

Você precisa só um pouquinho de amor

Ternura, amor e bem querer (TLC)

E eu levarei você lá

Eu quero amar você (PYT)

Coisinha linda

Você precisa de um pouco de amor

Ternura, amor e bem querer (TLC)

E eu farei você conseguir isso.


Coisas lindas, repitam depois de mim:
(Michael) Eu disse: na na na
(P.Y.T.'s) na na na
(Michael) na na na na
(P.Y.T.'s) na na na na
(Michael) Eu disse: na na na
(P.Y.T.'s) na na na
(Michael) na na na na na
(P.Y.T.'s) na na na na na
(Michael) Eu farei vocêI conseguir isso


Eu quero amar você (PYT)

Coisinha linda

Você precisa só um pouquinho de amor

Ternura, amor e bem querer (TLC)

E eu farei você conseguir isso

Eu quero amar você (PYT)

Coisinha linda

Você precisa só um pouquinho de amor

Ternura, amor e bem querer (TLC)

E eu estimularei você para isso.


Uma notícia surpreendente


Eu estava na noite de ontem lendo meus e-mails e conversando com algumas pessoas queridas no msn. O papo era comum, troca de informações. De repente, minha prima Inês entrou anunciando ter lido nos sites de notícias sobre o falecimento de Michael Jackson. Acessei o uol e confirmei a triste notícia. Confesso que fiquei espantado, meio sem ação. Comecei a pensar em dois fatos.

O primeiro aconteceu no dia 24, por volta das 18:00, 18:30. Eu estava no Senado, esperando na ante-sala para ser atendido por determinado senador da base governista. Para contornar a chatice que era a espera, abri minha pasta, tirei um radinho e um fone de ouvido. Sintonei numa rádio fm, lá tocava PYT (Pretty Young Thing), de Michael Jackson. Depois tocou Say say say, dele com Paul McCartney. Ouvi estas canções, sobretudo, a primeira, fez minha mente viajar para Macapá, tinha cidade natal; para o tempo em que eu tinha 15 anos.

Naquela época, o nome de Jackson era muito forte. E olha que não existia, ainda, a Mtv para promovê-lo. Suas canções tocavam nas rádios, seus clipes eram vistos muitas vezes. A gente ficava torcendo para que um novo vídeo dele surgisse. Era um barato ouvi suas canções, ver sua imagem.

O segundo fato está ligado à canção PYT. Este texto foi minha primeira tradução. Aprendi inglês na escola, gostava do idioma mas não tinha uma prática nele. Um dia, peguei o encarte do disco Thriller. Fui lendo letra por letra, entendi algumas coisas, outras não. Mas a melodia desta canção me encantou. Decidi que iria traduzí-la. Peguei dois dicionários e fui fazendo a tarefa. Apanhei em alguns momentos, me perdi, peguei o fone e liguei para minha professora de inglês para esclarecer uma ou outra dúvida. O certo é que cumpri aquilo que me propus fazer.

Hoje tenho alguma desenvoltura na língua inglesa. Às vezes, faço traduções como profissional. Muitas vezes, recebo elogios por esse trabalho. Acho que dou conta do recado. Mas tudo começou ali, em 1983, com o texto da canção de Michael. Então, devo alguma coisa ao rei do pop. Por isso, neste momento de tristeza que sua morte deixa em nossos corações, quero prestar a minha referência para ele e oferecer para vocês o clipe da canção PYT, com sua letra e tradução.

Viva Michael Jackson!

Aroldo José Marinho

Michael Jackson- PYT (Pretty Young Thing)


20 junho 2009

Há lugar para os profissionais

Reproduzo aqui texto que li hoje na edição de hoje do jornal Correio Braziliense. Creio que vale a pena ler e refletir sobre o tema abordado.
Bom final de semana!
Aroldo José Marinho

Há lugar para os profissionais

Hélio Doyle
Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UnB


Convidei o cineasta, documentarista e ex-jornalista Vladimir Carvalho para conversar com meus alunos, calouros de jornalismo, publicidade e audiovisual — as três habilitações do curso de comunicação na Universidade de Brasília. Foi excelente. Vladimir, professor aposentado da UnB, poderia perfeitamente ainda estar dando aulas. Tem conhecimento acumulado, experiência profissional, vivência acadêmica, energia e trabalhos importantes, muitos deles premiados, a mostrar.


Mas hoje ele não seria aceito pela UnB: não tem o título de doutor, sequer o de mestre. As universidades federais geralmente só abrem concurso público para doutores. No mínimo, em alguns casos, para mestres.


Por isso, Vladimir Carvalho, 22 filmes realizados, um dos maiores documentaristas do país, não conseguiria ser professor na UnB. Mas um jovem de 28 anos de idade, sem um só filme realizado, tem grandes chances de ser contratado — se tiver o título de doutor, quem sabe obtido com uma tese sobre a obra cinematográfica de Vladimir Carvalho.


O mesmo aconteceria com o jornalista Carlos Chagas, também já aposentado como professor da UnB. Hoje, Chagas, com toda sua experiência profissional e de vida, excelente professor que foi, não conseguiria entrar na UnB. Não é doutor nem mestre. As normas estabelecidas pelas autoridades educacionais consideram que uma vaga de professor de jornalismo estará mais bem ocupada por um jovem inexperiente profissionalmente, que muitas vezes mal conhece uma redação e nunca exerceu a função de repórter ou editor, mas que seja doutor.

Tem mais. Só se entra na UnB com dedicação exclusiva. Ou seja, um jornalista ou publicitário bem-sucedido, que chefie uma redação de jornal ou uma agência de propaganda, não pode levar seus ensinamentos aos alunos de comunicação se não optar pela dedicação exclusiva à instituição, deixando de lado a vida profissional. Mesmo que seja excelente professor. E titulação vale para ganhar mais, experiência profissional não vale nada.

Como as normas de avaliação do ensino superior não consideram as especificidades dos cursos e privilegiam a titulação, a exigência absoluta de pós-graduação hoje se estende às instituições privadas de ensino superior, que precisam ser bem avaliadas pelas autoridades educacionais. Há poucos dias, uma delas demitiu um grupo de professores (fala-se em 60) sem pós-graduação. Entre eles, jornalistas experientes, bons profissionais — e, pelo que dizem alunos e ex-alunos, alguns são ótimos professores.

Em cursos como o de comunicação, que forma jornalistas, publicitários, relações públicas e profissionais da área audiovisual, é preciso aliar as disciplinas de formação teórica e o embasamento científico à formação para a atividade profissional. São ensinados os processos e as teorias da comunicação, mas os alunos de jornalismo, por exemplo, também têm de aprender a apurar uma notícia, entrevistar uma fonte, redigir um texto jornalístico, editar para meios impressos ou eletrônicos. Mais que isso, têm de entender a profissão, conhecer a realidade do mercado no qual serão jogados. Não é o título de mestre ou de doutor que fará alguém, necessariamente, ensinar isso melhor do que um jornalista experiente e competente.


A boa universidade tem de ter muitos doutores e mestres e deve se empenhar para que seus professores obtenham esses títulos. A maioria dos professores deve se dedicar exclusivamente ao ensino e à pesquisa. Mas há lugar para professores que, sem títulos acadêmicos, tenham vivência, experiência profissional e carreiras bem-sucedidas. E, sobretudo, vontade de transmitir conhecimentos. Não há razão para exigir que profissionais dispostos a dedicar algumas horas semanais ao ensino tenham de se afastar das redações, agências, produtoras e emissoras.


A pós-graduação é um elemento importante de avaliação acadêmica, e deve ser incentivada, mas não é essencial para todos os que dão aulas no ensino superior. Falo da comunicação, que conheço. Presumo que isso não se aplique a todas as áreas acadêmicas. Mas já ouvi o mesmo argumento de alunos, professores e profissionais do direito, da arquitetura, da medicina, das artes. Doutores, mestres e especialistas devem conviver com bacharéis, que no futuro poderão ser pós-graduados. Professores em dedicação exclusiva devem conviver com professores que dão duas, quatro ou oito horas de aulas semanais. A universidade voltada para a formação integral de seus alunos só tem a ganhar com essa diversidade.


17 junho 2009

María. Letra e tradução


Saudações calorosas e solidárias para todos os leitores e todas as leitoras do blog. Agradeço suas visitas e seus comentários. Sem dúvida, são seus elogios e suas críticas que contribuem para que o blog tenha sempre algo de bom e útil para lhes oferecer.

Segue a letra da canção interpretada por Ricky Martin, cujo o vídeo foi postado anteriormente. Esqueci de informar que a canção é, na verdade, uma homenagem que faço para uma pessoa muito especial. Com as bençãos de são José.

Segue também a tradução que fiz da letra.

Tudo de bom!
Aroldo José Marinho



María
I. Blake/ K. C. Porter/ L. G. Escolar

Ella es una mujer especial
Como caída de otro planeta
Ella es, un laberinto carnal
que te atrapa y no te enteras

Así es María,
Blanca como el día
Pero es veneno,
Si te quieres enamorar

Así es María,
Tan caliente y fría
Que si te la bebes,
De seguro te va a matar

Un, Dos, Tres
Un pasito p' adelante
Un, Dos, TresUn pasito p' atrás
Aunque me muera ahora
María
Te tengo que besar

Ella es como un pecado mortal
Que te condena poco a poco
Ella es un espejismo sexual
Que te vuelve loco loco

Así es María,
Blanca como el día
Pero es veneno,
Si te quieres enamorar
Así es María,
Tan caliente y fría
Que si te la bebes,
De seguro te va a matar

Un, Dos, Tres
Un pasito p' adelante
Un, Dos, Tres
Un pasito p' atrás
Aunque me muera ahora,
María
María, a mí qué más me da

Un, Dos, Tres
Un pasito p' adelante
Un, Dos, Tres
Un pasito p' atrás
Un, Dos, Tres
Un pasito p' adelante
Un, Dos, Tres
Un pasito p' atrás
Un, Dos, TresUn pasito p' adelante



Maria
I. Blake/ K. C. Porter/ L. G. Escolar

Ela é uma mulher especial
Que parece que caiu de um outro planeta.
Ela é um labirinto carnal
Que te pega sem dar nenhum aviso

Assim é Maria
Branca como o dia
Mas se torna um veneno
Se você quiser namorá-la
Assim é Maria
Tão quente e tão fria
Que se você a beber
Com certeza, ela te matará

Um, dois, três
Um passinho para frente Maria
Um, dois, três
Um passinho para trás
Ainda que eu morra agora,
Maria
Eu tenho que lhe beijar

Ela é como um pecado mortal
Que te condena pouco a pouco
Ela é uma miragem sexual
Que te deixa louco, louco

Assim é Maria
Tão quente e tão fria
Que se você a beber
Com certeza, ela te matará
Um, dois, três

Um passinho para frente
Maria
Um, dois, três
Um passinho para trás
Ainda que eu morra agora,
Maria
Maria
O que mais você me dará?

Um, dois, três
Um passinho para frente Maria
Um, dois, três
Um passinho para trás
Um, dois, três
Um passinho para frente.

Apresentando Ricky Martin

Um dos artistas mais expressivos da cena latina é o cantor porto-riquenho Ricky Martin. Depois de atuar como ator e modelo em comerciais de artigos infantis, Ricky conheceu o sucesso ao entrar para o grupo Menudo, em 1984, onde cantou por cinco anos. Posteriormente, trabalhou como ator no México.

Sua estréia solo ocorreu em 1991. Não obteve o êxito esperado. Este só aconteceu quando lançou com terceiro disco A medio vivir (1995), que vendeu mais de 600 mil cópias no Brasil. É deste disco, a canção María, seu maior hit,que foi tema da novela Salsa e Merengue (1996).

Além do talento, Ricky impressiona por sua colaboração com as causa hamanitárias promovidas pelas Nações Unidas e por sua simpatia e esforço para interagir com o público. Prova desse esforço é o fato de que, nas vezes em que esteve no Brasil ou em Portugal, procurou atender aos jornalistas falando um português quase fluente.

A idéia era psotar o clipe original da canção Maria (http://www.youtube.com/watch?v=MdX07v0f9M4). Porém sua incorporação no You Tube foi desativada. Por isso, segue na postagem o clipe de uma apresentação ao vivo (http://www.youtube.com/watch?v=6-Egdb001KE).

Harold
Ricky Martin- María

12 junho 2009

Informações sobre Aimee



Não é novidade para os leitores e as leitoras do blog a minha predileção por Aimee Mann (www.aimeemann.com), a moça aí das fotos. A genial cantora e compositora norte-americana toca fundo no meu coração. Suas composições me oferecem sensações de bom gosto e equilíbrio. Tanto é que, se alguém vier me dizer que não há valor no trabalho dela, certamente, terei pena do infeliz e pobre opinador.
Conheço o trabalho dela desde 2007. Descobri meio que por acaso. Estava na frente da televisão numa tarde de calor, fazendo zapping nos canais pagos. Quando cliquei num certo canal, vi um clipe de uma cantora que tocava um violão. Havia alguma coisa de folk rock na música dela. Imaginei que fosse Melissa Etheridge, que vi, no final do século passado, numa edição do prêmio Grammy. Quando terminou a exibição do clipe, os caracteres desmentiram meu pensamento. Lá estava escrito: Aimee Mann.
Por nunca ter ouvido este nome, acessei a internet atrás de informações. Escrevi o nome da cantora loura na Wikipedia. Fiquei sabendo que ela nasceu no dia 8 de setembro (como meus primos Cléber e Helder) de 1960. Se tivesse nascido na véspera, seria minha parceira de data. A Wikipedia me informou que Aimee atuou, nos anos 80, como vocalista/baixista da 'Til Tuesday, banda new que teve relativo sucesso tendo, inclusive, emplacado o clipe da canção Voices carry na Mtv (http://www.youtube.com/watch?v=zz4pTMN3abw). A mente clareou. Lembrei que um dos meus irmãos comprou um vinil dessa banda. Todavia nunca ouvi este trabalho.
Além disso, descobri que o trabalho dela não me era de todo desconhecido. É dela a trilha sonora do filme Magnólia, de 2000, que concorreu ao Oscar na categoria. Vi o filme e gostei bastante. Minha impressão era que as canções serviam como suportes para as personagens da trama. E não é que eu estava certo? O diretor do filme, Paul Thomas Anderson, declarou que escreveu o roteiro escutando Bachelor N. 2, terceiro disco da carreira solo de Mann. Portanto, foi quase lógica que mais de 95% da trilha fossem compostas com as canções dela. A forcinha de Anderson fez com que a carreira de Aimee ganhasse repercussão mundial.
De posse destas informações, fui ao e-mule para baixar todos os trabalhos de Mann que estivessem disponíveis. Só encontrei a já citada trilha de Magnólia e o cd Forgotten Arm. Comecei a ouví-los adoidadamente. Quanto mais ouvia, mais gostava. Levei a coisa tão a sério que meu interesse pelo trabalho de Aimee começou a me trazer problemas. Uma pessoa estimada demonstrou incômodo e ciúme por causa de minha atitude efusiva em relação à cantora.
A artista é uma pessoa de muita atitude. Procurou ocupar seu espaço na cena musical com esforço e talento. Nunca foi de bajular a imprensa ou de se abrigar nas asas das grande gravadoras. Ralou bastante junto com os colegas de 'Til Tuesday. Coerência sempre foi algo perceptível no seu trabalho. Além do sucesso com a trilha de Magnólia, ela recebeu diversos prêmios e consolidou seu nome na cena do rock independente de seu país e também junto à grande mídia.
Recentemente, um amigo me presenteou com uma cópia de Smilers, último cd da cantora. Comovido, agradeci o presente e comecei a ouví-lo uma, duas, muitas vezes. Impossível não gostar. As composições abordam temas pertinentes para as pessoas que já passaram dos trinta anos. Além disso, os arranjos apresentam influências diversificadas. Há timbre de folk, como é de praxe. Mas Aimee também dialoga com utiliza outras linguagens. Por exemplo, uma canção abre espaço para o uso de teclados numa proposta bem new wave (lembranças de 'Til Tuesday?). Noutra, há a presença de instrumentos de uma big band. Enfim, é um disco de raro bom gosto.
Como artista Aimee Mann, que dirige o selo Super Ego Records com o marido Micahel Penn, nada precisa provar. Tem o respeito de quem aprecia o bom rock e a boa música em geral. Por isso, sempre que lança um disco, é criada alguma expectativa, que também traz uma certeza: está chegando coisa boa.
Aroldo José Marinho