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29 julho 2010

Mesmo sem uma família tradicional, paternidade pode ser plena

Seguem trechos de um artigo sobre paternidade que li no Yahoo. Gosto do tema. Creio que merece boa leitura e discussão. Sem alguém desejar ler o texto na íntegra, basta acessar o link: www.yahoo.minhavida.com.br/conteudo/11662-Mesmo-sem-uma-familia-tradicional-paternidade-pode-ser-plena.htm.

Boa leitura!

Harold

Mesmo sem uma família tradicional, paternidade pode ser plena

Diferente das mães, que concebem a criança, paternidade deve ser construída


"Família, família: papai, mamãe, titia". O verso da música dos Titãs exemplifica o modelo comum e considerado normal do que é uma família. Crianças educadas e convivendo com o pai e a mãe biológicos, no entanto, não é o único caminho possível e satisfatório para o desenvolvimento pleno de um ser humano. Hoje, há cada vez mais casais homossexuais, nos quais um dos membros tem a guarda legal da criança (e, em raros casos até os dois), homens que se separam e cuidam sozinhos do filho e irmãos mais velhos que passam mais tempo com os mais novos do que os próprios pais. 

Pai herói
A Constituição de 1988 afirma que a família é a base da sociedade e qualifica três modelos de famílias que estão sob a proteção da Justiça e do Estado: famílias formadas a partir do casamento, da união estável e das relações de um dos pais com seu filho, ou seja a família monoparental. No entanto, nem sempre foi assim. O Código Civil de 1916 dizia que a família era formada pelo casamento de um homem com uma mulher.

Apesar da legislação, hoje ainda encontramos muito preconceito com pais que criam seus filhos sozinhos. Seja porque a mãe faleceu, se separou, não quis ou não teve condições de educar a criança, vem crescendo o número de pais solteiros. É absolutamente possível que uma criança seja bem educada apenas pelo pai. No entanto, é importante que a criança tenha uma referência próxima de cada sexo.

"Não precisa ser a mãe, vale a avó, tia, ou nova companheira do pai", diz Daniela. Marques, psicóloga da Unifesp. A questão do conhecido "instinto materno", ou seja, que a mãe naturalmente tem uma maior preparação para ter um filho, é algo absolutamente contornável. ?Para os homens, a paternidade deve ser construída emocionalmente e no dia a dia. Assim, podem ser estabelecidos vínculos muito fortes e verdadeiros. É importante que o pai tenha em mente as expectativas para aquele filho, para saber como dar conta de educá-lo sozinho.

O acompanhamento psicológico pode ser importante para o melhor estabelecimento dessa relação. Durante os meses de gestação, é desejável que o feto tenha contato com o pai, pois, de dentro da barriga da mãe, ele ouve a voz paterna e consegue perceber a influência que exerce em sua mãe, através dos batimentos cardíacos, produção hormonal e corrente sanguínea. ?As emoções da mãe, tanto positivas quanto negativas, afetam também o pai. Tudo que afeta positiva e negativamente sua mãe, afeta-o também e as questões conjugais entram em jogo com grande peso, já que são as que mais atingem emocionalmente a gestante.  

Pai irmão
Pais que trabalham o dia todo, ou que passam a maior parte do dia viajando. Isso somado ao fato de os casais terem filhos mais tarde - e, muitas vezes, os irmãos têm grandes diferenças de idade entre si - faz com que muitos irmãos mais velhos tenham de cuidar dos mais novos. Para Daniela Marques, os maiores prejuízos se dão para o irmão que é obrigado a bancar o pai. Isso porque ele será obrigado a amadurecer antes do tempo e sua rotina ficará sobrecarregada pelos cuidados com uma criança. Mas isso nos casos em que os pais deixam os filhos a maior parte do tempo com os irmãos.

É até benéfico que os irmãos convivam juntos e o mais velho saiba cuidar do mais novo, desde que isso não ocorra na maior parte do tempo e em situações que demandem a presença de um adulto, como andar sozinhos na rua e mexer com utensílios da cozinha. No entanto, isso não pode ser prioritário, pois a presença de um adulto e dos pais é fundamental para o amadurecimento da criança. "Sem os pais, ela pode perder o referencial e não ter a noção adequada sobre seus limites", diz Daniela. Do lado dos mais novos, fica justamente esse risco de rebeldia, pois não conhecer a autoridade dos mais velhos pode prejudicá-los por toda a vida e criar uma falta de noções de hierarquia. 

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