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01 setembro 2010

Soneto insone

Lendo um dos jornais aqui de Brasília, descobri este texto de Fernando Marques. Gostei . Deu vontade de saber alguma coisa sobre o trabalho desse autor que, para mim, é um desconhecido. Por isso, fui ao santo Google. Lá, fiquei sabedo que o sujeito é um carioca  que, desde 1974, está radicado no Distrito Federal.

Marques é graduado em Música/Licenciatura e em Comunicação/Jornalismo, respectivamente, pela Universidade de Brasília (UnB)  e pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Possui os títulos de
Mestre e Doutor em Literatura Brasileira, ambos  pela UnB.

Atualmente, leciona a disciplina Dramaturgia e História do Teatro, no curso de Artes Cênicas da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes.

Além da atividade docência, Marques atua como escritor, compositor e jornalista. Publicou os livros Retratos de mulhere o livro-disco Últimos – comédia musical em dois atos. Desde 1997 é colaborador do jornal Correio Braziliense.

Outras informações sobre seu trabalho podem ser acessar no site: www.fernandomarques.art.

Segue abaixo texto de Antonio Marques. Para ilustrá-lo, acompanha a beleza imcomum de Nong Poy (foto), pessoa de grande popularidade na Tailândia. 

Aroldo José Marinho 


Soneto insone

Fernando Marques
O corpo encerra o sol e, gesto a gesto,
avia-se a ciranda do desejo,
as ancas anchas, bico, boca e beijo
excitam calmas páginas de incesto.

 O corpo lentamente, o corpo presto 
 duplica-se no espelho e, cego, vejo:
 a lua nua chove sobre o Tejo.
 O sexo a rebuscar. O sexo-texto.

 Então elide o solo, elide o teto,
 evita conformar-se ao próprio tempo
 que cedo morde a carne e seu afeto:

 nascido sob as dobras do concreto,
 levita como simples pensamento
 o corpo quando flauta, e falta, e vento.

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