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16 novembro 2017

Saída do baixista

Na terça-feira (14) o grupo Barão Vermelho anunciou, em nota oficial divulgada em rede social, o desligamento do músico Rodrigo Santos (o primeiro à esquerda na foto de divulgação). O baixista, que entrou na formação em 1992, alegando "incompatibilidade de agenda", optou pela dedicação integral à carreira solo. É a segunda baixa sofrida pelo grupo neste ano, após saída do guitarrista e vocalista Roberto Frejat.

Santos foi o terceiro baixista a integrar a banda após as participações do fundador Dé Palmeira (1981-1989) e de Dadi Carvalho (1990-1992). Até o momento não foi anunciado nome de substituto. Nas redes sociais, admiradores da banda fizeram sugestão do retorno de Palmeira ao posto. Todavia, se tomar por base as declarações poucos saudosas que o músico faz, quando lhe perguntam sobre vida baronesca, dificilmente isso acontecerá.  Em nota oficial, foi informado que um novo músico será escolhido para participar do restante da a turnê.

A saída de Santos parece ter sido amigável. Sobre o grupo, assim se expressou o músico num post de rede social: "Sentirei saudades de todos esses caras fantásticos, a quem amo tanto. Sucesso a todos nós!!"

Além da turnê, Barão Vermelho continua preparando álbum de canções inéditas, a ser lançado em 2018. Então votos de longa vida ao Barão Vermelho, seguidos do agradecimento para Rodrigo Santos, por seus 25 anos dedicados à banda e sucesso na nova etapa de sua carreira.

Segue abaixo comunicado da banda sobre desligamento de Santos.

"Comunicado
Devido à incompatibilidade de agenda e projetos pessoais, o baixista RODRIGO, na banda desde 1992, deixa o BARÃO VERMELHO para se dedicar integralmente à carreira solo.

O BARÃO VERMELHO segue com: GUTO GOFFI e MAURÍCIO BARROS, fundadores da banda; FERNANDO MAGALHÃES, no grupo desde 1985, e RODRIGO SURICATO (2017).
Os " barões " estão fazendo ensaios para escolher o baixista que vai acompanhá-los nos shows da turnê que segue pelo país e preparam um novo álbum de inéditas previsto para o primeiro semestre de 2018.
Boa sorte a todos nesta nova fase !"

Aroldo José Marinho

04 março 2017

Cinco Perguntas Para... Nitai Santana



Depois de um tempo de recesso, retomo a sessão de entrevistas do blog. A proposta é sempre apresentar aos leitores e às leitoras os pensamentos e as idéias de pessoas que, por um ou outro motivo, considero interessantes, gente que tem algo de saudável ou proveitoso para oferecer para vocês.
De acordo com o perfil pretendido, apresento para vocês Nitai Santana da Silva. O moço que nasceu em 21 de junho de 1995, em Macapá (AP), é originário de uma família que tem a música como referência. Os estudos de violão erudito e a descoberta do contrabaixo lhe habilitaram a conquistar espaço na cena musical da cidade. Primeiro, com 16 anos, atuando como músico acompanhante. E, aos poucos, como compositor e interprete, se torna uma opção para as pessoas que procuram no circuito de bares.
O talento de Santana não é nutrido somente pela herança familiar e pela experiência na cena local. Ele desenvolve conhecimentos acadêmicos na  faculdade de licenciatura em música e nas pesquisas culturais que desenvolve, principalmente, sobre música brasileira e jazz. Neste sentido, não é errado afirmar que sua carreira pode alcançar situações amplas, não imaginadas por ele.

Na entrevista concedida ao blog, é possível perceber Santana não somente como uma revelação musical. Isso é óbvio! Todavia suas respostas mostram ser ele um artista em expansão, que tem a consciência de sua capacidade e das situações que o rodeiam. Vamos saber de Santana pelas suas palavras.


Aroldo José Marinho (M): Você descende de uma família que faz da música a sua herança. Como se dá sua relação com esta arte?
Nitai Santana (S): Descendo de uma família de professores de música, aprendi em casa as primeiras noções de violão e teoria musical. Já tratei de música como hobby mas hoje minha relação é profissional, a dimensão que sinto prazer em trabalhar com esta arte é a composição, especialmente, as canções, pois, não há fórmulas para se fazer isto, é sempre muito inusitado, às vezes, rápido, às vezes, demorado e a minha busca é confortar e desconfortar os ouvidos, fazer desta arte simplesmente como ela se apresenta a mim mesmo, expressando não só algo técnico e objetivo mas principalmente a subjetividade dos sentimentos humanos.

M: Quais são os temas inspiradores de seu trabalho de compositor?
S: Me inspiro nos livros que leio, nos elementais da natureza, nas moças bonitas da cidade, na busca pelo grande arquiteto do universo (Deus), nas dificuldades da vida, na complexidade dos relacionamentos humanos, no amor em suas várias dimensões.

M: Como diferencia sua atitude de compositor das posturas de artista solo e de músico acompanhante?
S: Como Músico acompanhante eu preciso ter sempre em mente o ato sacerdotal para com a música, não que eu não seja livre para criar mas tento entender as necessidades do artista que estou acompanhando para todos ter prazer em fazer o trabalho. Quando se trata de solo eu tenho mais liberdade em criar e até mudar algo que ficou mais legal.

M: Poderia contar sua opinião sobre a cena musical de sua cidade?

S: Se eu fosse resumir em uma frase: “temos que se virar” (risos).  Hoje em dia a cena Musical é totalmente de produção independente.

M: O que faz o cidadão Nitai seguir adiante?
S: É a arte que me move, minha arte, acredito nela e isso é tudo que eu preciso para seguir.






19 fevereiro 2017

Atitude de mulher

O texto que segue abaixo teve como fonte de inspiração Tallyta Carneiro Mendes. Mulher brasiliense inteligente e bonita, cheia de boas idéias e preocupações com o meio ambiente e todos os seres vivos. Além de formular um pensamento elaborado, argumenta através da arte da dança, expressando sensibilidade e garra. Impossível ignorá-la.
Aroldo José Marinho



Atitude de mulher
Aroldo José
A mulher sorri para o mundo,
Observa o ambiente
Ouve o canto dos pássaros
E exclama:
"Que lindo!"

Porém ela não sabe que antes,
O ambiente era outro,
Diferente!
Não havia canto,
Não havia pássaros.

O mundo era um lugar estranho
E desesperado,
Dominado pela incerteza.
Ninguém esperava pelo amanhã.

Mas eis que ela chegou,
Sorriu para o horizonte,
Fez surgir a luz,
Cantou sua bela melodia
E a claridade iluminou a vida.

Ela trouxe a beleza
E o ambiente, emocionado,
Exclamou:
"Que linda!"

30 outubro 2016

Na reta final

Nesta semana mais  dois capítulos de debates foram escritos na disputa pela prefeitura de Macapá no segundo turno. Novamente, os protagonistas foram o prefeito Clécio Luís (Rede) e o ex-senador Gilvam Borges (PMDB). Ambos tentaram convencer o eleitorado da capital de que são as melhores opções para dirigir a cidade nos próximo quatro anos. Os debates, em alguns momentos viraram embates, ou combates. Recheados de situações mais apropriadas aos programas humorísticos do que às discussões de idéias.

O primeiro capítulo aconteceu na tarde de quarta-feira (26), nos estúdios da rádio Diário Fm. Luís e Borges responderam  perguntas sobre temas acordados pela equipe da rádio com suas assessorias de campanha. Por serem pessoas acostumadas a enfrentar microfones, poderia se supor que o prefeito e o ex-senador dariam ao público um programa de discussão de muitas idéias interessantes para Macapá. Porém a fronteira que separa a suposição da realidade é grande.

Em termos de desempenho, Luís respondeu com tranquilidade a maior parte das perguntas. Todavia não se pode fazer a mesma afirmação sobre seu adversário. Em nenhum momento, Borges conseguiu responder aos temas de forma direta e concisa. Argumentou sempre de maneira vaga, malandramente, dando sempre um jeito para, em suas respostas, incluir farpas à atual administração do município. 

Provavelmente, a intenção do ex-senador era criar um clima que pudesse desestabilizar Luís. Sua postura me lembrou comportamento de zagueiros uruguaios que, fora das vistas dos árbitros,  passam o jogo inteiro provocando atacantes brasileiros. Estes, depois de muitos provocados, finalmente, revidam as agressões, na frente do juiz. Resultado: cartão vermelho para o agredido e vitória do agressor. Se era esta a estratégia de Borges, com certeza, não surtiu efeito desejado. Poucas foram as vezes em que Luís ficou desconcertado. Acredito que o único efeito prático das situações deste debate foi ajudar muitos indecisos a fazerem opção pelo candidato da Rede. Dados da pesquisa encomendada pelo Ibope, o portal G1 e a Rede Amazônica de Televisão (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/10/28/em-macapa-clecio-luis-tem-56-e-gilvam-borges-37-revela-pesquisa-ibope.htm), divulgada na sexta-feira (28), parecem endossar este entendimento.

Na noite de sexta-feira, já sabendo da preferência do eleitorado revelado pela última pesquisa, Luís (56%) e Borges (37%) foram para o embate final nos estúdios da Tv Amapá. Considerando o debate da quarta-feira anterior, não foram verificadas mudanças significativas nas posturas dos candidatos. Luís mostrou maior tranquilidade ao enfrentar as provocações de Borges. Focou a fala nas ações realizadas em sua gestão municipal. Seu opositor não modificou estratégia, várias vezes, tentou vender a idéia de que era um herói popular, representante do povão, execrado pelas elites e assim por diante. Provavelmente, sua participação não conseguiu agregar novos eleitores à sua campanha.

Chega o domingo (30), despedida de outubro e da eleição. Se não houver surpresa, Clécio Luís terá novo mandato. Diferente de 2012, quando concorreu com um prefeito que foi conduzido ao cárcere da Polícia Federal, ele não é mais uma novidade, um candidato transformado em bandeira ética para evitar que Macapá virasse piada nacional. Os tempos são outros! Candidato à reeleição, mudou de partido e liderou uma coligação que, do ponto de vista ideológico, foi questionada por eleitores esclarecidos. O êxito de sua nova gestão pode ampliar seu espaço político no contexto das eleições majoritárias. Todavia um possível fracasso estimulará a população, em novos pleitos, a dar voto de confiança aos seus opositores. Eis a nova caminhada de Luís.

02 outubro 2016

Tudo de novo?

O primeiro turno das eleições municipais em Macapá chega ao seu final. Logo a contagem de votos indicará quais candidatos se enfrentarão no segundo turno. Também se saberá se as pesquisas eleitorais, de fato, expressaram com fidelidade a tendência do eleitorado da capital do estado do Amapá.

Na última pesquisa realizada pelo Ibope para a Rede Amazônica de televisão, divulgada na sexta-feira (30/09), era clara preferência do eleitorado pelo prefeito Clécio Luís (http://g1.globo.com/ap/amapa/eleicoes/2016/noticia/2016/09/ibope-votos-validos-clecio-tem-42-gilvam-21-e-aline-19.html). Candidato da Rede liderava com 42%, secundado por Gilvam Borges (PMDB) com 21%, num empate técnico com a terceira colocada Aline Gurgel (PRB), 19%. Os números deram a entender que a população, se não está totalmente satisfeita com sua administração, também não se sente tão decepcionada.

Os números da pesquisa indicaram que a disputa do segundo turno oporá a centro-esquerda à direita. Luís tentará sua reeleição contra Borges ou Gurgel. Nas projeções do Ibope, o atual prefeito será vencedor independente da pessoa com quem irá concorrer. Todavia nem sempre a voz das pesquisas, necessariamente, reflete a voz do povo.

A partir de amanhã (03/10) os que forem para o segundo turno iniciarão contatos para ampliar seus leques de influência. Se valer a lógica da eleição de 2012, provavelmente, Luís será novamente vencedor, com voto das pessoas de boa vontade e esclarecidas de Macapá. Contudo não se pode esquecer que, no pleito anterior, ele era uma grata surpresa do PSOL,  que não teve dificuldade para unificar a esquerda ao seu redor. Considerando sua transferência para a Rede e seu crescente diálogo com o DEM de sua vice, conseguirá ele ser, novamente, a personificação política de uma Macapá que deseja ser uma cidade que busca ser percebida como evoluída?

Cenas dos próximos capítulos!

Aroldo José Marinho  




Edmilson e quem?

Faltam algumas horas para Belém saber quem serão os candidatos que, no segundo turno, permanecerão na disputa para a prefeitura. Pesquisa encomendada pela Tv Liberal ao Ibope e divulgada em 01/10 (http://g1.globo.com/pa/para/eleicoes/2016/noticia/2016/10/ibope-votos-validos-edmilson-tem-33-zenaldo-23-e-eder-mauro-20.html), confirmou a liderança que o candidato Edmilson Rodrigues (PSOL) mostrou ter na pesquisas anteriores. A vantagem de Rodrigues sobre demais competidores é de 33%. No segundo lugar, aparece Zenaldo Coutinho (PSDB) com 23%, buscando à reeleição, seguido por Éder Mauro (PSD), 20%. A vantagem do segundo candidato para o terceiro configura um empate técnico entre ambos. Resta esperar abertura das urnas para saber quem será o adversário de Rodrigues no próximo round eleitoral.

Terminado o primeiro turno, os competidores que irão para o turno seguinte, começarão a conversar com os adversários que ficarão de fora da disputa. Momento de aplacar as animosidades surgidas durante a campanha e acentuadas nos debates. Apesar da batalha particular entre Coutinho e Mauro, é provável que, pela lógica de alianças da atual política brasileira, o perdedor ofereça seu apoio para aquele que for enfrentar Rodrigues. Num ensaio de futurologia presume-se que o deputado do PSOL receberá apoio de partidos alinhados à esquerda (PT, PCdoB, PCB e PSTU). O bloco que adversário deverá ser integrado pelos partidos que demonstram ser mais afinados com o atual governo federal (PSDB, PMDB, PSD, PRTB e Rede). 

Todavia não se pode afirmar que tendência ideológica será concretizada. Há sempre possibilidade do PSTU, como em outras ocasiões optar por não apoiar nenhuma candidatura no segundo turno. Também é viável a Rede declarar neutralidade e assim por diante. Ou então, o PMDB rachar ao meio, com suas lideranças apoiando candidatos diferentes.

As preocupações dos candidatos passam a ser outras e bem maiores. Apesar de todas as projeções eleitorais indicarem que Rodrigues será vencedor no segundo turno, independente do adversário ser Coutinho ou Mauro, ele sabe que haverá fogo pesado em sua direção. Assim como agora, o socialista liderou a corrida eleitoral em 2012. Mas foi derrotado no segundo turno pela união de caciques da dupla PMDB e PSDB. Portanto, há necessidade de tornar mais efetiva sua campanha na reta final.

O prefeito Coutinho, além da clara preferência do eleitorado por Rodrigues, tem contra si a impopularidade de sua administração. Eleitores que estiveram com ele no pleito anterior declararam estar decepcionados e que optarão por outro candidato. Isso não significa que, necessariamente, esses votos irão para seu adversário socialista. Uma possibilidade plausível é que haja notável quantidade de votos em branco ou nulos no segundo turno.   

A sorte está lançada! Se não houver algum fator de última hora, haverá mudança na direção da prefeitura de Belém. Se Rodrigues for vencedor, a mudança poderá ser ampla, desde o estilo de administrar até as  prioridades da gestão. Todavia, se Mauro for o eleito, as mudanças, provavelmente, serão mínimas. Havendo, na verdade, somente a troca de gestor e a manutenção do estilo de administrar. 


Aroldo José Marinho




25 setembro 2016

Uma nova disputa?

A corrida rumo à prefeitura de Belém segue em frente. Em menos de um mês saberemos se a população dará voto de continuidade para a administração atual ou se apostará num projeto alternativo. Através de coligações ou em partidos isolados, dez são as candidaturas que postulam comandar a cidade nos próximos quatro anos. Os candidatos são: Regina Barata (PT); Professor Maneschy (PMDB); Cleber Rabelo (PSTU); Úrsula Vidal (Rede), Luís Menezes (PCB), Professor Ivanildo (PRTB), Zenaldo Coutinho (PSDB), Edmilson Rodrigues (PSOL), Éder Mauro (PSD) e Lélio Costa (PCdoB). Percebe-se que são muitos caciques para poucos índios. Apesar de cada um tentar se mostrar o mais diferente possível dos colegas, na prática, não diferem tanto entre si. Será difícil para o eleitorado separar o joio do trigo no meio de tanto discurso empolgado que, no fim das contas, não representa muita novidade.

Na tentativa de buscar entender com clareza as opções oferecidas para o eleitorado, para efeito didático, divido os candidatos em dois grupos. O primeiro apresenta perfil conservador, mais alinhado com interesses de empresários e políticos herdeiros de um período de 21 anos de opressão. São eles: Maneschy, Vidal, Ivanildo, Coutinho e Mauro. No segundo grupo incluo candidatos com perfil mais próximo dos movimentos sociais e das questões referentes às desigualdades entre classes. Cito: Barata, Rabelo, Menezes, Rodrigues e Costa.

Divididos os candidatos, a tendência inicial é visualizar a disputa entre os dois lados com base no resultado de 2012. Naquele ano Rodrigues e Coutinho se enfrentaram no segundo turno. O tucano aglutinou forças conservadoras ao seu redor, tornando-se vitorioso. Todavia parece que os eleitores passaram a pensar diferente da última eleição. Pesquisas atualizadas apontam mudanças (http://g1.globo.com/pa/para/eleicoes/2016/noticia/2016/09/edmilson-tem-36-e-eder-mauro-24-na-disputa-em-belem-diz-ibope.html). Nelas o deputado federal Rodrigues aparece na liderança com 36%. Porém seu adversário é outro deputado, Mauro é citado com 24%. Essa tendência parece indicar descontentamento da população de Belém com o trabalho do prefeito Coutinho.

A pesquisa da próxima deverá encerrar prognósticos do primeiro turno. Considerando resultados anteriores, haverá confirmação da ida de Rodrigues para segundo turno. Provavelmente, disputará com Mauro. Porém é prudente esperar um pouco. Apesar da rejeição ao mandato de Coutinho, seus 20%, sugerem possível reviravolta e a conquista do segundo lugar. Essa possibilidade tem respaldo na disputa d a corrida presidencial de 2014, quando Aécio Neves, surpreendentemente, passou Marina Silva e se tornou adversário de Dilma Rousseff no turno seguinte. Ocorreu ou não esse fato, Rodrigues terá que juntar todas as forças progressistas ao seu redor e setores conservadores descontentes com a administração municipal. Assim sua vitória será consolidada.

Aroldo José Marinho

18 setembro 2016

Pesquisa derruba senso comum

Há sete candidaturas na disputa para a prefeitura da cidade de Macapá. Os postulantes ao cargo de gestor da capital do Amapá (AP) são: Clécio Luís (Rede), prefeito atual, Aline Gurgel (PRB), Dora Nascimento (PT), Gilvam Borges (PMDB), Genival Cruz (PSTU), Ruy Smith (PSB) e Promotor Moisés (PEN). De acordo com a lógica de senso comum, muitas vezes, os candidatos preferidos do eleitorado são os representantes dos partidos majoritários. Portanto, a corrida eleitoral giraria em torno dos nomes de Luís, Borges e Smith. 

Todavia o senso comum parece que foi desmentido pelos dados da pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope/ Rede Amazônica de Televisão (http://g1.globo.com/ap/amapa/eleicoes/2016/noticia/2016/09/clecio-lidera-com-27-disputa-para-prefeitura-de-macapa-diz-ibope.htmlentre os dias 12 e 15 deste mês e divulgada na sexta-feira (16), evidenciam que 27% do eleitorado é favorável à reeleição de Luís enquanto 18% prefere Gurgel; 12% tenciona votar em Borges; seguido de Smith, 10%; de Moisés, 9%; da candidata Nascimento, 7%; e na sétima posição, Cruz, 5%. Sendo 9% e 3%, respectivamente, o total de brancos/nulos e de quem  não sabe/não respondeu.

Os números da pesquisa parecem indicar que Luís e Gurgel se enfrentarão no segundo turno. Se a tendência se manter, haverá reorganização das forças políticas do município. Considerando somente o aspecto ideológico, Luís terá apoio de Smith e campanha de Gurgel terá em Borges seu novo suporte. Logo a eleição da capital reproduzirá o embate 
 dos grupos majoritários na geopolítica amapaense. 


Fica a pergunta: a ideologia será mesmo o fator determinante do resultado da eleições em Macapá? Ou haverá outro desfecho?

Aroldo José Marinho 

Observador das eleições

O ano de 2016 é de campanha eleitoral na maioria das cidades brasileiras. Os eleitores escolherão prefeitos e vereadores dos municípios onde residem. Espera-se que as escolhas recaiam sobre candidaturas que, de fato, sejam comprometidas com as intenções de progresso social dos municípios.

Apesar de importantes, as eleições não possuem caráter geral. Lugares como o Distrito Federal (DF), onde moro, estão fora dessas eleições. No DF as funções de prefeito e vereador são exercidas pelo governador e pela Câmara Legislativa. Portanto não desempenharei função de eleitor. 

Se estou fora das eleições como eleitor, participo de outra maneira. Lanço olhar de torcedor para as disputas de duas cidades onde tenho laços afetivos. Meu foco serão os embates a serem realizadas em Belém (PA) e Macapá (AP). Que as populações dessas cidades façam escolhas que não mereçam arrependimentos posteriores.


Aroldo José Marinho