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02 outubro 2008

Guerreira


No dia 23 de agosto o Brasil teve uma grande alegria olímpica. A seleção feminina de voleibol trouxe a medalha de ouro. Depois de várias tentativas frustradas, a equipe conseguiu superar as dificuldades e sair vencedora de uma grande competição internacioanl. Nesta caminhada, foram duras as derrotas nas olimpíadas de Atenas (2004), no campeonato mundial (2006 ) e no Pan do Rio (2007). Esses resultados foram determinantes para que nossas atletas passassem a ser vistas com desconfianças, como se não tivessem competência para enfrentar as grande decisões.

Os jogos de Pequim passaram. Com eles, passou também a fama de "amarelar" das nossas moças. Elas foram perfeitas na competição. Só perderam um set. E mais: Paula Pequeno foi eleita a melhor atleta; a capitã Fofão, a melhor levantadora e Fabi, a melhor líbero. É aqui que minha emoção deixa de ser contida. Quero declarar minha admiração por esta moça.

Fabiana Alvim de Oliveira joga vôlei desde os 13 anos. Começou a treinar nas categorias de base como atacante. Por causa da baixa estatura (1,66) passou a jogar na posição de líbero. A primeira convocação para a seleção foi em 2002, quando Marco Aurélio Motta a chamou para o mundial. Só após o fracasso da equipe em Atenas é que Fabi passou a ser lembrada por José Roberto Guimarães, técnico atual. Se não me falha a memória, em todas as competições que participou com a seleção (como as olimpíadas de Pequim), foi eleita a melhor atleta de sua posição. Aliás, Fabi é considerada a melhor líbero do mundo.

Poderia continuar a citar mais informações sobre a moça. Mas a intenção é apresentar um poema escrito para Fabi e não uma biografia. Encerro a parte informativa. Segue o texto.
Tudo de bom!
Harold



Guerreira

Aroldo José

A menina dos cabelos louros e longos sorri.

Concentrada, não deixa nada lhe perturbar.

Ela sabe tudo o que precisa fazer.

Como não pode atacar, defende.

Defender é preciso. Esta é a sua arte.


Ela vai para o jogo com uma missão:

Tem que contagiar, cair e levantar

Não pode nunca se acomodar.


A moça cresce e vira fera,

Nunca se entrega.

Assim como a vida,

O jogo segue adiante.

Por isso, ela renova as forças:

Pula! Grita! Sua! Vibra!


A mulher que luta, não cansa,

Faz tanta coisa incrível.

Mostra que é capaz

E nos encanta mais, sempre mais.


Por isso, ela joga.

Por isso, ela luta.

Por isso, ela vence.


A menina que parece uma moça,

A moça que se torna mulher,

A mulher que é uma guerreira.

Brasília, 08/09/08

Para Fabi




7 comentários:

Ivan Daniel disse...

Quero ver uma foto dela contigo do lado. Vou copiar e fazer uma edição engraçada, cheia de corações.
hehehehehehe...

Harold disse...

Daniel!
Se essa mulher pintar aqui no DF para alguma solenidade, compromisso esportivo ou similar, pode ter certeza que eu vou ao encontro dela e a tal foto vai rolar.
Como ensina a sabedoria popular: amapaense-paraense não dá ponto sem nó.
Lhe deixo um enzístico abraço!!!

Anônimo disse...

Grande amigo aroldo belo poema para Fabi gostei muito de sua homenagen a esta jogadora do nosso volei campeão um grande abraço do.

Celso.

Harold disse...

Valeu Celso!
O seu comentário chega em boa hora. Há sinceridade na sua opinião.
Obrigado por tudo!
Abraços!

Paola Vannucci disse...

Aroldo

que admiração hein,

gostaria de ter um fã assim pra mim,

super beijo

Paola

Harold disse...

Pois é Paola!
Faz tempo que desejava escrever uma homenagem para Fabi. Mas não queria que a coisa soasse datada, meio puxação de saco. Por isso, demorei. Só agora foi possível postar um texto digno da moça, acompanhado de fotos que são sensacionais.
Muito obrigado pelo seu comentário. Sei que é muito verdadeiro.
Beijos!!!!

Elisabete de Mello disse...

Amarelo é ouro!