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13 setembro 2010

PAOLA VANNUCCI - ENTREVISTA nº 262

Boa noite!

Recebi há pouco mensagem de Paola Vannucci. Minha amiga que escreve versos muito belos comunicou que foi entrevistada num blog (www.antologiamomentoliterocultural.blogspot.com).
 
Confio nela. Creio que vocês lembram que ela foi a minha primeira entrevistada  na sessão CINCO PERGUNTAS PARA...  (www.harold-joseph.blogspot.com/2009/01/cinco-perguntas-para-paola-vannucci.html).

Antes de ler, pedi permissão para reproduzir sua entrevista aqui. Ela autorizou. Então, segue a postagem. Espero que vocês gostem do que vão ler.

Beijos, abraços e saúde!!!

Harold



segunda-feira, 13 de setembro de 2010


PAOLA VANNUCCI - ENTREVISTA nº 262

PAOLA VANNUCCI

BIOGRAFIA

Paola nasceu em São Paulo, em 28/08/1971, no Hospital Matarazzo. Filha de Erico Vannucci Mendes e Dirce de Paula e Silva Mendes. Lá foi criada e completou seus estudos. Iniciou a Faculdade de Administração em Finanças, mas não pôde concluir, pois não era sua vocação. Foi morar em Curitiba em 1996, onde teve suas duas filhas.

Hoje, aos 39 anos, trabalha com digitação, auxilia nos serviços escolares, terminou a faculdade de Pedagogia e escreve poesias, artigos de blog.

Participou do "1º Concurso Nacional de Poesia", em 1989, onde foi premiada com uma Menção Honrosa e de outros concursos.

ENTREVISTA

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever?

PAOLA VANNUCCI - Sou formada em Pedagogia, realizo trabalhos de digitações para escolas, faculdades e outras entidades ligadas a cultura e ensino. Realizo trabalhos voluntários dentro do Projeto Comunidade Escola da Prefeitura de Curitiba.

SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário?

PAOLA VANNUCCI - Aos 15 anos, no ano de 1987, comecei a escrever por me sentir muito “sozinha” devido ao falecimento do meu pai Érico Vannucci Mendes; a partir daquela data, percebi que a vida é um grande universo e eu, apenas um grão de areia que cresceria à medida que novas descobertas me impulsionassem, acelerando meu engrandecimento interior. Não posso deixar de falar sobre Tia Silva Vannucci Chiappori, uma grande mulher e incentivadora desta importante etapa de minha vida.
Desde então, não parei mais de escrever.

SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País?

PAOLA VANNUCCI - Meu projeto de lançamento de um livro solo está previsto para o próximo ano.
Atualmente tenho publicações poéticas em Antologias espalhadas por este Brasil:
* Antologia dos Poetas Virtuais, III e IV;
* Reflexões para o Bem Viver (Coletânea)
* Antologia Alimento da Alma I, III e IV:
* Antologia Beco dos Poetas, I e IV;
* Projeto Literário Delicatta V;
* Seleção Poética (I Congresso Nacional dos Poetas Virtuais)

SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesia ?

PAOLA VANNUCCI - Sem dúvida alguma o que me impacta é o empático rs rs rs. Trocadilhos à parte, sou uma pessoa tocada pela empatia. Lugares, eventos, rostos, sofrimentos, desigualdades, amores, etc; tudo me afeta. Sou como uma película fotográfica exposta momentaneamente aos raios de luz - o mundo me atravessa e me deixa suas impressões.

SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira?

PAOLA VANNUCCI - Fernando Sabino; Fernando Pessoa; Neruda; Érico Veríssimo; Florbela Espanca ...

SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas?

PAOLA VANNUCCI - O melhor conselho que eu posso dar a um novo poeta é: deixe fluir dentro de si sentimentos e permita aflorar as suas emoções. Todo poeta tem que estar atento ao seu redor e usar sua sabedoria para versejar suas idéias. Escrever, antes de qualquer coisa, é um desabafo da alma e uma constante evolução cultural e literal.

POESIAS

O circo

Há quem se dedique dentro de um circo sujo e promiscuo,
Há quem se sinta palhaço dentro dele.
Palhaços servem pra dar sabor à vida.
Palhaços servem para alegrar a triste trajetória.
Palhaços vivenciam sua própria desgraça.

Há quem diga que somos partes de um circo.
Somos palhaços da vida, quando,
Somos assaltados, e indefesos entregamos nossas riquezas.
Há quem diga que temos nossos direitos, mas,
São sempre cobrados nossos deveres?

Há quem quer ser o palhaço do circo, não enxergando a vida.
Creio que há passagens internas das quais todos devem decidir
Qual o caminho seguir.
A livre escolha faz do homem um sábio,
Faz do anão, sorridente,
Do palhaço, adjacente,
Da bailarina, eficiente.
Do domador, demente.

Somos palco ou bases?
Somos aplausos ou derrota?
Prefiro ser eu.
Há quem luta por direitos e deveres sem esmorecer.
Prefiro que os meus usem de sabedoria para ultrapassar barreiras.
Há quem chora na escuridão e se enclausura na parede,
Formando um triste quadro.

Paola Vannucci
13/07/2009

Berro de criança

Criança berra por comida
criança berra por decências
criança berra por AMOR

Crianças de hoje
nas estradas,
matando pra fumar pedra
craque,
crianças novas
vendendo corpo ao léu
por pedra
já para esquecer da vida
que ainda nem viveu.

Criança berra pra matar seu pai e mãe
para fumar pedra
cheirar pó

Sociedade peca
enclausurando nos calabouços
que só ensinam miséria
Criança berra nem sei mais por que.

Paola Vannucci
05/01/2009

Tornar-se-á

Quero beijar sua boca e abraçar seu corpo como,
Quem cruza almas freneticamente.
Quero ver o sol aquecendo,
A sombra apagando,
A lua enriquecendo.
Quero transar meu corpo ao seu,
Sentir seu agir,
Entornar corações.
Quero a sedução da madrugada,
Envolver-me a cada malhada.
Quero beijar novamente sua alma,
Para depois encher-me de vícios.
Gastar-me em suor,
Abraçar sua vida,
Viver seu riso,
Conduzi-lo a mim.
Quero nas tardes de inverno,
Enfurecer vulcões já mortos,
Para depois estremecer nas bases da erupção.
Quero que conheça meu coração,
Grande furor da minha vida.
Não tardará,
O meu querer tornar-se-á seu.

Paola Vannucci
16/05/2009

Sub’s

Submundo
Sub-raça
Subescola
Subalunos,

Onde ração dada,
Nem porcos comem.
Enquanto isso, trapos ofertados pelos ‘normais’,
São contentamentos delas.

Submundo,
Onde a lei que impera é a do mais forte.
Lei?
Que lei?
Se o que vejo são
Sorrisos nos rostos manchados pela vida.
Só porque, de vez em quando, recebem um pedaço de pão.
Seus olhos refletem desespero,
Ao mesmo tempo lacrimejam vida e esperança.
Quando observo na dança pura e delicada
Da criança febril.

Sub-raça,
Nada ali tem linhagem certa, se tem esperança.

Subescola,
Onde o governo joga restos nocivos,
Para todos desistirem de viver.

Subalunos,
Que sem condições alimentares,
Perdem gosto pelas ‘papinhas’ que lhes são servidas.

A fedentina é grande.
É preciso ter peito para atuar.
O amor que recebo é maior ainda.
Por isso sempre quero trabalhar.
Aprendizado constante.
Sem meias para calçar,
Não há espaço para dinheiro,
Apenas para dignidade.
Assim a era ‘sub’ se torna a
Mais importante.

Paola Vannucci
12/12/2009

Anjos e demônios

Quero jantar anjos e demônios
Para vomitar justiça que falta no mundo.
Quero mesclar cores e produzir sons do futuro.
Cantar como nas trovas antigas e viver um grande amor.
Sou como um poeta solitário,
Triste estou.
Podaram minhas asas, preciso voar.
Quero abraçar as alturas, roubando beijos
Do grande amor que não tive.
Meu choro não é suficiente para chegar aos seus ouvidos.
Oh! Trova sofrida.
Oh! Tristão que não me permite.
Seu par é Isolda e não, eu.
Continuo jantando anjos e demônios
Para ainda buscar justiça deste mundo frio.

Paola Vannucci
12/04/2009

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