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08 agosto 2010

Eu uso óculos

O ano novo trouxe diversas novidades. Uma delas é notória: agora eu uso óculos. Por isso, de certa maneira, a foto ao lado, na qual apareço ao lado do primo Eliseu, no aeroporto de Brasília, é histórica. Foi a primeira vez que posei utilizando a recomendação prescrita pelo oftalmologista.
 
Por que motivo um cara que sempre teve boa visão passa a utilizar óculos? Bem, a "culpa" eu debito aos meus alunos da Unip. Antes de lecionar para eles, problemas de visão  não faziam parte de minha vida. Bastou eu começar a ensinar para quatro turmas. Cada um delas com, no mínimo, 100 alunos. No período de correção de trabalhos e provas, as coisas começaram a ficar complicadas. Como ficou difícil ler as respostas escritas em letras pequeninas e cheias de erros de  ortografia. Corrigir provas e trabalhos se tornaram exercícios heróicos.

Depois de cumprir minha parte como professor, pude aproveitar o mês de dezembro. Viajei para passar as festas com a família na Amazônia. Após as comemorações, fui a um consultório de oftalmologista. Cheguei lá como um principiante que não sabe, exatamente, o que fazer. A secretária do médico  me atendeu, explicou sobre a consulta, recebeu meu pagamento, disse para esperar. Nesse período, me pediu para olhar dentro de um aparelho. Obedeci. Passaram mais de 60 minutos quando ela me pediu para entrar no consultório.

O médico me recebeu na porta. A gentileza veio acompanhado de um discurso verborrágico sobre o enfraquecimento dos músculos do globo ocular. Findo o discurso, ele informou, candidamente, que eu teria que usar óculos. Um grau de cada lado.



Depois da tragédia anunciada, senti o baque. Todavia tinha que agir com praticidade. Perambulei pori algumas óticas para saber os preços dos óculos disponíveis no mercado. As vendedoras me mostraram diversos óculos. Todos bonitinhos, cheios de mil e tantas vantagens e, principalmente, bem caros. Nada que pudesse me atrair. Propagandas são sempre propagandas e nada mais.


A escolha dos óculos foi feita. Começou a fase de adaptação. Coisa estranha olhar para o espelho. Difícil acreditar que a imagem refletida era a minha; que aquele sujeito era eu. Ou melhor, no novo eu, the new Harold. Modelo escolhido, curtir o resto das férias era a meta, antes de voltar para Brasília.

De volta para ao centro- oeste, fui encontrar as pessoas nos lugares por onde circulo. Imaginei que os óculos seriam logo percebidos por todo mundo. Contudo não foi dessa forma que aconteceu. Uma ou outra pessoa percebeu a mudança. Ouvi gente dizer que eu estava com um aspecto intelectualizado e que isso era bom para quem ganha a vida como professor universitário. Outro comentário me chamou atenção. Foi feito por um ex-namorada. Ela disse que eu ficava tão bem de óculos, que parecia que eu tinha nascido com eles.

Agora estou quase adaptado. Mas não totalmente conformado. Contudo aceito que é uma questão de saúde. Apesar disso, fico com saudade do tempo em que eu lia livro, revistas, jornais recheados de letras de variados tamanhos. Ler longe, ler perto, independente se a luminosidade era apropriada ou não.

Como não sou o primeiro nem serei o derradeiro a utilizar óculos, relaxo. Agora tenho motivo para curtir uma famosa canção do grupo Paralamas do Sucesso.

Harold


2 comentários:

Anônimo disse...

Querido Harold,

Experimente usar aqueles óculos para exercitar os músculos oculares, Ropidol, ou simplesmente óculos reticulados. Usei o Ropidol (que me roubaram em um seminário) por 2 anos e meus problemas de visão acabaram por completo, porém ele é como musculação, se parar de fazer cai tudo de novo...rs... boa sorte, beijão! Mônica Mafra

Harold disse...

Valeu a dica Mônica.
Beijos e vida!!!