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26 junho 2006

A copa segue em frente

A copa segue em frente. Depois da fase inicial, algumas seleções arrumaram as malas e sairam da Alemanha. Como era esperado, as equipes de menor expressão foram as primeiras a se despedir do evento. Parece que tudo cai na mesma lógica das copas anteriores: a primeira fase é só para recepcionar quem chega, a coisa importante vem depois e será compartilhada por um círculo bem restrito, geralmente, os selecionados tradicionais da Europa e da América do Sul.
No momento, ocorre a fase do 'mata-mata', quem perde diz adeus às pretensões de levar a taça. Assim foi com Suécia, México, Holanda e outros que não conseguiram derrotar, respectivamente, Alemanha, Argentina e Portugal. O funil vai ficando estreito. O Brasil espera Gana para também manter suas pretensões do hexa-campeonato. Mudou alguma coisa em relação às outras copas?
Sinceramente! Não mudou nada! É sempre assim. Chega o período da copa. Vários países enviam suas seleções para participar da festa, arejar a cabeça num evento mega. Aí começam os jogos, as equipes mais fracas levam sua goleada de praxe ou, às vezes, supreendem os técnicos da Europa e cravam uma zebra. Mas, quase sempre, o prestígio de Brasil, Alemanha, Argentina fala mais alto. Resumindo: a coisa é decidida entre os mesmos.
A impressão que me passa é que, apesar da copa ser um elemento de confraternização universal, ela ainda é um privilégio de poucos mestres iniciados. Será que, nos próximos quatro anos haverá uma equipe campeã vinda da África, da Àsia, da Oceânia? Será que esta idéia continuará, ainda a ser um sonho?
Creio que sim. Em todo caso, seria injustiça que as seleções mais talentosas perdessem espaço para debutantes. Penso que as equipes tradici0nais poderiam (não sei como) dar maior incentivo para o desenvolvimento das seleções menos desenvolvidas.
Aroldo José Marinho

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