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22 janeiro 2009

Uma língua reformada

O ano de 2009 chegou trazendo além dos votos de festa e sucesso costumeiros, uma informação para o mundo que fala a língua portuguesa. A partir deste janeiro, as regras do idioma lusitano foram unificadas. Tem valor para Brasil, Portugal e demais países lusófonos. Os defensores da medida dizem que agora será possível trabalhar pela difusão do idioma que, segundo Wikipedia, é o terceiro mais falado no mundo ocidental. A tentativa de unificação não é um fato novo.
Começou nas décadas finais do século XX. Agora vamos dar tempo ao tempo para saber se tal reforma é válida ou é só mais uma dessas atitudes ineficazes.
Entre as mudanças citadas na tal reforma há a volta das letras k,y e z ao alfabeto português. O banimento do trema, dos acentos circunflexo e agudo de algumas palavras. Agora as palavras terão uma grafia não acentuada mas sem prejuízo quanto à pronúncia. Além destas, há outras modificações na reforma. Todavia não recordo no momento. Mesmo sabendo pouco sobre o fato, desejo expressar minha opinião.
Particularmente, não percebo nenhuma vantagem trazida pela reforma. Apesar de alguns lingüísticas e gramáticos que a unificação permitirá a consolidação e divulgação, certamente, ela não fará do português a língua mais importante ou charmosa do mundo. Não vai fazer com que os países fora do âmbito lusófono queiram aumentar as relações comerciais com a Comunidade do Países de Língua Portuguesa (CPLP). Enfim, não trará vantagem prática nenhuma.

Também não se pode esquecer que o que torna bonita uma língua é a forma como os falantes se apropriam dela. Já imaginou se ingleses, norte-americanos, irlandeses, australianos e demais nações que adotam o inglês falassem ou escrevessem da mesma forma? Que coisa horrível seria se os sotaques dos países da África francófona fossem regrados pela bel vontade da matriz pariense.
Sinceramente, não acredito na forma desta reforma. Também não farei esforço para assimilá-la. Não acredito que algum brasileiro ache normal ler as palavras redacção, facto, objecto, que são constantes na forma lusitana. Viva nós que falamos com o charme brasileiro e os estrangeiros que, volta e meia, declaram que o português falado aqui é melhor do que o ensinado em Lisboa e arredores.
Mas o que fazer com a tal da reforma? Primeiro, reconhecer que a intenção foi boa e agradecer os esforço dos partidários da unificação. Segundo, respeitar e se interessar pela diversidade cultural dos países lusófonos. Terceiro, deixar de lado as preocupações ortográficas e cultivar uma sadia convivências com os outros países que também falam o idioma de Camões.
Aroldo José Marinho

3 comentários:

Lêda Maria disse...

O que nos resta é tentar se adaptar ao novo.

Adorei o blog,parabéns.
Ah...passa no meu blog que tem uma surpresa pa ti!

Harold disse...

Querida Lêda!
Obrigado por visitar meu blog. Me deu alegria ler o que você escreveu. Espero que nosso contato seja mais efetivo.
também agradeço a homenagem que me foi feita duplamente: o inserimento do blog na sua lista de favoritos e as tiras em quadrinho. De fato, sua homenagem me tocou o coração.
Seja sempre feliz e genial!
Beijos e vida!!!!

Elisabete de Mello disse...

Que caiam todos os acentos.

Principalmente da vogal "e".