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12 fevereiro 2010

Comentário de filme

Boa tarde!
No ano passado, durante o Festival Internacional de Cinema de Brasilia (FIC), assistir, em primeira mão o Filme A fita branca (Dias weisse band), do diretor Michael Haneke, que, no ano passado, foi ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes.
Vi o filme. Achei genial! Por isso, recomendo para todos assistirem. Vou assistir novamente. Agora posto o comentário feito pelo crítico de cinema do jornal Correio Braziliense, na edição de hoje.
Harold


A fita branca ****
As raízes do mal
Pedro Brandt

Muito se falou sobre A fita branca, novo filme do diretor austríaco Michael Haneke (o mesmo de A professora de piano e Caché), ser sobre as raízes do nazismo. Essa interpretação é possível, mas o longa-metragem (ganhador da Palma de Ouro em Cannes em 2009) fala essencialmente sobre o surgimento do mal no ser humano.

Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, os moradores de uma cidadezinha alemã se deparam com incidentes estranhos e sem explicação. Primeiro, o médico do vilarejo sofre um acidente ao cair do cavalo — que tropeça em uma linha amarrada entre as árvores perto de sua casa. Em momentos distintos, duas crianças são sequestradas e torturadas. Um celeiro é incendiado. Isso gera na população um sentimento de insegurança e desconfiança.

O mistério que permeia a trama é tão importante para A fita branca quanto o cenário psicológico apresentado por Haneke: relações patriarcais marcadas pela rigidez, punição moral (vem daí o título do filme) e violência.

O diretor conduz o longa com elegância e primor técnico, o que se percebe na belíssima fotografia em preto e branco, na direção de arte, no figurino e na direção do elenco — que imprime em cena atuações bastante realistas. Ainda que os argumentos de Haneke possam ser contestados, ao final do filme, além do mal-estar causado pela forte temática abordada, fica o convite à reflexão. A fita branca concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro.


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