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28 maio 2009

A graça de Tati


A embaixada da França realizou na semana passada (18 a 23/05) uma mostra de filmes para homenagear Jacques Tati. Foram exibidos importantes filmes deste grande grande artista, que muito se destacou na cultura francesa. Primeiro como mímico. Depois como ator, roteirista e diretor. Ganhou a admiração do público e o respeito da crítica. Ele é considerado por muitos como o Chaplin do cinema francês. Assim como o mestre inglês, os personagens de Tati pouco uso faziam da fala. A comunicação era executada por seu corpos, gestos e olhares. Assim sua mensagem era sempre compreendida pela platéia.

Nascido Jacques Tatischeff em 1907, filho de pai russo e de mãe franco-holandesa. Tati iniciou sua vida pública no esporte. Sua estatura (1,87) lhe ajudou a se tornar um importante jogador de rugby, chegando a obter algum sucesso. Posteriormente, optou pelo mundo artístico.

Assim como Chaplin criou Carlitos, Tati também criou um personagem carismático: o senhor Hulot. Foi no filme As férias do sr. Hulot (Les vacances de monsieur Hulot), de 1953, que este senhor atrapalhado e recluso, deu o ar de sua graça. Hulot primava por ser avesso às invenções do mundo moderno, cultivar uma postura que lhe fazia ser diferente da classe média francesa e cultivar o encontro consigo mesmo e com a natureza. O filme recebeu diversos prêmios e concorreu ao Oscar na categoria de melhor roteiro original, escrito por Tati e Henri Marquet.

Outro grande filme foi realizado por ele em 1958,. Consideradao uma obra-prima, Meu Tio (Mon oncle), venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro e o Prêmio Especial do Juri do Festival de Veneza.

Tati faleceu em novemro de 1982, aos 75 anos, de embolia pulmonar. Mas o legado de seu trabalho não desaparecerá. Ele representa um momento de muita criatividade no humor francês. Por isso, eu poderia escrever sobre a genialidade de Tati. mas é desnecessário. Como ele é um talento do cinema, melhor mesmo é vê-lo em cena. Melhor é vê-lo dsifarçado na pele do senhor Hulot. Melhor é curtí-lo.
Aroldo José Marinho


Jacques Tati- As férias do senhor Hulot



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