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14 setembro 2010

Novos planos para a sinfônica

Há pouco li a edição eletrônica do jornal Correio Braziliense. Fiquei sabendo que a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional está sob nova direção.

Graças a Deus, o contrato com o horrível e esnobe Ira Levin não foi renovado. Para o posto de regente foi convidada Elena Herrera. A maestrina cubana regerá a orquestra no espetáculo de hoje. Viva!!!!!!

Segue o texto do jornal. Bem vinda Elena!!!

Harold


MÚSICA CLÁSSICA
Novos planos para a sinfônica

Substituta do maestro Ira Levin, a maestrina cubana Elena Herrera adota a política pé no chão para traçar programação da orquestra
 

Nahima Maciel

Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Elena Herrera: “A programação em todo o período anterior foi muito boa e não quero deixar o nível cair”

A maestrina cubana Elena Herrera aposta em uma programação enxuta para os próximos quatro meses ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Herrera, 62 anos, assumiu a orquestra há duas semanas e substitui o maestro Ira Levin, cujo convênio que garantia o cargo foi cancelado. O maestro acabou afastado por recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e regeu os últimos concertos como convidado. A Associação de Amigos Pró-Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro administrava o convênio e pagava o salário de Levin com dinheiro de repasses de emendas parlamentares apresentadas pela deputada cassada Eurides Brito, sogra do maestro e investigada pela operação Caixa de Pandora. 

Herrera tem um orçamento de R$ 125 mil para montar a programação da orquestra até dezembro. A verba não permite a contratação de convidados internacionais, mas a maestrina pretende trazer solistas e regentes brasileiros para atuar com a sinfônica. “Se não colocar o pé no chão, depois terei que mudar tudo. E quero cumprir com o que colocar no programa. A programação em todo o período anterior foi muito boa e não quero deixar o nível cair, mas também não sou ambiciosa de querer fazer mais. Ira Levin colocou a orquestra num patamar muito elevado. Quero que ela possa tocar confortavelmente.”


O primeiro concerto à frente da sinfônica acontece hoje com um programa que privilegia a música brasileira. Primeiro, a orquestra toca Serenata e Adagio para cordas, de Alberto Nepomuceno, para em seguida fazer a Suíte Vila Rica, de Camargo Guarnieri. Após o intervalo, será a vez da Sinfonia Manfred, de Piotr Illich Tchaikovsky.


A programação não está inteiramente fechada, mas a maestrina já definiu o repertório a ser tocado até o final do mês. Na próxima semana, o programa inclui a Sinfonia nº 2, de Jean Sibelius, e Amor brujo, de Manuel Defalla, e, no dia 28, o Concerto para violino de Ludwig van Beethoven e a Sinfonia nº 5 de Felix Mendelssohn. Esta última não é nova para a orquestra e fez parte da programação do ano passado. No entanto, Elena quer repetir a peça para preparar os músicos para o programa de outubro, cujo conteúdo prefere ainda não revelar. “Quero cuidar da orquestra psicologicamente e pedagogicamente”, avisa.


Crescimento
A orquestra não é novidade para a maestrina. Entre 1996 e 1998, Elena foi regente titular da sinfônica a convite do então governador Cristovam Buarque. Na época, dirigia a Ópera de Cuba e deixou o país natal para se instalar em Brasília. A musicista manteve o cargo até o fim do governo petista. “Hoje a orquestra está diferente. Tem muita gente nova, é uma formação maior e, na época, tínhamos menos recursos. Além disso, cresceu artisticamente e musicalmente”, avalia.

Durante o período em que esteve à frente da formação nos anos 1990, a maestrina também enfrentou a insatisfação de alguns músicos, que chegaram a fazer um abaixo-assinado pedindo a saída da cubana. “Uma turma foi falar que eu era ditadora. E outro grupo fez uma carta para reconhecer meu trabalho. São ossos do ofício”, explica. “O maestro não deve ser ditador, mas deve ter autoridade. Nunca desrespeitei um colega.”

CONCERTO DA ORQUESTRA SINFÔNICA DO TEATRO NACIONAL CLAUDIO SANTORO
Regência de Elena Herrera. Hoje, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Entrada franca.


O número

R$ 125 mil
Valor do orçamento da sinfônica para montar a agenda até o fim do ano

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