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02 janeiro 2007

Um bandido foi. O outro ficou!


O ano que findou nos deixou uma notícia meio boa e meio ruim. Qual notícia? Está aí na tela, na excelente ilustração de Angeli: a execução de Saddam Hussein, o tirano do Iraque, enforcado no dia 30 de dezembro. Notícia boa porque sua punição foi decidida num julgamento. Ruim porque põe em evidência que no século 21, ainda, se usam métodos medievais (como o enforcamento) para castigar bandidos. Por uma questão de princípios, sou contra qualquer tipo de assassinato. Porém reconheço que a morte de Saddam não me inspirou pena nem vontade de fazer um movimento contra sua execução. Primeiro lembrei de milhares de pessoas assassinadas pelo seu regime. É verdade que George Bush não é, nunca foi nem será um santo, um exemplo a ser imitado pelas pessoas de bem do mundo. Vai ver até que Hugo Chavez estava coberto de razão quando o chamou de "demônio". Mas a conduta imperialista de Bush não pode ser usada como justificativa para tentar invalidar o castigo do bandido iraquiano. Os dois são farinhas do mesmo saco. Um já recebeu punição. Quando virá a destinada ao patético norte-americano?

Uma curiosidade: da mesma forma que Hussein encontrou a morte num período de comemoração que diz muito à humanidade, fato precedente aconteceu na Europa, no natal de 1989. No dia 25, foi fuzilado Nicolau Ceausescu, o ditador que governou com mão de ferro a Romênia. Lembro que alguns cidadãos comentaram: "No dia em que nasceu Jesus, nós nos livramos de um anti-cristo."

Adeus ano velho! Feliz ano novo

Aroldo José Marinho

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