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11 fevereiro 2010

O último discurso


Como é do conhecimento geral, a médica Zilda Arns (que aparece nas fotos com as diversas crianças que ela transformou em seus filhos), fundadora da Pastoral da Criança, faleceu no 12 de janeiro passado, vítima do terremoto no Haiti. Ele foi ao paí centro-americano fazer uma conferência como convidada da conferência episcopal haitiana. Ela faleceu dentro de uma igreja, compartilhando sua excepcional experiência de como salvar crianças pobres da desnutrição e da morte.

Acredito que ela é um grande exemplo de fraternidade e doação sem limites ao mais necessitados. Sua atuação deve servir como referência para mim e demais pessoas. gente que tem uma imensa sede de transformação social mas que, infelizmente, muitas vezes, fica parada. Não consegue fazer com que belo discurso se torne uma ação concreta e transformadora. Como presente, segue, na íntegra o último discurso proferido por Zilda Arns.

Aroldo José Marinho

Agradeço o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, no Haiti, para participar da assembleia de religiosos.

Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.

Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da Paz nas famílias e nas nações. A construção da Paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social.

A Paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância" (Jo 10.10).

Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como Ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos. Deste modo, podemos formar a massa crítica das comunidades cristãs e de outras religiões, em favor da proteção da criança desde a concepção, e mais excepcionalmente até os seis anos, e do adolescente. Devemos nos esforçar para que nossos legisladores elaborem leis e os governos executem políticas públicas que incentivem a qualidade da educação integral das crianças e saúde, como prioridade absoluta.

O povo seguiu Jesus porque ele tinha palavras de esperança. Assim, nós somos chamados para anunciar as experiências positivas e os caminhos que levam as comunidades, as famílias e os pais a serem mais justos e fraternos.

Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida. Cremos que essa transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Esse desenvolvimento começa quando a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de Paz e Esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.

Não é por nada que disse Jesus: "... se vocês não ficarem iguais a estas crianças, não entrarão no Reino dos Céus" (MT 18,3). E "deixem que as crianças venham a mim, pois deles é o Reino dos Céus" (Lc 18, 16).

Hoje vou compartilhar com vocês uma verdadeira história de amor e inspiração divina, um sonho que se fez realidade. Como ocorreu com os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), "Jesus caminhava todo o tempo com eles. Ele foi reconhecido a partir do pão, símbolo da vida." Em outra passagem, quando o barco no Mar da Galileia estava prestes a afundar sob violentas ondas, ali estava Jesus com eles, para acalmar a tormenta. (Mc 4, 35-41).

Com alegria vou contar o que "eu vi e o que tenho testemunhado" há mais de 26 anos desde a fundação da Pastoral da Criança, em setembro de 1983.

Aquilo que era uma semente, que começou na cidade de Florestópolis, no Estado do Paraná, no Brasil, se converteu no Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presente em 42 mil comunidades pobres e nas 7 mil paróquias de todas as Dioceses da Brasil.

Por força da solidariedade fraterna, uma rede de 260 mil voluntários, dos quais 141 mil são líderes que vivem em comunidades pobres, 92% são mulheres, e participam permanentemente da construção de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno, a serviço da Vida e da Esperança. Cada voluntário dedica em média 24 horas ao mês a esta Missão transformadora de educar as mães e famílias pobres, compartilhar o pão da fraternidade e gerar conhecimentos para a transformação social.

O objetivo da Pastoral da Criança é reduzir as causas da desnutrição e a mortalidade infantil, promover o desenvolvimento integral das crianças, desde sua concepção até o seis anos de idade. A primeira infância é uma etapa decisiva para a saúde, a educação, a consolidação dos valores culturais, o cultivo da fé e da cidadania com profundas repercussões por toda a vida.

Um pouco de história

Sou a 12ª de 13 irmãos, cinco deles são religiosos. Três irmãs religiosas e dois sacerdotes franciscanos. Um deles é Dom Paulo Evaristo, o Cardeal Arns, Arcebispo emérito de São Paulo, conhecido por sua luta em favor dos direitos humanos, principalmente durante os vinte anos da ditadura militar do Brasil.

Em maio de 1982, ao voltar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Dom Paulo me chamou pelo telefone à noite. Naquela reunião, James Grant, então diretor executivo da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), falou com insistência sobre o soro oral. Considerado como o maior avanço da medicina no século passado, esse soro era capaz de salvar da morte milhões de crianças que poderiam morrer por desidratação devido a diarreia, uma das principais causas da mortalidade infantil no Brasil e no mundo. James Grant conseguiu convencer a Dom Paulo para que motivasse a Igreja Católica a ensinar as mães a preparar e administrar o soro oral. Isso podia salvar milhares de vidas.

Viúva fazia cinco anos, eu estava, naquela noite histórica, reunida com os cinco filhos, entre os nove e dezenove anos, quando recebi a chamada telefônica do meu irmão Dom Paulo. Ele me contou o que havia passado e me pediu para refletir sobre isso. Como tornar realidade a proposta da Igreja de ajudar a reduzir a morte das crianças? Eu me senti feliz diante deste novo desafio. Era o que mais desejava: educar as mães e famílias para que soubessem cuidar melhor de seus filhos!


Creio que Deus, de certo modo, havia me preparado para essa missão. Baseada na minha experiência como médica pediatra e especialista em saúde pública e nos muitos anos de direção dos serviços públicos de saúde materna-infantil, compreendi que, além de melhorar a qualidade dos serviços públicos e facilitar às mães e crianças o acesso a eles, o que mais falta fazia às mães pobres era o conhecimento e a solidariedade fraterna, para que pudessem colocar em prática algumas medidas básicas simples e capazes de salvar seus filhos da desnutrição e da morte, como por exemplo a educação alimentar e nutricional para as grávidas e seus filhos, a amamentação materna, as vacinas, o soro caseiro, o controle nutricional, além dos conhecimentos sobre sinais e sintomas de algumas doenças respiratórias e como as prevenir.

Me vem à mente então a metodologia que utilizou Jesus para saciar a fome de 5.000 homens, sem contar as mulheres e as crianças. Era noite e tinham fome. Os discípulos disseram a Jesus que o melhor era que deixassem suas casa, mas Jesus ordenou: "Dai-lhes vós de comer". O apóstolo Felipe disse a Jesus que não tinham dinheiro para comprar comida para tanta gente. André, irmão de Simão, sinalou a uma criança que tinha dois peixes e cinco pães. E Jesus mandou que se sentassem em grupos de cinquenta a cem pessoas (em pequenas comunidades). Então pensei: Por que morrem milhões de crianças por motivos que podem facilmente ser prevenidos? O que faz com que eles se tornem criminosos e violentos na adolescência?

Recordei o início da minha carreira, quando me desafiei a querer diminuir a mortalidade infantil e a desnutrição. Vieram a minha mente milhares de mães que trocaram o leite materno pela mamadeira diluída em água suja. Outras mães que não vacinavam seus filhos, quando não havia ainda cesta básica no Centro de Saúde. Outras mães que limpavam o nariz de todos os seus filhos com o mesmo pano, ou pegavam seus filhos e os humilhavam quando faziam xixi na cama. E ainda mais triste, quando o pai chegava em casa bêbado. Ao ouvir o grito de fome e carinho de seus filhos, batiam neles mesmo quando eram muito pequenos. Sabe-se, segundo resultados de pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cuja publicação acompanhei em 1994, que as crianças maltratadas antes de um ano de idade têm uma tendência significativa para violência, e com frequência cometem crimes antes dos 25 anos.

A Igreja, que somos todos nós, o que devíamos fazer?

Tive a confiança de seguir a metodologia de Jesus: organizar as pessoas em pequenas comunidades; identificar líderes, famílias com grávidas e crianças menores de seis anos. Os líderes que se dispusessem a trabalhar voluntariamente nessa missão de salvar vidas, seriam capacitados, no espírito da fé e da vida, e preparados técnica e cientificamente, em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Seriam acompanhados em seu trabalho para que não desanimassem. Teriam a missão de compartilhar com as famílias a solidariedade fraterna, o amor, os conhecimentos sobre os cuidados com as grávidas e as crianças, para que estas fossem saudáveis e felizes. Assim como Jesus ordenou que considerassem se todos estavam saciados, tínhamos que implantar um sistema de informações, com alguns indicadores de fácil compressão, inclusive para líderes analfabetos ou de baixa escolaridade. E vi diante de mim muitos gestos de sabedoria e amor apreendidos com o povo.

Senti que ali estava a metodologia comunitária, pois podia se desenvolver em grande escala pelas dioceses, paróquias e comunidades. Não somente para salvar vidas de crianças, mas também para construir um mundo mais justo e fraterno. Seria a missão do "Bom Pastor", que está atento a todas as ovelhas, mas dando prioridade àquelas que mais necessitam. Os pobres e os excluídos.

Naquela maravilhosa noite, desenhei no papel uma comunidade pobre, onde identifiquei famílias com grávidas e filhos menores de seis anos e líderes comunitários, tanto católicos como de outras confissões e culturas, para levar adiante ações de maneira ecumênica, pois Jesus veio para que "todos tenham Vida e Vida em abundância" (João 10,10). Isso é o que precisa ser feito aqui no Haiti: fazer um mapa das comunidades pobres, identificar as crianças menores de 6 anos e suas famílias e líderes comunitários que desejam trabalhar voluntariamente.

Desde a primeira experiência, a Pastoral da Criança cultivou a metodologia de Jesus, que é aplicada em grande escala. No Brasil, em mais de 40 mil comunidades, de 7 mil paróquias de todas as 272 diocese e preladias. Está se estendendo a 20 países, que são, na América Latina e no Caribe: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Peru, Venezuela, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Haiti, Honduras, Costa Rica e México; na África: Angola, Guiné-Bissau, Guiné Conakry e Moçambique; e na Ásia: Filipinas e Timor Leste.

Para organizar melhor e compartilhar as informações e a solidariedade fraterna entre as mães e famílias vizinhas, as ações se baseiam em três estratégias de educação e comunicação: individual, de grupo e de massas. A Pastoral da Criança utiliza simultaneamente as três formas de comunicação para reforçar a mensagem, motivar e promover mudanças de conduta, fortalecendo as famílias com informações sobre como cuidar dos filhos, promovendo a solidariedade fraterna.

A educação e comunicação individual se fazem através da 'Visita Domiciliar Mensal nas Famílias' com grávidas e filhos. Os líderes acompanham as famílias vizinhas nas comunidades mais pobres, nas áreas urbanas e rurais, nas aldeias indígenas e nos quilombos, e nas áreas ribeirinhas do Amazonas. Atravessam rios e mares, sobem e descem montes de encostas íngremes, caminham léguas, para ouvir os clamores das mães e famílias, para educar e fortalecer a paz, a fé e os conhecimentos. Trocam ideias sobre saúde e educação das crianças e das grávidas; ensinam e aprendem. Com muita confiança e ternura, fortalecem o tecido social das comunidade, o que leva à inclusão social.

Motivados pela Campanha Mundial patrocinadas pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1999, com o tema "Uma vida sem violência é um direito nosso", a Pastoral da Criança incorporou uma ação permanente de prevenção da violência com o lema "A Paz começa em casa". Utilizou como uma das estratégias de comunicação a distribuição de seis milhões de folhetos com "10 Mandamentos para alcançar a paz na família", debatíamos nas comunidades e nas escolas, do norte ao sul do país.

As visitas, entre tantas outras ações, servem para promover a Amamentação Materna - que ensina o diálogo e a compartilhar, principalmente quando se dá como alimento exclusivo até os seis meses e se continua dando como alimento preferencial além de um ano, inclusive além dos dois anos, complementarmente com outros alimentos saudáveis. A sucção adapta os músculos e ossos para uma boa dicção, uma melhor respiração e uma arcada dentária mais saudável. O carinho da mãe acariciando a cabeça do bebê melhora a conexão dos neurônios. A psicomotricidade da criança que mama no peito é mais avançada. Tanto é assim que se senta, anda e fala mais rápido, aprende melhor na escola. É fator essencial para o desenvolvimento afetivo e proteção da saúde dos bebês, para toda a vida. A solidariedade desponta, promovida pelas horas de contato direto com a mãe. Durante a visita domiciliar, a educação das mulheres e de seus familiares eleva a autoestima, estimula os cuidados pessoais e os cuidados com as crianças. Com essa educação das famílias se promove a inclusão social.

A educação e a comunicação grupal ocorre mensalmente em milhares de comunidades. Esse é o Dia da Celebração da Vida. Momento dedicado ao fortalecimento da fé e da amizade entre famílias. Além do controle nutricional, estão os brinquedos e as brincadeiras com as crianças e a orientação sobre a cidadania. Nesse dia, as mães compartilham práticas de aproveitamento adequado de alimentos da região de baixo custo e alto valor nutritivo. As frutas, folhas verdes, sementes e talos, que muitas vezes não são valorizados pelas famílias.

Outra oportunidade de formação de grupo é a Reunião Mensal de Reflexão e Evolução dos líderes da comunidade. O objetivo principal desta reunião é discutir e estabelecer soluções para os problemas encontrados.

Essas ações integram o sistema de informação da Pastoral da Criança para poder acompanhar os esforços realizados e seus resultados através de Indicadores. A desnutrição foi controlada. De mais de 50% de desnutridos no começo, hoje está em 3,1%. A mortalidade infantil foi drasticamente reduzida e hoje está em 13 mortos por mil nascidos vivos nas comunidades com Pastoral da Criança. O índice nacional é 2,33, mas se sabe que as mortes em comunidades pobres, onde estão a Pastoral da Criança, é maior que é na média geral. Em 1982, a mortalidade infantil no Brasil foi 82,8 mil nascidos vivos. Estes resultados têm servido de base para conquistar entidades, como Ministério da Saúde, Unicef, Banco HSBC, e outras empresas. Elas nos apoiam nas capacitações e em todas as atividades básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. O custo criança/mês é de menos de US$ 1.

Em relação à educação e à comunicação de massas apresentarei três experiências concretas de como a comunicação é um instrumento de defesa dos direitos da infância.


Materiais impressos

O material impresso foi concebido especificamente para ajudar a formação do líder da Pastoral da Criança. Os instrutores e os multiplicadores servem como ferramenta de trabalho na tarefa de guiar as famílias e comunidades sobre questões de saúde, nutrição, educação e cidadania. Além do Guia da Pastoral da Criança, se colocaram em marcha publicações como o Manual do Facilitador, Brinquedos e Jogos, Comida e as Hortas Familiares, alfabetização de jovens e adultos e mobilização social.

O jornal da Pastoral da Criança, com tiragem mensal de cerca de 280 mil, ou seja 3 milhões e 300 mil exemplares por ano, chega a todos os líderes da Pastoral da Criança. É uma ferramenta para a formação contínua.

O Boletim Dicas abarca questões relacionadas com a saúde e a educação para cidadania. Foi especialmente concebido para os coordenadores e capacitadores da Pastoral da Criança. Cada publicação chega a 7.000 coordenadores.

Para ajudar na vigilância das mulheres grávidas, a Pastoral da Criança criou os laços de amor, cartões com conselhos sobre a gravidez e partos saudáveis. Outros materiais impressos de grande impacto social é o folheto com os 10 mandamentos para a Paz na Família. 12 milhões de folhetos foram distribuídos nos últimos anos.

Além desses materiais impressos, se enviam para as comunidades da Pastoral da Criança material para o trabalho de pesagem das crianças, objetos como balanças e também colheres de medir para a reidratarão oral e sacos de brinquedos para as crianças brincarem no dia da celebração da vida.

Material de som e video

Outra área em que a Pastoral da Criança produz materiais é de som e a produção de filmes educativos. O Show ao vivo da Rádio da Vida, produzido e gravado no estúdio da Pastoral da Criança, chega a milhões de ouvintes em todo o Brasil. Com os temas de saúde, de educação na primeira infância e a transformação social, o programa de rádio Viva a Vida se transmite semanalmente 3.740 vezes. Estamos "no ar" 2.310 horas semanais em todo Brasil. Além disso, o Programa Viva a Vida também se executa em vários tipos de sistemas de som de CD e aparados nas reuniões de grupo.

A Pastoral da Criança também produz filmes educativos para melhorar e dar conhecimento de seu trabalho nas bases. Atualmente há 12 títulos produzidos sobre prevenção da violência contra as crianças, comida saudável, gravidez e participação dos Conselhos Municipais de Saúde, preservação da AIDS e outros.

Campanhas

A Pastoral da Infância realiza e colabora em várias campanhas para melhorar a qualidade de vida das mulheres grávidas, famílias e crianças. Estes são alguns exemplos:

a. Campanhas de sais de reidratação oral

b. Campanha de Certidão de Nascimento: a falta de informação, a distância dos cartórios e a burocracia fazem com que as pessoas fiquem sem certidões de nascimentos. A mobilização nacional para o registro civil de nascimento, que une o Estado brasileiro e a sociedade, para garantir a cada cidadão o nome e os direitos.

c. Campanha para promover o aleitamento materno: o leite materno é um alimento perfeito que Deus colocou à disposição nos primeiros anos de vida. Permanentemente, a Pastoral da Criança promove o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e, em seguida, continuá-lo com outros alimentos. Isso protege contra doenças, desenvolve melhor e fortalece a criança.

d. Campanha de prevenção da tuberculose, pneumonia e hanseníase: as três doenças continuam a afetar muitas crianças e adultos em nosso país. A Pastoral da Criança prepara materiais específicos de comunicação para educar o público sobre sintomas, tratamento e meios de prevenção dessas doenças.

e. Campanha de Saneamento: o acesso à água potável e o tratamento de águas residuais contribuem para a redução da mortalidade infantil. A Pastoral da Criança, em colaboração com outros organismos, mobiliza a comunidade para a demanda por tais serviços a governos locais e usa os meios ao seu dispor para divulgar informações relacionadas ao saneamento.

f. Campanha de HIV/Aids e sífilis: o teste do HIV/Aids e sífilis durante o pré-natal permite a redução de 25% para 1% do risco de transmissão para o bebê. A Pastoral da Criança apoia a campanha nacional para o diagnóstico precoce dessas doenças.

g. Campanha para a Prevenção da morte súbita de bebês "Dormir de barriga para cima é mais seguro": Com a finalidade de alertar sobre os riscos e evitar até 70% das mortes súbitas na infância, a Pastoral da Criança lançou essa grande campanha dirigida às famílias para que coloquem seus bebês para dormir de barriga para cima.

h. Campanha de Prevenção do Abuso Infantil: Com essa campanha, a Pastoral da Criança esclarece as famílias e a sociedade sobre a importância da prevenção da violência, espancamentos e abuso sexual. Essa campanha inclui a distribuição de folheto com os dez mandamentos para a paz na família, como um incentivo para manter as crianças em uma atmosfera de paz e harmonia.

i. Campanha - 20 de novembro, dia de oração e de ação para as crianças: A Pastoral da Criança participa dos esforços globais para a assistência integral e proteção a crianças e adolescentes, em colaboração com a Rede Mundial de Religiões para a Infância (GNRC).

Em dezembro de 2009, completei 50 anos como médica e, antes de 2002, confesso que nunca tinha ouvido falar em qualquer programa da Unicef ou da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou de outra agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que estimulasse a espiritualidade como um componente do desenvolvimento pessoal. Como um dos membros da delegação do Brasil na Assembleia das Nações Unidas em 2002, que reuniu 186 países, em favor da infância, tive a satisfação de ouvir a definição final sobre o desenvolvimento da criança, que inclui o seu "desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo". Este foi um avanço e vem ao encontro do processo de formação e comunicação que fazemos na Pastoral da Criança. Neste processo, vê-se a pessoa de maneira completa e integrada em sua relação pessoal com o próximo, com o ambiente e com Deus.

Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, a promoção da justiça social, o acesso à saúde e à educação de qualidade, ajuda mútua financeira e técnica entre as nações, para a preservação e restauração do meio ambiente. Como destaca o recente documento do papa Bento 16, "Caritas in veritate" (Caridade na verdade), "a natureza é um dom de Deus e precisa ser usada com responsabilidade". O mundo está despertando para os sinais do aquecimento global, que se manifesta nos desastres naturais, mais intensos e frequentes. A grande crise econômica demonstrou a inter-relação entre os países.

Para não sucumbir, exige-se uma solidariedade entre as nações. É a solidariedade e a fraternidade aquilo de que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz.

Final

Desde a sua fundação, a Pastoral da Criança investe na formação dos voluntários e no acompanhamento de crianças e mulheres grávidas, na família e na comunidade.


Atualmente, existem 1.985.347 crianças, 108.342 mulheres grávidas de 1.553.717 famílias. Sua metodologia comunitária e seus resultados, assim como sua participação na promoção de políticas públicas com a presença em Conselhos de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente e em outros conselhos levaram a mudanças profundas no país, melhorando os indicadores sociais e econômicos. Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais. Tudo isso nos mostra como a sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. Neste espírito, ao fortalecer os laços que ligam a comunidade, podemos encontrar as soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

Muito Obrigada!
Que Deus esteja convosco!"

Dra. Zilda Arns Neumann

(Médica pediatra e especialista em Saúde Pública Fundadora e Coordenadora da Pastoral da Criança Internacional Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa)



Um exemplo que fica

Como muitos entre vocês, sabem, não é do meu feitio acompanhar a mídia quando esta enfatiza falecimentos, sobretudo, os que que ocorrem em situações de tragédias. Faço assim para fugir do sensacionalismo que toma conta da imprensa nesses período. Por este motivo, não publiquei nenhuma nota referente ao falecimento da médica Zilda Arns Neumann, 75 anos, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela foi vitimada no terremto que abalou o Haiti, país da Améric Central em 12/01 deste ano.

Lamentei a morte dela. Sempre nutri carinho por ela e respeitei seu trabalho que é, na minha opinião, um dos melhores exemplos de cidadania neste país que, algumas vezes, não sabe respeitar os seus filhos. Pessoas como dona Zilda são eternamente abençoadas. A irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo, era especialista em Saúde Pública. Uma das suas metas era salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Para tanto, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres. Sua referência era o milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João.

Doutora Zilda, obrigado por tudo. Que o seu exemplo possa servir de referência para todos nós. Com certeza, houve muita alegria no céu no dia de sua chegada lá. Valeu!!!
Aroldo José Marinho

10 fevereiro 2010

Sessão Vintage

Senhoras e Senhores!
Com vocês, Mini Box Lunar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Mini Box Lunar- Sessão Vintage

Resistência

Resistência

Aroldo José

Teve gente que sonhou só um pouco,
Piscou um olho e aceitou as imposições.
Entendeu sua função na vida em sociedade,
Hoje é só mais um feliz tijolo no muro.

Eu ainda recordo daquela brincadeira,
No meu aparelho só tocam belas canções
Que me ensinam a viver bem este dia
E caminhar de manhã bem cedo pelo atalho.

Aprendi a lição ouvindo a velha piada:
Depois da monotonia, o tempo muda,
A chuva chega para molhar a rua.

Para lavar as incertezas que estavam grudadas
Dentro de nossas lembranças
Nos impedindo de perceber a luz.

Macapá, 31/12/09

Para os Novos Baianos

Descobrindo um novo box

Ontem li no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, uma matéria sobre a banda Mini Box Lunar, originária do estado do Amapá. Não posso afirmar que a existência dessa banda, do meu estado de origem, seja novidade para mim. No ano passado, um dos meus primos citou o trabalho do sexteto. Porém eu não conhecia nenhuma canção gravada pelo grupo. Passeando pelo You Tube, vi alguns clipes e me entusiasmei. Fui no santo Google saber mais coisas sobre meus conterrâneos. Lá encontrei matéria publicada na edição brasileira da Rolling Stone. É essa matéria que reproduzo abaixo.
Tudo de bom sempre!
Harold

Doçura Psicodélica

Por Alex Antunes


Do Amapá, MINI BOX LUNAR surge como a revelação do pop amazônico


Foto: ALEXANDRE BRITO
Doçura Psicodélica
Música originada do isolamento

O acre não é mais o limite. Já testado e aprovado em festivais como Se Rasgum (PA) e Grito Rock (MT), o Mini Box Lunar, a mais recente surpresa musical "fora do eixo", vem de Macapá, capital do Amapá. O clima cabaré de "A Boca", o folk carnavalizado de "Amarelasse/ A Viola e o Pandeiro", a melancolia espacial de "Gregor Samsa", a sanfona e os delicados solos de cordas de "Sessão Vintage" são algumas das mais de 20 jujubas pop do sexteto, formado por quatro instrumentistas que se revezam nos instrumentos e duas vocalistas. Uma delas, Heluana, conta que eram duas duplas de compositores - ela e Otto e Jenifer "JJ" e Sady - que trocavam figurinhas enquanto tocavam violão nas madrugadas ou tramavam uma banda de cover dos Mutantes, Arnaldo Baptista e Secos & Molhados. "Coisa de corações partidos, drogas, falta de perspectivas...", tenta explicar JJ, sobre o surgimento da banda na cidade isolada pela selva e pelas águas e que apresenta o maior índice de suicídios entre as capitais. Mas a rebeldia local não se traduziu em barulho ou grosseria. "A banda gosta dessa beleza quase infantil, sem pretensão", fala Alexandre, que completa a formação com Taiguara.

Na verdade, Macapá possui uma cena pequena, em que todos se conhecem - o tecladista Otto e o baterista Taiguara tocam com uma dezena de bandas locais ("mini box" é o nome local para designar os mercadinhos de bairro). Nessa terra ilhada cheia de gente que vem de longe (JJ é de Salvador, Alexandre de Brasília, Taiguara e Sady de Belém, Otto do interior do Pará - só Heluana nasceu no Amapá), a lenta destilação de rock e MPB resultou em uma doçura psicodélica e tipicamente amazônica. "É a viagem da canção que surge do interstício da melodia e da palavra", descreve Heluana, citando outro Arnaldo - o Antunes.

Compreensão

Compreensão
Aroldo José
Os dias passam muito tranquilos,
Essa tranquilidade parece absurda.
Uma coisa bem estranha na cidade
Onde eu procuro por muita coisa,
Mas não encontro nenhum sentido.

Diversas vezes tentei entender o motivo
Das mudanças rápidas, dos atos bruscos.
Porém me convenci que é bobagem
Querer saber demais de tudo,
Sair de casa para dominar o mundo.

Descobri que quem sabe muito de tudo,
Com certeza, nada viveu.
Esqueceu que, um dia, o relógio falha,
Que o inesperado sempre há de chegar.

Quanto a mim, depois de ler as cartas,
Decidi pintar muitas camisetas,
Juntar meus trastes e moedinhas.
Para hoje mesmo ir atrás de minha vida:
Amanhã ela pode se esquecer de mim.


Macapá, 31/12/09

09 fevereiro 2010

Tradução da canção

Todas as canções aqui postadas, que são cantadas em língua estrangeira, recebem tradução. Ajo dessa forma por respeito às pessoas que acessam o blog. Sei que alguns dos leitores e das leitoras não dominam outro idioma que não seja o português. Seguindo o respeito, ofereço a tradução da canção You are the sunshine of my life, clássico de Stevie Wonder, que tanta coisa bonita diz aos corações meu e de Kênnya, excelente amiga. A postagem anterior a esta é, na verdade, uma transcrição de um texto que ela escreveu.

Além da tradução, segue também o áudio da mesma. Antes de completar a tarefa, conto um pouco qual foi a inspiração de tão sagrada canção. O lance é o seguinte: Stevie foi para o estúdio em 1972. Foi preparar o disco Talking book. Mas os problemas relacionados ao divórcio estavam devastando sua mente. Com sacríficio, ele levou os trabalhos adiante. Mas a maré de tristeza passou por causa do contato com uma das moças que fazia vocal de apoio nas gravações. A presença da moça deu alento para Wonder superar a barra conjugal e compor a bela canção que agora vocês poderão ouvir e curtir sua tradução.

Tudo de bom!
Harold

Stevie Wonder - You Are The Sunshine of My Life
Stevie Wonder

Você é o brilho do sol na minha vida,
Este é o motivo pelo qual eu sempre estarei por perto.
Você é a maçã do meu olho,
Você ficará eternamente no meu coração.

Eu sinto como isto acontece desde o início,
Como se eu já tivesse lhe amado por um milhão de anos
E eu penso que se o nosso amor tivesse que terminar
Eu seria encontrado afogado nas minhas lágrimas.

Você é o brilho do sol na minha vida,
Este é o motivo pelo qual eu sempre estarei por perto.
Você é a maçã do meu olho,
Você ficará no meu coração eternamente.


Com certeza você sabia que eu estava sozinho
Porque você veio me resgatar.
E eu sei que isto tem de ser o paraíso:
Como poderia existir tanto amor dentro de você?

Você é o brilho do sol na minha vida, oh sim
Este é o motivo pelo qual eu sempre estarei por perto.
Você é a maçã do meu olho,
Você ficará no meu coração eternamente

O amor nos uniu
O amor nos uniu

Stevie Wonder - You Are The Sunshine of My Life

07 fevereiro 2010

Amigo palmeirense + amiga corinthiana= conversa sobre o Payssandu....

Saúdo os leitores e as leitoras do blog. Hoje lhes ofereço uma postagem bem afetiva. Aliás, reproduzo uma postagem feita, originalmente, às 23:56, do dia 05 deste mês, no blog www.fotolog.terra.com.br/kmonassa, de minha super-querida amiga Kênnya Monassa. Ela é uma pessoa genial. Tem um monte de idéias boniytas. Claro que, como qualquer ser humano, tem um ou outro defeito. Mas no geral, ela merece todos os aplausos que vocês quiserem lhe oferecer.

De coração, agradeço às coisas escritas por Kênnya. Merci!!! Dito tudo, vamos ao texto.
Harold

Amigo palmeirense + amiga corinthiana= conversa sobre o Payssandu....
Ser amigo, acima de tudo, é aguentar as chatices do outro, e principalmente, aguentar o gosto do outro sem fazer críticas...Ah, mas que eh difícil, é...
Compensa o fato de vc saber escolher as pessoas para seu círculo de amizades...Pessoas inteligentes, com humor apurado, e espírito livre...
Em homenagem, hoje, para meu grande amigo Harold, que apesar de palmerense, eh uma pessoa maravilhosa..
Hoje a música é do grande mestre Stevie Wonder, uma das coisas em comum com meu grande amigo: nosso gosto musical...

Stevie Wonder - You Are The Sunshine of My Life

"You are the sunshine of my life
That's why I'll always be around,
You are the apple of my eye,
Forever you'll stay in my heart

I feel like this is the beginning,
Though I've loved you for a million years,
And if I thought our love was ending,
I'd find myself drowning in my own tears.

You are the sunshine of my life,
That's why I'll always stay around,
You are the apple of my eye,
Forever you'll stay in my heart,

You must have known that I was lonely,
Because you came to my rescue,
And I know that this must be heaven,
How could so much love be inside of you?

You are the sunshine of my life, yeah,
That's why I'll always stay around,
You are the apple of my eye,
Forever you'll stay in my heart.

(Background) Love has joined us,
Love has joined us,
Let's think sweet love."





04 fevereiro 2010

Pequena confissão

Salve leitores e leitoras deste blog. Tudo bem? Espero que sim. Tomara que as coisas que vocês estão fazendo ou tramando fazer tenham o êxito esperado. Que esse monte de belos sonhos possam, em breve, ser concretizados. Escrevo estas palavras de coração.
Quero lhes mostrar um texto que escrevi nos anos 90 quando eu morava em Belém. Espero que, depois de fazer leitura, você enviem seus comentários críticos ou elogiosos. Beijos e abraços!
Harold

Pequena confissão

Aroldo José

Você é o desejo estampado dentro de mim,

Provocado pelo peso da paixão.

É a vida, a boa vida de beija-flor,

Beijando a semente querida.


E eu, eu que amo a flor, sinto o desejo

E também o medo do sonho acabar

E inverter a vida antes da luz apagar.

Ah meu amor! Desejo e ambição!

Não deixa a primavera sair de dentro,

De dentro do meu coração.

Belém, 23/07/90



A tradução da canção de Páez

Aqui está a postagem da letra da canção Fue por amor, de Fito Páez. Seu clipe foi postado ontem. De quebra, segue também a tradução do texto. Foi feita por Letícia Contilde, querida amiga lá de Porto Alegre (RS), responsável pelas traduções de língua espanhola deste blog.
Tudo de bom sempre!
Harold


Fue por amor
Fito Páez
Yo volvía loco super chiflado, pasado de vino
y ella se volvía loca en la cama pero con otro tipo
lo maté y ella tiró mi guitarra al fondo del río
ni siquiera me detuve a pensarlo y le clavé un cuchillo

fue por amor
amor

San Martín nos liberó las cadenas, en América, bendita
vos me liberaste de mis fantasmas y yo de tu analista
si mi nena se me salva de esta, difunta Correa
yo me voy arrodillada desde Córdoba
para que vos me veas

fue por amor
amor..

Love

mis amigos son hermanos del alma
canallas, divinos
mis amigos ya perdieron de todo pero nunca el estilo
me dijeron que una chica preciosa
entraría a las 12 de la noche en ese hotel en Rió
me dejaron el travesti en la cama
se fueron al casino

y fue por amor
amor
Love.

Foi por amor
Fito Páez
Eu ficava super-louco bêbado, cheio de vinho.
Ela ficava louca na cama, mas com outro cara.
Eu o matei e ela jogou minha guitarra no fundo do rio
Não parei sequer para pensar e lhe enfiei/cravei uma faca

Foi por amor,
Amor

San Martín nos livrou das correntes, na América Bendita
Você me livrou dos meus fantasmas e eu lhe salvei do seu analista
Se a minha garota me salva desta, Defunta Correa
Eu de Córdoba ajoelhado
Para que você me veja

Foi por amor
Amor
Love

Meus amigos são meus irmãos de alma,
Canalhas, divinos
Meus amigos já perderam de tudo mas nunca o estilo
Me disseram que uma garota maravilhosa/preciosa
Entraria as doze da noite nesse hotel no Rio
Deixaram o travesti na minha cama
E foram para o cassino

Foi por amor,
Amor
Love

03 fevereiro 2010

Um tema de Páez

Boa noite!
Os leitores e as leitoras deste blog já ouviram falar de Fito Páez. O genial cantor e compositor argentino já teve algumas de suas belas canções aqui postadas. Por isso, não será necessário fazer uma introdução extensa.

A canção aqui postada é um rock bem urgente, com uma pegada que mexe com a gente.O tema trata das desventuras amorosas de um sujeito tipicamente urbano. Um cara que, apesar das barras, procura acreditar que toda entrega pessoal precisa ter muito amor.

Vamos ao clipe?
Harold
Fito Páez- Fue por amor

01 fevereiro 2010

Matando a saudade


Segue matéria de Pedro Brandt publicada na edição de hoje do jornal Correio Braziliense. Leiam
Harold


Matando a saudade

Em show gratuito realizado no sábado, Frejat leva 5 mil pessoas à área externa do Complexo Cultural da República.

O cantor carioca dividiu o repertório entre canções próprias e sucessos de outros autores
Pedro Brandt

Em cima do palco montado atrás do Museu Nacional Honestino Guimarães (parte do Complexo Cultural da República), Frejat (na foto de Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press) saudou o público: “Estou há mais de um ano sem vir a Brasília. Estava com saudades”. Pelo visto, o brasiliense também sentiu falta do cantor, já que aproximadamente 5 mil pessoas (segundo a produção e 3 mil de acordo com a estimativa da polícia) passaram pelo local na noite de sábado.

O show do músico carioca fazia parte da programação do projeto Férias com Arte, que contou também com apresentações dos locais Suíte Super Luxo e Dillo Daraujo. Esta mesma escalação se apresentou ontem na Praça do Relógio, em Taguatinga. Itinerante e gratuito, o Férias com Arte será realizado esta semana (sábado e domingo), com Jorge Aragão, no Gama e em Samambaia, e nos dias 13 e 14, com a banda carioca Forfun, em Sobradinho e no Paranoá.

Este caráter do projeto, de passar por várias regiões administrativas do Distrito Federal, foi muito elogiado pelos presentes. Caso das metroviárias Lúcia de Fátima Felisbino, 28 anos, e Marcelle Motta, 31. “Moro em Samambaia e lá acontecem pouquíssimos eventos. Amanhã (ontem) vou de novo ver o Frejat em Taguatinga”, contou Lúcia. “Tem muita gente que não consegue vir até o Plano Piloto para ver esses shows”, comentou Marcelle, também moradora de Samambaia. “Faltam propostas como essas na periferia”, acrescentou.

O primeiro dia da terceira edição do Férias com Arte foi marcado pela pontualidade (o primeiro show começou às 20h e o do Frejat terminou pouco antes da meia-noite) e pelo som impecável. O público eclético e de idades variadas (de crianças a “coroas”) foi chegando aos poucos. O quarteto Suíte Super Luxo estreou sua nova formação em uma apresentação que privilegiou o repertório de seu segundo disco, previsto para sair ainda este semestre. Acompanhado de músicos afiadíssimos, Dillo Daraujo chamou a atenção com uma sonoridade dançante, entre o blues rock e o soul.

Frejat dividiu seu set list entre músicas da carreira solo (Sobre nós dois e o resto do mundo, Eu preciso de tirar do sério, Homem não chora, Segredos, Amor para recomeçar, Dois lados), sucessos do Barão Vermelho (Bete Balanço, Puxo êxtase, Por que a gente é assim, Exagerado) e composições dele com Cazuza nunca gravadas pelo grupo (caso de Malandragem) e músicas de outros autores como Adriana Calcaconhotto (Vambora), Tim Maia (Não vou ficar, Réu confesso, Você), Vinícius Cantuária (Só você), Legião Urbana (Ainda é cedo) e Renato Russo solo (Mais uma vez, parceria com Flávio Venturini). “Depois de tanta coisa desagradável que o brasiliense tem passado recentemente, é ótimo poder descontrair num evento assim. Brasília estava precisando”, avaliou a professora português Patrícia Rodrigues, 38 anos.

31 janeiro 2010

Para Sweet Bete

Eu sou muito grato a Elisabete de Mello. A moça lá de Itanhaém sempre me oferece coisas boníssimas. Às vezes, são frases curtas mas cheias de vida. Noutras, são exposições maiores com expressões de verdadeiro carinho. Fico lisongeado por ter uma pessoa assim no Harold's Universe. Sweet Bete dá alegria no blog e também no orkut.

Ontem fui assistir ao show de Roberto Frejat na Espalanda dos Ministérios. Lá, o mestre baronesco cantou seus sucessos solos, alguns clássicos de sua genial banda e fez covers de outros artistas. Uma das músicas do show me fizeram lembrar de Sweet Bete. Aí eu pensei: essa canção é a cara dela. Por isso, segue abaixo uma homenagem para esta gentil pessoa: a letra e o clipe.
Beijos e vida!
Harold
Sobre nós dois e o resto do mundo
Frejat/ Maurício Barros/ Mauro Sta. Cecília

Seu olhar me acompanha
Do outro lado da rua
Um sorriso, discreto
E hoje a noite é minha
Seu andar folgado me chama
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo

Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo

Ela vibra como criança
Vestida, pra mim está nua
Dormindo é quase uma santa
Nasceu sorrindo pra lua
Seu andar folgado me chama...
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo

Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo

Eu até sonhei com isso...
As coisas mais loucas com ela eu arrisco
Com ela eu arrisco

Frejat-Sobre nós dois e o resto do mundo


30 janeiro 2010

Como se hoje fosse 31


Não sei se amanhã terei oportunidade para fazer alguma postagem. Meu dia será empenhativo. Por isso, faço de conta que hoje é amanhã e saúdo com alegria o aniversário de Daniel Amanajás, esse aí que aparece comigo na foto tirada em 2007. Meu primo completa mais uma(s) primavera(s). Por ser uma pessoa de extrema bondade e caráter exemplar a data será lembrada com alegria em Macapá, onde mora com esposa e filhos, e nos demais lugares onde existam pessoas que o estimem.

Geralmente, os meios de comunicação têm o péssimo costume apresentar manchetes só com notícias ruins, com as catástrofes que acontecem pelo mundo. Não quero que pensem que sou defensor da alienação e que desejo proibir a divulgação da livre imprensa. Todavia penso que é preciso fazer circular as notícias boas. Por exemplo, se há divulgação da tragédia do Haiti, que tal enfatizar a atitude de solidariedade que este fato despertou no mundo todo?

Neste sentido, dou enfâse ao aniversário de Daniel. Ele é um cara que procura viver com empenho e dignidade. Não procura ter mais do que precisa. Ao mesmo tempo, é uma pessoa atenta ao que ocorre à sua volta. Sempre faz o possível para ajudar quem estar por perto. Enfim é uma pessoa que as pretensões consumistas e individualistas deste século tentam fazer a gente acreditar que não existe mais. Graças a Deus, Daniel está aí para desmistificar tais pretensões.

Ele também é um cara antenado nas mídias. Prova disso são os blogs editados por Daniel: www.navileinad.blogspot.com e www.badmintonap.blogspot.com. No primeiro, ele mostra duas facetas. Uma é de tradutor da obra de Navi Leinad, escritor de origem argentina, dono de um talento poético incontestável. A outra, é o de cronista de fatos pitorescos e saborosos, alguns ocorridos na cidade de Belém. No segundo, Daniel divulga o badminton, esporte britânico chique que, aos poucos, ele ajuda a tornar conhecido em Macapá.

Poderia ficar aqui contando muitas coisas interessantes sobre meu primo Daniel. Uma delas é que funcionei como padrinho no casamento dele com Denille. Todavia, seria pouco. O ideal é que vocês procurem saber mais sobre ele nos blogs citados no parágrafo anterior. Creio que não se decepcionarão. Para mim, o importante é frisar que 31 de janeiro é a data de aniversário do genial Daniel Amanajás. Sinceramente desejo muitas coisas bela e plenas para ele. Feliz aniversário Daniel!!!
Harold


27 janeiro 2010

A menina dança

Já virou lugar comum falar da importância dos Novos Baianos na música popular brasileira. Sem dúvida, quando vieram as trevas do AI 5, eles se tornaram os herdeiros do legado do Tropicalismo. A sinistra ditadura militar, que maltratava o Brasil, prendia, torturava e matava quem não tivesse cara de amigo das coisas hipócritas e falsas, pegou pesado com os membros do genial movimento. Caetano e Gil foram exilados em Londres, Tom Zé foi quase relegado, Gal foi vigiada, os Mutantes ficaram pressionados. Nada fazia sentido. Parecia que o sonho tinha acabado já em 1968.

Foi neste quadro obscuro que surgiram os Novos Baianos. Com Caetano e Gil fora do país, coube a este time iluminar a caverna com criatividade.Eles assumiram a difícil tarefa de não deixar a peteca cair nos sombrios anos de chumbo. Lá estavam eles peitando com a cara, a arte e a coragem a repugnante ditadura militar no seu período mais violento. Liderados por Galvão, letristas acurado e pleno, lá estavam Moraes Moreira (violão, voz), Paulinho Boca de Cantor (voz, percussão), Baby Consuelo (voz), Pepeu Gomes (guitarra, violão), Dadi (baixo), Jorginho (bateria, cavaquinho), Bola (percussão), Baxinho (percussão), Charles Negrita (percussão) e Gato Félix (dança).

Muito se pode contar sobre os Novos Baianos. Porém, para efeito de praticidade, cito e posto a canção A menina dança, parte integrante do disco Acabou Chorare, gravado em 1972. Este álbum, segundo pesquisa da revista Rolling Stone, foi escolhido como o melhor disco brasileiro de todos os tempos, na frente de grandes clássicos como Transa de Caetano Veloso, Expresso 2222 de Gilberto Gil e Chega de Saudade de João Gilberto.

Melhor do que falar sobre os Novos Baianos é mesmo ouvir suas canções. Por isso, ofereço, de coração, mas esta postagem para quem visita meu blog. Me arrisco a afirmar que, a Menina da canção (na verade, Baby Consuelo), poderia ser uma de minhas leitoras: Paola, Sweet Bete, Maria, Neneca, Roséli e tantas outras que, volta e meia, me honram com suas visitas e comentários.
Beijos e saúde!
Harold

Obs: Quem quiser saber mais sobre o grupo, pode acessar o excelente blog eidtado por Eduar Menezes http://velhidade.blogspot.com/2010/01/novos-baianos.html.


Novos Baianos- A menina dança

25 janeiro 2010

Coração Paulista

Vinte e cinco de janeiro é um dia muito especial. Nele se se comemora o aniversário da cidade de São Paulo. A mais importante cidade brasileira avança na idade. Afinal são 456 anos muito bem vividos. Quatrocentona mas sem perder o charme. O fato mexe com os paulistanos, os paulistas e, sem exagero, com os demais brasileiros. Não é verdade que muitas coisas de interesse nacional tem, obrigatoriamente, de circular por Sampa? Assim é com a política, a economia, a cultura e assim por diante.

Volta e meia, alguém lança um olhar raivoso na direção de Sampa. Mil e tantas críticas lhes são dirigidas. Lhe chamam de tudo, de cidade caótica, violenta, consumista, desordenada, inferno urbano, etc. Deve haver algum fundo de verdade nessas ofensas. Todavia, certamente, o que não falta é exagero. Por causa de sua importância, São Paulo padece dos males aos quais estão sujeitas cidades como New York, Londres, Berlim, Tokyo, Roma, Paris e assim por diante. É o preço que se paga por levar um imenso país continental nas costas. Descontadas essas coisas, é uma cidade genial. Absurdamente genial. Eu que o diga!!!!

Por isso, humildemente, presto minha homenagem à Sampa e às pessoas lá residentes. Sejam elas paulistanas, paulistas, brasileiras ou estrangeiras. Uma cidade só se faz grande porque há pessoas que nelas vão habitar. Pessoas que lá constroem com concreto e com amor. Que depois mostram seus fazeres como exemplos para outras cidades. Como homem de cultura, percebo que muita coisa que considero importante para a nossa cultura aconteceu em Sampa. Fatos importantes na construção da ética, da promoção humana no Brasil. Quer exemplo? Lá vai: a campanha das Diretas Já, da Anistia, Tropicalismo e Modernismo, entre outros. Tudo isso rolou, de início, em em São Paulo e depois se espalhou pela nação. De Sampa muito se espera.

Já escrevi demais. Agora ofereço um clipe. É a minha homenagem à São Paulo e as pessoas que lá residem. Que Deus abençoe e proteja esta city. A canção enfatiza as implicâncias que se pode ter em relação a ela. Todavia não deixa de frisar que, quem, às vezes, odeia, também tem muito amor no coração pela "paranóica". Parabéns São Paulo!
Aroldo José Marinho
Guilherme Arantes- Coração Paulista


24 janeiro 2010

Parabéns para Belém, cidade linda!!!

No dia 12 deste mês foi data do aniversário de uma adorável cidade. Belém, a capital paraense completou 394 anos. Na suas ruas aconteceram e acontecem fatos que fazem parte da história de nosso país. Esta cidade é bela, seu povo é acolhedor. Além disso, conta a proteção mais do que santa da Virgem de Nazaré. Bateu saudade do Círio!!!

Confesso que é difícil escrever sobre Belém de forma imparcial. Minha emoção é justificada. Cheguei lá com 20 anos de idade. Vivi nove em seus domínios. Um menino se fez homem e abraçou a vida. Na universidade federal ali sediada, fiz curso de graduação, exercitei o saudável ato de sair de casa e ir para o mundo. Serei eternamente grato à cidade das mangueiras as coisas lá vividas e aprendidas.

Escrevi poemas em homenagem à Belém. Estes foram publicados nos anos anteriores. Desta vez, a homenagem será feita com a postagem do clipe da canção Belém- Pará- Brasil, do grupo Mosaico de Ravena, grande expressão do rock paraense dos nos 80. A letra denuncia a pretensão malvada e cínica com a qual, algumas vezes, o mundo dirige um olhar oportunista e cínico para a Amazônia e para Belém, sua cidade-capital.

Apesar do atraso, feliz aniversário Belém!!!! Votos emocionados meus!!!!
Aroldo José Marinho

Mosaico de Ravena- Belém- Pará- Brasil

Canção

Boa tarde!
O tema aqui postado é fruto da parceria Bernardes/Marinho. O amigo Mauro desenvolveu melodia e arranjo folk em 2006. O texto foi escrito por mim no século passado.
Às vezes, uma ou outra pessoa me pergunta quando vou botar minha produção em algum festival. Respondo que não sei. Honestamente, não tenho essa vontade. Todavia se fosse o caso de concorrer, quem sabe eu não inscrevesse uma canção como esta.
Beijos, abraços e saúde!
Harold



Canção
Melodia: Mauro Bernardes
Letra: Aroldo José Marinho

Não tem solução!
Você longe de mim
E eu aqui sozinho
Nestas tardes sem fim.

O que será do mundo
E de nós,
Quando a chuva cair
E molhar nossos pensamentos?

Seremos arrastados para longe.
Eu bem longe de você.
E você vestida num outro ser.

Meu sofrimento é a flor murchando.
Minha vida é como a vida do poeta:
Infeliz
E, talverz por isso, bela.

E onde está você?
Belém, 25/05/93

Nara Leão

Sem delongas, um clipe com a maravilhosa Nara Leão. Aqui ela interpreta uma canção de Dorival Caymmi
Beijos, abraços e saúde!
Harold
Nara Leão- Morena do mar

Presente

O texto que segue foi escrito num dia qualquer, no meio da semana, em janeiro de 1987, no século passado. Haja cronologia. Rs! Minha intenção/inspiração era brincar com alguns dos sentidos de uma palavra recorrente na língua portuguesa. Penso que consegui o que desejava.

Depois veio a vontade de transformá-lo em melodia. Mas nenhuma idéia aparecia. Depois de várias tentativas, comecei a achar que dali não sairia mais nada. Já estava pronto para aceitar o fracasso e me conformar. Eis que chega o domingo e, com ele, o Fantástico. O programa da tv Globo daquele dia exibiu um clipe com Nara Leão.

Quando a musa dos joelhos bonitos da Bossa Nova começou a cantar, olhei para ela, ouvi sua voz. Deslumbrado, ou melhor, hipnotizado, imediatamente, peguei o violão e comecei a elaborar uma melodia na batida daquele gênero. Foi saindo, saindo. De repente, estava pronta a melodia para o texto. Nara me salvou. Devo essa para ela.

Já tinha ouvido falar da cantora. Mas meu espírito roqueiro não se ligou, de imediato, no seu trabalho. Isso só foi acontecer em 1989, quando soube que ela, após diversas batalhas contra um câncer, foi cantar no paraíso, bem junto de Deus. Então fiquei sabendo de várias histórias sobre sua generosidade e a dignidade. Disso são testemunhas, entre outros, Jerry Adriani, Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee entre outros. Lamentei não ter conhecido seu trabalho enquanto ela estava entre nós. Sem dúvida, eu a teria amado

Como as pessoas citadas no parágrafo anterior, também me sinto um devedor de Nara. Por isso, humildemente, dedico para ela o texto. De quebra, para ilustrar tantas palavras, segue junto a imagem graciosa e plena de Bia Pimentel.
Harold

Presente
Aroldo José
A gente é o presente,
A gente faz o presente,
A gente dá de presente.
A gente é dá prá gente!

A gente se faz presente,
A gente responde presente,
A gente recebe presente.
A gente recebe da gente!

A gente ama gente,
Às vezes, esquece o que sente.
Mas o coração não mente,
Dizendo:

Te quero presente!

Macapá, 01/1987
Para Nara Leão


De volta com clipe de brinde

Depois de um belo período de férias, retorno à vida de blogueiro. Agradeço as mensagens enviadas neste período pelas pessoas que, gentilmente, me oferecem suas leituras aos textos aqui postados.
Por não ter pensado em algo elaborado para esta postagem, vou improvisar. Por isso, para não passar em brancas nuvens, lhes ofereço o clipe de um grupo que gosto muito.

Com carinho, eis aqui o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, (SRG) importante referência na história do rock rural do nosso país. Um grupo formado no início dos anos 70 por três geniais compositores/cantores: Luís Carlos Sá, Zé Rodrix e , Gutemberg Guarabyra. Por viver num país sem memória musical, tenho a triste semana de que uma parte dos leitores e leitoras do blog nunca ouviu falar do trabalho deste grupo.

Como presente de recordação, para alguns, ou apresentação, para outros, posto a canção Mestre Jonas, uma das mais conhecidas do repertório do SRG, incluída na trilha sonora do filme Meu nome não é Johnny. Infelizmente, não será mais possível assistir às apresentações do grupo. Motivo: a fatalidade que foi a morte de Rodrix, ocorrida no segundo semestre de 2009.

Sem demoras, Mestre Jonas!
Beijos, abraços e vida!
Harold

Sá, Rodrix e Guarabyra- Mestre Jonas

18 setembro 2009

Bajan- A tradução

Seguem a letra e a respectiva tradução da canção Bajan. Escrita por Luis Alberto Spinetta, foi gravada pela banda argentina Pescado Rabioso em 1973. A canção mostra otimismo frente as incertezas que se levantam no caminho das pessoas. Particularmente, adoro essa canção. Gostaria de tê-la escrito. Acredito nas intenções da letra de Spinetta. Conheço uma garota que me lembra os personagens da canção. Acho que ela merece sempre ouvir Bajan.

A tradução foi feita Letícia Contilde, minha genial amiga gaúcha, que sabe tudo de espanhol. Agradeço de coração a coração dela. Se mais demoras, aqui está a canção.
Besos, abrazos y vida!
Harold

Bajan
Luis Alberto Spinetta

Tengo tiempo para saber
si lo que sueño concluye en algo
No te apures ya más loco
porque es entonces cuando las horas

bajan, el día es vidrio sin sol
Bajan, la noche te oculta la voz
Y además vos querés sol
Despacio también podés hallar la luna

Viejo roble del camino, tus hojas siempre se agitan algo
Nena, nena, que bien te ves
Cuando en tus ojos no importa si las horas

bajan, el día se sienta a morir
Bajan, la noche se nubla sin fin

Y además vos sos el sol
Despacio también podés ser la luna.



Passam
Luis Alberto Spinetta


Tenho tempo para saber
Se o que sonho se transforma em algo
Não te desesperes demais cara
Porque é aí que as horas

Passam o dia se torna um vidro sem sol
Passam e a noite oculta tua voz
E além do mais , tu queres sol
Devagar também, podes encontrar a lua.

Velho carvalho do caminho
Tuas folhas sempre se agitam um pouco
Menina, menina que bem estás
Quando nos teus olhos não importa se as horas

Passam e o dia se senta para morrer
Passam e a noite se nubla sem fim

E, além, tu és o sol
Devagar também podes ser a lua!

Com vocês, Spinetta

Há três grandes músicos importantes na cena do rock argentino: Charly Garcia, Fito Páez e Luis Alberto Spinetta. Os dois primeiros são conhecidos de parte do público brasileiro. Garcia residiu uma parte dos anos 70 Brasil fugindo da ditadura militar de seu país. Páez, volta e meia, colabora com músicos brasileiros (Caetano Veloso, Rita Lee e Paralamas entre outros). Porém o nome de Spinetta não tem o mesmo alcance entre nós.

Nascido em 1950, na cidade de Buenos Aires, Spinetta (carinhosamente chamado El Flaco), é cantor, compositor, poeta e guitarrista bastante influente no seu país. Além de atuação solo, ele também foi fundador de duas bandas referenciais do rock do vizinho país na década de 70: Almendra e Pescado Rabioso. O trabalho desta última é o motivo de interesse desta postagem.

Além de Spinetta, Pescado Rabioso contava em sua formação com Black Amaya (bateria), Osvaldo "Bocón" Frascino (baixo) e Carlos Cutaia (teclados). Posteriormente, Frascino foi substituído por David Lebón. O estilo e a originalidade musical da banda deixaram uma marca indelével no rock argentino.

O último trabalho da banda foi lançado em 1973 e entitulado Artaud. Segundo a Rolling Stones, revista especializada em rock, é considerado o melhor disco da história da música Argentina. A canção que escolhi para postar é parte integrante de Artaud.
Aroldo José Marinho

Pescado Rabioso- Bajan






11 setembro 2009



Segue postagem de uma matéria que li no site www.ocapacitor.uol.com.br/nota.php?ID=354&PG=0, ww.ocapacitor.uol.com.br/nota.php?ID=354&PG=1. O texto comemora os 40 anos de uma importante figura do meio dos desenhos animados. Quando é possível, eu assisto com prazer. Creio que vocês também.
Um grande abraço!
Aroldo José Marinho

Os 40 anos de Scooby-Doo

O personagem mais famoso e bem sucedido da história da Hanna-Barbera. Esse é Scooby-Doo, o cachorro medroso e que é praticamente sinônimo do estúdio que o criou. Além de ter medo de tudo, Scooby é engraçado, atrapalhado, desengonçado e, mais do que tudo, tem o poder de fazer crianças rirem ao longo de todo esse tempo. E se fosse só criança até que estava bom, né?

O fato é que esse cachorrão dinamarquês (também chamado de dogue alemão) está fazendo agora em setembro de 2009 nada menos do que quarenta anos de aventura. O personagem estreou na TV americana no dia 13 de setembro de 1969 e foi criado pelo estúdio da dupla William Hanna e Joseph Barbera, “pais” de tantas e tantas animações pra lá de clássicas. Mas quem teve a ideia mesmo da série foi Fred Silverman, chefe de programação da CBS na época. Ele queria um desenho que fosse uma mistura de comédia e mistério e quem colocou a mão na massa de fato foram Joe Ruby e Ken Spears, que já haviam trabalhando em outras produções da casa como Os Flintstones e Os Jetsons. O projeto original chegou a se chamar Mysteries Five, com Fred, Daphne, Velma e Salsicha como protagonistas. O cachorrão completaria o quintento, mas serviria apenas como um mascote. Tudo mudou quando os produtores resolveram colocar Scooby um pouco à frente das ações. O nome do personagem canino surgiu a partir da música “Strangers in the Night”, clássico na voz de Frank Sinatra. Segundo conta o jornalista Sidney Gusman no livro 100 Respostas da revista Mundo Estranho, num trecho da canção Sinatra canta “dooby dooby doo doo doo doo”, uma coisa levou à outra e chegamos até “Scooby-Doo”. O visual da turma de aventureiros foi desenvolvido pelo animador Iwao Takamoto, um dos mais requisitados e competentes da época.

Com tudo isso definido, naquela dia 13 de setembro de 1969 chegou à CBS a série animada Scooby-Doo, Where Are You! com seus dezessete episódios na primeira temporada e mais oito no segundo ano. Deu muito certo. Os quatro humanos e seu cachorro de estimação cruzavam os Estados Unidos num furgão com a pintura com temas hippies e com a o nome “The Mystery Machine” aplicado à lataria. Essa turma andava por pântanos, castelos, portos, cidadezinhas distantes do interior e sempre se envolvia com algum caso escabroso que tinha uma criatura horrenda capaz de amedrontar a todos. Mas como o desenho não tinha a intenção de ser um terrorzão, a coisa acabava descambando para a comédia com cenas bem engraçadas protagonizadas principalmente por Salsicha e Scooby. E, claro, o “fantasma” era sempre alguém fantasiado pronto para dar um golpe e levar uma grana por fora.

Os personagens foram tão bem sucedidos que a Hanna-Barbera começou ela mesma a criar imitações. Tanto que nos anos seguintes surgiram outras séries como Goober e os Caça-Fantasmas, Bicudo, o Lobisomem, O Fantasminha Legal e outras que tinham adolescentes e animais que procuravam solucionar casos mal assombrados.

Mas você bem sabe que não há nada como o original e por isso mesmo a Hanna-Barbera tratou de começar a produzir logo novos episódios. Daí, em 1972 foram lançadas mais aventuras na série que levou o nome de Os Novos Filmes de Scooby-Doo (The New Scooby-Doo Movies). Essa temporada teve elementos bem distintos e a principal delas foi a presença de convidados especiais. Ter gente famosa aparecendo era algo que acontecia direto nos seriados com atores de verdade e o público gostava. Por que não fazer isso também nos desenhos? Com essa ideia, Scooby e seus comparsas se encontraram com os Três Patetas, Batman e Robin, o Gordo e o Magro, Cher entre outros. O jeitão de mistério deu lugar a um pouco mais de humor, mas a popularidade dos personagens continuou intocada.

Um dos grandes motivos da popularidade da série no Brasil foi sua dublagem pra lá de bem feita. Em todas as versões as vozes em quase todos os casos acabaram sendo mantidas e o destaque especial aqui vai para Orlando Drummond (o Seu Peru, da Escolinha do Professor Raimundo) como Scooby e Mário Monjardim como Salsicha. Até hoje eles colocam as vozes nos personagens nos longa animados.

SÉRIES EM SÉRIE
Em 1976, surgiu Scooby-Doo-Dynomutt Show, quando as aventuras do cachorrão e sua turma iam ao ar junto com um episódio de Falcão Azul e Bionicão. A partir de 77 a coisa começou a dar uma degringolada, com animações ruinzinhas e que fugiam do jeitão de terror e comédia do início. De 1977 a 1980 foi exibido Os Ho-Ho-Límpicos, com competições entre equipes com personagens de diversas animações da Hanna-Barbera. Uma bobajada daquelas.

E quem aí não se lembra do maleta do Scooby-Loo? Pois é, em 1979 foi lançada Scooby-Doo and Scrappy-Loo apresentando o sobrinho chato do Scooby. Muito sem graça.

Depois de Scooby-Loo ter manchado a imagem de seu tio, os personagens ficaram relegados a repetições de seus episódios antigos. A coisa durou anos até que em 1988 a Hanna-Barbera decidiu dar uma ressuscitada na turma, mas de uma maneira diferente. Nessa época estavam rolando várias séries animadas com versões infantis de personagens como os Flintstones, por exemplo. Assim, nasceu O Pequeno Scooby-Doo. Mas, ao contrário de outros casos, essa produção foi muito legal e se deu bem ao brincar de uma maneira quase irônica com os elementos característicos do original. Tinha terror, humor e piadinhas “internas” bem sacadas e engraçadas. Foi até 1991.

2003 trouxe O que Há de Novo, Scooby-Doo?, com a turma usando a internet para solucionar mistérios. Bem fraco, assim como também não foi nada feliz a série Salsicha e Scooby Atrás das Pistas, só com os dois amigos como protagonistas e com os outros colegas aparecendo em episódios aqui e ali. Tudo isso já foi exibido no Brasil pelo Cartoon Network, que também leva ao ar os longas animados estrelados pelos personagens. Bom, também tem os dois filmes para cinema, mas é melhor nem entrar nessa parte, já que são bem ruinzinhos. Até porque quem está fazendo 40 anos é o desenho animado original, que é um clássico que merece ser visto sempre que entra no ar seja na TV a cabo seja no SBT.