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17 junho 2009

Apresentando Ricky Martin

Um dos artistas mais expressivos da cena latina é o cantor porto-riquenho Ricky Martin. Depois de atuar como ator e modelo em comerciais de artigos infantis, Ricky conheceu o sucesso ao entrar para o grupo Menudo, em 1984, onde cantou por cinco anos. Posteriormente, trabalhou como ator no México.

Sua estréia solo ocorreu em 1991. Não obteve o êxito esperado. Este só aconteceu quando lançou com terceiro disco A medio vivir (1995), que vendeu mais de 600 mil cópias no Brasil. É deste disco, a canção María, seu maior hit,que foi tema da novela Salsa e Merengue (1996).

Além do talento, Ricky impressiona por sua colaboração com as causa hamanitárias promovidas pelas Nações Unidas e por sua simpatia e esforço para interagir com o público. Prova desse esforço é o fato de que, nas vezes em que esteve no Brasil ou em Portugal, procurou atender aos jornalistas falando um português quase fluente.

A idéia era psotar o clipe original da canção Maria (http://www.youtube.com/watch?v=MdX07v0f9M4). Porém sua incorporação no You Tube foi desativada. Por isso, segue na postagem o clipe de uma apresentação ao vivo (http://www.youtube.com/watch?v=6-Egdb001KE).

Harold
Ricky Martin- María

12 junho 2009

Informações sobre Aimee



Não é novidade para os leitores e as leitoras do blog a minha predileção por Aimee Mann (www.aimeemann.com), a moça aí das fotos. A genial cantora e compositora norte-americana toca fundo no meu coração. Suas composições me oferecem sensações de bom gosto e equilíbrio. Tanto é que, se alguém vier me dizer que não há valor no trabalho dela, certamente, terei pena do infeliz e pobre opinador.
Conheço o trabalho dela desde 2007. Descobri meio que por acaso. Estava na frente da televisão numa tarde de calor, fazendo zapping nos canais pagos. Quando cliquei num certo canal, vi um clipe de uma cantora que tocava um violão. Havia alguma coisa de folk rock na música dela. Imaginei que fosse Melissa Etheridge, que vi, no final do século passado, numa edição do prêmio Grammy. Quando terminou a exibição do clipe, os caracteres desmentiram meu pensamento. Lá estava escrito: Aimee Mann.
Por nunca ter ouvido este nome, acessei a internet atrás de informações. Escrevi o nome da cantora loura na Wikipedia. Fiquei sabendo que ela nasceu no dia 8 de setembro (como meus primos Cléber e Helder) de 1960. Se tivesse nascido na véspera, seria minha parceira de data. A Wikipedia me informou que Aimee atuou, nos anos 80, como vocalista/baixista da 'Til Tuesday, banda new que teve relativo sucesso tendo, inclusive, emplacado o clipe da canção Voices carry na Mtv (http://www.youtube.com/watch?v=zz4pTMN3abw). A mente clareou. Lembrei que um dos meus irmãos comprou um vinil dessa banda. Todavia nunca ouvi este trabalho.
Além disso, descobri que o trabalho dela não me era de todo desconhecido. É dela a trilha sonora do filme Magnólia, de 2000, que concorreu ao Oscar na categoria. Vi o filme e gostei bastante. Minha impressão era que as canções serviam como suportes para as personagens da trama. E não é que eu estava certo? O diretor do filme, Paul Thomas Anderson, declarou que escreveu o roteiro escutando Bachelor N. 2, terceiro disco da carreira solo de Mann. Portanto, foi quase lógica que mais de 95% da trilha fossem compostas com as canções dela. A forcinha de Anderson fez com que a carreira de Aimee ganhasse repercussão mundial.
De posse destas informações, fui ao e-mule para baixar todos os trabalhos de Mann que estivessem disponíveis. Só encontrei a já citada trilha de Magnólia e o cd Forgotten Arm. Comecei a ouví-los adoidadamente. Quanto mais ouvia, mais gostava. Levei a coisa tão a sério que meu interesse pelo trabalho de Aimee começou a me trazer problemas. Uma pessoa estimada demonstrou incômodo e ciúme por causa de minha atitude efusiva em relação à cantora.
A artista é uma pessoa de muita atitude. Procurou ocupar seu espaço na cena musical com esforço e talento. Nunca foi de bajular a imprensa ou de se abrigar nas asas das grande gravadoras. Ralou bastante junto com os colegas de 'Til Tuesday. Coerência sempre foi algo perceptível no seu trabalho. Além do sucesso com a trilha de Magnólia, ela recebeu diversos prêmios e consolidou seu nome na cena do rock independente de seu país e também junto à grande mídia.
Recentemente, um amigo me presenteou com uma cópia de Smilers, último cd da cantora. Comovido, agradeci o presente e comecei a ouví-lo uma, duas, muitas vezes. Impossível não gostar. As composições abordam temas pertinentes para as pessoas que já passaram dos trinta anos. Além disso, os arranjos apresentam influências diversificadas. Há timbre de folk, como é de praxe. Mas Aimee também dialoga com utiliza outras linguagens. Por exemplo, uma canção abre espaço para o uso de teclados numa proposta bem new wave (lembranças de 'Til Tuesday?). Noutra, há a presença de instrumentos de uma big band. Enfim, é um disco de raro bom gosto.
Como artista Aimee Mann, que dirige o selo Super Ego Records com o marido Micahel Penn, nada precisa provar. Tem o respeito de quem aprecia o bom rock e a boa música em geral. Por isso, sempre que lança um disco, é criada alguma expectativa, que também traz uma certeza: está chegando coisa boa.
Aroldo José Marinho

A Igreja que acolhe

Boa tarde!
Vocês devem estar lembrados de um caso de violência sexual, acontecido em Alagoinha, no interior de Pernambuco, e que abalou o país. Uma menina de nove anos engravidou por conta dos abusos que lhes foram causados pelo padrasto. A lógica sugeria a interrupção da gravidez de dois gêmeos. Porém essa não era visão de D. José Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife. Sua postura foi duríssima: ordenou ex-comunhão para os médicos, enfermeiros e a mãe da menina. Só esta foi poupada por ter menos de 16 anos.

Sentada a poeira, reproduzo um texto que me foi enviado pelo amigo Aroldo Braga, que é meu xará, lá em Sampa, e trabalha como assessor de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O artigo, publicado em 15/03/09, no jornal L' Osservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé. Nele, o articulista D. Rino Fisichella, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, faz um análise ponderada sobre o ocorrido em Pernambuco. Sua análise é lúcida e deixa evidências de que nem todos os sacerdotes apresentam a limitação de pensamento de D. Sobrinho.
Segue o texto com a tradução livre de Mariângela Jaguraba.
Aroldo José Marinho


A Igreja que acolhe
"O debate sobre algumas questões freqüentemente se torna cerrado e as diferentes perspectivas nem sempre permitem considerar o quanto o acontecimento em jogo seja realmente grande. É este o momento em que se deve olhar o essencial e, por um momento, deixar de lado aquilo que não toca diretamente o problema. O caso em sua dramaticidade é simples. Uma menina de apenas nove anos, a quem chamaremos Carmen, e a quem devemos olhar fixamente nos olhos sem distrair sequer um minuto, para fazê-la entender o quanto a queremos bem. Carmen, em Alagoinha, foi violentada várias vezes pelo seu jovem padrasto, engravidou de dois gêmeos e nunca mais teve uma vida tranqüila. A ferida é profunda porque a violência a destruiu por dentro e dificilmente lhe permitirá no futuro olhar os outros com amor.
Carmen representa uma história de violência cotidiana e ganhou as páginas dos jornais somente porque o arcebispo de Olinda e Recife se apressou em excomungar os médicos que a ajudaram a interromper a gravidez. Uma história de violência que, infelizmente, teria passado despercebida, pois estamos acostumados a ver todos os dias fatos de uma gravidade sem igual, se não fossem as reações causadas pela atuação do bispo. A violência sobre uma mulher é grave, e se torna ainda mais deplorável quando perpetrada contra uma menina pobre, que vive em condição de degradação social. Não existe linguagem correspondente para condenar tais episódios, e os sentimentos que surgem são mui tas vezes uma mistura de raiva e de rancor que se acalmam somente quando é a justiça é feita e se tem certeza de que o criminoso será punido.
Carmen deveria ter sido em primeiro lugar defendida, abraçada, acariciada com doçura para fazê-la sentir que estamos todos com ela; todos, sem exceção. Antes de pensar na excomunhão era necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente e recolocá-la num nível de humanidade da qual nós homens de Igreja devemos ser anunciadores e mestres. Assim não foi feito e, infelizmente, a credibilidade de nosso ensinamento sofre com isso, pois aparece aos olhos de muitos como insensível, incompreensível e sem misericórdia. É verdade, Carmen trazia consigo outras vidas inocentes como a sua, não obstante fossem frutos da violência, e foram ceifadas; isso, todavia, não basta para fazer um julgamento que pesa como uma guilhotina.
No caso de Carmen se confrontaram a vida e a morte. Por causa de sua tenra idade e de suas condições de saúde precárias sua vida corria sério risco por causa da gravidez. Como agir nestes casos? Decisão árdua para o médico e para a lei moral. Escolha como esta, mesmo como uma casuística diferente, se repetem cotidianamente nas salas de tratamento intensivo e o médico se encontra só no ato de decidir o que fazer. Ninguém chega a uma decisão desse tipo com desenvoltura; é injusto e ofensivo pensá-lo.
O respeito devido ao profissionalismo do médico é uma regra que deve envolver todos e não pode consentir chegar a um julgamento negativo sem antes considerar o conflito criado em seu íntimo. O médico traz consigo sua história e sua experiência; uma escolha como essa de ter que salvar uma vida, sabendo que coloca em sério risco outra, jamais é vivida com facilidade. Certo, alguns se acostumam a tais situações que e as vivem sem sentimento; nestes casos, porém, a vocação de ser médico é reduzida apenas a uma profissão vivida sem entu siasmo e passivamente. Fazer de um caso um todo, além de incorreto seria injusto.
Carmen repropôs um caso moral entre os mais delicados; tratá-lo de forma rápida não faria justiça nem à sua frágil pessoa nem aos que estão envolvidos no caso. Como todo caso singular e concreto, merece ser analisado de forma peculiar, sem generalizações. A moral católica possui princípios dos quais não pode prescindir, mesmo o se quisesse. A defesa de uma vida humana desde a sua concepção pertence a um destes princípios e se justifica pela sacralidade da existência. Todo ser humano, de fato, desde o primeiro instante de vida traz consigo a imagem do Criador, e por isto estamos convictos de que devem ser reconhecidos os direitos e a dignidade de toda pessoa, primeiro entre todos o de sua intangibilidade e inviolabilidade. O aborto não espontâneo sempre foi condenado pela lei moral como um ato intrinsecamente mau e este ensinamento permanece imutável em nossos dias desd e os primórdios da Igreja. O Concílio Vaticano II na Gaudium es spes - documento de grande abertura e perspicácia em relação ao mundo contemporâneo - usa de forma inesperada palavras inequívocas e duríssimas contra o aborto direto. A colaboração formal constitui uma culpa grave que, quando realizada, exclui automaticamente da comunidade cristã. Tecnicamente, o código de Direito Canônico usa a expressão latae sententiae para indicar que a excomunhão se atua automaticamente no momento em que o fato acontece.
Não era preciso tanta urgência e publicidade ao declarar um fato que se realiza de maneira automática. O que se sente maior necessidade neste momento é o sinal de um testemunho de proximidade a quem sofre, um ato de misericórdia que, mesmo mantendo firme o princípio, é capaz de olhar além da esfera jurídica para atingir aquilo que o direito prevê como objetivo de sua existência: o bem e a salvação daqueles que cr êem no amor do Pai e daqueles que acolhem o Evangelho de Cristo como as crianças, que Jesus chamava para junto de si e as abraçava dizendo que o reino dos céus pertence a quem é como elas.

Carmen, estamos do seu lado. Partilhamos o sofrimento pelo qual passou, queremos fazer de tudo para lhe restituir a dignidade que lhe foi tirada e o amor de que você precisa ainda mais. São outros que merecem a excomunhão e o nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e ajudam a recuperar a esperança e a confiança, não obstante a presença do mal e a maldade de muitos".


Paz no amor

No 12 deste mês, é comemorado o dia dos namorados. Só aqui. No resto do mundo, vale 14 de fevereiro, dia de São Valentino. NUma postagem de quatro meses expliquei o motivo da discrepância.

Para quem ama, as duas datas são relevantes. Que bom! Por isso, como homenagem posto o texto de Mira Alves que aborda as questões do universo de quem ama.

Mira é uma poeta goiana, da cidade de Luziânia. Todavia já está radicada aqui há muito tempo e atua no circuito como poeta alternativa. Às vezes, colaboro com sua obra, como digitador e revisor.

Segue o belo texto de Mira. Feliz dia 12 para todos nós!
Harold


Paz no amor
Mira Alves

Busco o teu olhar no meu olhar

enquanto durar esse encantamento.

Voa o meu

pensamento,

encantamento.

No amortizações

depois

da guerra,

a paz;

depois

da guerra,

a paz

no amor.

No amor,

depois

do amor,

a guerra,

a paz.

A paz

tem um sabor

a mais

depois das brigas,

das intrigas,

a paz

no amor.


11 junho 2009

Um texto de Veríssimo

A crônica que segue foi escrita por Luís Fernando Veríssimo (foto) e tematiza sobre o passado. Foi postada na edição de hoje do blog de Noblat (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/06/11/revisionismos-194600.asp). Espero que curtam sua leitura.
Harold


Revisionismos

O passado não é um lugar seguro. Volta e meia aparecem revisionistas querendo mudar tudo, abalando antigas certezas e dizendo que o acontecido não aconteceu, ou não aconteceu bem assim. História, já se disse muito, é versão, mas gostamos de pensar que alguns fatos do passado são fatos mesmo e não interpretações convenientes. Os revisionistas não permitem. A função deles é não deixar o passado em paz. E sugerir que há sempre a possibilidade de uma versão nova para um fato velho.

As repetidas comparações do Obama com o Roosevelt provocaram uma reação nos Estados Unidos, segundo a qual não apenas o Baraca tem pouco a ver com o Roosevelt histórico como o próprio Roosevelt tem pouco a ver com o mito que se formou em torno do seu governo. Segundo a história - ou o mito, para os revisionistas - Roosevelt pegou um país arruinado pelos desmandos de um capitalismo fora de controle durante o governo Hoover, enfrentou os cachorros grandes das finanças e do conservadorismo e, com programas sociais acusados de bolchevistas, subsídios para a produção acusados de anti-americanos e uma mobilização popular acusada de populista e coisa pior - embora fosse um aristocrata - salvou os americanos. Os revisionistas dizem que muitas das medidas contra a crise dos anos 30 já tinham sido tomadas por Hoover, que até agora era o grande vilão da história, que Roosevelt aliou-se aos cachorros grandes, convencendo-os a aceitar seu pseudosocialismo com o argumento que, além de salvar os Estados Unidos, estava salvando o capitalismo, e que no fim sua política intervencionista não estava dando muito resultado. Um adendo inescapável à versão revisionista, nem sempre, compreensivelmente, citada, é que não foi a mobilização do New Deal de Roosevelt que tirou o país da crise, foi a mobilização para a Segunda Guerra Mundial.

O tempo é aliado do revisionismo. Com o tempo os fatos ficam maleáveis, como que mergulhados em solvente. Além de facilmente moldados, adquirem uma neutralidade que os absolve. Faz muita diferença, hoje, saber como o Simonal se comportou durante a ditadura? Se o revisionismo concluir que a única posteridade que ele merece é o de um bom cantor, está sendo justo. Enquanto isto, como a própria ditadura se comportou naqueles anos está posto a salvo de qualquer discussão, revisionista ou não.

Uma canção de Arantes

O paulista Guilherme Arantes foi um dos compositores de grande popularidade no Brasil dos anos 70 e 80. Parte de sua fama é decorrente do fato de que suas canções sempre foram constantes nas trilhas sonoras de novelas da Globo. A primeira foi Meu mundo e nada mais, em 1976, na novela Anjo Mau.

É verdade que as trilhas de novela ajudaram na divulgação do trabalho de Arantes. Todavia não se pode negar sua habilidade para escrever canções que, facilmente, encantam as pessoas. A temática de suas letras, no início, abordava o universo adolescente, recheado de incertezas e desejos. Posteriormente, o autor ampliou sua fonte de inspiração. Um exemplo é a canção Fio da Navalha, da trilha da novela Partido Alto, de 1984, onde sua abordagem é de caráter social.

Atualmente, seu nome não é veiculado na mídia com a intensidade de outros tempos. Porém, volta e meia, uma ou outra rádio toca algumas de suas canções clássicas. O blog destaca uma delas, que narra uma história bela, protagonizada por um casal adolescente.

Minha intenção era lhes oferecer um clipe que tivesse muita qualidade artística. Nesse sentido, a procura no You Tube não foi vitoriosa. Por isso, segue um que combina trechos da gravação original, de 1977, com momentos de uma apresentação realizada por Guilherme no século atual.

Aroldo José Marinho


Guilherme Arantes- Baile de máscaras




Introduzindo: Barão Vermelho

Considero que Barão Vermelho é a melhor banda de rock surgida no Brasil dos anos 80. O quinteto carioca na sua formação original era composto por: Cazuza (voz), Roberto Frejat (guitarra), Maurício Barros (teclados), Guto Goffi (bateria) e Dé (baixo). Com a ida de Cazuza para a carreira solo, Frejat assumiu os vocais; para substituir Dé, foi convocado Dadi, que atuou por um ano. Maurício também se afastou.

O Barão representou um sopro de vida para o rock num período em que a discoteque e as canções populares, de gosto duvidoso, infestavam as paradas de sucesso. Então veio um grupo inspirado, que combinava a pegada stoneana com as influências dos compositores brasileiros que escreviam sobre desamor, fracasso e solidão, temas também ligados ao blues, de onde o Barão , inicialmente, se alimentava.

A trajetória da banda, de 1983 até o período atual, foi (e é) de talento. Por isso, mereceu o respeito e os aplausos da mídia e do público. Muitas de suas canções viraram hits e seus discos ganharam diversos prêmios. Vide a música tema do filme Bete Balanço (estrelado pela genial Débora Bloch) e sua partipação o Rock in Rio (1985).

A formação atual da banda, além dos fundadores Frejat, e Guto, conta com Rodrigo Santos (baixo), Fernando Magalhães (guitarra) e Peninha (percussão) na percussão. Maurício voltou ao contexto baronesco, atuando sempre como convidado mais do que especial.

Sem mais delongas, ofereço para vocês a música especial de Barão Vermelho.
Harold

Barão Vermelho- Bete Balanço

09 junho 2009

Letra e tradução da canção de U2

Segue a letra e a respectiva tradução da canção Get on your boots. Os autores são: Larry Mullen Jr, Adam Clayton, The Edge e Bono. Sim!!!! U2. A tradução foi uma modesta contribuição minha aos leitores e leitoras do blog.
Beijos e abraços!
Harold

Get on your boots

The future needs a big kiss
Winds blows with a twist
Never seen a moon like this
Can you see it too?

Night is falling everywhere
Rockets at the fun fair
Satan loves a bomb scare
But he won't scare you

Hey, sexy boots
Get on your boots, yeah

You free me from the dark dream
Candy floss ice cream
All our kids are screaming
But the ghosts aren't real

Here's where we gotta be
Love and community
Laughter is eternity
If joy is real

You don't know how beautiful
You don't know how beautiful you are
You don't know, and you don't get it, do you?
You don't know how beautiful you are

That's someone's stuff they're blowing up
We're into growing up
Women of the future
Hold the big revelations

I got a submarine
You got gasoline
I don't want to talk about wars between nations

Not right now

Hey sexy boots...
Get on your boots, yeah
Not right now
Bossy boots

You don't know how beautiful
You don't know how beautiful you are
You don't know, and you don't get it, do you?
You don't know how beautiful you are

Hey sexy boots
I don't want to talk about the wars between the nations
Sexy boots, yeah

Let me in the sound
Let me in the sound
Let me in the sound, sound
Let me in the sound, sound
Meet me in the sound

Let me in the sound
Let me in the sound, now
God, I'm going down
I don't wanna drown now
Meet me in the sound

Let me in the sound
Let me in the sound
Let me in the sound, sound
Let me in the sound, sound
Meet me in the sound

Get on your boots
Get on your boots
Get on your boots
Yeah hey hey

Calce suas botas

O futuro precisa ser bem beijado.

Os ventos sopram agitados.

Nunca vi uma lua como esta,

Você também consegue vê-la?


A noite cai em todos lugares.

Os foguetes explodem no parque de diversão.

Satã adora usar bomba para espalhar o medo

Mas ele não conseguirá assustar você.


Ei gata das botas sexy

Calce suas botas, oh sim!


Você me desperta do sonho sombrio,

Que tem algodão doce e sorvete.

Nossas crianças estão gritando

Mas os fantasmas não são verdadeiros.


Este é o lugar onde precisamos ficar:

Amor e comunidade!

Se a alegria é verdadeira,

O riso é eterno.


Você não sabe como é bonita

Você não sabe como você é bonita.

Você não sabe e não tenta saber, não é mesmo?

Você não sabe como você é bonita.


Aquele material que eles estão explodindo tem dono.

Nós estamos amadurecendo.

Mulheres do futuro

Guardem as grandes revelações.


Eu tenho um submarino,

Você tem gasolina.

Eu não quero conversar sobre guerras entre as nações.


Agora nada está certo.


Ei gata das botas sexy

Calce suas botas,oh sim!

Agora nada está certo.

Grande chefe de botas


Você não sabe como é bonita.

Você não sabe como você é.

Você não sabe e não tenta saber, não é mesmo?

Você não sabe como você bonita.


Ei gata das botas sexy

Eu não quero conversar sobre guerras entre as nações.

Grande chefe de botas, oh sim!


Me deixe entrar no som,

Me deixe entrar no som,

Me deixe entrar no som, som,

Me deixe entrar no som, som,

Me encontre dentro do som,


Me deixe entrar no som,

Agora me deixe entrar no som.

Deus! Me sinto depressivo.

Eu não quero ficar depressivo agora.

Me encontre dentro do som.


Me deixe entrar no som,

Me deixe entrar no som,

Me deixe entrar no som, som,

Me deixe entrar no som, som,

Me encontre dentro do som.


Calce suas botas.

Calce suas botas.

Calce suas botas.

Oh sim! Ei, ei!


O novo cd de U2

A boa notícia foi dada em fevereiro: U2 voltaria ao circuito com um novo disco. A banda irlandesa uniu forças, novamente,com Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite. Os dois primeiros assumiram a produção. O terceiro se encarregou das mixagens. Definida a equipe, começaram as movimentações para a concretização de No line on the horizon, cd de retorno ao mercado discográfico.

A parceria de U2 com a dupla Eno/Lanois sempre rendeu bons frutos. Prova disso é que os trabalhos considerados essenciais na carreira da banda foram realizados tendo eles como produtores. Com relação ao trabalho com Lillywhite, que também já produziu discos para o U2, seu talento na mesa de mixagem sempre rendeu bons frutos. Como em time que está ganhando não se mexe, todo o processo de gravação do cd ocorreu num clima de muita tranqüilidade, certo? Errado!

Os irlandeses tinham começado os trabalhos com o produtor Kid Rock. Os esforços não surtiram o efeito desejado. Por isso, todas as gravações foram retomadas sob a direção de Eno/Lanois. Foi aí que a felicidade voltou aos rostos do quarteto. Então as coisas começaram a fluir da forma que todos esperavam.

Ainda não ouvi o cd na íntegra. Por isso, não posso oferecer uma opinião plena. O pouco que ouvi me deu a certeza de que estamos, novamente, frente a mais um grande trabalho desta genial banda. Os comentários que li na imprensa dão a entender que este é o trabalho mais expressivo da banda desde Achtung Baby, gravado em 1992, na Alemanha. Ainda, os comentários sobre o disco deste ano indicam que este trabalho traz de volta o vigor de sempre aliado às letras que tematizam as preocupações relacionadas aos problemas do mundo contemporâneo.

Se os críticos têm razão, este cd é um dos melhores lançamentos de 2009.
Aroldo José Marinho

U2- Get on your boots



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06 junho 2009

Texto de Suzane

O desaparecimento do maestro Silvio Barbato consternou a sociedade brasiliense. A prova do fato é que, volta e meia, alguém dedica algum texto à memória do regente. Textos que mostram que, não apenas o artista Barbato é alvo de admiração. Mas o ser humano Barbato também está sendo reverenciado.

Um destes textos foi escrito por Suzane Lima (http://www.suzane-lima.blogspot.com/). Universitária de Biblioteconomia e poeta de fina sensibilidade, além de profunda conhecedora da obra de Chico Buarque. Essa moça de olhos expressivos, na edição do dia 02/06, dedicou uma página honrosa para Barbato.
Segue o texto de Suzane. Boa leitura!
Aroldo José Marinho

Sílvio Barbato, meu maestrinho

Hoje minhas lágrimas tiveram motivo pra cair

Não Sílvio, não!

Estás em uma ilha dando aquele sorriso gostoso

Estás cantarolando pros que estão aflitos

Seus cabelos balançam com o vento da ilha

Daquele jeito, como quando reges a orquestra

Teus cabelos são um espetáculo a parte.


Tu cumprimentavas com tanta amabilidade quem nem conhecias

Conversava com as senhoras fúteis, achando graça

Falavas com uns eruditos chatos, "aqueles velhas"

Fazias sorrir toda a Sala Villa -Lobos

Falavam de ti, mas nem ligavas

Vinham-te as meninas, pois que venham mais

Tinhas tanto charme...


Mas meu Deus, Sílvio!

Você era homem! E dizem, todo homem é mortal!

E o avião... meu Deus!


Mas não! Não deve ser!

Vou acreditar nos ufólogos, nos evangélicos e nos otimistas...

Eras bom, e o avião caiu sem ti, continuastes no céu.

No avião não, Sílvio.

Aquele seu sorriso não se pode ter perdido,

A lembrança do seu sorriso não foi feita pras lágrimas

Seu sorriso foi feito pra outros risos e pra música...


Mas não Sílvio, eras homem e eras mortal

E o avião caiu...


Dormirei, e teu olhar galanteador ficará aqui, ao lado

Nem Mozart, nem Bach, nem Villa-Lobos, nem Verdi

estão mais vivos Sílvio, mas sua música é cantada e tocada

Seus nomes são falados e ouvidos

Mas o que é um nome se não um nome?

A melhor música que regestes foi teu riso contagiante

E agora ele não é mais que uma lembrança,

que não pode ser imitada pela melhor orquestra

Nem regida pelo melhor maestro

Pois só tu sabias ritmar teu sorriso... e teus cabelos...

E tu caístes...


Meu Deus Sílvio, e nem era só tu...

Quantas almas choram agora?

Mas não, Sílvio, foi só um pesadelo

E acordarás dele da melhor forma: dormindo

Mas deixaste-nos tão triste,

Acordaremos e só veremos aquilo a que chamam realidade


Mas não Sílvio, não tu...

Irei dormir agora

Fala-me num sonho que não eras homeme nem mortal

E que o avião não caiu...

05 junho 2009

Um soneto para Maria

Amanhã é o aniversário de Maria. Que coisa boa! Mas a festa começa agora. Pois ela merece festas contínuas, artísticas e estimulantes. Se não for assim, algo de bom estará faltando.

O que dar para Maria? Um monte de presentes, isso é óbvio. Um depois do outro. De modo que ela possa saber o quanto é estimada. Então segue, pelo blog, o primeiro presente. Uma canção que Leoni e Paulinho Moska esceveram e que tem muito a ver com a moça.

Os demais presentes irão depois.

Feliz anivesário!
José
Leoni- Soneto do teu corpo

02 junho 2009

Tributo a Silvio Barbato

Reproduzo aqui a postagem feita no blog do jornalista Ricardo Noblat (www.oglobo.globo.com/pais/noblat/) como homenagem ao maestro Sílvio Barbato.

Assisti, algumas vezes, aos concertos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, regida por Barbato. Pessoalmente, só tive um contato com ele. Conheço mesmo é Silviane, sua irmã e minha colega de profissão. Como ela, o maestro era uma pessoa de fino humor.

Aroldo José Marinho

Tributo a Silvio Barbato

Conheci o maestro Silvio Barbato (à direita na foto acima) por meio do meu filho mais velho, André. Sílvio havia tido a idéia de montar um espetáculo juntando rock com música sinfônica.

André entrou com o rock da banda dele, Trampa. Silvio entrou com a direção e os músicos da sinfônica de Brasília. Deu certo. Ali começamos a ficar amigos.

Eu só o conhecia como o grande maestro que sempre foi.

Descobri que além disso ele era uma pessoa carinhosa, cultíssima e de humor e paladar refinados.

Transitava com a maior desenvoltura por todos os gêneros musicais.

Se ouvia falar que no Nordeste havia uma orquestra infantil que tocava com instrumentos de lata, corria a conhecê-la, e logo começava a imaginar como poderia pô-la em evidência.

Procedeu assim com vários grupos musicais desconhecidos.

Sílvio foi um artista que se sentia absolutamente à vontade nas grandes salas de concerto da Europa e nos espaços musicais mais humildes e acanhados de qualquer cidade do interior brasileiro.

Viajava com intensidade e prazer entre esses dois mundos tão distintos.

Estava pronto para reger dessa vez a orquestra sinfônica de Kiev.

Era um dos 226 passageiros do vôo sinistrado da Air France.






31 maio 2009

Futebol e musa 2


Na postagem anterior foi informado que a eleição da musa do Candangão 2009 acointeceu em dois escrutínios. Um na internet, pelos usuários do site Esporte Candango. O segundo, foi na Sociedade Futeboleira de Brasília, através de um juri composto por personalidades do Distrito Federal.

Sem dúvida, a escolha não deve ter sido uma tarefa fácil de realizar. Todas as candidatas mostraram graça e simpatia. Mas superada a dificuldade, o jurí escolheu como vencedora a bela Fernanda Espíndola, musa do Luziânia.

O clube pode não ter feito boa campanha no candangão, mas sua musa, sem sombra de dúvida, sempre será vencedora. A moça de 24 anos, tem jeito e características de musa. Mantém seus 60 kg bem distribuídos na altura de 1,68. Além de primar pela beleza, a moça, que é pianista, e admiradora dos homens inteligentes, também consegue encantar pelo jeito extrovertido.

Resumindo tudo: a escolha do juri foi merecidíssima. Bravo Fernanda!!!!!
Harold


Futebol e musa 1



O campeonato de futebol profissional do Distrito Federal (DF), carinhosamente chamado de Candangão, encerrou sua versão 2009 na tarde de sábado (03/05). O jogo final foi entre as equipes de Brasiliense e Brasília. A primeira precisava apenas empatar para conquistar o título pela sexta vez. Fez melhor, venceu por 2x1 e confirmou as previsões feitas pelos especialistas no início da competição. Além dessas equipes, o pódium foi completado pela Sociedade Esportiva do Gama, que alcançou o terceiro lugar.

Findo o campeonato veio o momento da confraternização, que foi realizada na segunda-feira (04/05), na Sociedade Futeboleira de Brasília. A festa foi promovida pela Federação Brasiliense de Futebol em parceria com o site Esporte Candango. Um dos objetivos da festa foi premiar os atletas que mais se destacaram em suas posições no decorrer da competição. Os votantes, membros da crônica esportiva, escolheram os seguintes atletas:

- Goleiro: GUTO – Brasiliense
- Laterais: JULIO CÉSAR – Brasiliense / KAKÁ – Brasília
- Zagueiros: AILSON - Brasiliense / PIU – Brasília
- Volantes: DIDÃO – Brasília / COQUINHO – Brasiliense
- Meio-Campistas: IRANILDO e ADRIANINHO – Brasiliense
- Atacantes: FABIO JÚNIOR – Brasiliense / CHEFE – Brasília
- Técnico: MARQUINHOS CARIOCA – Brasília
- Craque do campeonato: IRANILDO – Brasiliense
- Revelação: FERRUGEM – Gama

Depois da cerimônia de premiação, a festa, de fato, se tornou atraente. O foco passou a ser a escolha da musa do Candangão. As oito equipes participantes do campeonato apresentaram suas candidatas. Foram realizadas duas eleições. A primeira aconteceu na internet. Os internautas acessaram o site Esporte Candango e escolheram suas preferidas.

A vencedora foi a bela Márcia Cristina, representante do Brasiliense. Mérito é o que não falta para a eleita. Márcia é uma bela loura, de 31 anos, 1,70 m e 56 kg. Impossível não prestar atenção nesta moça que adora dançar. E quem não vai querer dançar com ela?
Aroldo José Marinho

Devagar com andor 2

Ontem (30/05) foi realizada a final do Britain's Got Talent, programa de calouros da televisão britânica, que revelou para o mundo a escocesa Susan Boyle. Esta mulher desempregada, de 47 anos, ganhou um espaço nunca imaginado, virou personalidade mundial. Os clipes de suas apresentações estão entre os mais assistidos no You Tube. A título de registro, só a sua primeira apresentação teve mais de 100 milhões de acessos.

Por tudo que aconteceu Susan era favoritíssima para vencer o concurso. Noventa e nove por cento de chance. E lá foi ela para o palco usando um vestido longo e brilhante , para interpretar a canção I dreamed a dream, do musical Os miseráveis. Porém sua bola bateu na trave. Para ela, o segundo lugar. O disputado prêmio de 100 mil libras, e a honra de se apresentar para a rainha Elizabeth II, no tradicional Royal Variety Show, ficaram para o grupo de dança Diversity.

Não sei se a escolha foi justa ou não. Para ser sincero, eu sabia da existência do Britain's Got Talent. Soube sobre Susan Boyle como a maioria das pessoas. Além da divulgação na mídia, alguém enviou para meu e-mail o vídeo da primeira aparição dela no programa. Confesso que fiquei encantado com o seu perfil social. Brasileiro é assim mesmo, a gente sempre torce pela pessoa que, socialmente, é mais desfavorecida.

Notícias recebidas ontem davam a entender que o sucesso havia subido à cabeça da senhorita Boyle. Que ela andava às turras com os jornalistas e tratando com frieza os fãs que o programa lhe deu. Não sei se as informações são verídicas. Sempre penso que tenho coisa mais útil para fazer do que prestar atenção excessiva às frivolidades da mídia. Porém, caso sejam, é lamentável constatar que o breve sucesso pode mexer com a cabeça de uma pessoa que, há pouco tempo, só existia no âmbito de sua vizinhança. De repente, estava ela cruzando o ocêano para dar entrevistas nos prestigiados talk shows de Oprah Winfrey e Larry King. Será que isso foi demais para Susan? Então recordo a velha máxima popular: Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza. Será que é verdade? Tomara que não.

Apesar da derrota no programa, nada está perdido para Boyle. Ela já alcançou os 15 minutos de fama. Mesmo não levando o prêmio, sua vida não será mais a mesma. Entre as novidades estão os acordos milionários para gravar um disco e excursionar pelo Reino Unido e os Estados Unidos. Talento para fazer sucesso ela tem. Boa sorte!

Nunca é demais lembrar para Susan e todos que estão chegando agora nos grandes negócios sobre o valor da cabeça fria e da humildade. É preciso ir devagar com o andor que o santo é de barro.
Aroldo José Marinho

Susan Boyle- I dreamed a dream




Devagar com o andor 1

O campeonato brasileiro da série B (também chamado de segunda divisão) teve seu início há duas semanas. A novidade da edição atual é a presença do Vasco da Gama. O clube carioca fez péssima campanha na divisão principal, em 2008. Tudo reflexo da crise política que culminou com a saída do sinistro dirigente Eurico Miranda da presidência do clube. Por isso, foi rebaixado.

Para este ano, o time entra num novo contexto. Agora tendo como presidente Roberto Dinamite, considerado o ídolo maior do time. Sua missão é resgatar o Vasco da lama a que foi submetido pela administração anterior. Foi assim que o time fez sua estréia na série B. Enfrentou três adversários (Brasiliense, Ceará e Atlético-GO), venceu todos. Sinal de boa fase também observada na sua boa campanha na Copa do Brasil.

Então veio o jogo de ontem (30/05). Lá foi o vasco desfilar seu favoritismo na frente do paraná Clube, em Curitiba (PR). Por causa do jogo decisivo da Copa do Brasil, Dorival Júnior botou em campo uma equipe recheada de reservas. Acreditou no taco de seu elenco. Tudo bem organizado. Mas esqueceu de combinar com o adversário.

O resultado mostrou que cuidado nunca é demais: Paraná 3 x 1 Vasco. Duas máximas do esporte foram, novamente, comprovada: futebol se joga no campo, e, não se vence por antecipação. Os jogadores do Paraná lutaram, jogaram com dedicação, não temeram a boa fase do adversário.

É certo que o vasco precisava poupar os principais jogarores por causa da Copa do Brasil. Só não pode esquecer a obrigação de fazer excelente campanha na série B. Sua torcida exige isso. Bom não esquecer a sabedoria popular: devagar com o andor porque o santo é de barro.
Aroldo José Marinho



28 maio 2009

No Fest Noiva


Na noite de ontem,28/05, aconteceu a abertura de mais uma edição do Fest Noiva DF. Muitas pessoas das rodas sociais e culturais foram prestigiar o evento. Eu estava nesse meio também. Creio que foi um momento divertido e útil.

Apesar da grandeza do evento e da presença de personalidades, sem dúvida, o atrativo maior da festa foi outro. Foi uma moça, cuja figura nunca passará anônima. Quem é ela? Denise Ribeiro. Essa aí que aparece nas duas fotos.

Ela foi eleita Miss Distrito Federal no dia 08/03. Posteriormente, foi para a disputa nacional onde conquistou o terceiro lugar, mostrando que as moças do DF nada ficam a dever no quesito beleza para as moças das outras unidades do país.

As informações sobre nossa miss são primorosas. Denise ganhou a competição local defendendo o Lago Sul. É universitária do curso de Direito. Possui medidas minunciosas. Com 18 anos, sua altura é 1,78 e pesa 59 quilos.

Longa vida à nossa miss!
Aroldo José Marinho

Denise Ribeiro no miss Brasil 2009



A graça de Tati


A embaixada da França realizou na semana passada (18 a 23/05) uma mostra de filmes para homenagear Jacques Tati. Foram exibidos importantes filmes deste grande grande artista, que muito se destacou na cultura francesa. Primeiro como mímico. Depois como ator, roteirista e diretor. Ganhou a admiração do público e o respeito da crítica. Ele é considerado por muitos como o Chaplin do cinema francês. Assim como o mestre inglês, os personagens de Tati pouco uso faziam da fala. A comunicação era executada por seu corpos, gestos e olhares. Assim sua mensagem era sempre compreendida pela platéia.

Nascido Jacques Tatischeff em 1907, filho de pai russo e de mãe franco-holandesa. Tati iniciou sua vida pública no esporte. Sua estatura (1,87) lhe ajudou a se tornar um importante jogador de rugby, chegando a obter algum sucesso. Posteriormente, optou pelo mundo artístico.

Assim como Chaplin criou Carlitos, Tati também criou um personagem carismático: o senhor Hulot. Foi no filme As férias do sr. Hulot (Les vacances de monsieur Hulot), de 1953, que este senhor atrapalhado e recluso, deu o ar de sua graça. Hulot primava por ser avesso às invenções do mundo moderno, cultivar uma postura que lhe fazia ser diferente da classe média francesa e cultivar o encontro consigo mesmo e com a natureza. O filme recebeu diversos prêmios e concorreu ao Oscar na categoria de melhor roteiro original, escrito por Tati e Henri Marquet.

Outro grande filme foi realizado por ele em 1958,. Consideradao uma obra-prima, Meu Tio (Mon oncle), venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro e o Prêmio Especial do Juri do Festival de Veneza.

Tati faleceu em novemro de 1982, aos 75 anos, de embolia pulmonar. Mas o legado de seu trabalho não desaparecerá. Ele representa um momento de muita criatividade no humor francês. Por isso, eu poderia escrever sobre a genialidade de Tati. mas é desnecessário. Como ele é um talento do cinema, melhor mesmo é vê-lo em cena. Melhor é vê-lo dsifarçado na pele do senhor Hulot. Melhor é curtí-lo.
Aroldo José Marinho


Jacques Tati- As férias do senhor Hulot



22 maio 2009

Aniversário de Frejat

Ontem foi aniversário de Roberto Frejat. O vocalista, guitarrista e também um dos compositores do grupo Barão Vermelho agora é um senhor de 47 anos. Como fã dessa genial banda, pensei que não seria bom deixar a data passar despercebida. Até mesmo como uma forma de mostrar gratidão pelas coisas que o Roberto fez e faz por todos nós que amamos esta banda. Se não fosse o suor dele, talvez nós não poderíamos dizer que Barão é a banda mais influente do rock Brasil dos anos 80.

Depois que Cazuza, seu parceiro em memoráveis e belas canções, partiu para a carreira solo, coube ao Roberto assumir os vocais, começar a juntar os cacos, animar todo mundo e seguir adiante. E olha que não foi fácil. Na cabeça de alguns idiotas do mundo da música, o grupo precisava suir para que Cazuza tivesse êxito sozinho. Deu certo! Mas o Barão também deu. Hoje não há dúvida de que nossa banda merece respeito geral.

Em 2001, Frejat inaugurou carreira solo. Fez um discos recheados de canções românticas e melódicas. Posteriormente, gravou mais dois cds. Todos com apurado nível técnico. Além dessa competência, ele sempre é citado como um excelente cara, alguém de quem é fácil gostar. Tanto é que recebeu um interessante apelido de Lenine: Tony Ramos do rock.

Me desculpo por só hoje registar o aniversário de Frejat. A vida é corrida. O tempo é pequeno e não pára, já dizia Cazuza. Por isso, sem mais delongas, segue minha homenagem para o aniversariante. A letra da canção é uma adaptação feita por Mauro Santa Cecília para um poema de Baudelaire. Que vocês também a recebam com alegria.

Feliz aniversário Frejat! saudações baronescas!

Harold


Roberto Frejat- Amor prá recomeçar



ENTREVISTA-Rita Lee

Reproduzo a entrevista que Rita Lee (foto) concedeu à repórter Márcia Abos, do jornal O Globo. A rainha do nosso rock divulga o lançamento do Dvd que gravou para o canal pago Multishow. Detalhe, esta é a primeira, num 12 anos, que ela concede uma entrevista que não seja por e-mail.
Vamos ao texto!
Harold



ENTREVISTA-Rita Lee

SÃO PAULO — Rita Lee resolveu quebrar um jejum de 12 anos sem dar entrevistas pessoalmente. A deixa foi o lançamento do DVD “Multishow ao vivo”, pela gravadora Biscoito Fino. Apesar de estar com uma forte gripe, a compositora e cantora recebeu a reportagem do GLOBO no estúdio que tem anexo à sua casa em São Paulo. Vestida com uma calça multicolorida, camiseta preta e, por cima, para se aquecer no frio paulistano, uma camisa larga de flanela, ela estava bem-disposta e teve paciência para responder a perguntas por mais de uma hora, sempre solícita. Falou de sexo, drogas e rock ‘n’ roll sem pudores e com seu peculiar senso de humor. Mas não deu sinais de pretender abandonar seu meio de comunicação favorito com a imprensa, o e-mail.
Márcia Abos

O GLOBO: Como foi selecionado o repertório do DVD "Multishow ao vivo"?
RITA LEE: A gente estreou a turnê “Pic nic” em janeiro de 2008. De lá para cá, para não ficar aquela coisa retinha, certinha, começamos a tirar e a pôr músicas, também acompanhando pedidos do público. Para o especial, fizemos um esqueleto dos hits que todo mundo quer ouvir e que a gente não sai do palco sem tocar, como “Ovelha negra”, “Doce vampiro”, “Lança-perfume”. As outras, a gente tirava e punha, como “Mutante” e “Cor de rosa choque”, que fazia tempo que não cantava.

Uma das inéditas é “Insônia”. Você sofre de insônia?
RITA: Sofria. Pastei demais. Na época do “Saia justa” (de 2002 a 2004, Rita foi uma das apresentadoras do programa do GNT) era uma coisa...
Tentei de tudo, menos remédios, porque não posso tomar, acabo tomando a farmácia inteira, não sei quando parar. A mesma coisa com bebida, com tudo. Ou fico careta ou caio de boca. Na época da insônia eu já tava careta. Estou careta há três anos e meio, desde que nasceu minha neta. O nascimento dela foi um marco zero, pensei: “Onde estou? Esse filme, eu já vi muito”. Mas a tomação tem um preço. Quando você para, é insônia total. Aí comecei a perceber que a insônia era uma namorada. Tinha um lado de rolar na cama, e ela está lá.

Você está totalmente careta, nem um vinho de vez em quando?
RITA: Não posso nada. Sou alcoólatra, então bebeu o primeiro, f... Meu pai e meu avô eram alcoólatras, minha irmã morreu de alcoolismo, overdose. Quando comecei a fazer a turnê do “Bossa ‘n’ roll”, baixou um Vinicius de Moraes, e eu estava ali com um uisquinho. Álcool é a droga mais pesada que já experimentei. E tem essa hipocrisia de ser liberado, “Se beber, não dirija”. Isso tudo é cínico.
Ou libera tudo ou proíbe tudo.
Quando nasceu minha neta, eu tava em um hospício. Porque rehab para mim é hospício, lugar de gente louca, que tem compulsão a tudo: comida, sexo, jogo, álcool, drogas.
Mas não me arrependo de ter feito tudo o que fiz, de ter tomado tudo o que tomei, de ter passado pelas esquinas por onde andei. Não tenho discurso de madalena arrependida.
Teve um lado bom de alcançar um arquivo que eu jamais alcançaria careta.
Mas é perigoso. Você consegue coisas maravilhosas, música, letra, a ousadia. Mas você abre a guarda e, nessa, vem o outro lado da moeda, que é o escuro. Era uma coisa Luke Skywalker, agora é Darth Vader.

Como é trabalhar em família, com seu filho Beto Lee e o marido, Roberto de Carvalho?
RITA: É o pai, o filho e a espírita santa (risos). É muito bom. Antes de o Beto ser meu filho, ele é um grande guitarrista. Vê-lo ao meu lado é muito louco. Lembro-me do Beto na coxia em um show há anos, no Maracanãzinho, com uma guitarrinha de plástico. Ele atravessava o palco na maior. É normal ele estar do lado.
Adoro os solos dele, fico babando, como mãe coruja e colega de trabalho que aprecia. E, do outro lado, o pai dele, nossa, é tão bom. Porque eles me dão uma segurança bacana, de “vamos nessa, mãe”.
Em suas composições recentes “Tão”, “Se manca” e “Insônia” há algo de reclamação, de resmungo.

Você está numa fase reclamona?
RITA: É coisa de idade. Sabe velho rabugento? A gente fica reclamão, implicante pra caramba. Reclamo de sair da minha casa. Aí eu falo, “putz, vou pegar avião”. Tenho medo, pavor. Quando eu enchia a cara, tudo bem. Mas agora, careta, tenho pânico, não acredito em avião. Acredito em disco voador, já vi, até. No hotel, olho para o travesseiro e falo: “Está cheio de ácaro de alguém, de outras pessoas, não os meus”. O barulho da geladeira no hotel... Vou reclamando até pisar no palco. No palco, acaba tudo. É muito louco. Palco é realmente outro planeta.

Como é viver um casamento de 33 anos?
RITA: Não tem receita. Tem mudanças, fases. Como naqueles joguinhos em que a gente passa de uma fase para outra. No começo, tinha aquela coisa de ciúme, aquela trepação de coelhinho. Agora é menos quantidade e mais qualidade. É uma coisa mais sutil. Ele é muito romântico, manda flores toda semana. A gente combina. Eu escrevo uma letra, e ele vem com uma música. É uma aventura morar, compor, ter tido filhos com ele.

E essa sua carioquice recente?
RITA: Meu amor pelo Rio vem desde criança. As primeiras lembranças que tenho, ainda vivas, são um filme em branco e preto. A calçada de Copacabana, a Guanabara, a Nara (Leão), que rima com Guanabara, a bossa nova, concurso de miss no Maracanãzinho, bailes de carnaval no Municipal, com aquelas estrelas de Hollywood, e, de repente, chegava Luz Del Fuego, abria o casaco, estava pelada e roubava a cena de todo mundo. Isso só acontecia no Rio quando era capital. Depois que a capital passou a ser Brasília, o Rio de Janeiro foi absolutamente abandonado.
Isso é terrível. O Rio é o cartão postal do Brasil, a capital do país de verdade. Tinha que voltar a ser capital federal, seria engraçado, leve, a cara do Brasil.

A relação com gravadoras é complicada?
RITA: Com a Biscoito Fino, não. Em gravadora sempre tem aquele produtor que tem um cunhado compositor, ele quer enfiar uma música dele no CD. É o fim da picada, mas eu sempre tirava isso de letra. Agora a Biscoito não é uma major, é uma coisa de amigo. São todos meio chegados, a gente pode dizer o que quer, e não se metem. Sempre fiz o que eu quis e briguei muito em gravadoras porque eram incompetentes. Não entendiam, não investiam nas pessoas certas, que mereciam. Depois, com o tempo, virou aquela clonagem.
Ivete Sangalo deu certo, maravilhosa, vieram os clones. O mesmo com dupla sertaneja. Então as gravadoras ficaram clonando em vez de ver os alternativos, a meninada.
Aí apareceu a internet, e eles se f...

O que você acha de pirataria, downloads na rede?
RITA: Adoro. Eu faço e pode fazer das minhas coisas tranquilo. É uma vitrine, tá ali. É assim que está, é muderno.
Toma chocolate e no paga lo que debes. Porque chocolate é de graça agora. Acho simpático, democrático.
Agora você ganha grana em show, porque disco não vende, é só baixar.
Em show você ganha, porque não tem uma Rita Lee pirata cantando.

Quais são seus novos projetos?
RITA: Quero fazer um trabalho de inéditas e retomar aquela ideia de bossanoviar. Queria bossanoviar músicas de cinema brasileiro, italiano, americano. Isso é um projeto paralelo.
Outro é fazer música instrumental, como é só isso que ouço, tenho vontade. Para o disco de inéditas, já temos o material, o negócio agora é parar entre um show e outro, garimpar as melhores e gravar.

A gravação do DVD, no Vivo Rio, apresentou um problema que tem sido rotina, da repetição de algumas músicas. O que você acha disso?
RITA: Isso é insuportável, brocha pra caramba. Mas não tem outro jeito.
As pessoas que estão assistindo são avisadas de que é gravação, mas para nós, que estamos no palco, é uma brochada legal.
Há mais de dez anos você não fala pessoalmente com jornalistas.

Por quê?
RITA: Faz 12 anos que não falo com repórteres. Falo por e-mail, acho tão mais confortável. É mais prático, é moderno, você não sai daí do seu lugar, eu não saio do meu, não tenho que passar batom, você não tem que enfrentar trânsito. Mas muita gente se queixa: “Ah, eu queria olhar cara a cara”. Mas para que olhar cara a cara? Para ver minhas rugas? E eu olhar para você para quê? Para sentir o bafo? Não é legal, desconcentra.
Escrevo muito melhor que que falo, e, se na primeira rodada de perguntas não deu, fazemos outras, até esgotar. Sua palavra não é distorcida.
E eu odeio telefone.