Pesquisar este blog

30 setembro 2005

Tortura nos aeroportos

Uma saudação de alegria para todos que freqüentam este 'blog'. Tomara que os seus projetos estejam sendo vitoriosos.
Hoje divulgo um texto que escrevi em 2003. Eu estava indo de ônibus para uma cidade do interior de Goiás. A viagem foi cansativa. De repente, comecei a pensar sobre como é vantajoso ir de avião.
Depois, entendi que o único inconveniente de uma viagem aérea é a espera quase eterna do momento de embarcar. Concluí que aeroporto é algo que não me emociona.
Espero que vocês enviem seus cometnários sobre este texto.
Um grande abraço!
Harold


Tortura nos aeroportos

Há pessoas que gostam dos aeroportos. Certamente, eu não faço parte desse grupo. Não consigo amá-los. As pessoas que encontro nos aeroportos me encantam. Por exemplo, as funcionárias sorridentes nos balcões de atendimento e as aeromoças sempre prestativas. Mas o encanto não se estende ao avião, às condições de voô nem ao espaço físico chamado aeroporto.
Não vejo nenhum atrativo naquele movimento frenético que há nos 'boxes' das empresas aéreas, o ato do 'check in' e a constatação quase óbvia: excesso de peso na bagagem e, principalmente, nos corações viajantes. A sina humana não dá alívio para ninguém.
Depois vem a espera. Será que o vôo terá atraso? Os aeroportos nos impõem a espera, um pré-cansaço para uma viagem, muitas vezes, longa. E, nada contribui para o alívio do sufoco. As lojas com produtos caros e os bares onde os garçons mostram que só sabem trabalhar dentro do melhor estilo tartaruga.
Lógico que não vou negar o valor dos aeroportos e dos aviões. Há neles a rapidez não oferecida pelos portos e rodoviárias, navios, ônibus e trens. Apesar da eficiência inconteste, é possível questionar o jeito impessoal sempre presente na estada no aeroporto e na viagem aérea.
Por isso, a possibilidade de poesia parece vir das pessoas ligadas ao vôo. Sei de pessoas que detestam todas as situações de vôo, inclusive, a tripulação. Apesar da impessoalidade vista nos aeroportos e nos aviões, não deixo de botar um olhar afetuoso sobre as moças sorridentes que trabalham durante a viagem. Sempre fui bem tratado por elas nas minhas viagens. Cortesia, respeito e despnibilidade. Foi isso que recebi. Foi isso que ajudou a suportar a impessoalidade dos aeroportos e dos vôos.
Além do mais, quem me conhece sabe que as pessoas sempre terão mais valor para mim do que as situações nas quais elas estão envolvidas.

Brasília, 25/06/03

Nenhum comentário: