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16 novembro 2010

Da Caixinha de Comentários

Adicionei um novo blog à minha lista. É editado em Macapá, cidade onde nasci. O responsável pelos textos e fotos é Fernando Canto (www.fernando-canto.blogspot.com), sociólogo, professor e compositor.
Canto aborda temas referentes à vida cultural do estado do Amapá. Seu trabalho é bastante acessado por pessoas que desejam saber notícias amapaenses ou, simplesmente, matar saudades do lugar e de sua gente.

Passeando pelo blog, encontrei uma postagem do dia 20/07 que me chamou atenção.  Trata-se de uma carta escrita por meu irmão Célio (foto). Historiador e jornalista, ele aborda um tema que, de certa forma, tem a ver com a história de nossa família.

Abaixo segue a postagem.

Aroldo José Marinho

terça-feira, 20 de julho de 2010

Da Caixinha de Comentários

celio alicio Estimado amigo Fernando Canto.
Que surpresa agradabilíssima acessar seu blog e deparar-me com um belíssimo texto (novidade!) em tons nostálgicos e preocupações preservacionstas sobre a cidade de Óbidos.

Não a conheço, mas sei de lá desde bem pequeno na medida em que minha mãe Maria Adelaide (a Dona Dedé) ali morou sob os cuidados de uma comadre de seus pais durante parte de sua adolescência.

Foi de lá, que ela rumou para cá, quando a turma dos Marinho Santos Trindade por aqui já estavam devidamente acomodados. Desde os seis anos de idade ela me conta sobre sua estadia em Óbidos, de onde, inclusive, a princípio não queria sair, pois, afinal, ela não conhecia nada sobre a Macapá provinciana e bucólica do final dos anos 1950 - ela aportou aqui em 1958 e durante cinco décadas não mas saiu a não ser para o enterro do Tio José, o Assunção dos Cometas, Marinho para a gente e que você bem conhecia, em Belém. 

Nossa gênese bendita encontra-se estacionada em Abaetetuba (famosa 'Terra da Cachaça' nos tempos de outrora e, infelizmente, atual terra do narcotráfico e da prostituição infanto-juvenil. Mais precisamente do Sítio do Piquiarana, no Itacuruçá, perto do ramal do Pontilhão, a meio caminho entre Abaeté e Igarapé-Miri(m).

Contudo, sempre nutri uma estranha curiosidade por Óbidos. Um desejo explicável pela via umbilical e materna e pelo fato de ser historiador interessado pelo passado colonial de nossa região, sua historicidade, religiosidade, monumentos e partículas formadoras de nosso rico, denso, exótico e exuberante arcabouço sociocultural, sua cobertura vegetal e complexos paisagísticos. Soube pela minha Mãe e pelo Bi Trindade que suas origens são obidenses e, acredite, acabei de ver pela primeira vez imagens desta terra - belíssima por sinal - graças ao seu blog e, evidentemente, qualquer semelhança com Abaetetuba e Macapá não é mera coincidência. São glebas de um mesmo 'quintal', filhas de uma mesma mãe, gentes de um mesmo clã e amantes de um mesmo senhor.

As fortificações, o trapiche, o edifício do antigo quartel (hoje SECULT), a gente hospitaleira, a culinária pra lá de exótica e a enchente prevista e esperada (tirada de letra como você bem disse pelo povo nativo) deram-me a impressão de já ter visto o filme.
O Grão-Pará, quintal vizinho de nós separado pela geopolítica, tem uma imensidão de lugares parecidos. Adoro ouvir o mestre Nonato Leal falar da Vigia e meus sogros em Belém, lembrarem de Cametá (Velho Miguel) e Marapanin (Dona Branca Flor).

Sabe de uma coisa? Há 16 anos não vou em Abaeté, mas, no Círio nazareno vindouro darei um pulinho por lá pra abraçar a parentada. E, ano que vem, se DEUS quiser, quero ir à Óbidos. Sério. Só tem um pequeno problema: não conheço ninguém por lá, logo não tenho onde pousar. Quem sabe algum amigo de lá possa me dar uma forcinha. Que tal? Que que tu achas? Hein? Um Grande e Forte Abraço!

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