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11 novembro 2011

Depois da tempestade, vem a bonança

Assim como muitos de vocês, no mês passado, soube da captura e morte de Muammar Kadhafi pelos rebeldes líbios. Pessoalmente, não sou a favor do justiçamento feito por mãos populares. Porém não nego que a notícia da morte do tirano não me trouxe nenhuma tristeza. Penso que foi um alivio para o mundo.

Lembro que, por volta das 09:00 (horário de Brasília) estava lendo alguns e-mails quando, acessei um site de notícias. Lá estava escrito que, numa incursão das tropas rebeldes, na cidade de Sirte, houve a captura do ditador. A fonte da notícia era o Conselho Nacional de Transição (CNT), que havia tirado o ditador do poder. Porém, não havia confirmação da Otan, dos Estados Unidos ou de outras fontes. O que só ocorreu lá pelas 15:00. Era verdade, uma nova história iria começar a ser escrita na Líbia.

Creio que muitas pessoas no mundo tiverm motivos para levantar os braços aos céus e agradecer a Deus o passamento do tirano. Ele mandou prender, torturar e matar qualquer pessoa que fizesse oposição à sua política megalomaníaca. Este é uma dos motivos que justificam a emoção sentida por muitos de seus compatriotas quando já não havia mais nenhuma dúvida sobre sua morte. Não sei se minha atitude é apropriada. Porém a festa dos líbios, em várias partes do mundo, me lembrou as festas que foram feitas quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo de futebol, em 2002.

Todavia, depois da festa, vem a serenidade. Logo será comemorado o primeiro mês da morte de Kadhafi. A Líbia já assimilou a notícia, enterou o passado e começa a pensar no futuro. Um governo democrático será constituído na primeira eleição presidencial num período de 42 anos. Por isso, me uno a diversas pessoas para torcer que o novo governo ofereça liberdade concreta ao povo.

Que, em breve, possamos ouvir citações sobre a Lìbia sem que, necesariamente, o nome do país seja associado ao fantasma do ditador morto.

Aroldo José Marinho

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