31 outubro 2012
26 fevereiro 2012
Fraternidade e saúde pública
O texto aqui reproduzido foi publicado na edição de sexta-feira (24/02) do jornal Correio Braziliense. Nela, Frei Betto comenta o tema que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Campanha da Fraternidade deste ano.
Convém ler com atenção e depois refletir a respeito do valor dado à saúde em nosso país.
Tudo de bom!
Harold
Fraternidade e saúde pública
Frei Betto
O título deste artigo é o tema da Campanha da Fraternidade 2012, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Iniciada na quarta-feira de cinzas, a campanha se estende até o domingo de Páscoa e tem como lema um versículo do livro do Eclesiástico: “Que a saúde se difunda sobre a Terra” (38, 8).
Saúde e tradição cristã estão intimamente associadas. Nos evangelhos, Jesus prima por curar física, psíquica e espiritualmente. Ao longo da história ocidental, a Igreja se destacou como provedora da saúde. De sua iniciativa surgiram os primeiros hospitais, sanatórios e, no Brasil, Santas Casas de Misericórdia.
Os bispos reconhecem os avanços da saúde no Brasil, como a redução da mortalidade infantil (na qual a Pastoral da Criança, iniciativa da dra. Zilda Arns, desempenha papel fundamental). Em 1980, eram registrados 69,12 óbitos por mil nascidos vivos. Em 2010, o índice caiu para 19,88.
A expectativa de vida no Brasil apresenta evolução significativa nas últimas décadas. Em 2008, a esperança de vida dos brasileiros, ao nascer, chegou a 72 anos, 10 meses e 10 dias. A média entre homens é de 69,11 anos e, entre mulheres, 76,71.
De 1980 a 2000, a população de idosos cresceu 107%, enquanto a dos jovens de até 14 anos apenas 14% (Ministério da Saúde, 2011). Em 1980, as crianças de até 14 anos correspondiam a 38,25% da população e, em 2009, representavam 26,04%. Entretanto, o contingente com 65 anos ou mais de idade pulou de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, o primeiro grupo representará 13,15%, ao passo que os idosos ultrapassarão os 22,17% da população total.
A melhoria, no Brasil, das condições de vida em geral trouxe maior longevidade à população. O número de idosos já chega a 21 milhões de pessoas. As projeções apontam para a duplicação desse contingente nos próximos 20 anos, ou seja, ampliação de 8% para 15%. Porém, o percentual de crianças e jovens está em queda. Uma das causas é a diminuição do índice de fecundidade por casal, que, em 2008, caiu para 1,8 filho, o que aproxima o Brasil dos países com as menores taxas de fecundidade.
Como a mortalidade infantil ainda é alta em relação aos melhores indicadores (19,88/1.000), verifica-se a preocupante diminuição percentual da faixa etária mais jovem. Portanto, impactante transição demográfica está em curso no país.
O consumismo e a falta de educação nutricional mudam, agora, o padrão físico do brasileiro. O excesso de peso ou sobrepeso e a obesidade explodiram. Segundo o IBGE, em 2009, o sobrepeso atingiu mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade; cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos; 48% das mulheres; 50,1% dos homens acima de 20 anos. Em suma, 48,1% da população brasileira estão acima do peso e 15% são obesos.
Trata-se de verdadeira epidemia. As famílias estão substituindo a alimentação tradicional na dieta do brasileiro (arroz, feijão, hortaliças) pela industrializada, mais calórica e menos nutritiva, com reflexos no equilíbrio do organismo, podendo resultar em enfermidades como o descontrole da pressão arterial e o diabetes.
Apesar dos avanços, a Campanha da Fraternidade considera o SUS um “caos, sobretudo perante os olhos dos mais necessitados de seus serviços”. Dados do IBGE mostram que o gasto com a saúde representou 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2007. Do total registrado, 58,4% (R$ 128,9 bilhões) foram gastos pelas famílias, enquanto 41,6% (R$ 93,4 bilhões) ficaram a cargo do setor público.
Nos países ricos, 70% dos gastos com saúde são cobertos pelo governo e apenas 30% pelas famílias. O orçamento da União para a saúde, em 2011, foi de R$ 68,8 bilhões. Desse total, somente R$ 12 bilhões foram investidos na atenção básica à saúde por meio de programas do Ministério da Saúde.
Cerca de 150 (78% da população) milhões de brasileiros dependem do SUS para ter acesso aos serviços de saúde. Pois não têm o privilégio da parcela de 40 milhões que pagam planos privados de saúde, com medo da ineficiência do SUS. “Vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, disse Jesus (João 10, 10). Se assim não ocorre, resta-nos fazer de nosso voto e cidadania pressão e exigência de uma nação saudável.
29 janeiro 2012
Paysandu vence o Remo por 2 a 0 no Mangueirão
Segue postagem do Diário Online (http://www.diarioonline.com.br/noticia-185543-paysandu-vence-o-remo-por-2-a-0-no-mangueirao.html) sobre o jogo clássico Remo x Paysandu, acontecido nesta tarde em Belém. O resultado, sem dúvida, é motivo de grande alegria. Que seja eternamente assim.
Valeu!!!
Harold
Paysandu vence o Remo por 2 a 0 no Mangueirão
Domingo, 29/01/2012, 17:56:42 - Atualizado em 29/01/2012, 19:36:52
Já diz o ditado do futebol: “Clássico é clássico, e vice-versa”. O Paysandu conseguiu vencer todos os prognósticos e venceu o Clube do Remo por 2 a 0 no clássico Re-Pa realizado na tarde de hoje (29) no estádio Mangueirão, pelo Campeonato Paraense 2012. Favorito, o Leão não conseguiu mostrar um bom futebol e, por pouco, não saiu de campo com uma goleada.
O Clube do Remo até que tentava deixar de lado o nítido favoritismo para vencer o clássico de hoje. Após quatro jogos, o Leão era líder do Parazão com dez pontos, três vitórias, um empate e nenhuma derrota. Mesmo vencendo as últimas partidas com extrema dificuldade, o Filho da Glória e do Triunfo mostrava um futebol suficiente para garantir os resultados positivos. Os destaques para a partida são o atacante Marciano e o zagueiro Diego Barros.
Já o Paysandu (na foto de Jaime Souza) lutava contra um time formado basicamente por jogadores das divisões de base e com a falta de entrosamento, em razão de que o zagueiro Douglas e o meio-campo Kariri eram as novidades da equipe do técnico Nad. O Papão entrava no Mangueirão como um azarão graças aos últimos insucessos no Estadual: uma vitória e três derrotas. Quem poderia desequilibrar pelo lado bicolor era o jovem garoto Bartola, aliado a experiência do volante Vanderson.
1º TEMPO
O jogo começou movimentado no Mangueirão. Com menos de cinco minutos, o Paysandu, através das jogadas de velocidade do atacante Bartola, conseguiu dois escanteios. Por outro lado, o Remo não conseguia segurar a bola no meio-campo. Betinho e Aldivan, responsáveis pelas jogadas azulinas, estavam bastante marcados pelos defensores bicolores.
Aos 18 minutos, quase o gol bicolor. O meio-campo Robinho cobrou falta e o goleiro Jamilton fez grande defesa, colocando a bola para escanteio. O Leão só veio acordar no jogo aos 22 minutos, quando Betinho deixou a defensiva bicolor para trás e chutou. O goleiro Paulo Rafael conseguiu fazer a defesa. O Paysandu conseguia marcar o meio-campo remista com precisão.
Apesar de viver um mau momento no Parazão, o Papão não se intimidou diante do Remo. Com 25 minutos, Pikachu cruzou perfeito para Robinho, na marca do pênalti. O meia chutou rente a trave. E haja bicola no jogo. Logo depois, chute forte e a zaga remista colocou para escanteio. O lance do primeiro tempo saiu dos pés de Bartola. O jogador perdeu o gol na frente do goleiro Jamilton, que defendeu.
Os bons lances não paravam de aparecer no Mangueirão. Em cruzamento da esquerda, os atacantes Marciano e Joãozinho perderam a chance de marcar embaixo da trave bicolor. No final do primeira metade do jogo, o Remo cresceu nas jogadas ofensivas, mas não conseguiu abrir o placar. Porém, na base da velocidade, o bicolor continuava imprimindo perigo. Após escanteio, Vanderson cabeceou na trave.
2° TEMPO
Logo com 30 segundos de jogo a Fiel Bicolor comemorou no Mangueirão. O atacante Heliton, que entrou na vaga do cansado Kariri, deu um drible desconcertante na zaga do Remo e tocou na área. O meio-campo Robinho apareceu livre e marcou: Paysandu 1 x 0 Remo. Logo em seguida, quase o garoto Bartola marca o segundo, mas novamente o goleiro Jamilton defendeu para o Leão de Antônio Baena.
A partir daí o jogo ficou emocionante no Mangueirão. O Paysandu se segurava no campo de defesa para tentar sair no contra-ataque, enquanto que o Remo tentava chegar ao gol de empate. Em uma das estocadas azulinas, o atacante Marciano desviou e a bola bateu na trave. Quase o empate do Filho da Glória e do Triunfo. Entretanto, o bicola aproveitava as falhas do rival. Heliton aproveitou bobeira da zaga e invadiu a área. No chute, Jamilton fez outra grande defesa.
A partir do 20 minutos, só dava Remo no embate. Precisando do gol de embate, os jogadores azulinos tentavam o gol de todas as maneiras, mas a zaga bicolor e o goleiro Paulo Rafael não davam espaços. Veloz, Robinho conseguiu, na base do contra-ataque, chutar da entrada da área. Mais uma vez, ele, Jamilton, o nome do jogo pelo lado azul marinho, conseguiu defender.
A última cartada do técnico Sinomar Naves foi a entrada do jovem atacante Jaime, destaque do Leão na Copa São Paulo de Futebol Junior. Aliás, Jaime, para muitos, tem uma vaga garantida no ataque do Remo. Mas quem acabou marcando foi o Paysandu. Aos 40 minutos o meio-campo Robinho tocou para o atacante Heliton que, com categoria, fez o segundo gol do Paysandu: 2 a 0, placar final. (Gustavo Pêna, DOL)
Ficha Técnica:
Clube do Remo: Jamilton; Balú, Diego Barros, Juan Sosa e Alex Ruan; Felipe Baiano (Jaime), Adenísio, Aldivan (Magno) e Betinho; Marciano e Joãozinho (Cassiano).
Técnico: Sinomar Naves.
Paysandu: Paulo Rafael, Yago Pikachu, Thiago Costa, Douglas e Jairinho; Vânderson, Billy, Leandrinho (Neto), Kariri (Heliton) e Robinho; Bartola (Pablo).
Técnico: Nad.
Local: Estádio Mangueirão.
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso. Assistentes: José Ricardo Guimarães Coimbra e Marcio Gleidson Correia Dias.
Cartões amarelos: Betinho, Balú , Diego Barros e Juan Sosa (REM); Leandrinho, Billy, Vanderson e Heliton (PAY)
Público: 29.751 expectadores (26.706 pagantes. e 3.045 credenciados)
Renda: R$ 535.740 mil
05 janeiro 2012
Marcos decide se aposentar após 20 anos de Palmeiras
Boa noite!
A postagem que segue foi, originalmente, publicada no site da Sociedade Esportiva Palmeiras (www.palmeiras.com.br, www.palmeiras.com.br/noticias/2012/01/04/18h12-id6192-marcos+decide+se+aposentar+apos+20+anos+de+palmeiras.shtml#.TwT5ojWAHqQ) e faz referência a um importante herói do esporte brasileiro. A postagem comunica uma decisão que, ao mesmo tempo, motiva a tristeza e a alegria. Tristeza por saber que um herói e santo se retira. A alegria é por poder agradecer tudo que o santo fez pelas pessoas deste país.
Este blog apenas divulga a notícia e expressa a verdade do coração:
Muito obrigado são Marcos!!!
Harold
Marcos decide se aposentar após 20 anos de Palmeiras
21 dezembro 2011
Seleção brasileira termina ano em 6º no ranking da Fifa
O futebol brasileiro precisa iniciar 2012 com boas e profundas reflexões.
Que o texto que segue abaixo, extraido do site estadao.com, sirva como estímulo.
Harold
Seleção brasileira termina ano em 6º no ranking da Fifa
A seleção brasileira de futebol encerrará o ano na sexta colocação do ranking da Fifa, atualizado nesta quarta-feira. Ao fim de uma temporada irregular, o time de Mano Menezes termina 2011 duas posições atrás do quarto lugar registrado em dezembro do ano passado.
À frente do Brasil segue as seleções da Espanha, Holanda, Alemanha, Uruguai e Inglaterra. Ao encerrar o ano na liderança, com larga vantagem, a equipe espanhola foi eleita a melhor da temporada pela quarta vez consecutiva. Holandeses, alemães e uruguaios seguem em uma apertada disputa pelo segundo lugar. Somente 56 pontos separam as três seleções no ranking.
A última lista do ano consolidou o Uruguai como o melhor time da América do Sul. O atual campeão da Copa América desbancou o Brasil, seleção sul-americana mais bem colocada ao fim de 2010. Em grande fase, os uruguaios saltaram do sétimo para o quarto lugar em comparação a dezembro do ano passado.
Sem mudanças no Top 10 em relação a novembro, o ranking teve como principal destaque neste mês a Bósnia-Herzegovina, que ganhou três posições e subiu para o 20º lugar. A seleção de País de Gales também se sobressaiu, ao ser eleita a equipe que mais evoluiu no ano. O time galês subiu duas posições e figura agora na 48ª colocação.
Confira o ranking final de 2011:
1.º - Espanha, 1564
2.º - Holanda, 1365
3.º - Alemanha , 1345
4.º - Uruguai, 1309
5.º - Inglaterra, 1173
6.º - Brasil, 1143
7.º - Portugal, 1100
8.º - Croácia, 1091
9.º - Itália, 1082
10.º - Argentina, 1067
11.º - Dinamarca, 1035
12.º - Rússia, 971
13.º - Chile, 970
14.º - Grécia, 964
15.º - França, 915
16.º - Costa do Marfim, 912
17.º - Suíça, 898
18.º - Suécia, 891
19.º - Japão, 884
20.º - Bósnia-Herzegovina, 869
Rede TV! afasta jornalista que cobra o próprio salário
A postagem que segue foi feita por Gui Barros, do blog Pronto Falei. O texto denuncia um fato grave que merece o repúdio do povo brasileiro. Sugiro um boicote à programação da Rede Tv.
Harold
Rede TV! afasta jornalista que cobra o próprio salário
Gui Barros
A apresentadora do "RedeTv" News", Rita Lisauskas (foto), foi afastada ontem da emissora após reclamar no Facebook sobre o atraso de salários. Segundo a Folha de São Paulo, a emissora ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas tratou logo de colocar uma apresentadora substituta no lugar de Rita.
"Queria só entender como tem empresário que consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir, sabendo que há centenas de profissionais sem salário há no mínimo 2 meses bem na semana do Natal. E o pior: como tem assessor de imprensa (ou seja, coleguinha) que se digna a desmentir o óbvio com a seguinte pérola: 'É mentira desses funcionários, pois os salários estão em dia.' Aos colegas que pensarem em me enviar mensagem pedindo para que me cale nem percam seu precioso tempo. Sou profissional, tenho dignidade, mas não tenho estômago."
É, não tá fácil para ninguém....
20 novembro 2011
O Papa e o Papão
O texto que segue abaixo foi escrito por Syanne Neno. Ela é uma das mais competentes jornalista esportiva do estado do Pará. Quando morava em Belém, dava gosto abrir o caderno de esportes para ler as crônicas escritas por ela.
No texto que segue, Syanne fala com reverência e carinho de duas figuras expressivas à alma paraense: um santo e um time.
Vale a pena e se emocionar.
Tudo de bom sempre!
Aroldo José Marinho
O Papa e o Papão
“Querido papa, eu sou aquela garotinha de short vermelho e camiseta branca que deu adeus pro senhor, na porta da Assembléia Paraense. Queria lhe pedir pra falar com papai do céu e pedir pro meu time voltar a ser campeão daqui. Ele não ganha título há um tempão! Obrigada, papa.”
A carta foi escrita em 1980, logo depois da visita de Karol Wojtyla a Belém. A autora da singela carta foi uma garotinha, na época com 8 anos, que teve a doce ilusão de ser reconhecida e lembrada pela maior autoridade religiosa mundial. Ora bolas, como o papa poderia esquecer “aquele” short vermelho e “aquela” camiseta branca que vestiam a pessoinha mais “importante” entre as milhares que estavam na rua vendo o papa passar? Entreguei a carta à minha irmã, com a promessa que ela chegaria ao Vaticano. Se chegou ou não, o que importa é que meu pedido foi atendido. O Paysandu daquele ano voltou a fazer a garotinha de camiseta branca sorrir e assim gastar menos chutes nas canelas dos moleques do colégio, que insistiam em lhe tirar do sério com encarnações.
Exatos vinte e cinco anos depois, o papa se foi. Se não era um santo, era quase e como tal, deve ter ido diretinho pro tal céu que nós, os católicos, aprendemos a visualizar. Não precisou de nenhum acerto de contas para repousar finalmente de uma longa e angustiante batalha pela vida. No dia seguinte, por uma dessas prazerosas coincidências que motivaram esse texto, o Paysandu era novamente campeão paraense depois de dois anos e meio sem saber o que é um título. E fiquei eu, aqui a lembrar, do tal dia em que a garotinha de short vermelho fez o papa conhecer o Papão da Curuzu através de uma carta.
Minha irmã não lembra se chegou a enviar a cartinha para o Vaticano, mas hoje, eu tenho certeza que sim. Se o indefectível tabu e a perda do jogo para o Boca nos fazem duvidar que Deus é bicolor, o Deus dos gramados, o profano, tão invocado por Nelson Rodrigues em suas crônicas, ahhh, esse é ahhh, esse é bicolor de quatro costados de asinhas. Afinal, mesmo com um título insosso, conseguido graças à ineficiência de um atacante adversário com nome de inseto, fez-se justiça no Mangueirão.A equipe com 8 pontos de vantagem em cima do rival, a de melhor elenco, foi a campeã! E a garotinha, que já não tem 8 anos, mas continua acreditando em sonhos embrulhados em papel, hoje tem essa história pra contar.
18 novembro 2011
A imprensa e a pureza das intenções
A imprensa divulgou notícias sobre mais um caso de corrupção envolvendo nomes de ministros do governo brasileiro. A bola da vez é Carlos Lupi, titular da pasta do Trabalho. Uma revista de circulação nacional deu a entender que ele usou de sua influência para favorecer terceiros. A denúncia deu ânimo à oposição de centro-direita, que exigiu à ida de Lupi ao parlamento para se explicar.
Lupi, é óbvio, negou todas as acusações. Procurou mostrar força quando, reunidos com políticos do Partido Democrático Trabalhista (PDT), disse que só sairia do governo abatido à bala. Também negou conhecer as pessoas que a revista indicou serem suas parceira na suposta corrupção. Depois fez alguns reparos no discurso. Foi o bastante para que começassem a correr boatos sobre sua iminente queda.
Se há denúncias, convém investigá-las. Se houver comprovação da veracidade dos fatos, será necessário punir os culpados. Assim funciona a justiça nos países desenvolvidos e democráticos. Contudo, boas doses de serenidade são necessárias à oposição e à imprensa.
Parece estranho que os partidos contrários ao governo de Dilma Rousseff façam o discurso da ética. Sinceramente, não recordo se eles assumiam esta postura nos períodos anteriores à era Lula, quando, com seu apoio, ajudavam a decidir os destinos da nação. Será que o discurso moralizante é apenas uma atitude oportunista?
Novamente, a imprensa tenta assumir o papel destinado à justiça. Cabe a imprensa divulgar os fatos, estimular o debate e as investigações. Mas a função de julgar, absolver ou condenar é própria dos representantes da lei. Quando a imprensa dá a si própria funções judiciárias, passa a ser um organismo tendencioso. Por isso, convém desconfiar das suas intenções quando faz determinadas denúncias.
A construção da democracia passa pela ética, pela moralidade e construção do sentimento de justiça. Não há necessidade de botar o cinismo e o oportunismo na ordem do dia. Que essa seja uma lição rapidamente assimilável em todos os setores da sociedade brasileira.
Aroldo José Marinho
11 novembro 2011
Depois da tempestade, vem a bonança
Assim como muitos de vocês, no mês passado, soube da captura e morte de Muammar Kadhafi pelos rebeldes líbios. Pessoalmente, não sou a favor do justiçamento feito por mãos populares. Porém não nego que a notícia da morte do tirano não me trouxe nenhuma tristeza. Penso que foi um alivio para o mundo.
Lembro que, por volta das 09:00 (horário de Brasília) estava lendo alguns e-mails quando, acessei um site de notícias. Lá estava escrito que, numa incursão das tropas rebeldes, na cidade de Sirte, houve a captura do ditador. A fonte da notícia era o Conselho Nacional de Transição (CNT), que havia tirado o ditador do poder. Porém, não havia confirmação da Otan, dos Estados Unidos ou de outras fontes. O que só ocorreu lá pelas 15:00. Era verdade, uma nova história iria começar a ser escrita na Líbia.
Creio que muitas pessoas no mundo tiverm motivos para levantar os braços aos céus e agradecer a Deus o passamento do tirano. Ele mandou prender, torturar e matar qualquer pessoa que fizesse oposição à sua política megalomaníaca. Este é uma dos motivos que justificam a emoção sentida por muitos de seus compatriotas quando já não havia mais nenhuma dúvida sobre sua morte. Não sei se minha atitude é apropriada. Porém a festa dos líbios, em várias partes do mundo, me lembrou as festas que foram feitas quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo de futebol, em 2002.
Todavia, depois da festa, vem a serenidade. Logo será comemorado o primeiro mês da morte de Kadhafi. A Líbia já assimilou a notícia, enterou o passado e começa a pensar no futuro. Um governo democrático será constituído na primeira eleição presidencial num período de 42 anos. Por isso, me uno a diversas pessoas para torcer que o novo governo ofereça liberdade concreta ao povo.
Que, em breve, possamos ouvir citações sobre a Lìbia sem que, necesariamente, o nome do país seja associado ao fantasma do ditador morto.
Aroldo José Marinho
Em novo drama, Brasil vira sobre a China e segue vivo na Copa do Mundo
A notícia que segue abaixo foi postada há pouco no site G1 (www.globoesporte.globo.com/volei/noticia/2011/11/em-novo-drama-brasil-vira-sobre-china-e-segue-vivo-na-copa-do-mundo.html). Faz referência ao jogo Brasil x China pela Copa do Mundo de vôlei, que se realiza no Japão. Novamente, a jogadoras brasileiras tiveram que aliar talento e garra.
Harold
11/11/2011 06:30 - Atualizado em 11/11/2011 06:33
Em duelo muito equilibrado e, mais uma vez marcado pela emoção, o Brasil derrotou a China por 3 a 2 (parciais de 25/23, 25/27, 21/25, 25/20 e 17/15), na manhã desta sexta-feira, em Sapporo, pela 6ª rodada da Copa do Mundo de Vôlei, que está sendo disputada no Japão. Com mais uma virada sensacional (tal como aconteceu contra Coreia e Sérvia), a seleção mostrou força na luta pelo título da competição e de uma vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
As meninas brasileiras voltarão à quadra na virada de sexta para sábado (meia-noite) contra a líder Itália, que venceu todos os seis compromissos disputados e soma 17 pontos, cinco a mais que as brasileiras.
As meninas brasileiras voltarão à quadra na virada de sexta para sábado (meia-noite) contra a líder Itália, que venceu todos os seis compromissos disputados e soma 17 pontos, cinco a mais que as brasileiras.
Diferentemente dos jogos anteriores, o Brasil começou “ligado” e, com destaque para Sheilla, abriu 5/0 e depois 14/6, também contando com o bloqueio da muralha Thaisa. O jovem time chinês, no entanto, buscou se encontrar e reagiu no set. Voltando a mostrar inconstância, a seleção viu às adversárias encostarem.
Com o placar em 23/22, o árbitro americano errou em um lance de ataque do quadro oriental, dando ponto para o Brasil, quando na realidade a bola desviou em Mari antes de tocar na antena. O lance acabou sendo capital, pois bastou manter a vantagem para o time de José Roberto Guimarães fechar em 25/23.
O panorama da segunda parcial foi de equilíbrio. Após iniciar com 2/0 contra, as brasileiras viraram e lideraram o marcador até 13/12, quando o quadro da China novamente igualou e depois virou em 18/17. Os instantes finais do set foram com as equipes se revezando na liderança do placar até as chinesas fecharem em 27/25.
Sob o comando da oposta Junjing Yang, a China começou avassaladora a terceira parcial, fazendo logo 5/0. A equipe nacional, por sua vez, parecia sentir a derrota no set anterior, e tinha em Mari uma peça destoante. Como nas partidas anteriores na competição, a excelente atacante não cumpria boa atuação, porém mostrou um saque poderoso, que levou o Brasil a uma reação, reequilibrando o duelo e ajudando a igualar a contagem em 9/9.
Novamente retomando as ações com jogo de muita velocidade, as chinesas voltaram à dianteira, abrindo 15/10. Mesmo com boa performance nos bloqueios, as meninas brasileiras não suportaram e, com seguidos erros no ataque, acabaram caindo por 25/21, levando a virada na partida.
Como reflexo do embate, o tie-break também foi marcado pelo equilíbrio. Após empate em 7/7, a China retomou a ponta, porém, em mais uma reação espetacular, a seleção brasileira venceu por 17/15 e matou o jogo, mostrando estar mais firme do que nunca na luta pelo título da Copa do Mundo e por uma vaga à Londres 2012.
05 novembro 2011
Caroline Celico fala sobre música e religião no 'Programa do Jô'
Faço uma confissão. Sempre pensei que Caroline Celico, esposa de Kaká, jogador de futebol do Real Madrid, fosse uma protestante fanática e alienada. Mas as situações mundanas e negativas envolvendo os donos da igreja renascer devem ter feito ela repensar a vida. Pelo menos é o que sugere a declaração dela ao site The Christian Post (www.portuguese.christianpost.com/noticias/20111103/caroline-celico-revela-por-que-deixou-a-renascer-eu-me-achava-superior/):
“Não penso mais como aquela Carol, mais imatura, influenciável. Quero seguir o meu caminho com as minhas próprias pernas. Esse foi o motivo pelo qual saí da Renascer. Amadureci em coisas que eram tabu para mim. Eu me achava superior. E essa é das piores características que já tive na vida.”
A notícia que li há pouco no site Uol (www.caras.uol.com.br/noticia/caroline-celico-fala-sobre-musica-e-religiao-no-programa-do-jo#image0) me obriga a repensar a opinião. Parece que algo bom aconteceu na vida dela. Vou torcer pelo êxito de Carol.
Segue o texto para a apreciação de vocês.
“Não penso mais como aquela Carol, mais imatura, influenciável. Quero seguir o meu caminho com as minhas próprias pernas. Esse foi o motivo pelo qual saí da Renascer. Amadureci em coisas que eram tabu para mim. Eu me achava superior. E essa é das piores características que já tive na vida.”
A notícia que li há pouco no site Uol (www.caras.uol.com.br/noticia/caroline-celico-fala-sobre-musica-e-religiao-no-programa-do-jo#image0) me obriga a repensar a opinião. Parece que algo bom aconteceu na vida dela. Vou torcer pelo êxito de Carol.
Segue o texto para a apreciação de vocês.
Harold
Caroline Celico fala sobre música e religião no 'Programa do Jô'
Em passagem pelo Brasil, Caroline Celico (24), esposa do jogador de futebol Kaká (29), participou na noite desta sexta-feira, 4, do Programa do Jô. Entre os assuntos abordados pelo apresentador, temas como: família, música e religião.
“Quando estava na igreja, eu pensava que só eu estava certa, não acreditava em nenhuma outra religião, hoje me sinto uma pessoa mais respeitosa com os outros e sei que a igreja de Cristo está em qualquer um”, revelou Carol, que pretende afastar de si qualquer rótulo. “Não sou evangélica, eu sou cristã. Hoje minha igreja é minha casa”.
Durante a entrevista a jovem também falou do CD e DVD que acaba de lançar. Kaká participou da música Presente de Deus e Claudia Leitte (31) cantou Mesma Luz. O trabalho foi gravado entre a Europa, Estados Unidos e Brasil e traz doze faixas. Toda a renda será destinada a um projeto chamado Amor Horizontal. “Mas não quero fazer show e não quero cantar, eu cantei”, explicou.
No programa, Carol contou que a família está sempre muito reunida, mesmo com a rotina de muitos treinos do marido.“Durante o tempo de recuperação do Kaká tivemos mais tempo para curtir a família, normalmente são muitos treinos e jogos, ele só tem trinta dias de férias, que acontece em julho”.
“Quando estava na igreja, eu pensava que só eu estava certa, não acreditava em nenhuma outra religião, hoje me sinto uma pessoa mais respeitosa com os outros e sei que a igreja de Cristo está em qualquer um”, revelou Carol, que pretende afastar de si qualquer rótulo. “Não sou evangélica, eu sou cristã. Hoje minha igreja é minha casa”.
Durante a entrevista a jovem também falou do CD e DVD que acaba de lançar. Kaká participou da música Presente de Deus e Claudia Leitte (31) cantou Mesma Luz. O trabalho foi gravado entre a Europa, Estados Unidos e Brasil e traz doze faixas. Toda a renda será destinada a um projeto chamado Amor Horizontal. “Mas não quero fazer show e não quero cantar, eu cantei”, explicou.
No programa, Carol contou que a família está sempre muito reunida, mesmo com a rotina de muitos treinos do marido.“Durante o tempo de recuperação do Kaká tivemos mais tempo para curtir a família, normalmente são muitos treinos e jogos, ele só tem trinta dias de férias, que acontece em julho”.
Uma coisa é uma coisa
Cabe a imprensa informar à sociedade civil fatos que acontecem no contexto desta e que podem ser pertinentes para que a opinião pública possa se posicionar. Pelo menos, assim deveria ser. Porém o que se percebe é algo diferente. A imprensa assume o papel da justiça, julga os fatos e pressiona para receber o apoio da sociedade.
É neste contexto que acontece o escândalo da hora envolvendo Agnelo Queiroz, atual governador do Distrito Federal (DF), e Orlando Silva, ex-ministro dos esportes. Os dois foram associados a um esquema de corrupção e desvio de verbas de projetos federais envolvendo o Ministério dos Esportes com diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam na área do desporto.
Se o governador Queiroz cometeu irregularidades, quando era o titular do ministério, é bom investigá-lo. Caso haja comprovação de culpa, deve ser punido na forma da lei. Assim deveria ser. Mas a imprensa não pensa dessa forma. Faz a denúncia de forma agressiva, quase determinando a culpabilidade do governador do DF. Essa atitude irresponsável dá pano para manga aos adversários do PT local, principalmente, os simpatizantes do ex-governador Joaquim Roriz.
Não acredito que Roriz e sua turma tenham coerência moral para cobrar postura ética de quem quer que seja. Essas pessoas, muitas vezes, vivenciaram situações confusas, constrangedoras e estranhas na hora de utilizar a coisa pública. Um exemplo didático da prática rorizista aconteceu em 2007, quando o então senador foi flagrado pela polícia civil do DF. Nas conversas, gravadas com autorização judicial, Roriz e o proprietário de uma importante companhia aérea, falavam ao telefone sobre duvidosas e altas somas de dinheiro.
Parece de bom tamanho que o cidadão comum faça crítica ou questione a postura de Queiroz. Todavia esse critério não é válido para muitas pessoas que participaram das decisões dos três últimos governos distritais. Lhes falta a credencial ética necessária. Coerência e vergonha na cara não devem nunca sair de moda.
No que diz respeito a Silva, a coisa foi mais pesada. As denúncias contra ele foram divulgadas numa revista de grande circulação. A fonte da revista foi um sujeito, ex-militante do partido de filiação do ex-ministro, que tinha sérias diferenças pessoais com ele. Todavia, em vez mostrar provas que respaldassem as acusações, a revista apenas acusou. Até o momento nenhuma gravação de imagem ou áudio ou documentos impressos atestando a culpa do ex-ministro foram apresentadas.
Enfim, a revista disseminou uma falação irresponsável, que acabou contagiando a opinião pública. Esta começou a fazer o linchamento moral do ex-ministro. Porém a coisa não pode acontecer dessa maneira. Se Silva é culpado, que as provas sejam todas apresentadas na justiça. Que a sua condenação ou absolvição aconteça dentro dos trâmites constitucionais. Se não for dessa maneira, ficaremos expostos à voracidade de uma imprensa tendenciosa, irresponsável e fascista. Sem nenhum compromisso com a sociedade civil.
Aroldo José Marinho
04 novembro 2011
USP está virando uma terra de ninguém
O texto que segue abaixo foi publicado em 04/11/11, no blog Balaio do Kotscho, (www.noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/11/04/usp-esta-virando-uma-terra-de-ninguem/), editado por Ricardo Kotscho.
Boa leitura!
Harold
USP está virando uma terra de ninguém
As cenas de vandalismo, ocupação de prédios públicos, enfrentamentos com a polícia e o desrespeito à Justiça repetem-se todos os anos, tão previsíveis como o Natal e o Carnaval.
Os motivos podem variar de um ano para outro, mas os personagens desta zorra total são sempre os mesmos: parcelas minoritárias de estudantes, funcionários e professores, que transformaram o campus da Universidade de São Paulo numa terra de ninguém.
Estamos falando de uma comunidade de 200 mil pessoas: 5,5 mil docentes, 15,5 mil funcionários e 80 mil estudantes, além de 100 mil pessoas de fora que frequentam diariamente a Cidade Universitária em busca de suas atividades de lazer, educativas e culturais.
Desta vez, os revoltosos em busca de uma causa protestam, desde o dia 27 de outubro, contra a prisão de três estudantes de Geografia que a Polícia Militar pegou em flagrante fumando maconha.
Como acham que a Cidade Universitária é um território livre, sem lei e sem ter que dar satisfações a ninguém, as hordas radicalizadas ocuparam primeiro o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a popular FFLCH, onde estudei na década de 70, quando os estudantes lutavam contra a ditadura militar e enfrentavam a polícia sem capuzes em defesa da democracia.
***
Em assembleia geral na última terça-feira (1º), por 559 votos a 458, a maioria dos estudantes reunidos em assembleia decidiu desocupar o prédio.
Mas a minoria derrotada não se conformou e resolveu invadir o prédio da reitoria, onde cerca de 150 estudantes continuam acampados infernizando a vida de mais de mil funcionários que não podem trabalhar. João Grandino Rodas, o valente reitor da USP, que desapareceu no meio da confusão, despacha agora em local ignorado.
No final da tarde de quinta-feira (3), a juíza Simone Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, deu 24 horas de prazo para que os invasores deixem a reitoria, a partir do momento em que receberem a notificação, o que não tinha acontecido até as 8 h da manhã desta sexta-feira (4).
A liminar da juíza autorizou o uso de força policial para cumprir a reintegração de posse, mas isto não abalou as lideranças encapuzadas: em nova assembleia, na mesma noite, os estudantes decidiram continuar acampados no prédio da Reitoria.
Abrigados em grupos autodenominados Movimento Negação da Negação, Liga Estratégia Revolucionária e Partido da Causa Operária, estes seguidores de Bin Laden infernizam a vida não só de quem trabalha e estuda na USP, mas das cerca de 100 mil pessoas que circulam diariamente pela Cidade Universitária.
***
Morei ao lado da USP por mais de 30 anos e acompanhei a progressiva degradação do campus, que registra um número cada vez maior de assassinatos, roubos e estupros, com a livre circulação de traficantes e o consumo de drogas a céu aberto, uma verdadeira "cracolândia" acadêmica.
O professor Grandino Rodas passa a maior parte do tempo brigando com a direção da Faculdade de Direito, que ocupou antes de ser nomeado reitor no governo de José Serra, e perdeu completamente o controle da situação.
Agora, os estudantes amotinados querem simplesmente a retirada da PM do campus da USP, como se fossem os donos do lugar, que é um patrimônio público custeado com os impostos pagos por todos nós.
Assim como acontece com os crimes de trânsito, o que fortalece os líderes da baderna é o sentimento de impunidade, já que não se tem notícia de qualquer punição após a repetição das cenas de violência que já fazem parte da paisagem da USP, a maior universidade da América Latina.
Nas três ou quatro palestras que fiz este ano na Cidade Universitária, a convite de professores e alunos, chamou-me a atenção o grau de desinformação e de desinteresse da grande maioria deles, mais preocupados com a falta de vagas nos estacionamentos sempre superlotados.
Até quando estas cenas de velho oeste se repetirão diante da omissão do poder público?
Assinar:
Postagens (Atom)



