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17 novembro 2010

O esforço brasileiro e a vitória russa

No sábado escrevi um texto apaixonado sobre a seleção feminina de vôlei. Admirei e exaltei a capacidade de superação de nossas meninas. Fizeram um jogo dificílimo contra o Japão. Perdiam por dois sets a zero. Mas superaram a torcida do adversário, o cansaço, a aplicação tática japonesa. Foram buscar forças combinando talento e garra. Deu certo! Final 3 a 2. De virada e com um tie-break genial.
 
Essa vitória levou à equipe para a decisão que seria no domingo. E assim aconteceu. Do outro lado estavam as moças da seleção da Rússia. As mesmas adversárias da decisão de 2006. O jogo foi bom, vibrante. O primeiro set foi nosso (25/21). As russas empataram no segundo (17/25). Mas o terceiro set foi nosso (25/20). As brasileiras foram perfeitas. Pena que no quarto set a perfeição mudou de lado (14/25). Por isso, o jogo foi novamente empatado. Novamente, o mundo conheceria a equipe campeã no tie-break. Como gosta de dizer Galvão Bueno: Haja coração!

Começou o quinto set. Nossas meninas estavam bem. Concentradas, procuraram manter a vantagem. Não era fácil pois a Rússia não é uma equipe qualquer. Mas a coisas caminhavam bem. Até que num ataque de Sheilla a bola bateu na defesa russa e foi para fora. Ponto do Brasil, é lógico! Mas não foi assim que entendeu o árbitro principal, o sul- coreano Kim Kun-Tae. Apesar das evidências contrárias, ele deu o ponto para as russas. Essa atitude, aliada a espetacular atuação de Gamova, foi o determinante para a vitória das nossas adversárias ( 11/15).

Coloco aqui uma informação importantíssima. O técnico José Roberto Guimarães, ao saber da escolha do sul- coreano para comandar a arbitragem, solicitou a sua substituição. Motivo: ele foi árbitro de dois jogos (na Olimpíada, em 2004, e no campeonato mundial, em 2006) cujo resultados culminaram com as derrotas da seleção brasileira. E mais: o adversário desses jogos foi a equipe da Rússia. Nos dois jogos a atuação de Kim trouxe prejuízo para o Brasil. Por que a organização do mundial, sabendo dessees fatos, manteve a indicação desse senhor? Muito estranho!

Não quero com meu questinamento tirar o mérito da vitória da equipe russa. Elas jogaram muito. Assim como a nossa seleção. Foram aplicadas. O mesmo ocorreu com as meninas do Brasil. Porém o diferencial estava do outro lado da quadra, tem nome e sobrenome: Ekatarina Gamova. A jogadora de 2,04 foi perfeita. Participou bem do bloqueio e foi presença valorosa no ataque. Se não fosse a presença de Gamova, talvez, hoje eu estaria louvando aqui nosso primeiro título mundial do nosso vôlei feminino.

Para finalizar este texto, faço justiça ao Zé Roberto e às nossas meninas. Impossível negar que fizeram boa campanha  e que deram o melhor de si. Não houve fraqueza, medo psicológico, falta de sentido tático ou qualquer outra deficiência. Infelizmente, a equipe russa foi mais perfeita do que a nossa. Porém nossa medalha de prata precisa ser louvada. Foi fruto de suor. Apesar de no Brasil muitas pessoas acreditarem que segundo e último lugar representam a mesma coisa, isso não é verdade. Por isso, de coração, agradeço o empenho de todas as pessoas que fizeram parte da nossa seleção neste mundial. obrigado mesmo!

Aroldo José Marinho


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